Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Somos heróis... Ainda estamos vivos...

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Pra você que nasceu antes de 1980....

Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje!

Quando éramos pequenos, viajávamos de carro sem cintos de segurança, sem ABS e sem air-bag! Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial... E tinham também aquelas bolinhas de gude... que vinham embaladas sem instrução de uso...

A gente bebia da torneira e nem conhecia água engarrafada! Que horror!!!!

A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção. E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã. A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore.... E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema.... SOZINHOS....!!!!!

Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo. Não existiam os celulares! Incrível!!!!!!!! A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos...???

Ninguém denunciava ninguém. Eram só “acidentes” de moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado. Você lembra destes incidentes? Janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho...

Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos. E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir... A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era obeso... No máximo, um gordinho saudável... A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes!

Não existia o Playstation, nem o Nintendo... Não tinha TV à cabo, nem videocassete, nem Computador, nem Internet... Tínhamos, simplesmente, amigos! A gente andava de bicicleta ou a pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos.... Sozinhos num mundo frio e cruel!!!!!!!! Sem nenhum controle! Como sobrevivemos???!!! Inventávamos jogos... com pedras, feijões ou cartas... Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso! Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram que refazer a segunda série...Que horror! Não se mudavam as notas e ninguém passava de ano, mesmo não passando... As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza.... Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mal da professora.....

Correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho... As nossas iniciativas eram “nossas”, mas as conseqüências também! Ninguém se escondia atrás do outro... Os nossos pais eram sempre do lado da lei quando transgredíamos a regras! Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e incrivelmente nenhum deles foi preso por isso! Sabíamos que quando os pais diziam “NÃO”, era “NÃO”.

A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa... Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos... Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos “solucionadores” de problemas. Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências... Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade... E não é que aprendemos a resolver tudo?

Sozinhos... Se você é um destes sobreviventes.... PARABÉNS!!!!!!!!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Da série "Das coisas que não entendo"

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Nessa época de eleição tem-se falado em candidatos com ficha suja, e também fala-se da lei de responsabilidade fiscal (vejam definição). Essa lei, nos termos mais populares, 'obriga' que os administradores públicos não gastem mais do que arrecadam.

Sou obrigado a rir disso, somente não sei se rio de alegria ou de inconformismo. É preciso uma lei, que provavelmente foi feita por pessoas altamente instruídas, muitos com cursos no exterior e após muito debate para gerarem uma lei cujo objetivo é dizer para outras pessoas, administradores públicos que não gastem mais do que arrecadam? É isso mesmo?

Eu, um simples ser, que puxa o eRRRRRRe, vindo de uma família normal, de uma cidade do interior, aprendi desde cedo isso. Sempre me ensinaram isso, bem como aprendi as conseqüências de se gastar mais do que se tem.

E os 'cidadãos' e mídia deste país ficam contentes pela existência da lei, como se isso fosse algo muito bom para o país. Vejo isso com tristeza, pois não são os valores, e educação, a consciência, o senso social e de responsabilidade que está fazendo com que os administradores não cometam erros, mas sim a punição prevista numa lei. E lei só existe quando todo o resto não existe.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Indústria das multas

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Esta semana saiu uma notícia informando que na grande São Paulo é aplicada uma multa de trânsito a cada 6s. Uma verdadeira indústria, que aumentou muito a produção a partir da lei que tenta dar um pouco mais de juízo às pessoas.

Mas é um absurdo isso, né? Onde já se viu tantas multas, e a cada dia mais radares são colocados nas cidades, e os fiscais ficam nos pontos mais estratégicos, loucos para aplicarem multas. Creio até que eles ficam salivando a espera do próximo motorista, só para dar uma ‘canetada’ nele.

Eis um argumento de muitas pessoas, que ficam revoltadas com tantas multas.

E eu, um pobre infeliz, que não tenho capital para adquirir os produtos desta milionária indústria. Até tenho dinheiro para ter carro, mas não consigo adquirir os produtos. Sou um excluído desta indústria. Tanta gente fazendo parte desta imensa indústria e eu sem sequer um produto dela.

Usei da ironia para tentar mostrar que a multa nada mais é que a comprovação que você – isso mesmo, você – fez algo errado, e que será penalizado por isso. Não se multa quem dirige dentro dos limites de velocidade, quem usa cinto de segurança, quem não bebe e sai dirigindo, quem não dirige e fala ao celular ao mesmo tempo, quem não ultrapassa sinal vermelho. É tão simples. E as pessoas acham que a culpa das multas é de quem multou. Provavelmente essas pessoas crêem que quando seus filhos tiram notas baixa na escola a culpa foi do professor que não quis dar nota 10.

A matéria-prima da indústria da multa é a irresponsabilidade dos motoristas, o desrespeito as leis que eles estudaram antes de tirar a carta de motorista. Enquanto houver pessoas que não respeitem as nossas leis, o direito dos outros, esta indústria terá muita matéria-prima para continuar funcionando.

E enquanto as pessoas multadas continuarem a crer que o estado só quer prejudicá-las, tirar dinheiro e por isso aplica multas, teremos uma sociedade pobre, egoísta, onde todos acham que podem fazer qualquer coisa e sempre estarão certos. E a imprensa continuará a falar em “indústria das multas”. Se bem que eu prefiro falar “Constatação do egoísmo e desrespeito”.

domingo, 27 de julho de 2008

Terceirização

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Este é um recurso utilizado há alguns anos já pelas empresas, que na busca sem limites por menores gastos e maiores ganhos, e com a concorrência sendo feita por empresas do mundo toda (inclusive daquelas que usam mão de obra quase escrava, sem direitos trabalhistas, com subsídios dos governos, etc) precisam de alternativas para continuarem sobrevivendo.

E a busca da sobrevivência é algo muito bom, afinal, de nada adianta uma empresa falida. Além de diminuir a economia, empregos serão perdidos, impostos deixarão de ser arrecadados, enfim, muita gente sairá perdendo. E então veio a terceirização, que nada mais é do que usar outras empresas para fazerem parte dos serviços necessários para que uma empresa sobreviva. O mais usual é para aqueles serviços que são identificados como não sendo o objetivo de uma empresa. Por exemplo, a minha empresa produz máquinas de lavar, então o pessoal da limpeza, da alimentação, dos recursos humanos, que são necessários para o funcionamento, porém não participam diretamente do objetivo da empresa são terceirizados. Além do benefício óbvio, que é o de diminuição do custo, pode-se ter também o benefício de uma qualidade maior, afinal, a empresa que presta o serviço faz somente isso, e, portanto é uma especialista. E se alguma pessoa sai outra já entra, não dando ‘preocupação’ para o contratante em ver pessoas, essas coisas.

E como as empresas somente podem terceirizar aquilo que não é seu objetivo, o que elas fazem quando mesmo assim querem – ou precisam – diminuir seus gastos? Simples, se eu não posso terceirizar o que é meu objetivo, eu mudo o meu objetivo. Como assim? Hoje em dia, as empresas que produzem automóveis são chamadas de montadoras, já repararam? E por quê? Porque elas não mais constroem os carros, elas somente os montam. Tudo o que é preciso para se fazer um carro é terceirizado. São empresas que fazem as peças necessárias para o carro, algumas existindo somente para uma montadora e obedecendo todas as normas impostas pelas montadoras. Bom, lei é lei né? E então as montadoras somente pegam as peças e as juntam. Na verdade ela é uma ‘resolvedora’ de quebra-cabeças.

Mas tudo na vida tem seu lado bom e ruim. E o que falei é o lado divulgado, o financeiro. O quanto isso torna as empresas mais competitivas no mercado mundial. Sei disso, mas me questiono qual é o custo desta economia. E não é custo financeiro não, mas sim o humano.

As pessoas que trabalham para uma empresa que presta serviço para as demais são comprometidas com o resultado? São comprometidas com a empresa para a qual estão prestando serviço?
E as empresas que contratam as terceiras, estão preocupadas com a empresa que contratou, as pessoas que lá trabalham?

É esse o ponto. A terceirização acabou com o comprometimento, já que as pessoas não mais são da empresa, mas somente estão na empresa, e como estar é algo temporário, para que me importar se o serviço é bom ou ruim, se uma ação minha pode melhorar muito a empresa? Eu estou lá fazendo meu serviço, se bem ou mal não fará diferença nenhuma pra mim, funcionário terceirizado, já que eu não ganharei nada a mais com isso (nem financeiramente nem oportunidades ou reconhecimento). Então somente se faz o que se pagou, e nada mais. E as empresas que contratam, se há algum problema com a contratada, como por exemplo uma dificuldade financeira, já descartam e pegam outra. Ou se a empresa começar a mandar profissionais melhores, e por isso com um valor maior, será que esta empresa continuará a prestar os serviços, ou será substituída por uma mais barata, através do nivelamento por baixo?

Infelizmente vejo o nivelamento por baixo, o não compromisso das pessoas. E a imediata substituição das pessoas ou empresas assim que qualquer problema ocorra. Mas o maior problema não é esse, mas sim a mentalidade que se cria.

Quem convive neste meio percebe tudo isso, e vê o quanto as coisas ficam descartáveis, com pessoas e empresas sendo trocadas assim que não mais interessarem. Eu pago, você faz o que eu quero. Você tem algum problema, problema seu. E vão, dia a dia, vendo tais posturas. E isso enraíza, e as pessoas, na sua maioria, começam a achar normal tal postura, e a adotam como postura de vida. As pessoas também começam a ser tratadas assim. Se eu conheço uma menina, enquanto ela me for 'útil' eu fico com ela, a partir do momento em que tiver algum problema eu troco por outra, sem problema. As relações ficam superficiais, sem cumplicidade, sem o desejo de fazerem algo melhor, de serem melhores, afinal, estão sendo ‘domesticadas’ deste modo.

Será que a terceirização é tão boa assim? Será que os prejuízos que a sociedade tem são menores que os benefícios financeiros? Vejo os centavos economizados na produção de mais e mais produtos gerando famílias (força de expressão) desestruturadas, com pais e mães com filhos de 3 casamentos, irmãos tendo que fazer árvore genealógica para entenderem qual a relação entre eles, pessoas se internando por estarem sempre só, mesmo cercada de pessoas, pessoas cometendo erros crassos com grandes prejuízos, grandes idéias perdidas por não ter motivo para serem ditas. Isso para mim gera muito prejuízo, afinal uma sociedade desestruturada aumenta os gastos pessoais e públicos com segurança.

Terceirização:
- Wikipedia
- Sebrae

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Efeitos da sobriedade

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A tão falada "Lei seca", a qual já escrevi a respeito, continua sendo muito falada na mídia, e agora, após um pequeno período de vigência já se pode apurar alguns números. Os acidentes e vítimas diminuíram 40%, na média. É um número muito significativo, visto que somente foi trabalhado em um ponto, que é o de não beber alcoolizado. E mesmo ainda tendo motoristas bebendo e dirigindo, excedendo o limite de velocidade, dirigindo perigosamente, com carros em péssimas condições o índice de acidentes diminuiu este tanto, não vejo como podem ter pessoas contrárias a isso.

Vi um artigo (artigo completo) informando quem "ganha" e quem "perde" com esta lei. Coloquei entre aspas os termos pois este ganho refere-se somente ao aspecto financeiro. Não estão levando em consideração os ganhos para a sociedade, com a diminuição de acidentes, gastos com atendimento, menos inocentes mortos ou com seqüelas.

Vi que os bares e restaurantes estão perdendo dinheiro, bares na ordem de 40% e restaurantes na ordem de 20%, e que por causa disso entrarão no STF com uma ação de inconstitucionalidade. É aí que não entendo. O que é inconstitucional? Beber? Isso a lei não proíbe. Ela apenas proíbe beberem e sair dirigindo, o que é uma exposição da própria pessoa e de outros à riscos. Duvido que o motivo que eles alegam (vejam o artigo) seja realmente o motivo que os levaram a entrar no STF. E as empresas de Valet (aquele tipo de serviço onde se paga um absurdo para o cara deixar o teu carro na rua) também estão reclamando.
A argumentação é que com esta lei irá diminuir o faturamento destes setores, e conseqüentemente haverá demissões. E onde se viu uma lei promover o desemprego? Usam este subterfúgio para tentarem dizer que a lei é inconstitucional.

Vamos ver se eu entendi. Como o faturamento de um setor diminuirá então a lei é inconstitucional, e portanto deve ser revogada. Se milhares de pessoas (muitas inocentes) morrerem por causa disso, de famílias sofrerem por isso, se o custo da sociedade com tratamentos, custos, socorro aumentar, isso não importa, afinal, meia dúzia de pessoas estarão ganhando dinheiro com isso. Estou delirando? É isso que eles querem?

Bom, se for assim então não entendo porque o governo luta contra o tráfico, afinal, o tráfico dá muito dinheiro, emprega muitas pessoas. Se o tráfico acabar, certamente haverá milhares de novos desempregados. E então por que acabar com a corrupção, os falsificadores de documentos? Afinal, isso também movimenta muita grana, emprega muita gente. Se a questão é evitar desemprego e que algumas pessoas percam emprego, independente do custo social disso ser altíssimo, então vamos parar com essa besteira de querermos um país sério.

Eis um belo exemplo de egoísmo na argumentação. Para defender somente o seu, independente do quanto de estrago isso provoca, acionam a justiça. Quem sabe se essas pessoas estivessem imbuídas do espírito mundiota as coisas não seriam melhores.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

De grão em grão....

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....a galinha enche o papo. Eis um ditado bem popular, e que normalmente ouvimos muito de nossos pais - ao menos fui felizardo ao ouvir isso - para que nós aprendamos a ser mais ponderamos, menos impulsivos, imediatistas, e que percebamos que com o tempo, e um trabalho contínuo conseguiremos muitas coisas. Afinal, qualquer grande obra começa com o primeiro tijolo.

E aprender o que este singelo ditado ensina pode ser muito útil em nossa vida. Não somente para diminuir o anseio, o ímpeto, mas também para percebermos as pequenas coisas que ocorrem e já tentarmos agir logo no começo (tratar a causa), antes que aquela pequena coisa cresça e vire algo muito grande (tratar o efeito), o qual não teremos condições nem forças para derrotar.

Um exemplo bem comum a todos nós são os buracos nas estradas. Começam com pequenas fendas, as quais nem percebemos, mas o tempo passa e a fenda aumenta de tamanho, até virar um pequeno buraco. Mas o carro ainda passa bem por este buraco. Então ainda não nos preocupamos. Até que o buraco aumenta, fica grande e quebra o eixo, ou fura o pneu. Aí xingamos quem foi que não consertou o buraco, mas nos esquecemos que passamos por todas as etapas da vida do 'buraco', o vimos crescendo, e ignoramos, preferimos o silêncio. Depois quando ele age ficamos 'surpresos'.

Este é um exemplo concreto, digamos assim, no entanto tem outras coisas que ocorrem e que não percebemos. Governo aumenta impostos aos poucos, e como nós não aprendemos que é 'de grão em grão que a galinha enche o papo' achamos que aquele grãozinho não nos matará, então deixamos pra lá, afinal, por que me preocupar? É só um grãozinho!!! Então eles colocam outro grãozinho, e como esquecemos do anterior, caímos no mesmo caso, por que me preocupar? É só um grãozinho!!! E vão fazendo isso, até que não tenhamos mais um grãozinho para lhes dar, aí a ficha cai e ficamos com cara de ......... bom, deixa pra lá.

E além de não percebermos isso, é muito comum atirarmos pedra nos que observam as coisas desde o começo. Se um cara reclama do grãozinho já é motivo o suficiente para que ele seja tachado de 'chato' e cara que pensa pequeno, afinal, é só um grão. O ópio da maioria os impedem de verem que o motivo do 'chato' reclamar não é o momento presente, mas sim a cultura que se começa, e principalmente onde vai dar.

Deixo com vocês uma apresentação.



domingo, 20 de julho de 2008

A tigela de madeira

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Nonsenselândia

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A Nonsenselândia é um país imenso, gigante pela própria natureza, cortado pelo trópico e a abençoado por Deus. Certamente um lugar onde todos os que não lá moram gostariam muito de morar. No entanto naquele país ocorrem algumas coisas muito particulares. Creio que somente os moradores daquele país é que conseguem entender.

Fazer as coisas certas naquele país é motivo para ser ridicularizado, é motivo de deboche.

Tudo é feito para os errados. Pagar em dia é coisa de imbecil. Melhor dar calote e pagar muito tempo depois com muito desconto. E há do credor de divulgar a dívida do devedor. Se fizer isso certamente ele será processado, pois estará ferindo a ‘honra’ do devedor.
Chegar no horário pra que? Pra ficar esperando? Não, isso não se aplica naquele país. Quem chega no horário é tonto e merece ficar esperando para ver se aprende como as coisas funcionam.

Educar os filhos? Pra que me preocupar com isso? O meu filho sempre é bem educado, os outros é que são mal educados. E há de você caso indignar-se com o meu filho. No meu filho ninguém rela. Meu filho somente é muito ativo e precisa liberar as energias. Li, não sei se é verdade, que alguns desses filhos, em momentos de liberação de energia batiam em pessoas, colocavam fogo em outras.

E também naquele país é proibido roubar pouco e vestir-se mal. Fiquei sabendo que é uma grande idiotice isso. Lá eles incentivam as pessoas a roubarem bastante, pois estes sim serão respeitados, tratados como doutor e certamente não ficarão presos, afinal de contas, quem se veste bem não pode ficar num lugar daqueles. Só não pode cometer erros de uns amadores que roubaram uma caixa de leite, ou então que arrancaram um pedaço de uma casca de uma árvore. Esses sim são extremamente danosos, e são tratados com o maior rigor possível.

Mas uma coisa que me intriga muito naquele país é que a verdade não é verdade, o que ocorreu não ocorreu,a assinatura não foi assinada, tudo por causa das excelentes leis que por lá eles têm. Se uma pessoa for filmada, fotografada, tiver documentos assinados, e mais um monte de coisa, e isso demonstrar que ela está envolvida em um monte de maracutaias, de nada valerá se as provas não foram obtidas do modo legal como eles lá profetizaram. E com um pouco de dinheiro é fácil fácil declarar que as provas – que são comprovações de fatos – não são legais, portanto não provam nada. Realmente aquele país deve ser único.
Imagino uma situação hipotética, numa tentativa de futurologia, uma possível conversa entre um policial e um estelionatário.

“Caro senhor estelionatário, sabemos que você faz coisas ilícitas, desvia verbas e tudo mais, no entanto preciso que o senhor assine este documento dando-me autorização para que eu possa produzir as provas contra você, via movimentação bancária monitoramento telefônico, imagens, etc, pois sem isso tudo o que for descoberto e registrado não será valido contra o senhor, e isso prejudicará muito o meu trabalho.
Peço encarecidamente então que me autorize, mas fique tranqüilo pois irei no cartório reconhecer firma, farei as 10 cópias necessárias - cada uma na sua cor, tudo dentro da lei. E se der tudo certo, em breve poderei ferrar com o senhor”


Esta é uma obra de ficção.
Qualquer semelhança terá sido mera coincidência.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Senado Fede

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O título deste artigo é em função da imagem abaixo, que deve ter sido tirado por um fotógrafo apressado, que não deixou o pessoal estender até o final.


Nestes últimos dias foi muito divulgado na mídia (oficial e não oficial – leia-se internet, via blogs) a liberação de quase R$ 10.000,00 para que cada senador pudesse contratar um outro (ou outros) assessores (sem concurso público, via QI), o que geraria gastos mensais na faixa de R$ 900.000,00. Não choverei no molhado para dizer o que eles tentaram aprovar. E leio hoje que eles (o Senado) cancelaram isso.

Vi comentários de pessoas dizendo o quão bom foi isso, e realmente foi. A sociedade agradece a este ato de não desperdício do nosso dinheiro (ao menos não no Senado), no entanto fico pensando algumas coisas sobre esse fato.

Até onde eu sei nada lá em Brasília é aprovado assim rapidamente, vejo itens levando até décadas para se chegar a um consenso ou acordo, então se havia sido aprovado isso é porque a maioria aprovou tal proposta após discussões. Ao menos é o que imagino e espero. Então, se eles levaram tanto tempo para decidir isso e depois mudaram de idéia após poucos dias de pressão pública, será que eles estavam convictos de que isso era o certo? Eu, quando creio em algo, defendo meu ponto de vista. E não vi isso da parte do Senado. Somente vi uma rápida mudança no plano após o ‘vazamento’ destas informações à população. E se eles mudam tão repentinamente de idéias (deixo claro que esta mudança repentina me agradou), qual a garantia que eu tenho que eles não podem mudar repentinamente de idéia em assuntos mais importantes? Ou então qual a garantia que tenho que realmente os assuntos são debatidos o suficiente para que eles estejam convictos de que a decisão deles é a melhor? Fico inseguro com relação a isso.

Vi também que baixou o bom senso lá, a razão. Mas só depois da opinião pública se manifestar contra? Nós temos que mandar o bom senso para lá para eles usarem? Será que eles não têm? Ou será que o bom senso que tem é somente quando estão iluminados pelos olhos da sociedade? Lembro a todos que é muito fácil ser honesto na frente de todos, mas é muito mais difícil (porém é nesse momento que se vê a verdadeira honestidade) ser honesto quando não tem ninguém por perto para nos delatar ou verificar a infração. Não vejo muita vantagem em ser honesto após ser alertado pelos outros.

Mas independente disso, se o motivo pelo cancelamento disso foi nobre ou não, quem sabe este não é um pequeno passo para um país mais junto, honesto, de bons exemplos? Que nossos ilustres representantes permaneçam iluminados (de preferência por luz própria) e que nós, os cidadãos deste país passemos a sermos cada vez mais politizados, conscientes de nosso papel, atentos ao que fazem, e que usemos a mídia não oficial (enquanto um projeto deles não colocarem censura na internet) para levarmos informação ao maior número de pessoas possível.


Parabéns aos que indignaram com tal ato, postaram seus comentários, difundiram a informação a ajudaram a mandar ‘luz’ para nossos representantes.

domingo, 13 de julho de 2008

Lei eleitoral

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Este país é farto em termos de leis, temos leis para tudo o que se possa imaginar, algumas inclusive no lugar errado, como lei que define a idade para se aposentar, e que está na constituição, e que exige mover céus e terras para mudar. Mas não estou aqui para falar de qualquer lei, mas sim da eleitoral, onde vejo algumas coisas que não consigo ver o menor traço de racionalidade.

Segundo a lei, não se pode fazer propaganda faltando n dias para a eleição para evitar que o eleitor seja influenciado no momento final da eleição. E agora, com a internet sendo algo da vida das pessoas, certamente ela será usada nas campanhas políticas, pelos candidatos, através de sites oficiais deles ou por cidadãos comuns, que através de blogs, fóruns poderão emitir suas opiniões a respeito dos políticos, seu passado, suas propostas, suas ações. E certamente isso tornará mais democrática a informação, pois não teremos somente a ‘verdade’ vinda dos rádios ou emissoras de TV, que são meios de comunicação particulares. A informação também virá do próprio povo, de qualquer pessoa que queira participar da política deste país, que conheça o candidato, suas ações já efetuadas, suas promessas cumpridas e não cumpridas. Tudo isso poderá chegar até os outros eleitores, ajudando-os a tomarem suas decisões de modo mais consciente.

Pois bem, pelo visto há pessoas que não pensam assim. A lei eleitoral adora regular absolutamente tudo, se um candidato teve 1 minuto de tempo, todos os outros (mesmo os que estão com candidatura somente para aparecer) necessitam ter exatamente os mesmo tempo. Se um programa conversar sobre o tempo com um candidato, será obrigado a dar o mesmo tempo para todos os outros. Isso para não ‘favorecer’ ninguém (tratar diferentes de modo igual é algo tremendamente injusto). E neste ano a lei abrange também a internet. Os candidatos poderão fazer suas divulgações somente pela página oficial disponibilizada para eles. Não poderão fazer campanha de outro modo. E neste ponto eu uso um argumento usado por um participante do programa Opinião Nacional, da TV Cultura. “Mas qual é o limite da página do candidato, já que hoje é possível colocar vídeos do Youtube, fotos do Flickr, agenda do Google Calendar, o trajeto do candidato pelo Google Maps, enfim, um monte de recursos de outros sites, mas que podem ser acoplados em uma página. Ou seja, posso fazer uma página onde nada seja feito na minha página. Como bloquear isso? Ou melhor, por que criar uma lei para tentar promover esta restrição?



Mas o pior ainda nem é isso. Essa lei pode afetar os cidadãos comuns, que utilizam os blogs como meio para expressarem suas opiniões. Certamente milhares de posts serão publicados a favor e contra candidatos, alguns por pura imaturidade, alguns com muita consciência. No entanto isso será encarado pela justiça como propaganda eleitoral, e tanto o cidadão quanto o candidato poderão sofrer punições por esta propaganda indevida.

A justiça eleitoral quer monitorar toda a internet. Será que eles têm a mínima idéia do que é internet? Será que eles sabem que não há como controlar isso? Será que eles não sabem que a internet é um espaço público? Receio que não.

Ouvi argumento de outra pessoa que estava no programa, defendendo o sistema eleitoral, que estas postagens poderão influenciar a decisão das outras pessoas. Não me diga!!!! Sério? Fiquei pasmo com a descoberta. E então como um site ou blog poderá influenciar uma pessoa, então a sábia decisão é proibir e gerenciar toda a internet. Gênios.
Então me deixe alertá-los que além do blog, o meu vizinho poderá me influenciar antes da eleição, em uma conversa. Ou então meu colega de trabalho, o caixa de um mercado, o cobrador do ônibus. Será que eles não pararam para pensar nisso? Creio que assim que eles pensarem certamente proibirão todas as pessoas de conversarem, sob pena de prisão. E dá-lhe concurso público para contratar tanta gente para monitorar as pessoas, gente para construir cadeias, gente para tomar conta dos novos presos.

Estou sendo altamente sarcástico, mas infelizmente não estou sendo incoerente. Quem quer proibir divulgação de informação via internet, amanhã pode querer proibir a conversa entre pessoas.

Se ao invés de criarem mecanismos e leis proibindo tal ‘influências’, não seria muito mais efetivo se investissem para que a população ganhasse discernimento? Se tiverem discernimento, não será TV, blog, amigos, o Papa que as influenciará. Ahhhhhh, mas população com discernimento talvez não mantenha o esquema atual, como pude me esquecer disso? Como diria o Robin, Santa Ingenuidade!!!!!!!!!!!!!!

E termino com uma frase que achei muito de acordo com este texto: “Os políticos não tem que governar o povo, tem que governar para o povo”

Educação pela TV

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Tenho me questionado se a televisão nos educa, ou se nos passa bons valores. E quando se conversa com alguém sobre esse assunto, é senso comum (popular 'carne de vaca') escutar que na TV só tem porcaria, que não tem coisa que presta, que só mostra desgraça, sexo, violência. E as pessoas falam isso com uma rapidez incrível, e com um tom de voz que parece que já foi feita uma séria análise sobre o assunto. Com ares de expert.

Mas sempre me incomodou um pouco essa postura. Parece-me que a TV que vejo é diferente da TV que todos os outros vêem. E por que digo isso? Vejo na TV muita coisa boa, muita demonstração de valores, atitudes positivas, bons exemplos. E nunca vejo ninguém falar nisso.

Posso dar alguns exemplos. Hoje (13/07/2008) foi exibido o filme Robôs (recomendo que vejam), que efeitos à parte, é um lindíssimo filme pelas coisas que passa. É feito um trabalho muito bom com relação aos sonhos, para nunca desistirmos dos nossos, irmos à luta, e também sobre valores, os verdadeiros. Mostra uma família simples, mas que, no entanto sempre educaram o filho com os verdadeiros valores, e no final do filme, o filho diz ao pai "Sei que você não pôde me dar tudo, mas me deu o mais importante. Você sempre acreditou em mim". E o filme também faz uma crítica árdua com relação ao nosso capitalismo e sociedade da imagem, onde o 'mais importante' é sempre estar esteticamente bem, e se você não estiver na moda é descartado e tratado como lixo. E o slogan que o empresário criou para mostrar essa cultura foi "Por que ser você, se você pode ser novo?". Vejo este caso como um belo exemplo de boa influência que a TV pode fazer.

Tem um seriado já antigo, o Família Dinossauros, que apesar de ter um tom humorístico apresenta uma crítica social muito grande e bem elaborada, mostrando muito bem questões como valores, responsabilidade, sociedade. Será que as pessoas vêem este seriado neste ângulo? Ou somente o usam para se divertir?

E no programa da Eliana (Tudo é possível), onde tem um quadro onde uns 'malucos' apresentam vários experimentos científicos de um modo divertido, mostrando e instruindo as pessoas?

E fora programas ou filmes específicos, mesmo nas novelas, que são tão mal faladas, vejo inúmeros exemplos de boas posturas, ações. Vejo campanhas contra drogas, conscientização sobre gravidez, AIDS, responsabilidade ambiental, programas de saúde, esclarecimento sobre doenças, campanhas contra descriminalização, etc. E vejo as pessoas somente falando que novela é só sexo e baixaria.

Será que minha TV é diferente? Creio que não. O que imagino é que as pessoas procuram álibis para seus defeitos e fraquezas (Como se somente elas possuíssem defeitos ou fraquezas. Falarei baixinho uma coisa estarrecedora: todos possuem defeitos e fraquezas, a rainha da Inglaterra, o Papa, Bill Gates, Gisele Bündchen). Se faço algo errado, a culpa é da TV. É mais fácil do que falar que eu agi errado em um assunto. Se eu trato as pessoas como produtos, a culpa é da TV que mostra isso. Como se ela fosse culpada. Por que isso? Por que as pessoas preferem procurar álibis, abrirem mão da rédea da própria vida e optam por serem espectadores, ao invés de serem os atores de suas próprias vidas? Pode ser mais cômodo, num primeiro momento, mas será que trará felicidade? Será que propiciará a nós o verdadeiro crescimento?

Eu me "incluo dentro" da relação das pessoas que possuem a tendência de procurar responsáveis pelos nossos atos fora de nós mesmos (não sei se algum antropólogo ou sociólogo podem me afirmar se isso é uma característica nata do ser humano), no entanto esforço-me para detectar quando estou tentando tirar a minha responsabilidade sobre meus atos e minhas decisões, e cada vez mais tornar-me ator de minha vida. Isso é importante, isso é o que nos ajudará a nos desenvolvermos, sermos pessoas melhores, mais humanas, com acertos e erros. Álibi somente interessa aos culpados.

sábado, 12 de julho de 2008

Espírito de Injustiça

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Tem um programa que passa toda madrugada, onde aparecem 'depoimentos' de pessoas sobre como a vida deles mudaram radicalmente após eles entrarem para o grupo religioso, este que financia o programa. E nesta madrugada pude acompanhar um destes 'depoimentos'. Abaixo relatarei o 'depoimento'.

É uma senhora, entre 30 e 40 anos, aproximadamente, contando de como era sua vida antes, sofrida. Ela tinha 2 filhos, pequenos na época, e por causa da falta de dinheiro e das dificuldades ela chegou a deixar os filhos no quintal, no fundo da casa, para que eles não escutassem vendedores de sorvete, Yakult, essas coisas passarem na rua e pedirem para ela comprar, já que não teria dinheiro. Ela costumava visitar a sua mãe, e saía com o dinheiro contado para as passagens somente, não tinha dinheiro para mais nada. Era uma vida de muito sacrifício. O marido, segundo ela, é uma boa pessoa, trabalhadora, no entanto só conseguia subempregos, nada efetivo. Ela ia a igreja regularmente, cria em Deus, mas a vida dela não estava boa. Ela se questionava, pois "o Senhor é meu pastor, e nada me faltará", e para ela faltava, mesmo ela crendo nEle e freqüentando o igreja.


Até que um dia, alguns anos mais tarde, o seu filho mais velho falou para ela de outra igreja, em função dos depoimentos que ele viu na TV (só não me perguntem como ele viu, pois o programa passa só de madrugada, o menino tinha uns 12 anos, e a julgar pela situação da família ele não devia ter uma TV em seu quarto) falou para a mãe dele, que resolveu ir até esta igreja.


E foi lá que ela descobriu o que estava atrapalhando a vida dela e da família. Eles estavam com o espírito da injustiça (no entanto ela não explicou o que seria este espírito, tampouco como adquiriu, nem como o pessoal de lá diagnosticou isso e muito menos como eles removeram este espírito). E então eis que um milagre aconteceu. Eliminado este espírito a vida dela mudou. Agora eles possuem 4 (quatro) empresas, isso mesmo, são donos de 4 empresas (vejo pessoas donas de uma e com um imenso trabalho para gerenciar e eles com quatro), possuem uma maravilhosa casa, com piscina (ok, piscina tudo bem), salão de jogos (coisa rara) e quadras (é um clube de campo?). Possuem carros importados, e um apartamento na praia. Ah, e os filhos também possuem apartamentos.


O 'depoimento' acaba aí. Não sei por que, mas eu ao ouvir tal 'depoimento' logo me lembro do ditado popular 'Quando a esmola é de mais, o santo desconfia'. Não entendo como alguém que não tem nem dinheiro para um sorvete, em pouco tempo consegue construir um império de 4 empresas. Que eu saiba criar e manter uma empresa é um custo altíssimo, e sem contar que no começo exige muita dedicação e esforço pessoal. Se 1 empresa já toma muito tempo e esforço, 4 então..... Fico também me imaginando como existem bobos nesse mundo. É tão simples passar a ter uma vida farta, glamorosa, com casas lindíssimas, carros importados, e ainda existem pessoas que não vão a esta igreja. São realmente uns idiotas. Preferem ficar com o espírito da injustiça ao invés de terem a vida que merecem. Tolos.

E quem sabe alguém do governo tenha visto este 'depoimento' também, pois nos auxiliará em muito, afinal ao invés de gastarem milhões em programas de treinamento e capacitação profissional, construção de casas populares, auxílios isso-e-aquilo, é só mandar todo mundo para lá retirarem seus espíritos de injustiça que rapidamente nos tornaremos a maior potência deste planeta.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Vias rápidas?

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Quando se estuda para tirar carta de motorista aprendemos que existem vários tipos de vias, cada qual com um limite máximo de velocidade. E uma das vias é a 'Via rápida', cujo limite de velocidade é maior do que as demais.

E o que é essa via rápida? É uma via com o intuito de fazer o transito fluir mais rapidamente, pois não têm paradas como os outros tipos de vias, cruzamentos em excesso, essas coisas. É como se fosse uma estrada. Então isso é bom, não é? Eu respondo sim e não.

E o sim ou não depende somente de um fator: a quantidade de carros. Se existem poucos carros no transito esse tipo de via é uma maravilha, pois conseguimos nos deslocar rapidamente de um lugar para outro, porém se existem muitos carros a via rápida torna-se 'via lenta e geradora de reféns'. Explico. O excesso de carros fará com que o trânsito rapidamente ocupe todas as pistas, e as entradas e saídas desta via se obstruem. E os caminhos alternativos tornam-se mais rápidos, pois é possível seguir mais de um caminho no caso de um estar com um trânsito maior, enquanto que nas vias rápidas você torna-se refém da pista, pois se quiser sair e ir para outras ruas com menos trânsito isso se torna quase impossível, pois a via foi construída de modo a minimizar esses cruzamentos. Então se você ficar preso numa via dessa, não terá muito o que fazer a não ser ficar esperando por muito e muito tempo até conseguir sair para as vias não rápidas.

Hoje me questiono se essas vias não deveriam sumir, deixando somente as ruas normais, com suas infinitas possibilidades de caminho, ao invés de um único. E digo isso analisando a minha cidade, que possui três grandes vias de acesso 'rápido', que somente são rápidos quando não se tem muitos carros, nos horários de maior movimento elas tornam-se lentas. Recentemente fiquei preso vários minutos (o que para essa cidade certamente é muito) em uma via rápida, vendo o sinal abrir e fechar e eu não conseguir ultrapassá-lo. E eu sabia que uma rua abaixo eu poderia seguir o meu caminho tranqüilamente, no entanto a via rápida não me possibilitava ir até esta rua. E eu, e várias outras pessoas, tivemos que ficar na via rápida, gastando tempo e gasolina.

Será esta a morte das vias rápidas?


sábado, 5 de julho de 2008

Da série "Das coisas que não entendo"

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Almoçando hoje eis que me deparo com uma propaganda de uma empresa de sorvetes, a qual me chamou muito a atenção.

"Kibon que no Brasil é verão o ano inteiro.
Novos sabores de inverno"

Pára tudo que eu quero descer. Entendi corretamente????? Eles comemoram que no Brasil é verão o ano tudo, e lança sabores de sorvete para o inverno? Para que?

Será que o criador da propaganda a releu antes de mandar fazer os impressos?


sexta-feira, 4 de julho de 2008

A revanche do cliente de telemarketing

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A situação narrada certamente é muito hilária, e com certeza deu vontade em você de fazer o mesmo quando for abordado por alguém de telemarketing.

Apesar disso soar como falta de educação contra os profissionais desta área, tento ver isso como um excelente exercício de empatia, pois estaríamos mostrando à eles como nós nos sentimos quando abordados por eles, ou então quando necessitamos de um suporte. Infelizmente esse é um retrato muito bem feito da nossa realidade, e quem sabe se muitos começarem a ver o nosso lado, isso possa mudar um pouco, e já que não temos como nos proteger deles, talvez proporcionar-lhes um pouco do resultado das suas ações já possa ser um modo de mudar algo.

Internet

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Temos serviços que são considerados essenciais hoje em dia, como água, esgoto, energia, coleta de lixo, transporte. São serviços que necessitam estar o tempo todo disponível, pois sua ausência provoca grande perda à população. Imaginem só ficarmos sem energia, ou ficarmos sem água. Não digo que é impossível viver sem estes serviços, no entanto sua ausência, mesmo que temporária, trará grande prejuízo às pessoas e a sociedade.


E tem outro serviço que também se tornou indispensável nos dias atuais: a internet. E hoje ocorreu um imenso problema aqui no estado de SP – e devido à falta de informações não consigo ter uma idéia do real tamanho – e que deixou muitas pessoas e empresas sem internet. Bancos não abriram, pois não tinham como se comunicar com os sistemas das centrais, delegacias não puderam registrar os ocorridos ou então pesquisar se uma pessoa era criminosa ou não. Aqui na minha cidade o Poupatempo não funcionou, afinal, os sistemas precisam de conexão.


Como disse no meu perfil, eu trabalho com internet, numa empresa cujo foco é esse. Imaginem então o prejuízo que isso acarreta. Não só não conseguimos acessar as informações necessárias, os nossos sistemas, como também qualquer possibilidade de pesquisa para os trabalhos internos é extinta. A comunicação também fica complicada, além de tornar-se cara em alguns aspectos. Os emails deixaram de existir, e se for vital que entreguemos algo a algum cliente precisaríamos ir até o cliente ou então buscar outro tipo de conexão que não dependa da empresa Telefonica. E em todos os casos o custo torna-se mais alto, não só financeiramente, mas em termos de relacionamento com o cliente, pois isso pode gerar estresse.


E as lan houses? Como ficam? O ganha-pão delas baseia-se na internet. Sem isso elas simplesmente não faturam. E quem pagará este prejuízo? O dia delas não tem recuperação, pois o que elas vendem é o tempo. E os prejuízos causados pela impossibilidade de se pagar contas nos bancos? Como ficará a negociação para evitar pagar multa, visto que a pessoa não teve condições de pagar no dia? Sei que a pessoa provavelmente não pagará a multa, mas o transtorno que ela terá, pois terá que ligar para o credor, ir até a empresa e pagar. Tudo isso consumirá tempo e dinheiro.


Fico perplexo por ver a dependência de um estado (inclusive com os serviços públicos) para com uma empresa. Um problema em uma empresa, e o estado mais rico do país fica sem comunicação. Tudo trava, tudo pára. Será que nenhuma autoridade sabia de tal dependência? Com a atual importância da comunicação, o estado não deveria ter uma estrutura própria, além de um plano de contingência para o caso de problema na estrutura principal?


Se nosso governo depende de uma empresa, e sem esta empresa ele fica parado, será que o preço pago é o justo? Afinal, se não pagar o que a empresa quer, não terá comunicação. Não consigo imaginar um estado tornando-se refém de uma empresa. E não consigo aceitar um estado sem um plano de contingência. Muito menos uma estrutura tão vulnerável, onde um problema em um único ponto afeta a vida de milhões de pessoas.


Parece que nada aprendemos com Aquiles, aquele do calcanhar. Somos capazes de coisas incríveis, televisão no celular, homens na lua, robôs fora do sistema solar, mapeamento do DNA, nano robôs, mas somos incapazes de pensar em plano de contingência não.


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Lei Seca

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Muito se tem falado da ‘Lei seca’ que passou a vigorar recentemente neste país. E esta nova lei proíbe – sob pena de multa e/ou prisão – que pessoas que tenham ingerido álcool dirijam. E aí já está um equívoco do nome da lei, que ela não proíbe que as pessoas bebam, mas sim que não dirijam após optarem por beber, e coloquei optar mesmo, pois ninguém bebe se não quiser.

Mas voltando a lei, vejo muitos comentários de pessoas criticando ou elogiando a lei. Vi argumentos de pessoas que bebem dizerem que isso ofende o direito delas de beberem ou não, e que isso é anticonstitucional, que o Estado não pode tirar o livre arbítrio delas. Concordo com a segunda parte, que o Estado não pode retirar nosso livre arbítrio, no entanto discordo quando dizem que o Estado não pode proibi-las de beber, já que a lei não aplica nenhuma restrição quanto à ingestão de bebidas alcoólicas. Tanto que se pode vender bebida nos mercados e bares normalmente.

Muitos comentários criticando esta lei são de pessoas que dizem que sabem qual é o seu limite, que não passam do limite, e agora nem isso poderão. Concordo que há pessoas e pessoas, há pessoas que sabem o limite para beber antes de perderem por total (parcialmente sempre se perde) seu auto-controle, e pessoas que não possuem essa capacidade, e bebem demais. No entanto, para os dois tipos de pessoas uma coisa é certa: todas perdem capacidade de atenção, de perigo, de distância, tornam-se mais corajosas, mais destemidas. Isso independente da quantidade de bebida consumida. A perda sempre ocorre. E se ocorre perda destas capacidades, tão fundamentais para dar o máximo de segurança possível ao motorista, qual a razão para permitir que eles dirijam, expondo-se à risco (o que eu até não me importo muito, pois isso é uma decisão pessoal, e se morrerem somente eles serão prejudicados) e o pior, exponham a vida de muitas outras pessoas ao mesmo risco, pessoas estas que nada tem a ver com a bebida alheia?

Parece-me que é este o ponto que está sendo esquecido na discussão. O carro é um meio de transporte sim, no entanto ele possui um poder destruidor muito grande, se mal utilizado. E o álcool utilizado fora do tanque de combustível é um potencializador deste poder. Eliminar este fator é uma atitude consciente, principalmente.

Não consigo imaginar como pessoas defendam o fim desta lei, sem terem uma postura egoísta. Creio que quem quer beber e dirigir depois não tenha a menor preocupação com o próximo. Se famílias forem destruídas por causa deles, tudo bem. Se eles morrerem, também.

Estes são os custos humanos, mas tem os custos financeiros também. Pessoas alcoolizadas provocam mais acidentes, o que gera uma necessidade de atendimento, deslocamento de ambulâncias, bombeiros, custos públicos com hospital, tratamentos psicológicos para as vítimas, tratamentos fisioterápicos, reconstrução de postes, viadutos, enfim, tudo que de material possa ser afetado ou necessário para restabelecimento dos estragos. Até o seguro fica mais caro para a faixa etária que bebe com maior afinco (mesmo para os obstêmios). E quem paga o custo disso? O bonitinho que pagou pela bebida, ou o resto da sociedade? Os que não dirigem após beber atualmente pagam pelos custos gerados de quem teve esta postura.

É preciso entender que as pessoas podem sim fazer o que quiserem da vida delas, mas delas. Se uma atitude dela puder afetar outras pessoas, ela já perde este direito. Vivemos em comunidade, temos vida em comum com muitas pessoas, o que eu faço ou deixo de fazer reflete nas outras pessoas. Atitudes inconseqüentes minhas afetam outras pessoas.

Defendo veementemente o direito das pessoas tomarem as suas próprias decisões, mas isso tem que estar de acordo com o comum. Tomar atitudes egoístas e se esconder atrás da legislação de que somos livres é uma atitude imatura.

E não se esqueçam que a lei, apesar do título de Lei Seca, não proíbe consumo de bebidas, somente tem foco em diminuir as possibilidades de acidentes.

Vi um texto do Gilberto Dimenstein que achei interessante. Leiam a matéria.