Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

inJustiça 2

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Escrevi recentemente sobre uma decisão da justiça que achei uma injustiça, pois obrigava a empresa fabricante de cigarro a pagar indenização pela morte de um fumante. Não considero isso correto, tampouco a empresa pagar a multa, já que ela está dentro da lei. Disse no artigo que o que deveria ser feito era cobrar do governo, pois ele recebe impostos para permitir isso.
E outro dia li outra notícia onde uma senhora foi vítima do trote do seqüestro, onde os falsos seqüestradores diziam que estavam com sua filha, e ‘convenceram’ a senhora a comprar créditos para telefones celulares, num valor de R$ 1.000,00, se não me engano. Ela foi até um estabelecimento próximo à sua casa e comprou 10 créditos de R$ 100,00 cada. Depois ela descobriu que se tratava de um trote, e acionou a justiça pedindo indenização no valor pago para a operadora do celular, e pela nota publicada foi alegado que ela comprou isso coagida – o que é verdade.
É aí que novamente não consigo entender. O que a empresa tem a ver com o trote? Foi ela quem ligou? Foi ela que entrou em contato com um preso solicitando que ele entrasse em contato com a senhora? Se as respostas forem negativas, então por que exigir ressarcimento da empresa?
O que eu imagino é que novamente a indenização deveria ser paga pelo estado, afinal o estado é responsável pelas pessoas que prende, pelas penitenciárias, pelos celulares que deixam entrar lá, pela permissão de sinais a partir dos presídios. Se o estado cumprisse a parte dele não teria como nenhum preso aplicar este golpe, e conseqüentemente a senhora seria coagida.

Fico pensando se estou tão errado. O que vejo é uma justiça acusando os inocentes. Vejo desvios de responsabilidades.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Balanço

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As empresas sempre param após um ano para fazer o balanço, e as pessoas também.
E fazendo um balanço meu a respeito deste ano, se o resultado pudesse ser transformado em algo monetário, diria que foi um ano que rendeu muito. Inegavelmente a balança pendeu muito para o lado positivo, mas não porque tudo o que me ocorreu foi positivo, mas em muito pela minha forma de encarar as coisas.
Em termos de mudanças mais berrantes ou visuais posso citar minha mudança de emprego, que foi algo sem dúvida ma-ra-vi-lho-so (separei deste modo para enfatizar). É impressionante o que um ambiente onde você se sente bem, valorizado, respeitado faz com uma pessoa. Se sentir respeitado e tratado com humanidade é algo que nos deixa imensamente felizes, com muito mais força para encarar os obstáculos da vida. Acordar falando ‘bom dia’ e ir feliz ao trabalho é algo muito gratificante.
Outra mudança mais perceptível foi minha volta às aulas, agora em uma pós e em uma área bem diferente da minha formação acadêmica, porém dentro da minha formação de cidadão e de crença. Escolhi uma pós na área de gestão de pessoas, e tem sido incrível a experiência, tanto a experiência dos alunos como a dos professores. Tem sido muito gratificante conhecer e ver que existem muitas pessoas que olham e valorizam o ser humano, dão a ele o seu devido valor. Tenho tentado aproveitar tudo de bom neste curso para poder primeiramente me tornar uma pessoa melhor, e por conseqüência conseguir o melhor ambiente profissional possível, focando nos resultados, porém ser esquecer que são as pessoas os bens mais importantes de uma empresa.
Tive algumas perdas também este ano, mas encarei de um modo maduro, utilizando para um amadurecimento, crescimento. Não que não as tenha sentido, mas procurei tirar lições delas.
Mas para mim o melhor deste ano foi o meu amadurecimento, tenho certeza que amadureci muito, e num ritmo muito mais rápido do que nos outros anos. Não sei se é algo cronológico (entrei em minha quarta década), ou convívio com pessoas fantásticas, ou então meus estudos, acaso, sei lá. Só sei que hoje estou uma pessoa melhor do que antes, muito mais confiante em mim, em meus valores, minhas crenças, meus objetivos de vida. Consigo olhar para o Carlos de tempos atrás e comparar as decisões daquele Carlos com as decisões deste atual Carlos, e ver que houve evolução, e ao invés de pensar ‘como eu era bobo’, penso ‘que legal, hoje estou vendo de outro modo’, sem qualificar de bom ou ruim minha antiga forma de ser, mas valorizando a evolução, o desenvolvimento. E espero que daqui a 10 anos, quanto olhar para o Carlos atual eu tenha o mesmo pensamento, pois assim terei certeza que continuei a me desenvolver.
É muito legal olhar para a vida e ver que tudo o que temos e o que não temos é resultado exclusivo das nossas opções, ver que somente eu sou o responsável pelo meu futuro. Nada que acontece comigo é culpa de outra pessoa, nem do governo, nem de ninguém, nem do acaso ou sorte. Ver que somente eu sou responsável pelo meu presente, e conseqüentemente meu futuro. Sei o quanto é cômodo culpar algo externo, mas hoje sei o quanto é gratificante pegar as rédeas de nossa própria vida.
Também aprendi que independência é muito bom, é algo que lutamos em nossa adolescência, mas que o melhor é fazer as coisas com alguém, mesmo sabendo fazer sozinho. E esse alguém pode ser uma namorada, os pais, os amigos, os colegas de trabalho.
E em função deste monte de acontecimentos é que resolvi criar este espaço onde exponho um pouco das minhas idéias, reflexões. E faço isso de modo até que prepotente já que não tenho o dom da palavra (sou da área de exatas), porém o exercício de pensar para escrever, buscar assuntos, analisar contextos tem sido algo muito prazeroso.

Quero deixar aqui meu abraço a todos que colaboraram com este meu ano fantástico, os que estão ao meu lado, os que ficam por perto ou os que estão distante somente fisicamente. Certamente tudo isso não teria ocorrido se não fossem por vocês.
E quero desejar a todos uma vida com muita reflexão.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Refazer novamente outra vez de novo

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Amanheceu o dia. Acordei e tive a certeza absoluta que hoje resolveria muitos dos meus problemas. Para isso bastaria encará-los de frente.
Estava tomando meu café quando tive uma surpresa inesperada. Minha família possui muitos parentes nas forças armadas, e estes vieram me visitar. Vieram meus tios, um almirante da marinha, um general do exército e um brigadeiro da aeronáutica. E qual não foi o tamanho do meu susto quando eles gritaram bem alto o meu nome.
Com o grito fui obrigado a interromper de uma vez o meu café e fui falar com eles. Me disseram que não haviam planejado antecipadamente esta visita. Claro que não me importei, afinal estar com parentes é sempre bom, pois eles são o elo de ligação com nossa história.
Como eles viram que fui pego de surpresa começaram pedindo desculpas dizendo que não queriam abusar demais, e me deram sua palavra de honra de que não repetiriam outra vez essa indelicadeza.
O meu tio do exército começou a contar um fato real que ocorreu com ele. Contou que pegou fogo em um galpão onde ele estava, galpão este que ficou com labaredas de fogo de até 10 metros de altura. Juntamente com seus companheiros começaram a lutar contra o fogo. Enquanto lutavam reparou que tinha uma multidão de pessoas do lado de fora observando. Voltou seu pensamento ao problema e resolveu dividir as pessoas em duas metades iguais, uma metade tentaria apagar o fogo e a outra tentaria evitar que ele se alastrasse. Viu que não estava adiantando muito, mas sua crença era tão forte que disse que precisavam manter o mesmo time. Todos foram unânimes em seguir as instruções, afinal era expressamente proibido discordar de um general. Mas o galpão continuava a permanecer em chamas, cada vez maiores, mas quem convive junto com meu tio sabe que mudar de opinião não é uma característica sua. E como o fogo aumentava, meu tio bradou que precisava tomar medidas extremas de último caso. E antes que pudesse dizer qual era essa medida olhou para cima e observou que não tinha nenhuma estrela no céu, o tempo estava fechado. E isso foi a sorte deles, pois rapidamente começou a chover e o fogo foi apagado.
Após esta história informei a eles que precisava resolver uns compromissos, e por isso tinha que sair.
Ao sair de casa notei que a rua estava completamente vazia, mas me lembrei que a razão era porque todos os moradores estavam na festa da abertura inaugural de uma grande rede de mercados, ao lado da prefeitura municipal. Mas fui ao meu destino. Peguei a quantia exata para pagar o ônibus, ida e volta, e fui até a loja, pois anteriormente a moça havia me avisado que era preciso que eu comparecesse em pessoa lá. Como eu freqüentava constantemente esta loja não me importei muito.
Durante o caminho vi pichadores praticando um vandalismo criminoso em um monumento da cidade e pensei no que leva estas pessoas a fazerem isso, que planos ou projetos para o futuro eles possuem? Será que eles possuem algum sentido significativo nessa vida? Será que nós erramos em sua educação? Será preciso que todos os países do mundo busquem em conjunto outra alternativa para resolver este problema, ou será que os vereadores da cidade possuem esta capacidade? Não soube responder esta pergunta, somente pensei como seria diferente se pudéssemos voltar atrás.
Ao chegar à loja fui até o balcão de atendimento perguntar o motivo pelo qual eu havia sido chamado, e a moça me falou, exultada de alegria que eu tinha sido premiado, pois eu havia sido a primeira pessoa que havia gasto o valor exato que eles haviam definido em uma promoção, e que por isso eu ganharia grátis um bônus de R$ 1.000,00, para gastar na própria loja nos dias 8, 9 e 10, inclusive. Não pude conter meu sorriso nos lábios, afinal ganhar algo é sempre muito bom. Lembrei que somente uma vez, há anos atrás eu havia ganhado algo em minha vida. Mas não é só isso, disse a moça, lendo os pequenos detalhes da regra da promoção. Se você conseguir gastar o valor exato, sem sobrar nada, você terá um prêmio extra, que pode ser a publicação da sua autobiografia, escrita por um escritor local, ou a obra prima principal de um pintor local, ficando de sua livre escolha.
Estava tão feliz com a notícia que nem me importei de ter que retornar de novo à loja outras vezes, afinal agora iria para utilizar meu prêmio. E como foi bom este prêmio, pois eu estava num período onde estava tendo muitas despesas com gastos, e este valor, mesmo que tenha sido em caráter esporádico iria me ajudar muito. Poderia agora fazer o acabamento final do meu quarto, eliminando inclusive aquela goteira no teto.
No retorno para casa vi um trágico acidente automobilístico. Um jovem que excedeu em muito na bebida atropelou um senhor negro, que teve morte instantânea. Ao seu lado estava uma senhora, chorando muito. Pensei, esta deve ser a viúva do falecido. Mas o pior foi o que ouvi um rapaz dizer. Foi a pura expressão do preconceito intolerante. Para mim foi um claro sintoma indicativo que este jovem não possui nenhum tipo de valor. E como sei que uma fatalidade pode possivelmente ocorrer com qualquer pessoa, resolvi tirar uma foto do acidente, escrever um relato e enviar uma carta ao conselho de trânsito, anexando junto à foto. Quem sabe assim alguma providência seja tomada, como proibir terminantemente dirigir depois de beber.
Foi um dia de grandes variações de sentimentos.
Chegando em casa ligo a TV e começo a ver as notícias. Escuto que uma empresa subirá o preço de seu produto, e o comentarista econômico fala que não se tem o que fazer, pois a empresa tem o monopólio exclusivo deste produto. Falam do superávit positivo, da criação de novos empregos, que o habitat natural das tartarugas está sendo destruído, que a relação bilateral entre dois países está estremecida por causa da guerra, da criação de uma nova vacina conta a AIDS, dão um destaque excepcional ao nascimento de uma filha de uma artista famosa.
Entrevistaram um senhor saindo do banco, e o senhor disse que havia feito um empréstimo temporário para terminar a reforminha da casa dele, mas que os juros continuavam demasiadamente excessivos. Na área esportiva mostrou o feito de um nadador, e disseram que seu recordes eram individualmente inigualáveis.
Desliguei a TV e fui fazer um passatempo passageiro, afinal, queria espairecer um pouco. Depois de um tempo fui à cozinha, comi uma comida, bebi uma bebida. Satisfeito fui até o meu quarto dormir.”

Pleonasmo pode ser tanto uma figura de linguagem quanto um vício de linguagem. O pleonasmo é uma redundância (proposital ou não) em uma expressão, enfatizando-a.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Bode Expiatório

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Dei este nome ao artigo pois receio que é isso que acontecerá com o caso do lutador que morreu recentemente. Para o significado do termo, leiam a parte do sentido figurado.

Como sabem ele morreu neste fim de semana supostamente por causa dos remédios aplicados por um médico. Foram vários remédios que lhe foram dados para que ele conseguisse se acalmar. Não sou da área médica então não sei se a dose de remédio foi a correta ou não, também não sou da polícia e não sei se o procedimento deveria ser feito na delegacia ou em um hospital. E para o meu propósito isso não será relevante.

Vendo as reportagens pela TV e internet vi os familiares dizendo que o médico é o responsável pela morte do filho, e que entrarão na justiça. Entendo e respeito a dor dos familiares, o calor da emoção, a brevidade dos fatos. Mas não consigo deixar de pensar sobre o fato.

Há um conhecimento popular em que é dito que depois que morre todo mundo vira santo. Receio que isso esteja ocorrendo neste caso. O que vejo é que querem encontrar o culpado pela morte do lutador, mas parece que se esqueceram que ele tinha um pavio curto (palavras dos amigos de academia), que se esqueceram também que ele já havia se envolvido em várias brigas, indo parar na delegacia e até sendo preso outras vezes, que se esqueceram que ele usava drogas (de acordo com a perícia feita após a morte constatou-se a presença de alguns tipos de drogas), que se esqueceram que ele estava fugindo de traficantes, que ele havia roubado um carro, tentado roubar uma moto e agredido um mototaxista. Tudo isso foi esquecido.
Parece que as pessoas acreditam que ele caiu do nada dentro da cadeia, que ele não teve culpa nenhuma por ele ter ido parar lá.

E agora querem colocar toda a culpa sobre um médico. Como disse, não sei se a dose foi exagerada ou não, se o local era o correto ou não, tudo isso a perícia analisará. Não isento também a responsabilidade de um médico ao receitar remédios a uma pessoa. No entanto ignorar tudo o que aconteceu para que esta pessoa chegasse até a delegacia parece-me leviandade.

Promover a justiça sim, atapetar o passado não.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Fazer o que você gosta x Gostar do que você faz

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Não concordo integralmente com o conteúdo do artigo, no entanto a reflexão é sempre válida, e opiniões diferentes também.

"A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente.

Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando “fazer o que se gosta”, um conselho confuso e equivocado.
Nenhuma empresa paga o profissional para fazer o que os funcionários gostam que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.
Justamente, paga-se um salário para compensar o fato de que o trabalho é essencialmente chato.
Mesmo que você ache que gosta de algo no início de uma carreira, continuar a gostar da mesma coisa 25 anos depois não é tão fácil assim. Os gostos mudam, e aí você muda de profissão em profissão?
As coisas que eu realmente gosto de fazer, eu faço de graça, como organizar o Prêmio Bem Eficiente; ou faço quase de graça, como escrever artigos para a imprensa.
Eu duvido que os jogadores profissionais de futebol adorem acordar às 6 horas todo dia para treinar, faça sol, faça chuva. No fim de semana eles jogam bilhar, não o futebol que tanto dizem adorar.
O “ócio criativo”, o sonho brasileiro de receber um salário para “fazer o que se gosta”, somente é alcançado por alguns professores de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral. Nós, a grande maioria dos mortais, terá que trabalhar em algo que não necessariamente gostamos, mas que precisará ser feito. Algo que a sociedade demanda.
Toda semana recebo jovens que querem trabalhar na minha consultoria num projeto social. “Quero ajudar os outros, não quero participar deste capitalismo selvagem”. Nestes casos, peço para deixarem comigo seus sapatos e suas meias, e voltarem a conversar comigo em uma semana.
Normalmente nunca voltam, não demora mais do que 30 minutos para a ficha cair.
É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem “fazer o que gostam?”
Quem irá retirar o lixo, que pediatra e obstetra atenderá você às 2 da madrugada? Vocês acham que médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos porque gostam?
Felizmente para nós, os médicos, empresas, hospitais e entidades beneficentes que realmente ajudam os outros, estão aí para fazer o que precisa ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que precisa ser feito, do que os egoístas que só querem “fazer o que gostam”.
Teremos então que trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressora?
A saída é aprender a gostar do que você faz, em vez de gastar anos a fio mudando de profissão até achar o que você gosta. E isto é mais fácil do que você pensa. Basta fazer o seu trabalho com esmero, um trabalho super bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.
Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão fazer seu trabalho com distinção e que o colocarão à frente dos demais.
Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isto, demoro demais, vivo brigando com quem é medíocre, reescrevo estes artigos umas 40 vezes para o desespero dos editores, sou super exigente, comigo e com os outros.
Hoje, percebo que foi este perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.
Se você não gosta do seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor na sua área, destaque-se pela sua precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado e outras portas se abrirão. Você vai começar a gostar do que faz, vai começar até a ser criativo, inventando coisa nova, e isto é um raro prazer.
Faça o seu trabalho mal feito e você estará odiando o que faz, a sua empresa o seu patrão, os seus colegas, o seu país e a si mesmo.
Este é na minha opinião, o problema número 1 do Brasil. Fazemos tudo mal feito, fazemos o mínimo necessário, simplesmente porque não aprendemos a gostar do que temos de fazer e não realizamos tudo bem feito, com qualidade e precisão."

Por Stephen Kanitz, formado em Administração de Empresas por Harvard e Articulista da VEJA.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Tri

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Esta publicação não tem nenhum assunto específico, não tem como finalidade provocar reflexão, mas sim relatar algo.

Ontem tive a grata felicidade de estar em uma festa Trilegal. Era uma festa de empresa, de final de ano, e o mais incrível, não era uma daquelas festas chatas, aonde os funcionários vão por obrigação ou para não ficarem escutando nos outros dias encheções de saco do porque não foram.
Não tinha nada daquelas pomposidades, demonstrações de poder ou quaisquer coisas tolas do gênero. Tinha comida Trigostosa, bebida Trisaborosa e pessoas muito, mas muito mesmo, Triespeciais. Ah, tinha também uma sobremesa Tritentadora....
E apesar desta ‘simplicidade’ não vi ninguém, ninguém mesmo insatisfeito em algum canto da festa, ou falando mal de alguém. Incrível isso.
Claro que em toda festa sempre há alguém que pede a palavra para falar um pouco. Nesta festa certamente não seria diferente, e não foi. Mas algo me chamou a atenção. Quem falou não tinha um texto todo ensaiado, com ‘belas’ palavras ou frases de efeito. Falou de coração. Sem discurso demagógico. Fiquei estarrecido. Como uma empresa não possui discurso ensaiado e da moda? O pessoal deve ser maluco em não seguir o que todos fazem, bom, enfim, foi assim. E o mais Trilegal é que outras pessoas, igualmente sem discurso ensaiado resolveram falar também. Falou quem quis, falaram o que quiseram, na frente de todos. Um verdadeiro exercício de Triliberdade e Trirespeito.
Em um destes depoimentos alguém falou que o legal de se trabalhar lá é que para ele o trabalho era algo natural de sua vida, como por exemplo dormir, comer, estudar. Não era um fardo que ele tinha que fazer somente para receber algum dinheiro no final do mês. Não tinha aquele peso que infelizmente muitas pessoas possuem.
Não sei se para os presentes (donos ou funcionários) era preciso algo mais.

É isso, deixo aqui meu Triagradecimento por ter tido a oportunidade de estar nesta festa. Foi uma noite Trimaravilhosa. E o melhor de tudo, tenho a certeza de que esta possibilidade ocorrerá muitas vezes.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Vaidade

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"Que valores são esses?
E além da vaidade, o que resta?
Cirurgia de lipoaspiração?
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos "lipo-as" e muito mais "piração"?
Uma coisa é saúde, outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta,
pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, a volta, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso, em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal, mas... uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos, não é natural.
Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde.
Que o mundo mude.
Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva."

"Cuide bem do seu amor, seja quem for"

Herbert Vianna

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A prazo: até a vista!

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Você já comprou alguma coisa à prazo? Pagou em suaves prestações a perder de vista? Eu também já utilizei isso, mas proponho a seguinte reflexão. Você precisava usar o recurso do prazo para adquirir o que queria?

Fiz esta pergunta por que as pessoas neste país acreditam que somente conseguem comprar alguma coisa se parcelarem em módicas prestações, a perder de vista. Nunca ninguém tem dinheiro para pagar comprar qualquer coisa à vista.
Se acharem que estou exagerando basta olharem as propagandas de TV, onde um produto, que custa, por exemplo, R$ 40,00 é parcelado em 10 (isso mesmo, DEZ!!!!!!) vezes de R$ 5,00. Claro que os juros estão embutidos neste caso. Então pergunto: Tem algum fundamento pagar mensalmente R$ 5,00? Só o custo que a pessoa terá para ir mensalmente até a loja pagar deve ser o mesmo valor que ele pagará. Resumindo, um produto que custava R$ 40,00, que em uma conversa poderia até ser pago mais barato em uma compra a vista sairá em torno de R$ 100,00, ou seja, R$ 60,00 a mais do que o preço original. Uma tremenda falta de juízo.
Mas e se a pessoa não tem o valor inteiro, ela precisa parcelar, certo? Não, não vejo isso como correto. O que bem aprendi em minha vida é que precisamos economizar nosso dinheiro (economizar não significa não gastar, mas sim gastar racionalmente), tanto para situações inesperadas que possam nos acometer quanto para comprar algo que não temos dinheiro no momento. Mas eu quero comprar agora, não quero esperar 10 meses para ter o produto. Ah bom, mas aí o problema é outro, não é o dinheiro, mas sim a falta de paciência.
Tudo bem Carlos, mas e quando ocorre uma emergência e precisamos comprar algo, e não temos dinheiro a vista, como fazer? Aí sim eu acho que o parcelamento se adéqua, porém se a pessoa já tem feito a lição de casa economizando anteriormente, existirá uma boa possibilidade que a pessoa tenha o dinheiro para pagar estas eventualidades.
Não estou aqui dizendo que o parcelamento não deveria existir, somente propondo uma reflexão se a forma como o utilizamos é a mais adequada. É muito comum ouvir das pessoas que parcelam que elas não tem dinheiro a vista, por isso parcelam. Não serei redundante, e por isso farei outro raciocínio. A pessoa compra cinco produtos, cada qual pagando R$ 50,00 por mês – total de R$ 250,00. E no dia que compra as cinco coisas já sai da loja com todos. Então pagando R$ 250,00 ela conseguiu ter todos os produtos. Porém nos quatro próximos meses, mesmo sem comprar nada ela também terá que pagar R$ 250,00, impedindo-a de comprar qualquer outra coisa neste período, já que o orçamento dela chegou ao limite. E se ao invés de comprar tudo e parcelar ela comprar um item por mês, ao final dos cinco meses ela também não terá as mesmas coisas? Terá, mas do outro modo ela já saiu com tudo no mesmo dia. Eu sei, e isso não é impaciência? Ela parcelou não porque não tinha R$ 250,00 por mês para comprar cada produto, mas sim para tê-los de imediato. E olha que nesse caso eu não coloquei juros, que sempre tem. E mesmo que as lojas digam que não tem, dificilmente uma loja se sujeitaria a perder uma venda por recusar dar algum desconto (ou isenção dos juros) para alguém que queira pagar a vista.

Considero a possibilidade de parcelar uma exceção, e não uma regra. Resumirei os motivos para isso:
  1. Parcelar (tomar crédito) faz com que paguemos juros, que é uma forma de concentrar renda e empobrecer o país, pois os juros ficarão restritos a poucos, e como o dinheiro não estará sendo gasto com produção, não se gerará mais empregos, mais impostos, distribuição de renda.
  2. Gera uma mentalidade de dependência, fazendo as pessoas acreditarem que a única forma de conseguirem comprar algo é se sujeitar a isso.
  3. Empobrece as pessoas, tirando dinheiro da economia e aumentando a pobreza.
  4. Gera um trabalho maior de gerenciamento, pois todo mês será necessário ficar atento aos pagamentos pendentes, saldo em banco.
  5. Cria maior risco de calote, pois ninguém pode prever o futuro (perda de emprego) e pode deixar de pagar. Isso faz com que as financeiras cobrem juros maiores para compensar os devedores.
  6. Teu nome pode ir para o SPC, o que pode dificultar a vida de quem tem dinheiro mais contado.
  7. Tira das pessoas a noção de empenho, de esforço para conseguir algo. Fica ‘fácil’, e conseqüentemente sem valor para a pessoa, somente valor financeiro.
  8. Faz as pessoas gastarem dinheiro em coisas que não precisam, pois podem pagar o valor mensal. Não vejo necessidade de alguém com orçamento restrito comprar um celular de R$ 500,00 somente porque R$ 50,00 a pessoa pode pagar por mês.
  9. Ao parcelar é necessário fazer cadastro nas lojas, e deste modo eles conseguem muitos dados nossos, os gostos, freqüência de compra, valor de compra, e com isso eles podem nos abordar para tentar venderem mais coisas.
Para bens maiores, muito caros, necessários ou muito úteis considero muito a possibilidade de parcelar, pois parcelar uma casa, mesmo com juros, é melhor do que pagar aluguel (dinheiro perdido) e tentar juntar o dinheiro no mesmo período. Porém é preciso ter muito cuidado, analisar o quanto um parcelamento é necessário, o quanto é vaidade, o quanto é imediatismo, impaciência.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Lei de Gerson

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Vivemos em um país com uma bela constituição, com muitas leis as quais foram criadas para tornar nossa vida em sociedade mais agradável, mais fácil, melhor. Temos leis para tudo, raramente nos deparamos com alguma situação onde nenhuma lei específica ainda não exista.
E apesar de todas estas leis vivemos num país sem lei, onde tudo é feito de modo errado e descarado, vemos diariamente escândalos de corrupção, no leite, nos livros escolares, em prefeituras, em Brasília. E infelizmente não vemos a contra-partida, que seria a execução da lei para estes casos. Parece que neste país as leis existem somente para serem impressas.

Mas tem uma lei neste país que funciona espetacularmente (infelizmente). Essa lei é a Lei de Gérson (veja detalhes sobre esta 'lei'). É impressionante como esta lei já arraigou-se em nossa cultura. Já devem ter ouvido de alguém (que certamente não é exemplo de ética) que neste país quem não leva vantagem é otário, que aqui todo mundo faz isso, que fazer isso é ser 'esperto'.

Abaixo deixo um exemplo dessa 'lei', de como existem pessoas cujo objetivo de vida é enganar os outros em prol de vantagens individuais. O aúdio é um comentário do Joelmir Beting após ter participado de um evento como mediador.





Realmente é impressionante a 'capacidade' destas pessoas. Pena que elas optam pelo errado. E há algo que podemos fazer? Certamente, denunciar tais situações, não achar isso normal, nem certo, e fazer diferente disso, mesmo sendo parte de nossa 'cultura' já é um grande passo.

Um oceano é composto de gostas, e uma sociedade ética e justa é composta por pessoas com atitudes éticas e justas.

Ponto

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domingo, 9 de dezembro de 2007

Mentalidade brasileira

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Ouvi um comentário feito pela Soninha sobre a mentalidade do povo brasileira. Abaixo segue o áudio de seu comentário, e o link original.



A cultura do slow down

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Belo artigo...Leia-o com atenção e medite bem sobre o seu conteúdo

Há 18 anos ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida.
Trabalhar com eles é uma convivência deveras interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos a concretizar-se, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É uma regra.
Os processos globalizados causam-nos a nós (portugueses, brasileiros, argentinos, colombianos, peruanos, venezuelanos, mexicanos, australianos, asiáticos, etc.) uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos.
Conseqüentemente o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos lentos dos suecos.
Os suecos debatem, debatem, realizam "n" reuniões, ponderações, etc.

E trabalham! com um esquema bem mais "slow down". O melhor é constatar que, no fim, isto acaba por dar sempre resultados no tempo deles (suecos) já que conjugando a necessidade amadurecida com a tecnologia apropriada, é muito pouco o que se perde aqui na Suécia.

Resumindo:
  1. A Suécia é do tamanho do estado de São Paulo (Brasil).
  2. A Suécia tem apenas dois milhões de habitantes.
  3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem apenas 500.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa…; ou cidades balneares como Mar del Plata, Argentina, onde vivem permanentemente 1 milhão de pessoas, ou ainda a cidade de Rosário, Argentina, com três milhões).
  4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, hein? Para se ter uma idéia da sua importância basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.
Os suecos podem estar enganados, mas são eles que me pagam o salário. Devo referir que não conheço nenhum outro povo com uma cultura coletiva superior à dos suecos.
Vou contar-lhes uma pequena história, para ficarem com uma idéia.

A primeira vez que fui para a Suécia, em 1990, um dos meus colegas suecos apanhava-me no hotel todas as manhãs. Estávamos em setembro, já com algum frio e neve.

Chegávamos cedo à Volvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2000 empregados que vão de carro para a empresa). No primeiro dia não fiz qualquer comentário, nem tampouco no segundo ou no terceiro.
Num dos dias seguintes, já com um pouco mais de confiança, uma manhã perguntei-lhe:

"Vocês têm aqui lugar fixo para estacionar? Chegamos sempre cedo e com o parque quase vazio e estaciona o carro mesmo no seu extremo…"

E ele respondeu-me com simplicidade:
"É que como chegamos cedo temos tempo para andar, e quem chega mais tarde, já vai entrar atrasado, portanto é melhor para ele encontrar um lugar mais perto da porta. Não te parece?”
Imaginem a minha cara! Esta atitude foi o suficiente para que eu revisse todos os meus conceitos anteriores.
Atualmente, há um grande movimento na Europa chamado "Slow Food". A "Slow Food International Association", cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede na Itália (o site na Internet é muito interessante. www.slowfoodbrasil.com)

O que o movimento Slow Food preconiza é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida.

Verdadeiramente surpreendente, é que este movimento de Slow Food está a servir de base para um movimento mais amplo chamado "Slow Europe" como salientou a revista Business Week numa das suas últimas edições européias.
Na base de tudo isto está o questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização, pelo desejo de "ter em quantidade" (nível de vida) em contraponto ao "ter em qualidade", "Qualidade de vida" ou "Qualidade do ser".
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a su produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.
A denominada "slow attitude" está chamando a atenção dos próprios americanos, escravos do "fast" (rápido) e do "do it now!" (faça já!).
Portanto, esta "atitude sem pressa" não significa fazer menos nem ter menor produtividade.

Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com "mais qualidade" e "mais produtividade", com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos estresse.
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer de um belo ócio e da vida em pequenas comunidades.

Do "aqui" presente e concreto, em contraposição ao "mundial" indefinido e anônimo.
Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.

Significa um ambiente de trabalho menos coercivo, mais alegre, mais leve, e portanto mais produtivo, onde os seres humanos realizam, com prazer, o que melhor sabem fazer.

É saudável refletir sobre tudo isto. Será que os antigos provérbios: "Devagar se vai ao longe" e "A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada?

Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, estado ou país, começassem já a pensar em desenvolver programas sérios de "qualidade sem pressa" até para aumentarem a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente perder a "qualidade do ser"?

No filme "Perfume de Mulher" há uma cena inesquecível na qual o cego (interpretado por Al Pacino) convida uma jovem para dançar e ela responde: "Não posso, o meu noivo debe estar por chegar". Ao que o cego responde: "Num momento, vive-se uma vida", e leva-a a dançar um tango. É o melhor momento do filme, esta cena que dura apenas dois ou três minutos.
Muitos vivem a correr atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, quer seja de infarto ou num acidente na auto estrada por correrem para chegar a tempo.
Ou outros que, tão ansiosos para viverem o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente existe.

O tempo é o mesmo para todos, ninguém tem nem mais nem menos de 24 horas por dia.
A diferença está no que cada um faz do seu tempo. Temos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, "A vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro".

Parabéns por teres conseguido ler esta mensagem até ao fim.
Decerto haverá muitos que leram só metade para "não perder tempo" tão valioso neste mundo globalizado.


sábado, 8 de dezembro de 2007

Antes idiota que infeliz!

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Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos ‘personal dance’, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão ‘apenas’ dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a ‘sentir’, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: ‘Quero um amor pra vida toda!’, ‘Eu sou pra casar!’ até a desesperançada ‘Nasci pra ser sozinho!’ Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, ‘pague mico’, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: ‘vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida’.

Recebi por email, e não consegui comprovar a autoria. Se alguém souber por favor me informe.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

inJustiça

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Não posso ficar mudo ao ler tal notícia. Souza Cruz é condenada a pagar R$ 490 mil a família de fumante.
O artigo relata o caso de uma família que ganhou um processo contra a Souza Cruz, pois um membro da família morreu decorrente de doença adquirida devida a fumar por mais de 40 anos.
E é por esta decisão que dei este título ao artigo. Não consigo aceitar que algo criado para promover justiça tome tal decisão. As alegações vocês podem ver no texto original, mas não consigo aceitar que alguma pessoa fume alegando que não sabia dos malefícios. E mesmo que ela por acaso não soubesse certamente alguém da família sabe, e pode avisar. E nunca vi nenhuma empresa tabagista colocar pessoas apontando armas para a cabeça obrigando a fumar. A decisão de começar a fumar é meramente do fumante.
Mas Carlos, o cigarro possui elementos que viciam, e isso dificulta qualquer decisão de parar de fumar, muitas vezes muitos não conseguem parar por causa do vício. Eu sei disso, mas a questão então é quem deve pagar esta multa? A empresa paga seus impostos – que no caso dos cigarros são altíssimos – ao governo, tudo dentro da lei. Ou seja, a empresa está sendo correta e fazendo o que o governo exige. Mas o que a empresa vende faz mal, prejudica as pessoas. Sei disso também, e o governo também sabe, e ele tem como proibir isso ou não, e ao invés de proibir isso prefere ganhar dinheiro em cima disso. Então por que não obrigar o governo a pagar a indenização, já que no mínimo seria feita justiça com relação ao responsável pela possibilidade das pessoas fumarem.
Somente para não haver dúvidas, não estou defendendo a empresa tagabista, tampouco o cigarro, somente quero expor meu sentimento com relação à decisão da justiça.

Enquanto nossa Justiça continuar promovendo decisões de tal nível teremos pessoas cada vez mais isentas de responsabilidade sobre seus atos, suas decisões. Afinal, se eu tomar uma decisão que não é boa, basta entrar na justiça e procurar outro culpado pela minha decisão.

Entristeço-me ao ver notícias desta linha. Quem sabe um dia nossa sociedade não evolua e com o tempo não comece a produzir notícias como “Justiça obriga fumante a andar com a placa ‘Tomei a decisão errada, e por isso fiquei doente’”.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Sociedade Futuro do Pretérito

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“Na cidade de Preterida os habitantes estavam muito descontentes sobre o atual momento em que se encontravam. Por mais que eles se esforçassem as coisas não aconteciam, não se desenrolavam. E com isso eles estavam cada vez mais estagnados, sem nada evoluir.

Os moradores já haviam promovido estudos a respeito do assunto, analisando a sociedade, a educação. Convocaram os maiores pensadores da sociedade para detectar que mal era este os afetava. Em vão. Nem mesmos os mais sábios conseguiam descobrir o motivo. E esta sociedade foi ficando cada vez mais parada, fadada à extinção.

Eis que um belo dia chega à cidade um visitante, que era professor de português. E como todo visitante foi aos pontos turísticos, restaurantes, hotéis, parques, etc. E começou a interagir com os preteridos e preteridas (cidadãos de Preterida).

Assim que ele chegou a um museu e ficou na frente de um belo quadro, o funcionário do museu lhe perguntou:

- O senhor gostaria de informações a respeito do quadro?

E o professor respondeu:

- Eu não gostaria, eu quero informações a respeito do quadro.

Depois ele foi a um restaurante, onde foi atendido pelo garçom.

- O senhor queria pedir algo para comer e beber?

Após analisar o cardápio, ele responde:

- Eu não queria, eu quero uma lasanha e um suco.

E começou a perceber algo de comum com as perguntas.

Então foi a um parque, a fim de aproveitar o final do dia e ler um pouco. Chegando ao parque dirigiu-se até uma banca onde foi abordado pelo vendedor.

- O senhor desejaria uma revista?

E o professor respondeu:

- Eu não desejaria, eu desejo uma sobre a cidade, o senhor tem?

Após este terceiro contato com os cidadãos da cidade ele viu que todos lá usavam os verbos conjugando-os no futuro do pretérito, e isso lhe despertou a curiosidade.

Bom, mas ele continuou andando e encontrou um senhor triste, sentado no banco, cabisbaixo. Tomou a liberdade e perguntou a ele o motivo desta tristeza. Ele disse ser um dos sábios da cidade, que havia sido convocado para tentar descobrir o motivo de a cidade estar estagnada, sem ir para frente. E no meio da fala disse “...eu gostaria de encontrar o motivo....”. Nesse momento o professor o interrompeu e falou:

- Eis o problema!!!! Vocês não querem mais nada. Repare na sua frase. O senhor disse que gostaria de encontrar o motivo. E quem gostaria não gosta mais. Assim como quem queria não quer mais, quem faria não faz mais, e assim por diante. Sempre que vocês usam o verbo deste modo abrem mão de transformar a realidade, pois imediatamente já dizem que não farão mais isso.

O sábio, ouvindo isso ficou pasmo. Como ela não havia percebido isto? Era tão simples e fácil de resolver. Era somente as pessoas expressarem que continuam querendo, que querem que algo ocorra. Com os querias, gostarias e desejarias que pronunciavam nada mais sairia do lugar.

De tão feliz que ficou, disse ao professor:

- Eu gostari....., eu quero lhe agradecer pois sua ajuda foi de vital importância para nosso povo!”


Quantas vezes não conjugamos os verbos neste tempo verbal, mesmo que nossa vontade ainda persista? E por que fazemos isso? Será que não desejamos que nada se modifique? Queremos que fique tudo do modo que está?

Vi uma definição que o futuro do pretérito pode ser usado como um pedido gentil, cortês. Não sei se gramaticalmente este uso é correto ou não, no entanto precisamos pensar se o que dizemos faz com que algo aconteça.

Imaginem a imensa diferença entre as frases “Eu queria ser uma pessoa melhor” e “Eu quero ser uma pessoa melhor”.

Internacionalizar

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Durante debate recente em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque do PT, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade”.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos o EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.

O problema é internacionalizar essa idéia..."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Propagandas

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O que é insuperável? Segundo o dicionário é "que não pode superar, ultrapassar. que não se pode vencer, invencível". Pois bem, por que esta definição? Creio que muitos se lembram de um slogan de um produto, onde era dito que o produto era insuperável. E o que aconteceu com esta empresa? Parou de trabalhar na evolução do produto? Afinal, segundo ela mesma o produto atingira um estado de perfeição, tornando-se insuperável.
Não, a empresa não parou, e evoluiu o produto (espero que sim). E o que fazer com aquele slogan? Simples, muda-se. Agora o produto não é mais insuperável, ele é necessário porque se sujar faz bem.

Mas Carlos, aonde você quer chegar? Eu quero chegar nas propagandas que vemos diariamente nas várias mídias. Citando primeiramente esta, e analisando os dois slogans criados. Se antes era insuperável, e com o tempo foi feito um produto melhor, logo chego a conclusão de que a empresa mentiu na criação do primeiro slogan. Agora, se o produto não podia ser melhorado, por que a empresa continuou investindo no produto?
Minha simples racionalidade não consegue compreender isso, a não ser que a empresa somente diga isso com o único objetivo de vender, e não de ser verdadeira com a real qualidade de seu produto ou o objetivo dele. Talvez não esteja mentindo, mas talvez omitindo ou ludibriando o consumidor.

É impressionante o quanto as propagandas tentam iludir, passar a idéia de que seus produtos são a salvação de nossas vidas, a solução de todos os nossos problemas, mesmo os que não temos ainda. Antigamente as propagandas eram focadas mais na qualidade dos produtos, o que eles podiam fazer e como. Com o tempo isso mudou, agora o objetivo dos produtos não é mais cumprir a sua função, mas sim nos tornarem mais felizes. Como se algo material pudesse realmente fazer isso.

Hoje tem até estudos que buscam 'inputar' em nós o desejo por um produto, de modo que não seja o nosso consciente que aja, desta forma nos deixando desprotegidos do arbítrio pelo desejo ou não de um produto.

Onde chegaremos? Que empresas são essas que atualmente usam qualquer artifício para vender, deixando a qualidade em um plano inferior ao da imagem?

Que empresas são essas que utilizarão desse novo estudo para gravar em nós os desejos pelos seus produtos? São empresas responsáveis? Construidoras de um futuro melhor para todos?

Não sou contrário à divulgação dos produtos, até porque as empresas necessitam que seus produtos sejam comprador para poder se manter, manter os empregos, a economia funcionando, gerando impostos para redistribuição por parte do governo, enfim, muitas coisas. Mas isso lhes dá o direito de agirem como agem?

Alguns exemplos de propagandas e técnicas que tentam enganar o consumidor.
1. Colocam sempre o preço da parcela, com letras garrafais, e como por lei precisam colocar o preço total, colocam num tamanho de letra que talvez nem o Hubble consiga ver, sem contar que num tempo mínimo. (Ah, a taxa de juros também é detalhe....)
2. Dizem que é a menor prestação do mercado como se isso fosse algo bom para o consumidor. Ora, para ter menores valores de prestação basta um divisor maior. Isso não é mérito da empresa (Ah, claro, quanto mais prestações, mais juros, mais dinheiro sem produto vendido, ...)
3. Fazem estardalhaço dizendo que a entrada diminuiu em 50% (Ah, eles se esquecem de dizer que esta redução, no final, é de 1% do preço do produto)
4. Cobrimos qualquer oferta (Engraçado, se eles podem fazer um preço mais baixo a ponto de ganhar de qualquer empresa do planeta, por que já não o fazem? Querem ganhar injustamente sobre nós?)
5. O preço em 12x é o mesmo à vista (Fico maravilhado como as empresas são boas!!! Ela se sacrifica, se dispondo a ficar sem um dinheiro dela por até 11 meses somente para agradar os consumidores. Por isso que ela não pode dar desconto à vista.)

E infelizmente temos um povo crédulo demais. Vejam na reportagem.

domingo, 2 de dezembro de 2007

BBB

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Utilizei este título pois o BBB (Big Brother Brasil) é um programa que todos conhecem (gostando ou não) e sabem que neste programa todas as pessoas são vigiadas o tempo todo, sabemos tudo a respeito delas, seus gostos, pensamentos, onde estiveram, o que planejam.
Só que este é um programa de televisão, mas esta idéia está se espalhando mundo afora. Hoje, em muitas cidades somos monitorados por câmeras de vigilância nas ruas, lojas, shoppings, estacionamentos. Também podemos ser 'acessados' em qualquer lugar que estejamos, com o celular.
Com relação às câmeras não temos muito o que fazer, pois elas são dos locais públicos onde vamos. Já com relação ao celular podemos optar por não tê-los ou então usá-lo com consciência, não nos tornando escravos deles.
Há também uma outra invasão de privacidade que é feita pelas lojas, que querem nos cadastrar para saberem nossos hábitos de compra, com que freqüência, o que, etc. E lá vamos nós passando os nossos dados para eles.

Mas estas situações acima nem sempre conseguimos evitar, podemos ao máximo diminuí-las. No entanto parece que o exibicionismo está no seu auge, e o voyerismo também, e as pessoas estão fascinadas por redes de relacionamento, onde expõem sua vida sem a menor consciência dos riscos. Então tomo a liberdade de publicar um texto que recebi por email. A reflexão que ele proporciona é bem interessante.

"O ORKUT apareceu como uma forma de reaver amigos, saber notícias de quem estava distante e mandar recados, e hoje esta sendo utilizado com o propósito para que, creio, o seu maior trunfo, obtenção de informações sobre uma classe privilegiada da população brasileira.
Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve?
Outras culturas hesitam em participar sua vida e dados de intimidade, de forma tão irresponsável e leviana.

Foi por acaso você já recebeu um telefonema que informava que seus filhos estavam sendo seqüestrados?

Sua mãe idosa já foi seguida por uma quadrilha de malandros?
Já te abordaram num barzinho dizendo que te conheciam faz tempo?
Já foi pra festas armadas para reencontrar os amigos de 30 anos atrás e não viu ninguém?

Pois é.
Tá tudo lá. No ORKUT.
Com cinco minutos de navegação eu sei que você tem dois filhos, tem um namorado , estuda no colégio tal, freqüenta cinemas.

E o melhor de tudo, com uma foto na mão, identifico seu rosto em meio a multidões, na porta do seu trabalho, no meio da rua. Afinal, já sei onde você esta. É só ler os seus recadinhos.

Faço um pedido: quem quiser se expor assim, faça-o de forma consciente e depois não lamente, nem se desespere, caso seja vítima de uma armação, mas poupe seus filhos, poupe sua vida íntima.
O bandido te ligou pra te extorquir dinheiro também porque você deixou.

A foto dos meninos estava lá. Teu local de trabalho tava lá.

A foto no hotel 5 estrelas na praia tava lá.
A foto da moto que esta na garagem estava lá.

Realmente, somos um povo muito inocente e deslumbrado.
Por enquanto, temos ouvido falar de ameaças a crianças e idosos.
Até que um dia a ameaça será fato real.
Tarde demais.
Se você me entendeu, Ótimo!

Reveja sua participação no ORKUT ou ao menos suprima as fotos e imagens de seus filhos menores e parentes que não merecem passar por situações de risco que você os coloca.

Se acha que não tenho razão, deve se achar invulnerável.

Informo que pessoas muito próximas a mim e queridas, já passaram por dramas gratuitos, sem perceber que foram vítimas da própria imprudência.

A falta de malícia para a vida nos induz a correr riscos desnecessários.
Não só de Orkut vive a maioria dos internautas.

Temos uma infinidade de portas abertas e que por um descuido colocamos uma informação que pode nos prejudicar.
Não conhecemos a pessoa ou as pessoas que estão do outro lado da rede.

O papo pode ser muito bom, legal.
Mas disponibilizar informações a nosso respeito pode se tornar perigoso ou desagradável.
Portanto cuidado ao colocar certas informações na Internet."