Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Desigualdade já!

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Sim, desigualdade, é isso que desejo a este mundo para que ele se torne melhor. E não estou maluco tampouco perdi a razão, muito pelo contrário.

As pessoas em nossa sociedade creem que é necessário igualdade, tratar as pessoas de modo igual, pois caso contrário poderá gerar problemas e uma desigualdade é muito mal vista em nossa sociedade. Mesmo vivendo num país capitalista, onde se abomina o socialismo, as pessoas parecem concordar com uma complacência imensa com posturas 100% socialistas, e realmente consideram isso como justiça.

As pessoas confundem igualdade de oportunidades com igualdade de ações. Uma coisa que realmente todos precisam ter em igualdade são as condições, condições de estudo, de saúde, de transporte, condições de se tornarem pessoas dignas e em condições de terem uma vida feliz. No entanto, para conseguirem estas condições não é necessário que as ações que todos devem sofrer sejam a mesma. Para eu dar as mesmas condições a duas pessoas distintas talvez seja necessário agir de modo muito oposto. Por exemplo, para que duas pessoas possam ter a capacidade de falar em público, talvez para uma que naturalmente é muito falante seja necessária uma ação que a ajude a se controlar um pouco, a pausar a fala, e para a outra que é muito quieta seja necessário ações para diminuir a timidez, dar-lhe confiança. Ou seja, para a mesma finalidade duas ações completamente distintas foram feitas. Isso é igualdade? Não, isso é justiça.

E por que falo isso? Acho incrível como a sociedade ignora certas 'igualdades'. Na faculdade para uma matéria será necessário o uso de calculadora. Eu não possuo uma 'só calculadora, ou seja, um equipamento que somente façam os cálculos. Possuo sim uma calculadora, mas num software no iPad. A professora já me conhece, sabe quem sou, que não colo, que faço a prova rápido e normalmente o primeiro a entregar, mas não permitiu que eu use o iPad para fazer os cálculos, isso porque no iPad pode-se ter várias coisas, inclusive cola. Minha postura e meu histórico junto a esta professora foi plenamente ignorado em nome da 'igualdade', já que se liberar o iPad para mim outros alunos irão querer, e provavelmente farão mau uso da ferramenta. E como é mais fácil 'controlar' as boas pessoas do que as más fica mais fácil para uma universidade, ou qualquer organização, punir os bons utilizando-se o conceito de igualdade travestido de justiça.

Justiça é tratar os diferentes de modo diferentes. Se uma pessoa tem condições de usar o iPad sem burlar nada nem tirar proveito além do permitido (no caso da calculadora) por que ela deve ser punida porque outro tiraria proveito? Isso é justo?

Mas Carlos, é complicado agir deste modo. Eu sei, mas o dia que começarem a agir deste modo os que não sabem fazer bons usos começarão a ver os prejuízos que eles estão tendo, e terão que correr atrás disso. E como conseguirão? Fazendo coisas certas, por muito e muito tempo. Enquanto continuarem fazendo isso, o nivelamento por baixo, os que fazem coisas erradas continuarão fazendo, e os que não fariam coisas erradas saem prejudicados.

O dia em que começar a haver pessoas com peito, com postura, que assumam a responsabilidade de promover justiça este país começará a exigir que as pessoas andem na linha, façam as coisas certas, até lá somente os que fazem as coisas certas é que serão prejudicados.

E como uma imagem vale mais que mil palavras, segue abaixo uma belíssima definição.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Justiceiros

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Depois que uma jornalista do SBT fez um comentário, que ao meu ver foi extremamente correto assim como mal interpretado por nossa sociedade hipócrita, o tema dos justiceiros ficou em evidência na mídia.

Vi uma  reportagem na TV e a pergunta era "Como evitar os justiceiros?". Aí a reportagem fala várias coisas, consulta especialistas de todas as áreas. Aparece o governador falando que isso é inaceitável, que não vão tolerar isso, vão coibir. Ahhhh, poupe-me né? Se você, caro governador, tivesse capacidade (ou vontade, melhor dizendo) para acabar com a violência o Rio não seria tão violento quanto é hoje, e nem existiria as milícias que infestam as favelas dessa região. Na verdade, creio que a partir do momento que os justiceiros ganharem poder de influenciar pessoas o próprio governador é que incentivará isso em troca dos votos das pessoas "agraciadas" com a ação destes justiceiros. Se estou delirando, pensem no motivo pelo qual não se acabam com as milícias.

Será que é necessário ser um estudioso das causas sociais, ter pós graduação, ser oriundo de um local com altos índices de crime ou viver em um para poder responder a esta pergunta? Responderei a esta pergunta. 

A resposta para a pergunta é "Tendo justiça".

Pois é, chocante isso né? Se o Estado fizer isso, promover a justiça, podem apostar que os justiceiros morrerão por falta de infratores a serem combatidos. Os justiceiros só surgiram porque as pessoas ficaram de saco cheio de ver violência por tudo quanto é lado e nenhuma ação por parte do estado. Menores fazem o que querem, batem, agridem, roubam, matam e nada ocorre. O máximo que ocorre é serem levados para uma delegacia, tomarem um cafezinho com o "dotô" e no outro dia voltarem a promover tudo novamente.

Vivemos em um local geograficamente denominado de Brasil, porém este local é desprovido de leis, de justiça. Mas Carlos, somos um país que mais leis tem. Pois é, no papel temos muitas leis, mas uma lei só existe quando ela é cumprida. Nas sociedade antigas não existia leis no papel mas de fato existiam leis, porque eram cumpridas. Nesse sentido, realmente não temos leis neste país. Justiça também é algo que não temos. Podem alegar que temos muitos advogados, promotores, juízes, mas isso por si só não garante justiça. De nada adianta termos estes profissionais se as leis que existem no papel não permitem a promoção de uma sentença justa?

Fazendo uma analogia, se uma pessoa não tem acesso a água e a energia elétrica, que são deveres do Estado, o que elas costumam fazer? Aparecem os famosos gatos, com aquela montanha de fios e encanamentos por tudo quanto é lado. E quem é que faz isso? Pode até ser o próprio morador, mas certamente existem pessoas que oferecem estes "serviços" para a população.

É a mesma coisa dos "justiceiros". O Estado falha, aparece alguém cansado da espera, do sofrimento causado por isso e resolve do seu próprio modo. Muitos criticam que é errado fazer justiça com as próprias mãos. E não é injusto "conseguir" energia e água com suas próprias mãos? Se as pessoas que sofrem violência precisam confiar nos policiais e na justiça (argumento das pessoas contrárias a isso) e aguardar, por que as pessoas que não possuem água e energia elétrica também não são criticadas da mesma forma? Eles deveriam comunicar a prefeitura e aguardar pacientemente que o estado cumpra seu dever, não é? E se uma criança não tiver escola e educação de boa qualidade? Ela também não deve ensinar seu filho, pois isso seria agir por vontade própria, não deixar o estado fazer a sua parte. Esta pessoa também estaria errada.

Tanto a justiça, a água, a energia e a educação são necessidades humanas. Vendo a Hierarquia de necessidades de Maslow temos que as 3 últimas que citei são as necessidades mais básicas, e a justiça já está no nível um pouco superior (como segurança). As pessoas que não possuem suas necessidades básicas (fisiológicas) atendidas procuram dar seu jeito para resolver, no caso de ausência do estado. O mesmo vale para quem já possui as necessidades básicas supridas mas a segurança é inexistente.

Portanto, os que querem acabar com os justiceiros briguem, briguem muito. Mas com os políticos, estes que para eles promovem segurança total (carros blindados, seguranças, casa com câmeras, em condomínio fechado, isolado dos pobres que geram). Exijam que os políticos sejam as últimas pessoas a terem segurança, ou seja, como são responsáveis pelas pessoas, primeiro precisam promover a justiça e segurança para todos os demais para depois terem para si, do mesmo modo que vemos pais dando a comida que tem para os filhos e se sobrar algo eles comem.

Garanto que se eles (políticos) fizessem isso certamente não haveria motivo para estes grupos de justiceiros existirem.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Interpretação de texto urgente

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Pois é, isso é algo que o estado adora cobrar nas provas, ENEM, concursos, vestibulares e por aí vai. Mas acho que não é necessário cobrar, mas sim que se ensine. Caso o governo não saiba, as pessoas não aprendem quando se cobra, mas sim quando se ensina. E se ensinado foi, não é necessário cobrar, mas isso é outra discussão.

Hoje vi uma manchete no portal UOL que me chamou a atenção, e fui ler. O título do texto é 

"SBT divulga mensagem de apoio a grupo que amarrou homem nu em poste". O texto pode ser visto por este link.

Abaixo relatarei o trecho dito pela jornalista.

“Num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível”

Reparem que a palavra dita é "compreensível", e não "apoiada". Compreender é entender os motivos que levaram a(s) pessoa(s) a fazer(em) o que fizer(am). Eu posso compreender um caso onde uma pessoa tenha matado outra, mas posso não apoiar. Compreender não possui relação com concordar com isso. Por exemplo, é possível compreender os motivos pelos quais Hitler fez o que fez, na compreensão é necessário entender o contexto da época, da sociedade, da economia, o histórico pessoal, tudo isso certamente influenciou nos atos que ele optou por fazer. Compreender isso somente nos possibilita entender os motivos que uma pessoa teve para fazer algo, e só. Posso compreender 100% os motivos que uma pessoa teve para fazer algo, e ao mesmo tempo discordar de 100% das ações tomadas por ela.

Portanto, considero que o autor do artigo não interpretou muito bem o que foi dito.

Outra frase dela:

“O Estado é omisso, a polícia desmoralizada, a Justiça é falha… O que resta ao cidadão de bem, que ainda por cima foi desarmado? Se defender, é claro”

Gostaria que alguém me apresentasse uma mentira nesta frase. O Estado nada faz (tirando as propagandas que está tudo ótimo e perfeito), polícia não pode dar tiro porque pode acertar um bandido (que são protegidos por lei) e terá que prestar contas do motivo pelo qual atirou, isso quanto tem munição. Justiça é algo cuja existência no nosso dicionário me causa estranheza. E quanto ao se defender, o que mais podemos fazer? Infelizmente aqui quando perguntamos "Ó, e agora, quem poderá nos ajudar?" não tem ninguém que apareça.

E a última frase citada no artigo:

“O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite”

Ela fala claramente de conta-ataque, de defesa legítima. Pois é Carlos, ela está falando claramente que ela defende o contra-ataque, o revide, que ter amarrado o bandido ao poste é a atitude certa a se fazer. Pois bem, vamos pensar um pouco. Ela falou isso sim, mas não somente isso. Ela falou condicionando a alguns fatores. Os fatores são "em uma sociedade sem Estado" e "numa violência sem limite". Ou seja, este pensamento está condicionado a estes dois fatores. Num país onde o estado de faz presente, e a violência esteja dentro das estatísticas das pessoas com problemas e incapazes de viver em sociedade, este contra-ataque não é apoiado.

Quem sabe se nosso governo investisse realmente em educação os motivos deu escrever este texto inexistiria. Primeiro porque a jornalista não precisaria dizer isso pois teríamos uma sociedade mais justa, educada, um Estado presente, e segundo porque as pessoas saberiam interpretar o texto.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Rolezinhos

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Pois é, temos uma nova moda neste país, que foi batizado de rolezinhos. E como é moda, todo lugar quer fazer isso, ficar na moda.

Estes rolezinhos, como sabem, são encontros marcados por jovens pela internet para se aglomerarem em shopping centers, e também como sabem isso tem gerado correria, tumulto, alguns pequenos delitos.

Rolezinho nada mais é do que um arrastão sem praia, é a migração de um ato das praias dos cariocas para as praias dos paulistanos, que todos sabem são os shoppings.

Vejo alguns ilustres, colunistas de jornais e internet, dizendo que isso é uma manifestação dos adolescentes privados de tudo que a sociedade de consumo atual, que eles tem o direito de fazerem isso, e que impedí-los de entrar será uma forma de segregação social. Balela, estes mesmos adolescentes que entram em bando no shopping já entravam no shopping antes, ou sozinhos ou com alguns amigos, e nunca foram barrados ou proibidos, logo a proibição não é pessoal ou elitista, como falam e defendem os defensores de criminosos, mas sim pelo objetivo do encontro, que é o de levar desordem, prejudicar os demais frequentadores e numa eventual correria promover pequenos furtos, afinal, com muitas pessoas tudo vira "terra de ninguém".

Há os que dizem que os shoppings não podem selecionar as pessoas que entram ou não no estabelecimento, pois isso é preconceito. Ora, por que não pode? Será que estas pessoas se esquecem que o shopping é um lugar particular, e como tal pode estipular regras? A minha casa é particular, e eu posso definir quem entra nela. Posso permitir uma pessoa mas posso não permitir um grupo grande pois sei que a chance de ter problema é grande. Se os shopping quiserem bloquear pessoas que possuem potencial para levar desordem por que não o fará? Será que estes defensores do rolezinhos permitiriam que estas pessoas, pobres vítimas de uma sociedade má entrasse numa festa promovida por ele? Deixaria entrar em sua residência?

Não se pode confundir direitos individuais com ações premeditadas para levar tumulto e desordem. O direito de um termina quando começa o do outro. Logo o direito de um jovem participante destes rolezinhos termina quando começa o meu direito de paz e tranquilidade no mesmo ambiente. Quando isso se torna impossível certamente há de se fazer algo.

E será que os que falam que eles somente estão protestando realmente creem nisso? As pessoas que vão lá talvez nem saibam soletrar a palavra "protestando", isso é rebeldia sem causa.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Placebolância

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Este bem que poderia ser o nome deste país, em função das imbecilidades que nossos gloriosos e sempre bem intencionados políticos criam para melhorar este país cada vez mais.

Recentemente no Maranhão, estado miserável governado por uma família que está longe de ser unanimidade entre as pessoas mais conscientes deste país, cuja governadora solicita algumas comidas "básicas" para a sua despensa (vejam em http://folha.com/no1394673) em 2014, tem havido muita violência dentro dos presídios, com presos dando ordens por celular para seus comparsas atearem fogo em ônibus. Nestes ataques morreram algumas pessoas, inclusive uma criança e seu avô (ou bisavô, cada reportagem falou de um modo) de ataque após saber da morte da sua netinha. Os ônibus deixaram de circular a noite por causa disso, prejudicando ainda mais a população de baixa renda que necessita de ônibus para se locomover.

E é aí que entram nossos ilustres políticos, pessoas sábias, estudadas. O que resolveram fazer para acabar com isso? Simples, proibiram postos de combustíveis da cidade de venderem combustível em vasilhames, como embalagens pet. Sensacional, genial. Preciso aplaudir tal momento de genialidade. Agora certamente os bandidos estão ferrados, não conseguirão mais atear fogo nos ônibus. Foram pegos, estão impotentes mediante tamanha genialidade. Como diria o Robin, "Santa ironia!". Vamos acordar, bandido é bandido, bandido não segue lei, se proibirem na cidade eles podem simplesmente chegarem lá com um revólver e obrigarem, ou então se não quiserem se expor deste modo basta ir numa cidade próxima e comprar, ou mais fácil ainda, basta colocar o combustível no tanque e retirar com uma mangueira, simples assim. Será que é tão difícil pensar? A vontade que dá é soltar um palavrão, cujas iniciais seriam PQP, mas não o farei. Será que a população acredita nisso? Será que acredita que os políticos estão preocupados mesmo com a população?

Outra coisa sem sentido é a nova exigência do governo para incluir aulas em simuladores para quem vai tirar carteira de motorista, encarecendo a já cara carteira de motorista brasileira em uns R$ 250,00, mais ou menos. Claro que isso é para formar um melhor motorista, que saiba dirigir em diversas situações, chuva, neblina, noite e por aí vai. MENTIRA!!!!! Isso não é verdade. Primeiro que aquilo é um simulador, e por mais real que seja, qualquer pessoa sabe que se sofrer um acidente, bater em outro carro, atropelar uma pessoa nada de real acontecerá com ela. Mas Carlos, isso não vai acontecer, o motorista terá consciência que na noite precisa dirigir com mais cuidado, assim como na neblina e chuva, e vai tomar cuidado. Claro que sim, porque ele sabe que está sendo avaliado, que um erro pode obrigar a fazer tudo de novo, o que significa mais dinheiro para a autoescola e menos dinheiro no bolso deles. Sabem também que vai aparecer animais do nada, pessoas do nada, carros parados do nada. Mesmo não sabendo o momento, sabe-se que isso ocorrerá, então a pessoa já vai preparada para isso, basta ela por meia hora dirigir com muito cuidado, 100% atento, com velocidade bem baixa e tudo estará perfeito, teremos um motorista exemplar.
Mas alguém já avisou que isso não é vida real? Na vida real não tem tantos imprevistos assim, e muito menos com tempo determinado para aparecerem. Na vida real se o motorista andar bem abaixo da velocidade vai prejudicar muito o trânsito, vai colocar a vida dos outros em risco. A boa direção do futuro motorista numa autoescola não será decorrente da consciência e treino, mas sim da imediata punição no caso de descumprimento da lei. Se passar do limite de velocidade, o sistema registra. Se não der seta, o sistema registra. Se passar no sinal vermelho o sistema registra. E a punição é imediata, não tira a carteira e tem que pagar tudo de novo. E na vida real? O que acontece na vida real? Respondo: NADA. Aqui não há punição. E quando se tem radar a lei vai lá e exige que se informe o motorista para ele diminuir a velocidade.

Até quando ficaremos vivendo de placebo? E pior, pagando bem caro pelo placebo.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Brasil, um país de tolos

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Este país é muito engraçado. Parece-me que as pessoas se encantam por placebo, e não por coisas que efetivamente tenham efeito.

Em São Paulo o prefeito sancionou uma lei que impede pessoas de escutarem música em veículos públicos de transporte sem fone de ouvido, porque o que tem de gente sem respeito é um absurdo.

Isso pode soar como positivo, mas é necessário ir um pouco mais além.

Primeiramente já existe uma lei que impede barulho nos transportes coletivos. Ou seja, essa é só uma nova roupagem, mas lei mesmo existe, e até hoje nunca foi cumprida.

E essa nova lei é muito interessante, fico pensando se quem a fez realmente crê em sua eficácia, ou se somente quis tirar sarro da nossa cara, ou no máximo quis ter mais um projeto de lei emplacado para poder depois exibir estatísticas sobre seu "trabalho".

Segundo a lei, o passageiro que se sentir incomodado pedirá para o infrator respeitar a lei, e no caso de desobediência poderá acionar a polícia, que poderá então pegar o "meliante" e retirá-lo do ônibus.

Vamos analisar isso. Quem em sã consciência atualmente neste país vai falar com este tipo de pessoa para que ele possa gentilmente parar com o som? E mesmo que alguém fale, na recusa deverá procurar um policial. Ou seja, após o desembarque a pessoa deverá procurar por um policial, e caso consiga encontrar deverá falar "Seu policial, no ônibus tal havia um sujeito com tais características que estava com som alto, por favor corram atrás do ônibus antes que ele desembarque e o prenda".

Vamos falar sério, quem fará isso? Quem irá atrás de um policial depois que já se "livrou" do incômodo, ainda mais perdendo tempo, que sabemos que em SP o tempo é um dos mais escassos itens.

Mas vamos continuar otimistas, vamos pensar que a pessoa pediu para o cara baixar o som, que depois que desceu do ônibus achou um policial e falou do sujeito, que estes policiais foram atrás do ônibus, conseguiram o parar e retirar o sujeito do ônibus. Para todo mundo que comete uma infração deve-se haver uma punição, certo? Pois bem, nesta área houve uma mudança na lei prevista. A punição prevista era multa de 5 mil reais, e agora isso não existe. Não há punição alguma, isso mesmo, o sujeito só sairá do ônibus e nada mais ocorrerá.

Ou seja, mais uma lei que não muda nada.

Primeiramente a lei exige que os próprios passageiros reclamem, e sabemos que hoje até um simples bom dia pode ser motivo para o outro bater, imagina reclamar com estes sujeitos.

Se realmente quisessem acabar com isso poderiam fazer de outro modo. Sugiro um. O cobrador poderia ter a função também de zelar pelo bem estar dos passageiros. De que modo? Ele poderia ter acesso a um botão que acionaria os policiais mais próximos do ônibus, no sentido do trajeto do mesmo. Então quando o cobrador detectasse um destes sujeitos ele simplesmente acionaria o botão, e assim que possível num ponto próximo já teriam policiais esperando, e estes entrariam no ônibus e retirariam o sujeito, levando-o até uma delegacia para registrar o caso e cobrar a multa de 5 mil reais. Se não pagar, ficará preso até pagar a multa.

Com uma punição dessas há o risco sim de diminuir isso, afinal, se dói no bolso as pessoas tendem a com mais facilidade ficarem "educadas".

Claro que não há policiais disponíveis para todos os pontos, linhas, mas a questão não é nem essa. Mesmo com a sugestão que dei certamente haverá pessoas que não serão punidas, mas a questão é, se algumas pessoas começarem a ser punidas, sem chance de choro nem vela, essas punições começarão a serem difundidas e o risco de punição certamente fará com que a incidência de desrespeito caia. Afinal, quem usa transporte público estatisticamente são pessoas com menos posses, e uma multa de 5 mil reais pode ser um bom auxílio para o despertar da consciência.

Porém, do modo que foi feita, será só mais uma lei das que "não pegam".

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Que pais é este?

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Sim, este título do artigo não é original, já foi muito bem cantado pelo grupo Legião Urbana, mas não há melhor expressão para demonstrar a indignação com relação a este país lugar nojento que possui fronteiras mas infelizmente não possui cidadãos.

Cada dia acontece uma coisa pior que outra, estamos numa queda vertiginosa, creio que sem precedentes na história deste país, e talvez com poucos casos similares na história da humanidade.

Estamos com uma geração inteira (talvez duas) de inúteis, amebas, imbecis, egoístas, mimados, fracos, vagabundos e quantos adjetivos mais quiserem. Coisas (é assim que denominarei pois se denominasse pessoas ou cidadãos estaria ofendendo os poucos que conseguem sobreviver, a muito custo, neste país) que não almejam nada na vida, acham que a vida lhes deve algo, que estão acima do bem e do mal, que podem tudo, na hora que querem, do jeito que querem, e se os outros não lhes dão certamente podem bater, quebrar, botar fogo, matar, afinal, SUA vontade não foi satisfeita, e quem são estas pessoas que não satisfazem a vontade de um deus? Estamos cheio de pequenos deuses carentes, que precisam ter seu ego inflado sempre massageado por seus súditos (entende-se qualquer pessoa diferente dele mesmo), afinal as ordem de um deus jamais devem ser questionadas e sempre acatadas.

Semana passada ouvi ao menos dois casos de assassinatos seguidos de suicídio, exatamente pelos mesmos motivos. Dois casais de namorados perderam a vida. Em ambos os casos a coisa do gênero masculino considerava a companheira sua propriedade, que deveria fazer tudo o que ele quisesse, na hora que ele quisesse. Se a coisa pedisse que não usasse determinada roupa ela deveria obedecer. Se quisesse que não trabalhasse ou estudasse deveria acatar. Se quisesse que não conversasse com pessoas do gênero masculino ela deveria acatar. Claro que isso aprisiona a pessoa, e ninguém quer viver assim. Então as meninas terminaram o relacionamento. Como a coisa suprema não pode jamais ser questionada, nem ter suas vontades não atendidas, o que restou? Foram lá e mataram as moças, e depois se mataram (ao menos fizeram uma coisa boa na vida, porém eu gostaria que tivessem começado por isso.....).

Esses casos foram na semana passada, mas o que tem de coisas acéfalas se achando dono dos outros é uma enormidade. Não conseguem nem escrever a simples palavra "você" corretamente e se acham superiores aos outros. Por favor, é muita imaturidade.....

Outra coisa terrível é o que algumas pessoas teimam em chamar de gênero musical, um tal de funk. Nunca vi na história da humanidade um gênero se destacar por músicas tão chulas, repleta de palavrões, obscenidades, vulgaridades, ou repetições infinitas de uma ou duas palavras, no máximo. Na verdade creio que isso ocorre porque é a única coisa que pessoas que lotam os bailes tem capacidade de compreender em função do "excelente" ensino que temos. Tem letras que a maior parte do tempo fala "você, você, você, você, você, você, você, você, quer". Duas palavras, na maior parte do tempo, e só isso. E a pessoa se diz cantora. Agora entrou na moda uma merda maior ainda chamada de funk ostentação. Conseguiram piorar ainda, agora a onda é falar de coisas caras, de grife, se exibir, mostrar que podem muito, que são melhores que os outros porque usam produtos caros. Acorda babaca, só precisa ocupar sua vida com coisas caras quem é barato, quem não tem valor. E vejo inúmeras crianças idolatrando essas coisas. Ontem na TV passou algo que me deixou profundamente triste. Um tal de MC Gui, de 15 anos, num quadro de TV, saiu com uma fã para fazer a alegria dela. A menina devia ser mais nova que ele. A alegria dela consistiu em ir num shopping, fazer cabelo, maquiagem, unhas, depois comprar muitas roupas e muitos sapatos. E centenas de crianças histéricas, gritando aos quatro cantos "eu te amo" pra aquilo. Se fosse uma ou duas tudo bem, mas centenas me causou muita tristeza. Que futuro darão a humanidade?
Mas tem uma coisa que me chama muito a atenção com relação ao funk, creio ser o gênero musical que mais atrai surdos. Sim, não estou maluco. Por que sempre que passa um carro a mais de 100 metros de mim e eu consigo mesmo assim escutar o som é funk que está tocando. Se eu estou a toda esta distância e escuto, imagino que quem está no carro deve ter um nível de surdez muito alto e está tentando escutar de qualquer modo.

Também recentemente alguns políticos foram presos neste país (inacreditável, mas vamos esperar pelo futuro para vermos se realmente ficarão presos, e com quais "mordomias"). Um deles, o José Genoíno ficou de uma hora pra outra dodói, teve que ser avaliado por vários médicos, com rapidez e agora quer ficar preso em sua casa, aposentado integralmente com salário superior a 20 mil reais se não me engano. Ei governo, eu também quero isso. Quero receber o resto da minha vida um salário desses sem  fazer nada, a não ser ficar em casa vendo TV e rindo dos cidadãos otários que pagam meu conforto. Lembro-me que quando este senhor não estava preso e o CQC ia tentar falar com ele ele sempre andava rápido, com cara ríspida, nunca parava para responder nada. Saúde impecável.
Mas Carlos, se realmente ele está doente e a lei permite isso a um cidadão, ele tem direito a isso. Eu sei, e é o correto isso. Mas por que este infrator (posso o chamar assim pois foi condenado pela justiça) tem privilégios sobre os demais? Quantos estão realmente doentes e não aparece um médico para fazer um exame? Por que ele que participou de um esquema de corrupção e influências é mais bonito que os outros? Quero sim que ele seja atendido, mas somente após todos os outros que já estavam na cadeia sejam atendidos, com a mesma mega equipe de profissionais que o atenderam. Entra na fila meu filho.....

Ontem acabou o campeonato brasileiro de futebol, e numa partido violência sem fim. Muita correria, chutes, socos e no mínimo 3 pessoas foram encaminhadas ao hospital em estado no mínimo que inspira muitos cuidados. E tudo isso no país do futebol (ai como eu gostaria que este fosse o país da educação e do respeito). Polícia chegou, baixou helicóptero no meio do campo, uma hora de jogo interrompido. E olha que a copa começa em poucos meses. Aí falam que a culpa é do fraco policiamento, poucos membros. Me poupem. A culpa da violência nos estádios é dos violentos, e não da polícia. Se não tivessem essas coisas, que se acham superiores aos demais, essas coisas vazias que buscam sentido na vida batendo nos outros, não haveria briga. Coisas sem educação é que são as responsáveis por isso, e não os poucos policiais. Quem fala que a culpa da briga é por causa do pouco policiamento deve, logicamente, achar que a culpa por um estupro é da mulher que usou uma roupa que "provocou" o homem, pobre inocente que não teve como resistir a violência provocada pela roupa da mulher.

E para terminar centenas de coisas marcaram uma invasão a um shopping em SP, chegaram de metrô até lá, levaram pânico, crianças chorando, lojas fechando as portas, pessoas assaltadas. E como sempre, nenhum preso. Acho engraçado que centenas de jovem marcam isso pelo Facebook e nossa polícia não consegue saber disso, e quando chega é só para garantir que eles (os baderneiros) possam sair em tranquilidade sem serem interrompidos. Absurdo isso, nossa polícia servindo para escoltar marginais, vagabundos.
Mas é muita gente, não tem como prender todos. Eu sei disso, mas pega o que der e coloque como fiança 50 mil reais, no mínimo. Peguem os perfis dos que confirmaram presença na rede e exijam o mesmo. Ah Carlos, mas as pessoas não tem este dinheiro. Problema delas. Se são machos para vandalizar devem ser machos para arcarem com as consequências. Mas Carlos, tem gente que só escreveu de brincadeira. Brincadeira é algo que somente tem graça se ambos os lados se divertem, se as pessoas do shopping não se divertiram não é brincadeira, e com uma punição destas certamente os "engraçadinhos" pensariam duas vezes antes de escrever algo.

Mas como vivemos na Impunelândia, nada ocorrerá. Aqui não se pode prender, não se pode repreender, não se pode exigir, não se pode orientar. Aqui só se pode fazer baderna, falar besteiras, exigir tudo dos outros sem nada dar, receberem esmolas para serem vagabundos eternos, extorquir, chantagear.

Infelizmente a região delimitada por nossas fronteiras não é um país, virou uma casa da mãe Joana. Pena que os poucos filhos que tentam organizar a casa estão perdendo profundamente, já que a Joana compactua e incentiva aqueles que dão jus a expressão.