Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Toda burrice merece ser castigada

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Esta semana foi noticiada um novo gênero de cartão, o cartão pré-pago.

Podem ver uma matéria pelo por este link.

Os bancos passam a oferecer um cartão para os que não tem conta corrente, onde as pessoas podem “carregar” o cartão com os valores que quiserem (até um limite), e então estas pessoas podem nos estabelecimentos passarem este cartão para pagarem suas contas.

Tento entender qual o motivo disso. Eu dou o dinheiro para o “banco”, que somente devolve o meu dinheiro “dentro” de um cartão de plástico, porém para devolver o meu dinheiro cobra taxa. Cobra a taxa de emissão do cartão, cobram a taxa de recarga e alguns taxa para eu sacar o meu dinheiro.

Fantástico isso, agora o banco vai ganhar dinheiro para que as pessoas possam usar o seu dinheiro. E sem contar com a incrível vantagem de não ter responsabilidade alguma.

Olha que sacada fantástica. Eu dou R$ 1000,00 ao banco, que me cobra R$ 15,00 para emitir o cartão, mais R$ 2,00 pela carga inicial. Então durante o mês preciso sacar dinheiro duas vezes, e com isso gasto mais R$ 7,00. Ou seja, no final do mês, dos R$ 1000,00 que eu JÁ tinha disponível para uso, somente pude utilizar R$ 976,00. Incrível, consigo em um mês perder 2,4% do meu dinheiro.

E o banco ainda tem o benefício de não ter que pagar remuneração da poupança, muito menos ser responsável por qualquer perda, afinal, o banco não está de posse do dinheiro, e se o cliente perder o cartão, for roubado não terá a quem recorrer. Seria igual a perder o dinheiro, se perder, já era.

Vamos supor um pouco mais. Se o dinheiro está no cartão. Inicialmente havia R$ 1000,00, e após algumas compras o saldo fica em R$ 723,00. Então eu perco este cartão. O que acontecerá? O saldo está somente no cartão, se eu perdê-lo (ou danificá-lo, mesmo que sem querer) todo aquele dinheiro vai pra onde? Será perdido, e o único penalizado será o dono do cartão, já que não haverá outro local onde se possa ter o registro do saldo.

Como disse inicialmente, a idéia é para beneficar as pessoas que não possuem conta em banco, até porque isso tem um custo. Ledo engano. O BC estabelece que alguns serviços bancários são isentos de tarifa. E deste modo é possível ter uma conta no banco sem pagar taxa alguma, com direito a cartão de débito, 10 folhas de cheque por mês, 2 saques, 2 extratos, além de depósitos e internet ilimitados. E se já se tem tudo isso de graça, por que pagar por algo para que eu utilize o meu dinheiro? Ainda mais sabendo que qualquer problema que ocorrer o único prejudicado será a própria pessoa?

Vi comentários de pessoas dizendo que com este tipo de cartão não correrão o risco de gastar mais do que tem. Engraçado, com o cartão de débito também ocorre isso. Se o valor da compra for superior ao disponível na conta corrente a transação será bloqueada. Ou será que o pessoal imagina que no cartão de débito pode gastar o que não tem?

Me parece, realmente, que esta “novidade” é somente uma forma de tirar dinheiro dos burros, e este é o motivo do título. NÃO há motivo para qualquer pessoa adquirir um serviço onde toda a responsabilidade será somente sua, não haverá proteção, e sendo que já existe o mesmo tipo de serviço, gratuito, onde o banco tem responsabilidade.

Veremos como anda nosso povo mediante o “sucesso” deste novo tipo de cartão. Eu receio fortemente que será um sucesso.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Notas borradas e a burrada

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Estamos vivendo uma epidemia de assaltos a caixas eletrônicos, explodindo-os para poder roubas o dinheiro.

E uma proteção utilizada é a de manchar estas notas com tinta, tornando “claro” que ela é fruto de um roubo, e portanto não mais válida.

Porém, como era de se esperar, os bandidos já conseguiram descobrir um produto que remove, ao menos com um satisfatório resultado, a mancha, possibilitando uma reentrada em circulação mais fácil.

Neste momento gostaria de dar uma sugestão a estas empresas que gastam milhões em pesquisas para procurarem meios de se remover manchas das roupas. Contrate estes bandidos, pois com pouco tempo, pouco estudo e pouco gasto eles conseguiram retirar a mancha que o fabricante da tecnologia disse que após inúmeros testes com inúmeros solventes não conseguiram obter êxito na remoção da mancha.

A população foi avisada que no caso de receber uma nota dessas será necessário ir até o banco, o dinheiro será confiscado, se abrirá um processo para averiguação da origem da nota e somente depois de algum tempo é que você, pobre cidadão honesto, talvez, repito, talvez, tenha seu dinheiro ressarcido.

Fico imaginando o quanto isso motiva uma pessoa que recebeu uma nota dessa fica motivada em ir ao banco. Ela já terá o transtorno de ir, aguardar atendimento, ter que prestar informações – e isso considero correto, afinal, já algo de errado que foi o roubo da nota – e além disso ficará sem o dinheiro por um bom tempo, correndo sérios riscos de nunca mais reaver este dinheiro. O que imagino que acontecerá é que as pessoas com estas notas tentarão, na miúda, passar para frente, evitando assim a possibilidade de perda do dinheiro.

E o criminoso fica de boa, pensando em como conseguir mais dinheiro.

E será que existe uma alternativa melhor? Não sou especialista em segurança, mas creio que uma outra forma possibilitaria uma maior possibilidade de detecção destes bandidos.

Inicialmente mudaremos a regra da nota manchada. Caso uma pessoa receba esta nota, basta ir em qualquer agência bancária, registrar a ocorrência (deixando nome, documentos, telefone e número serial da nota) e sair com uma nota novinha, e só.

Os bancos (caso ainda não façam isso) ter um controle do número serial de cada nota colocada em cada caixa eletrônico, a cada carregamento. Deste modo seria possível detectar de qual caixa aquela nota recebida pelo banco foi furtada.

Quando ocorrer de duas ou mais notas de um mesmo caixa forem registradas, seria necessário acionar a polícia para que ela faça uma engenharia reversa, ou seja, começar por quem entregou a nota e ir descobrindo de quem a nota veio (claro que em alguns casos a pessoa pode não saber), gerando assim uma cadeia de troca. Fazendo-se este mapeamento através de várias pessoas se encontrará pessoas em comum, ou seja, uma pessoa que em algum momento passou mais de uma nota do mesmo caixa. Isso já tornaria a pessoa suspeita, visto que dificilmente uma pessoa que receba uma nota de alguém receberia de outra pessoa outra nota roubada do mesmo caixa.

Deste modo seria possível detectar suspeitos, e provavelmente responsáveis pelo roubo, sem o menor prejuízo para a pessoa que recebeu uma nota fruto de roubo.

Mas vivemos no Brasil, dificilmente uma ideia para facilitar a vida da população e prender alguém é levada a sério.

Continuaremos, então, com as notas borradas e a burrada.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Burocracias, continuo sem entendê-las....

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Burocracia é algo que sempre existiu neste país, e não consigo me imaginar vivendo neste país sem este imenso mal.

Cada coisa que vivencio somente me faz tentar enteder o motivo da existência disso, e cada vez mais tenho a convicção que somente existe para atrapalhar a vida das pessoas, sem nenhum tipo de benefício.

Hoje eu fui ao banco para transferir uma conta da minha cidade natal para a cidade onde moro. Na minha cabeça prática e racional bastaria modificar o número da conta, ou então fazer uma transferência simples e direta, com um novo número de conta e pronto. E digamos que isso, na era da internet, não é nada difícil de ocorrer.

Aí começaram as burocracias. Fui informado que era necessário que eu abrisse uma nova conta, pois a transferência não poderia ser assim fácil. E então era necessário trazer os documentos e um comprovante de endereço (os mesmos que eu já deixei copia na mesma agência, alguns meses atrás). Eu já imaginava isso e os levei, no entanto levei uma conta de condomínio, e fui informado que não era válida como comprovante de endereço. Será que o condomínio que pago não é do endereço que resido? Será que falsifico o documento colocando o meu nome, e pago mensalmente o valor de algo que não é meu?

Fui informado que somente contas de água, luz e telefone fixo são válidos. Fico imaginando as pessoas que moram em flats, onde não existe nada no nome da pessoa. Neste caso as pessoas não poderão jamais abrir uma conta em banco?

Pois bem, sem sucesso tive que voltar em casa (no mesmo endereço que estava naquele boleto que apresentei o banco, quanta coincidência!!!!) e pegar um comprovante que o banco aceitava. Pois bem, fiz isso e voltei. Quando fui atendido a moça me falou que aquele comprovante não seria válido, pois ainda não havia sido pago (não estava autenticado). Disse que pago tudo pela internet, e que por isso não tenho autenticação no documento. Então ela aceitou. Engraçado que este boleto em questão eu não havia pago ainda, pois irá vencer em breve. Fico me questionando qual é o critério? Basta eu pegar uma conta e falar que pago pela internet e tudo bem? E outra coisa, que garantia ela tinha que eu realmente morava neste endereço? Afinal, o que eu tive que mostrar foi um comprovante de residência. E se eu tivesse uma outra casa que alugo, e pegasse este comprovante e apresentasse? Seria aceito tranquilamente, sem dúvida. Ninguém do banco se prontificou a ir até o endereço para ver se eu realmente morava lá.

Após o rolo do endereço fui informado que o tipo de conta que eu tinha na agência de minha cidade natal não existe mais, e a conta a ser criada aqui seria de outro tipo. Em função disso não seria possível fazer o que queria, que era a pura e simples transferência de uma conta de uma cidade para outra. E devido a esta impossibilidade eu terei que ir até a minha cidade natal para poder encerrar a conta. Fico imensamente feliz com isso.

Depois eu precisei passar uma referência. Passei, mas qual confirmação houve destes dados? Se eu passasse qualquer nome, inventasse qualquer telefone estes dados seriam inseridos no sistema tranquilamente. Então pra que exigir estes dados? Se é para ter uma informação, que seja verdadeira. Somente armazenar algumas letras e números em um banco de dados de um servidor não tem fundamento algum.

Somente queria fazer uma transferência de uma conta de uma cidade para outra, e consegui com isso a perda de 3 horas, retorno a minha casa, inúmeras assinaturas, várias folhas de papel, e uma necessidade de ir até minha cidade para encerrá-la.

Será que devo avisar ao banco que em informática já inventaram um recurso chamado "recortar" e "copiar"? Era somente isso que queria.....

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Acabei de receber um texto que acho que vem bem a calhar com o que escrevi:

Arca de Noé Brasileira

Um dia, o Senhor chamou Noé, que morava no Brasil e ordenou-lhe:
- Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que o Brasil seja coberto pelas águas.
Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal.
Vai e constrói uma arca de madeira.
No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.

Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:
- Onde está a arca, Noé?
- Perdoe-me, Senhor, suplicou o homem. Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas:
Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha para eleição do prefeito.
Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros...
O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário.
Começaram então os problemas com o IBAMA e a FEPAM para a extração da madeira.
Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um "Projeto de Reflorestamento" e um tal de "Plano de Manejo".
Neste meio tempo ELES descobriram também uns casais de animais guardados em meu quintal...
Além da pesada multa, o fiscal falou em "Prisão Inafiançável" e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime, a lei é mais branda.
Quando resolvi começar a obra, na raça, apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Naval responsável pela construção.
Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.
Veio em seguida a Receita Federal, falando em "sinais exteriores de riqueza" e também me multou.
Finalmente, quando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Brasil.
Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico!
Sorte que o INSS estava em greve...

Noé terminou o relato chorando, mas notou que o céu clareava e perguntou:
- Senhor, então não irás mais destruir o Brasil?
- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens.
- Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde! O governo já se encarregou de fazer isso!

domingo, 16 de maio de 2010

Da série “Das coisas que não entendo”

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Recentemente tentei pagar um boleto bancário pela internet, e recebi a informação que o pagamento não foi efetuado, e que era para eu entrar em contato com o banco. E não era o saldo o motivo.

No outro dia liguei para o banco e então descobri o motivo. Naquela conta ainda não estava autorizado para efetuar pagamentos. Podia fazer saques, mas pagamentos não, então solicitei a liberação.

E o que não entendo são duas coisas.

Primeiro: por que eu precisava autorizar isso? A conta é minha, o dinheiro é meu, a vontade de pagar algo é minha, então por que é necessário a autorização? Segurança? Mas que segurança é esta já que eu não precisei confirmar nenhuma informação ao telefone para eles liberarem o pagamento? Eles disseram meu nome e eu somente confirmei que sim. Se eu passasse a contra de outra pessoa, certamente conseguiria a aprovação.

Segundo: por que o banco não exige minha autorização também para me conceder limites de crédito que não solicitei, para poder cobrar taxas não autorizadas, para me enviar cartão de crédito? Para tudo que não quero não preciso autorizar, no entanto para o que eu quero, preciso.

Alguém sabe explicar?

terça-feira, 18 de março de 2008

Carta aos bancos

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O texto não é meu, tampouco sei a autoria, no entanto a reflexão é válida.


Senhores diretores de bancos,

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.

Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima.

Que tal?

Pois, ontem saí de seu banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço. Além disso, me impõe taxas. Uma “taxa de acesso ao pãozinho”, outra “taxa por guardar pão quentinho” e ainda uma “taxa de abertura da padaria”. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu banco.

Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma “taxa de abertura de crédito” - equivalente àquela hipotética “taxa de acesso ao pãozinho”, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu banco. Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma “taxa de abertura de conta”.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa “taxa de abertura de conta” se assemelharia a uma “taxa de abertura da padaria”, pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como “Papagaios”. Para liberar o “papagaio”, alguns gerentes inescrupulosos cobravam um “por fora”, que era devidamente embolsado. Fiquei com a impressão que o banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos.

Agora ao invés de um “por fora” temos muitos “por dentro”.

- Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.

- Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 “para a manutenção da conta” - semelhante àquela “taxa pela existência da padaria na esquina da rua”.

- A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo. Semelhante àquela “taxa por guardar o pão quentinho”.

- Mas os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu banco.

Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.

Sei disso.

Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.

Sei que são legais.

Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade.


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

120 razões para NÃO ser um cliente bancário

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Sei que este espaço foi criado para promover idéias, valores, opiniões. Enfim, um espaço para textos com o objetivo de promover um pouco de reflexão nos leitores. No entanto peço licença a vocês para publicar um outro conteúdo.
E o motivo desta publicação é que o banco no qual sou correntista resolveu me 'presentear' este mês, dando-me duas tarifas novinhas, totalizando R$ 25,00, as quais não solicitei tampouco fui informado. Simplesmente acharam legal e fizeram.
Após ligar no atendimento do banco uma tarifa foi estornada, enquanto que a outra (a maior) exige que eu tenha que ir até o banco, explicar para o meu gerente o que houve para que ele estorne. O engraçado é que para cobrarem isso nenhuma dessas burocracias foi necessária. Agora serei obrigado a sair do meu serviço, perder meu tempo, dinheiro para que simplesmente devolvam o que me tiraram sem o menor consentimento.

Então resolvi criar um pequeno protesto. Acho que como eu, muitas pessoas não devem ser muito fãs dos serviços bancários, então quero criar esta área para que possamos criar um pequeno livro, de nome "120 razões para NÃO ser um cliente bancário". Como tudo na vida, existe o lado bom e o ruim. As pessoas são assim, as empresas, entidades, vida, enfim, qualquer coisa. Certamente os bancos não estariam imunes a isso.

Peço então a colaboração de vocês para criarmos estas 120 razões. Peço que não especifiquem o nome do banco, pois isso não é importante, mas sim especifiquem o que houve e a razão para não ser cliente bancário.

E conto com a colaboração de vocês para divulgarem para seus amigos para que possamos chegar neste objetivo. Coloquem suas razões nos comentários, assim outras pessoas também poderão ver as já registradas.

Enviem um email para seus amigos convidando-os. Os comentários são abertos a qualquer pessoa.

Obrigado.