Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Para minha segurança....

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...não posso deixar a chave na portaria do meu prédio.
...dou uma volta no quarteirão antes de entrar em casa.
...moro em um lugar com cerca elétrica.
...moro em um lugar onde tem câmeras de segurança.
...trabalho em um prédio onde também tem câmeras de segurança.
...nas ruas por onde ando também tem câmeras de segurança.
...nos prédios comerciais onde vou tiram foto de mim.
...não posso levar água no avião.
...sou submetido a raio-x que praticamente me desnuda nos aeroportos.
...somente servem bebida em copos descartáveis nos eventos públicos.
...preciso ter senhas diferentes para qualquer serviço, e mudá-las periodicamente.
...não posso deixar nada a vista, nem relógios, computadores, jóias.
...ando nas ruas muito atento a qualquer movimento estranho ou agrupamentos de pessoas.
...as conversas com telemarketing são gravadas.
...as conversas no MSN e os emails são monitorados.
...não posso aceitar nada de estranhos, nem ao menos conversar.

E eu acho que é necessário somente educar as pessoas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

TV Denúncia

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Às vezes acho que é tão fácil solucionar o mundo e que a gente que prefere que ele não seja solucionado – ou ao menos minimizado.

E por que digo isso? Bom, digo baseado numa pequena análise que faço a respeito do que vejo pela TV. Infelizmente o setor público deste país não funciona, é uma vergonha. Talvez pelo fato de não existir uma pessoa que represente o chefe (já que o chefe somos todos nós, brasileiros) não há muita preocupação com prazos, o bem estar das pessoas. Vejo reportagens mostrando pessoas que há muito tempo reclamam de determinado serviço e nada do governo fazer algo. Pode ser erosão, falta de escola, de médico, de professores, asfalto, casas, tratamento de esgoto, etc.

Vejo as pessoas mostrando os protocolos abertos, falando dos inúmeros prazos que receberam e nada. E então eis que chamam a imprensa, onde apresentam o caso. Então a imprensa vai até o local, confirma as informações e vai até o governo cobrar um retorno. E é aí que acontece uma mágica. O governo atende e resolve o problema, ou imediatamente ou então já coloca prazos curtos para a solução do problema.

Então fico pensando. Se é tão fácil resolver assim, por que não resolveu antes? Por que é necessário que a imprensa entre em campo para que problemas de longa data sejam resolvidos rapidamente? Será que a imprensa é uma entidade mágica que cria recursos financeiros, gente para trabalhar, vontade nas pessoas? Ou será que quando a pessoa responsável fica ‘exposta’, com o dela na reta, trata de fazer logo o serviço?

Bom, independente do motivo pelo qual as coisas passam a acontecer, pelo que vejo elas acontecem. Hoje em dia, no programa CQC tem um quadro que averigua desrespeito com os cidadãos, com um tom de humor, e já vi que obras que estavam a anos paradas em poucos meses foi resolvida. Tem os programas regionais também, ou mesmo os nacionais, que sempre que mostram algo o governo já se mobiliza e resolve rapidamente.

Pois bem, segue a minha proposta então: ter um canal aberto (TV Denúncia) cujo único objetivo fosse acompanhar a população nessas reivindicações dos seus direitos, verificar a veracidade, e ir até as autoridades cobrar uma atuação, firmando um prazo para execução. E além disso, após o prazo verificar se o acordo foi cumprido, parabenizando ou não o executor.

Imagino como ficaria este país. Muitos dos problemas começariam a ser solucionados, não teria mais essa pouca vergonha de ignorar as solicitações da população, e mesmo que ainda persista, ao menos o problema seria conhecido, bem como o responsável (que pode não ter sido o causador, deixo claro isso) que não quer resolver o problema.

Deste modo a população começaria a ver que seus direitos são atendidos, a administração poderia ser mais séria, a população poderia aprender um pouco o que é cidadania, a luta por seus direitos, poderia passar a crer mais nas pessoas. Veriam que as coisas podem dar certo.
Falei de criar um canal, mas nem precisaria disso, já que as pessoas estão acostumadas aos outros canais, então mesmo que fosse 1 hora de programa diário, em todos os canais. Já que as TV’s abertas são concessão pública, poderia se baixar uma determinação para que entre as 18h e 22h em todos os canais haja um programa com este intuito, com reportagem de no máximo 5 minutos (para incentivar mesmo a solução de problemaSSSSSSS).

domingo, 28 de setembro de 2008

A minha educação depende da sua

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Pois bem, essa foi a frase que vi em um adesivo num ônibus. A princípio o objetivo dessa mensagem é pedir educação às pessoas, que certamente é sempre bem vinda. Porém preciso dizer que não gostei nem um pouco dessa frase, e explico o motivo. Essa frase transfere para o outro a responsabilidade da pessoa ser educada.

Ou seja, se a outra pessoa for educada, eu serei educado. Quer dizer então que se o outro não for educado eu então serei mal educado também? Seguindo essa linha de raciocínio, se o outro for desonesto, eu também serei? E se for mentiroso, ladrão?

Ser educado não depende do outro, mas sim dos seus valores, dos seus princípios, do que acredita e tem por objetivo em sua vida. Ser educado quando o outro é educado é fácil, ser educado quando o outro é deseducado é difícil, porém é onde podemos ratificar nossos valores. Ser do mesmo modo que a maioria é muito fácil, ser do nosso modo, mesmo num local onde todos são diferentes é que é digno de valorização.

Portanto, "a minha educação depende de como EU sou", "a minha honestidade depende de como EU sou", "a minha qualidade / defeito depende de como EU sou". É preciso muito cuidado para não transferir a responsabilidade das nossas ações para os outros.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O preço da fama

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Em nossa sociedade é muito comum as pessoas quererem ser famosas, astros de TV, de cinema, da música. E muitos fazem de tudo para conseguirem essa fama, pois crêem que assim serão felizes, amados por muitos, terão uma vida boa, com tudo do bom e do melhor.

Infelizmente essa é uma grande ilusão, mas que ainda move uma grande indústria, que ainda molda a cabeça de muitas pessoas, e que gera muita frustração aos que não chegam até o objetivo imaginado.

Pois bem, nessas férias eu estive em um hotel onde o cantor Emival Eterno Costa, popularmente conhecido por Leonardo. Eu já estava no hotel quando ele chegou, então pude presenciar a chegada e saída dele do saguão. Mesmo antes dele chegar já havia um grupo de pessoas de fora do hotel o esperando, para registrar o momento. Assim que ele chegou, foi cercado por estas pessoas e tirou algumas fotos, deu alguns autógrafos até conseguir entrar pelo elevador. Foi então para o melhor quarto, tomou banho e pouco depois já saiu, indo para o show. Deve ter ficado no hotel umas 2h. E na saída o mesmo tumulto, pessoas o cercando, tirando fotos, abraçando. E ele foi.

E fiquei pensando no preço da fama. Se realmente é bom ter fama. Algumas pessoas podem dizer que é maravilhoso ter pessoas que nos querem bem, que querem estar conosco, então pergunto: "querem estar com o Leonardo ou o Emival?". O Leonardo é um produto, uma marca, uma imagem. O Emival é a pessoa que possui sentimentos, virtudes, defeitos, que vai ao banheiro como qualquer normal. E será que é o Emival que está cercado de pessoas que o ama de verdade?

Mas então vamos falar das coisas boas, com o dinheiro que ele ganha ele pode comer nos melhores restaurantes, viajar quando quiser e para onde quiser, comprar o que quiser, morar na melhor casa, ter o melhor carro. Eu sei que o dinheiro compra tudo isso, no entanto será que isso é o mais importante? Ele pode comer nos melhores restaurantes, mas ele consegue comer em sossego? Ele pode ir tranquilo em um restaurante com sua família e desfrutar da comida em paz? Ele pode viajar para qualquer lugar, mas ele consegue estar nos lugares sem que pessoas o procurem, peçam autógrafo e queiram tirar fotos? Pode ter o melhor carro, mas não pode ir para qualquer lugar por causa da insegurança.

Ele realmente possui muitas posses, mas perdeu a liberdade. Ele não pode mais ter uma vida normal, não pode ir ao mercado, passear no shopping, tomar um sorvete na praça de mãos dadas com sua esposa, tirar férias em um lugar. Vejo essas pessoas presas dentro do seu dinheiro, da sua fama.

E ainda ficam sempre alertas, pois podem ser fotografados por 'fotógrafos' que os peguem em momentos indelicados, coçando a bunda, com o dedo na nariz, ou então conversando com alguém, e pronto, isso já é capa de jornal e foi "ganha" mais uma preocupação. Sem contar que o que dizem ganha dimensões exageradas, o que os impede muitas vezes de se expressarem, exporem suas idéias, pois isso pode desagradar a alguma pessoa ou segmento.

Vejo também essas pessoas sem autonomia da sua própria vida, pois os shows não são definidos por eles, a roupa também não, o hotel também não. Tudo é feito por outras pessoas, que tomam conta da sua vida por inteiro. Eles deixam de decidir sobre a própria vida.

Eu ainda opto pela minha vida simples, reservada, com as pessoas que amo, com meu salário suado, mas com o direito de ir e vir, com a possibilidade de decidir sobre a minha vida, tomar minhas decisões.

Para mim, o preço da fama é muito caro. E você, o que acha?

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Tudo depende só da gente

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Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto onde morar.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

Na minha viagem me deparei com este pensamento, de Chaplin. Achei simplesmente fantástico, e de acordo com meus pensamentos também.
Na vida, todos possuem desafios, frustrações, dores, fracassos, problemas. Ainda estou para conhecer uma pessoa que não tenha nada disso (ou pelo menos um desses itens). Então lutar para não ter isso vejo como uma luta onde só haverá desgaste, tanto físico quanto mental. E após cada batalha, a pessoa verá que perdeu.
E se teremos isso, vamos lutar como lidamos com isso. Vamos encarar com sabedoria, como oportunidade de aprendizado, como forma de nos tornarmos mais fortes perante a vida, aos seus desafios.

Lutemos sim, todos os dias, todos os momentos, mas não contra os problemas, frustrações, mas sim como nos comportamos com relação a eles. Garanto que quando fizermos isso, os problemas serão muito menores do que pintamos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Candidatos a vereador

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Vi poucos momentos de propaganda política, pois mesmo com somente 30 anos, e 14 de direito a voto, já não tenho interesse nenhum nessas propagandas. Interesso-me sim por política, mas não o que vejo por aí.

E no pouco que vi já vejo coisas que muito me intrigam. Vejo candidatos ao cargo que nunca foram eleitos, e os discursos são sempre na mesma linha "Chega do que temos, renovação já". E vejo os que estão eleitos em outra linha "Para fazer ainda mais por você". Engraçado isso, a atuação dos vereadores atual é uma só, e quem está vereador defende a permanência, prometendo melhorar ainda mais, enquanto que os que não estão vereador criticam a situação atual e prometem melhorias quando eleitos. E mais engraçado ainda é que esse discurso ocorre toda eleição. Nunca vi nenhuma gestão ser boa a ponto de fazer com que os novos candidados a vereador não falassem mal da gestão vigente.

E se isso sempre ocorre, se toda eleição quem está vereador fala bem da gestão atual, prometendo melhorar cada vez mais, e se cada um que quer entrar sempre fala que está tudo muito ruim, pergunto: "Por que o horário político, se os discursos são sempre os mesmos?".

Vejo também 'excelentes' propostas de vereadores, alguns prometendo inclusive coisas que cabem ao governo estadual ou federal. Certamente eles possuem uma noção muito boa de como funciona este país.

Bom, não há como não falar também das formidáveis frases de efeito. Isso é o maior barato. Impressionante como conseguem nos fazer rir. São frases do tipo:
- "Contra o mensalão, vote no Zelão" - "Chega de corrupção, vote no Sebastião" - "Escolha uma pessoa de virtude, vote na Gertrudes"
... e por aí vai. Realmente isso é algo tão importante para o município, certamente melhorará a vida as pessoas.

E não poderia deixar de falar do partidarismo dos candidatos, e não estou me referindo aos partidos políticos pelos quais eles estão vinculados. Quando falo de partidarismo refiro-me a postura egoísta do candidato, que promete lutar por um grupo, uma seção, tomar partido para um pequeno grupo de pessoas. Vejo candidados prometendo defender os interesses dos empregados, outro dos patrões, outro das empregadas domésticas, outro de determinada religião, outro de um bairro, outro do setor de saúde, e por aí vai. Que pensamento é esse? Quer dizer que o grupo dele é mais importante do que os outros? E que se for necessário que pessoas não sejam atendidas para que possa ser atendido aos interesses do grupo que elegeu tal candidato isso será feito? Estou delirando ou essa postura somente perpeturá a desgraça das pessoas menos favorecidas?

Que pena que os candidatos não façam política pelo bem dos outros, que não valorizem as coisas boas já feitas, que não priorizem o que é urgente, que creiam que o modo como as coisas estão hoje é o modo que deve continuar sendo, e que por isso precisam se sujeitar a tudo isso.

Que pena dos candidatos, e que pena da sociedade que será administrada por estas pessoas.

sábado, 20 de setembro de 2008

Efeito Borboleta

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As vezes não nos damos conta do poder de mudança que nossas ações exercem sobre a vida das pessoas, tanto diretamente quanto indiretamente. Estamos tão acostumados a fazer as coisas sem nos dar conta do quanto podem modificar a vida das pessoas, que quando passamos a olhar para isso podemos nos supreender muito.

Dentro da Teoria do Caos existe o termo Efeito Borboleta, o qual transcrevo uma parte.

Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Porém isso se mostra apenas como uma interpretação alegórica do fato. O que acontece é que quando movimentos caóticos são analisados através gráficos, sua representação passa de aleatória para padronizada depois de uma série de marcações onde o gráfico depois de analisado passa a ter o formato de borboleta.

A teoria é exemplicada deste modo alegórico mesmo (recomendo verem o filme de mesmo nome, muito bom), onde o bater de asas de uma borboleta pode provocar um tufão. Não sei se realmente isso pode ocorrer, até porque o tufão é um fenômeno natural. No entanto eu creio muito quando os fenômenos são de origem humana.

Exemplificarei. Minha família recentemente financiou um apartamento na cidade onde moro. Até aí nada de anormal, porém comecei a analisar o passado para entender o que aconteceu para que um fato 'normal' ocorresse. Minha mãe foi quem viu o stand de vendas da construtura, e foi analisar a proposta. Pois bem, ela somente viu pois resolveu andar enquanto aguardava meu pai no dentista. No entanto ela somente achou este stand por estar ao lado do SESC, local onde meu pai estava. E meu pai somente estava lá naquele dia pois o tratamento dele exigiu mais idas ao dentista do que o meu e o da minha mãe. E ele só estava no SESC porque eu trabalhei numa empresa que permitiu que fosse sócio, e porque alguém nessa empresa me avisou sobre a possibilidade de eu ser associado. E eu somente estava nessa empresa porque fazia faculdade com uma pessoa que já trabalhava lá, e que me informou da necessidade de um profissional. E nós só nos conhecemos porque eu mudei de curso e porque algumas pessoas desistiram do curso, dando vaga a ela que ficou na primeira lista de espera. E se eu for analisar, certamente encontrarei muitas ações que foram tomadas que nos conduziram a situação atual.

Se minha mãe tivesse ficado lendo revistas no consultório, ou se meu pai tivesse tido um tratamento mais rápido, ou se eu não tivesse ido trabalhar na empresa certamente isso não teria acontecido. Cada ação tomada por cada pessoa (mesmo as que eu ignoro a existência) teve papel decisivo no momento atual. E quanto mais no tempo nós voltarmos, mais poderemos nos dar conta do quanto nossa vida seria diferente se tivéssemos tomado uma decisão diferente na vida.

Se eu não tivesse conseguido o emprego, provavelmente não estaria na área onde estou, não teria os grandes amigos que tenho hoje, não teria tido a oportunidade de me desenvolver como eu tive. Cada decisão nossa é uma mudança inestimável no nosso futuro. E cada decisão dos outros também.

Essa minha amiga que me indicou para o emprego, ela pode ter sido fundamental para a educação dos filhos que um dia eu possa vir a ter. Como? Vamos supor que eu me mude para este apartamento futuramente. Certamente conhecerei novas pessoas, com valores diferentes, visões de mundo e histórias diferentes. E se meus filhos conviverem nesse meio, certamente terão influência dessas pessoas, e poderão ter atitudes diferentes do que se morassem em outro lugar.

Então quer dizer que o apartamento só ocorreu na tua vida por causa disso? Não, não estou dizendo isso. Pode ser que se o que descrevi acima não tivesse ocorrido, nós pegássemos outro apartamento. No entanto não seria este.

E você, já ocorreu de ter escapado de um acidente por não ter ido? Por exemplo, você iria com algumas pessoas em uma cidade, mas resolveu não ir. E teus amigos foram e sofreram um acidente. Então a primeira coisa que você pensa é "Que sorte que eu tive, escapei de um acidente!". Não é?
Mas pense do seguinte modo. Se você tivesse ido, certamente a viagem ocorreria, porém não do mesmo modo. Teus amigos teriam que ter passado na tua casa para te pegar, o tempo seria outro. E o carro que bateu no carro dos seus amigos não os encontraria onde ocorreu o acidente, ele já estaria bem distante daquele ponto. Ou seja, aquele acidente não ocorreria. No entanto nada podemos afirmar que outro acidente não poderia ocorrer, até mesmo antes do ponto onde ocorreu o acidente. Somente podemos afirmar que esta realidade teria sido modificada.

E eu fico pensando em tudo isso, o que nossas atitudes influenciam os outros. E vejo isso como algo que nos dá uma imensa responsabilidade, pois nós certamente mudamos a vida das outras pessoas. E se isso é inevitável, que façamos isso com sabedoria, com alegria, com respeito, com atitudes e posturas positivas. Certamente modificaremos o futuro, mas o tornaremos melhor.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

"Educar" por leis

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Sempre questionei muito as leis, realmente não entendo porque elas existem.
- Nossa Carlos, mas como assim não sabe? Você não sabe que elas existem para dar ordem a sociedade?

- Dar ordem? As Leis? Sério?

Para mim o que serve para dar ordem a uma sociedade não são as leis, mas sim os valores, o respeito, essas coisas meio démodé atualmente. Eu faço as coisas por ser o certo a ser feito, não porque a lei exige ou proíbe. Eu cumpro contratos não porque um pouco de tinta ficou registrada em um papel, mas sim por ter dado a palavra.

Li uma frase que achei muito inteligente, e que expressa muito bem essa minha incompreensão:

"Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis." Disraeli

Bom, mas enquanto esse mundo melhor não chega, temos que melhorar as leis. E o que vejo é que as leis nunca eram utilizadas para educar a sociedade, as pessoas, promover a conscientização. Vejo pessoas sendo altamente irresponsáveis e o castigo é pagar uma cesta básica, um valor pequeno perto da gravidade que ele cometeu. E isso incentiva as pessoas a continuarem sendo irresponsáveis.

E recentemente saiu uma decisão judicial, isentando uma seguradora de pagar o seguro de vida a família de uma pessoa que morreu em um acidente de carro, após ter bebido. O motivo foi que o risco foi responsabilidade do segurado.

Não sei os termos técnicos, a justificativa ‘bonitinha’ para tal, no entanto aplaudo tal decisão. Creio ser a primeira decisão que vejo onde a lei atribui a responsabilidade a quem a tem, ao invés de ficar somente lendo aquele monte de palavras colocadas em um papel.

Nesse caso, a leitura que faço é a seguinte “Fulano, você optou por fazer a coisa errada, e se ferrou. Quem sabe da próxima vez fica esperto”. Saliento que esse esperto é no bom sentido, no sentido de alerta. Tudo bem que no caso o Fulano não será educado, mas e a família? Imagina a esposa, os filhos, que poderiam receber um valor e deixou de receber pela irresponsabilidade do Fulano? Será que eles não pensarão duas vezes antes de serem irresponsáveis nesse sentido, pois eles sabem a dor (no sentido financeiro) que isso promove?

Certamente essas pessoas aprenderão pela dor, mas aprenderão. E se a lei começar a agir nesse sentido (Deus queira) começo a ver um monte de vantagens para a sociedade. Primeiramente haverá um desincentivo aos espertos, afinal eles perderão dinheiro. O preço das coisas podem diminuir, pois os bons não terão que pagar pelos espertos. No caso do seguro, se as seguradoras não mais precisarem pagar para os irresponsáveis, certamente os seus custos podem diminuir, e conseqüentemente pode haver uma diminuição dos seguros.
Surigo aos planos de saúde também adotarem tal prática. Se uma pessoa sofreu um acidente devido ao uso de drogas de qualquer tipo, porque ela não deve ser responsabilizada por isso, tendo que pagar o tratamento todo? Afinal, esse risco não é natural das pessoas, mas sim é causado por irresponsabilidade. E as outras pessoas, que não geram estes riscos, por que precisam pagar por estes irresponsáveis? Se este tipo de tratamento fosse de responsabilidade do irresponsável, o preço do plano de saúde poderia baixar, afinal, estas pessoas não teriam que pagar pelas outras. E por aí vai.

Espero ainda viver o suficiente para começar a ver mudanças nas leis, mudanças que visem atribuir responsabilidade que as pessoas tem. Somente desse modo é que poderemos ter uma sociedade mais justa e desenvolvida, afinal, muitos dos que fazem as coisas erradas ainda as fazem por saberem que se dão bem com isso. E já que elas não são capazes de fazer a coisa certa por iniciativa própria, que passem a fazer por não compensar.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

1 ano de blog

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Pois é, já se passaram 366 dias (ano bissexto dá nisso) desde que postei meu primeiro texto, num sábado à tarde.

Quando comecei nem tinha idéia do que conseguiria com ele, até onde chegaria, se chegaria a algum lugar. Se conseguiria arrumar tantos assuntos para escrever, se conseguiria expressar o que penso, se conseguiria promover a reflexão nas pessoas. Posso dizer que foi uma aventura, daquelas que você se joga e depois pensa se dará certo ou não. Algo bem atípico a minha personalidade, no entanto fiz. Fui lá, meti a cara e hoje vejo que foi muito bom.

Eis algumas coisas que aconteceram nesse período em que a Terra completou uma translação.
  1. Pude aprender um pouco do universo dos blogs, uma cultura nova, com seus selinhos e memes (mesmo que eu nunca tenha feito uso disso).
  2. Pude conhecer pessoas novas, que por enquanto são um amontoado de bytes, porém nem por isso menos queridas.
  3. Descobri que existem muitas outras pessoas no mundo com boas visões, discernimento, senso de justiça. E que somente não fazem propaganda como as outras. Preferem seguir seus caminhos, buscando serem pessoas melhores, e não pessoas populares.
  4. Fiquei mais ‘antenado’ com os acontecimentos do mundo, exercitei meu senso crítico, minha reflexão.
  5. Pude ter o ego massageado a cada comentário recebido, assim como pude exercitar também a paciência.
  6. Me conheci melhor, pude olhar mais para dentro e menos para fora.
  7. Me desenvolvi muito, melhorei vários aspectos, fiquei ciente de muitos outros.
Ficarei em 7 pois todos os livros utilizam este número....... rs

Posso dizer que foi um ano muito bom, espero ter melhorado o português, a coerência, o foco no texto. Cheguei até a ter alguns textos meus (compactados) publicados em um jornal de circulação reginal. Ah, e cheguei também a gerar uma versão impressa - uma cópia ficou aqui na biblioteca de minha cidade natal - com uma coleção de alguns textos meu. Foi bem legal poder 'manusear' minhas idéias.

Se chegarei a 2 anos, não sei. Também não sabia se chegaria a 1 ano, e cheguei.

Quero aproveitar e agradecer a todas as pessoas que me incentivaram neste período, através dos comentários, elogios, links recebidos. Esse tal de feedback é muito bom!!!!

E a você, que dispendeu um tempo para ler este texto, muito obrigado.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Não nos contaram...

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Hoje é o momento ideal pra falar de sacanagem. 
Mas nada de ménage à trois, sexo selvagem e práticas perversas, sinto muito. 
Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente. 
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. 
Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada. 
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. 
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. 
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. 
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada 'dois em um', duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. 
Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. 
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. 
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. 
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. 
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. 
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar alternativas. 
Ah, nem contaram que ninguém vai contar. 
Cada um vai ter que descobrir sozinho. 
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz se apaixonar por alguém. 

Martha Medeiros

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Círculo Vicioso

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O texto acima é uma criação, porém infelizmente representa uma realidade. É tão fácil as pessoas fazerem mal aos outros somente porque fizeram a elas que o texto acima soa até algo babaca ou de gente com sangue de barata, ou então coisas reservadas somente aos religiosos.
Mas creio que isso na verdade é somente uma desculpa para as pessoas continuarem acomodadas em suas atitudes, para não quererem melhorar.

Talvez você pense que não faz isso, ou então logo de cara diga não, afinal, não é uma pessoa má. Mas a questão não é essa. A questão não é se você faz isso ou não, mas se quer continuar fazendo isso, se quer continuar usando desculpas esfarrapadas para justificar tal atitude.

Já presenciei uma situação onde ocorreu este círculo vicioso, e creio que vocês também já devem ter presenciado cena similar. Vi adultos brincando de futebol, em uma festa. Até aí tudo normal. Assim como é normal uma criança ter vontade de brincar. E o que ocorreu? Os adultos começaram a fazer a criança de bobinha, tocar a bola somente para vê-la correr atrás. E quando uma pessoa pediu para eles não fazerem isso, a resposta que deram é que fizeram isso quando eles eram crianças, e que agora era a vez deles.
Incrível como as pessoas gostam de sacanear (ou fazer mal) aos outros. Certamente estes adultos, quando crianças, não gostaram de tal ação, e ao invés de fazerem diferente, preferem repetir o mesmo ato. Espero que a criança aja diferente quando se tornar uma adulta.

E em outra oportunidade ouvi um relato de uma mulher que foi vitima do círculo, porém do virtuoso. Ela bateu a sua caminhonete num carro, fazendo um grande estrago. E ela estava errada, foi responsabilidade dela a batida. E o que o cara do carro fez? Saiu, e foi ver se ela estava bem, se precisava de alguma ajuda. Em nenhum momento gritou, xingou, ofendeu ou qualquer coisa 'normal' nessas situações. E fez isso mesmo a responsabilidade da batida sendo dela. Esta mulher ficou atônita com situação, pois jamais esperaria tal reação. E o resultado disso? Ela viu que podia agir diferente.

Cabe somente a nós a decisão de continuarmos os círculos viciosos, de passarmos adiante o que de mal ou ruim acontece a nós. Ou então de fazermos o bem. Decisão somente nossa.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

As Quatro Estações

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Aos que não sabem, as estações ocorrem em função da inclinação da Terra em relação ao Sol. E o nosso verão ou inverno não ocorrem em função da proximidade do Sol, como é muito comum de se pensar, mas sim em função do ângulo em que incide os raios solares na Terra.

Quanto mais próximo de 90 graus mais quente ficará esta região, e quanto mais inclinados os raios menos quente. É por isso que ao mesmo tempo temos verão em um hemisfério e inverno no outro. Se o que fosse determinante fosse a distância, os hemisférios norte e sul estariam na mesma estação o ano todo.

E uma coisa que há algum tempo me intriga é que a sensação que tenho (e é compartilhada por outras pessoas) é que as estações estão meio deslocadas, e por que digo isso? Tenho a sensação que o verão começa bem antes da data oficial, afinal, em novembro já está um calor muito grande. Assim também como em abril, maio já está frio, e o inverno ainda está meio distante. Cheguei a pensar que com o tempo as estações foram se deslocando, de modo semelhante com o que ocorreu no passado com os dias, onde a contagem de tempo era falha, e que por isso as estações estavam atrasadas.

Mas isso seria muito absurdo, com toda tecnologia e conhecimento de nossa sociedade, como seria possível tal acontecimento? E a curiosidade aumentando, até que fui atrás da informação. O início das estações é definido pelas datas dos solstícios e equinócios. Solstício é a data do ano em que ocorre o dia ou noite mais longa do ano, enquanto que equinócio é quando o dia e a noite duram exatamente o mesmo período.

Perfeito, conhecimento adquirido, dúvidas sanadas. Mas mesmo assim algo ainda me incomodava. Não conseguia compreender porque o inverno (que é a estação mais fria) não abrangia os dias mais frios, nem o verão os dias mais quentes.

O que vejo é que as estações utilizam datas erradas para definir seu começo. O solstício de verão – dia mais longo – deveria estabelecer o meio da estação, pois logo após essa data os dias começarão a ficar mais curtos, com inclinação menor dos raios solares. Ou seja, logo após o inicio da estação ela já perde força. O mesmo ocorre no inverno. Ela começa no dia mais curto, onde os raios incidem menos diretamente.

Não sei quem definiu esta regra, mas para mim faltou lógica. Se o inverno é a estação mais fria, e o verão a estação mais quente, isso deveria fazer com que os dias mais frios e os dias mais quentes fossem o que caracterizassem estas estações, conseqüentemente os dias de solstício deveriam ser os dias intermediários das estações, e não os iniciais.

Vocês também têm essa sensação de que as estações estão deslocadas?


sábado, 6 de setembro de 2008

Onde foi que eu errei?

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É comum na escola ouvirmos as pessoas dizerem que quem não cola não sai da escola. Bom, eu fui estudante, saí da escola, no entanto não colei, nem mesmo nas matérias aonde não ia muito bem. E se o que dizem é verdade, pergunto-me "Onde foi que eu errei?".

Então fui para a faculdade, onde ouvi as pessoas dizerem que ficar de DP era normal. Bom, me formei e não peguei nenhuma DP, e me formei no período mínimo. E se era normal, pergunto-me "Onde foi que eu errei?".

Na faculdade também diziam que era necessário ficar madrugadas estudando, fazendo trabalho, tomando energéticos para poder entregar tudo o que era solicitado. Bom, nunca fiquei uma madrugada estudando ou fazendo trabalhos, e eu ainda trabalhava. E se era comum, pergunto-me "Onde foi que eu errei?".

Sempre fui uma pessoa reservada, direta, franca, e as pessoas me diziam que assim nunca arrumaria amigos, que viveria de modo solitário. Bom, tenho excelentes amigos, com os quais posso contar e certamente podem contar comigo. E se uma pessoa assim nunca arrumaria amigos, pergunto-me "Onde foi que eu errei?".

Com essa mania de ser franco e honesto, sempre questionei o jogo de aparências da conquista, onde as pessoas se fantasiam para mostrarem o que não são, até conquistarem, para depois voltarem ao estado normal. Nunca aceitei isso, e ouvi das pessoas que era assim que as coisas funcionavam, e se eu quisesse conquistar alguém teria que fazer isso. Bom, não fiz o jogo, e hoje conto com uma pessoa maravilhosa ao meu lado. E se era impossível, pergunto-me "Onde foi que eu errei?".

Ouvi muitas pessoas dizendo que o dinheiro era o mais importante, e que traria felicidade. Afinal, com dinheiro poderia se fazer muitas coisas. Fui criticado por muitos quando troquei de empregos melhores remunerados por outros com salário menor. Bom, trocas foram feitas, e hoje estou mais feliz do que nunca. E se o dinheiro é a fonte da felicidade, pergunto-me "Onde foi que eu errei?".

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Da série "Analisando de outro modo"

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Quem é que já não presenciou a seguinte cena. Uma mulher volta de um salão de beleza e as pessoas dizem "Fulana, como você ficou linda!!!!".

Bom, creio que todas as pessoas já presenciaram, e muitos se identificarão como sendo a pessoa que fez tal comentário. E é aí quero fazer uma análise. Somente pode "ficar" quem não era, pois se a pessoa já era linda, no máximo ela "continuaria" linda. Então a interpretação que faço é que a pessoa que faz tal comentário está dizendo, de modo indireto "Fulana, você estava feia!!!", afinal o "ficar" significa mudança de status, passar a ser algo que não era.

Não delira Carlos, jamais a pessoa pensou do modo como falou. Provavelmente ela não pensou mesmo, e mesmo que pensasse seriam poucas as pessoas que teriam a iniciativa de dizer isso. Mas o que digo é que a forma como ela se expressou demonstra isso, e como o próprio nome da série, somente estou propondo uma outra forma de analisar....

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Rotina...

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Estou cansada de trabalhar e ver todos os dias as mesmas pessoas no caminho; passar horas trabalhando.
Chego em casa e meu marido sempre do mesmo jeito, com a mesma disposição, a mesma comida para o jantar. Entro no banho e logo ele começa a reclamar.
Quero descansar e assistir minha novela, mas meus filhos não me deixam, porque querem brincar comigo e conversar. Não entendem que estou cansada.
Meus pais também me irritam algumas vezes e entre trabalho, marido, filhos, pais e cuidar da casa, eles me deixam louca. “Quero Paz”.
A única coisa boa é dormir.
Ao fechar os olhos sinto um grande alívio, me esqueço de tudo e de todos.
Ao dormir ...

- “Olá, vim te ajudar”.
- Quem é você? Como entrou?
- “Sou um servo de Deus. Ele disse que ouviu suas queixas e que você tem razão”.
- Isso não é possível, para isso eu teria que estar...
- “Isso, você está. Não se preocupará mais em ver sempre as mesmas pessoas, nem por agüentar o seu marido com suas reclamações e sua disposição, nem seus filhos que te irritam, nem terá que escutar os conselhos de seus pais e não terá mais qualquer casa para cuidar.”
- Mas... Que acontecerá com todos? Com meu trabalho? Minha casa?
- “Não se preocupe. No seu trabalho já contrataram outra pessoa para o seu lugar e ela certamente está muito feliz porque estava sem trabalho”.
- E meu marido, meus filhos?
- “Ao seu marido foi dado uma boa mulher que o quer bem, o respeita e o admira por suas qualidades, aceita seus gostos e defeitos e todas as suas reclamações. Além disso, ela se preocupa com seus filhos como se fossem filhos dela. De certo, tem uma emoção muito grande já que é estéril. Por mais cansada que chegue do trabalho, dedica tempo a brincar com eles e para agradar seu marido. Todos estão muito felizes”.
- Mas não quero isso!
- “Sinto muito, a decisão foi tomada”.
- Mas isso significa que jamais voltarei a beijar o rostinho dos meus filhos, nem dizer “eu te amo” ao meu marido e mostrar a eles o quanto são importantes na minha vida, nem dar um abraço nos meus pais.
- Não, não quero morrer, quero viver, envelhecer junto ao meu marido, fazer a viagem que há muito planejamos, colocar aquela roupa que comprei há mais de um ano, levar meus filhos ao passeio que sempre prometi. Não quero morrer ainda...
- “Mas era o que você queria... Descansar. Agora já tens seu descanso eterno, durma para sempre”.
- Não, não quero, por favor, Deus!
- ..... “Que aconteceu amor? Teve um pesadelo?”. Disse meu marido me acordando com paciência e carinhosamente.
- Sim, um pesadelo horriv.... Parei a frase ao meio, olhei em seu rosto, seu semblante preocupado comigo, ali do meu lado, e então, sorrindo falei:
- Não meu amor.... não tive pesadelo nenhum, tive um encontro com Deus, que nos adora, e que acaba de me dar uma nova oportunidade.

* Fazer um amigo é uma graça
* Ter um amigo é um dom
* Conservar um amigo é uma virtude
* Ser teu amigo é uma honra
* Amar e ser amado por alguém é o que nos aproxima do Criador.