Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

domingo, 29 de junho de 2008

O "Redutor" de Cultura

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Este é um relato do meu amigo Ednei Dalberto. Assim que ele me contou a estória pedi para que ele registrasse, pois é um (infeliz) retrato deste país, bem como serve de alerta para que outras pessoas fiquem espertas contra os 'espertos'.

Ligar o chuveiro e tomar um bom banho, além de necessário para manter nossa higiene pessoal, este é um ato muito prazeroso para qualquer pessoa. Pois é, nem sempre.
Há 2 meses me mudei de cidade, e com isso para um novo apartamento. O banheiro desse apartamento já estava "equipado" com um chuveiro, pronto para ser ligado e para curtir um bom banho.

Mas não foi isso que aconteceu, após ligá-lo percebi que saía pouquíssima água dele, mesmo com a torneira aberta ao máximo. Mesmo com o frio próprio dessa época, como saía pouquíssima água, não tinha condições de ficar em contato com a água escaldante. Havia risco inclusive, do aparelho superaquecer devido à alta temperatura causada pela reduzida quantidade de água.

Como um condômino amigável que sou, fui perguntar a outros moradores do prédio sobre a pressão dá agua no chuveiro. Poderia ser um problema geral no condomínio. Um desses moradores me disse que quando se mudou para seu apartamento, ao ter esse problema, resolveu trocar o chuveiro. Ao retirá-lo, a surpresa!, existia um "REDUTOR" de água entre o cano de abastecimento e o chuveiro, é isso mesmo, existe uma "tampa" com um furinho no meio que limita a quantidade de água que entra no chuveiro.
Ao saber disso, antecipadamente convencido que também era esse meu caso, de imediato fui ao meu apartamento, retirei o chuveiro e.......

Lá estava ele, o "REDUTOR", todo pomposo, cumprindo sua missão.....tornando meu banho um inferno.

E só para informação, no meu prédio a conta de água não é cobrada de seus moradores, ou seja, limitam a água do banho para que não sejam prejudicados com o valor de consumo na conta. É claro que os moradores não são avisados disso...

Finalizando...retirei o tal "REDUTOR" do meu chuveiro, e tudo voltou a normal, apesar de não achar nada normal o ocorrido.Ainda não me conformo que os brasileiros façam de tudo para serem famosos pela malandragem, e querer "levar vantagem" sobre os outros. Com essas e outras me lembro que nasci nesse país, mas por não concordar nada com esse "jeitinho" brasileiro, me sinto cada vez mais estrangeiro e feliz por saber que meu bisavô não trouxe essa "malandragem", e esse "REDUTOR de cultura", da Europa de presente para mim......

Foto do meliante

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Valores

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Sim, valores, mas não os que os bancos conseguem contabilizar. Os valores a que me refiro são os que ajudam o ser humano a ser um humano, agindo dignamente, respeitando as outras pessoas, tomando decisões baseadas em princípios. E sou uma pessoa muito feliz por ter pessoas perto de mim com estes valores. E por poder aprender, a cada dia, a ser uma pessoa melhor. E aprender isso da melhor maneira possível, o exemplo, e não através do velho e fracassado esquema do 'faça o que eu digo mas não faça o que eu faço'. E recentemente pude aprender muitas coisas, e presenciar exemplos belíssimos. E um último me alegrou muito. Trabalho em uma empresa em que trabalhamos muitas vezes com projetos, com prazos determinados. E um dos projetos que apareceu, grande, estava com um prazo curto para nossa atual estrutura, e não teríamos como cumprir o desejado. E por causa disso abriu-se mão do projeto. Sei que muitos podem pensar: "mas é só contratar mais pessoas para o período desejado". E sei também que muitas pessoas acham normal isso, e fariam isso sem pensar duas vezes, afinal, é um grande projeto que está em jogo. E foi aí que pude aprender mais uma lição. A solução que escrevi acima provavelmente resolveria o problema, no entanto para isso seria necessário utilizar pessoas, usar mesmo, aproveitando delas por um pequeno período e depois tendo que dispensá-las por não poderem ser absorvidas pela empresa. E entre perder uma oportunidade e pegar a oportunidade, mas para isso se aproveitar das pessoas, optou-se por perder esta oportunidade. Até imagino pessoas pensando "Mas quem em sã consciência abre mão de um projeto por causa de algumas pessoas?", e eu respondo com outra pergunta "Mas que é que em sã consciência abre mão de algumas pessoas por causa de um projeto?". Perderemos algo a curto prazo? Sim. Mas sou do tipo que crê que quando uma porta se fecha, outras se abrem, e quando o motivo da porta se fechar é baseado em princípois, valores, respeito, a porta somente ficará enconstada, pronta para ser aberta em uma posterior oportunidade.

domingo, 22 de junho de 2008

Felicidade

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Há um cara que viaja pelos quatro cantos do mundo, e em cada lugar ele faz sempre a mesma dancinha ridícula.
Não tem a menor coordenação motora, é desengonçado. Certamente seria reprovado em qualquer concurso de dança.

Mas é só ver a felicidade das pessoas que ele encontra, que certamente não sabem falar o mesmo idioma que ele (em muitos casos), a alegria de se entregarem a este momento extremamente ridículo, a dançar junto com ele, que é impossível não se emocionar.

E vendo esse vídeo, e as inúmeras pessoas que participam voluntariamente, esbanjando sorriso, que coloco-me à pensar. O que é necessário para ser feliz? É necessário iPhone, notebooks, carros importados, roupas de marca, status, mulheres lindas?
Vi centenas de pessoas felizes, alegres, soltas, e para isso, somente fizeram o que consideramos ridículo, idiota. Somente fizeram uma dança, desengonçada. Não gastaram dinheiro, não passaram por cima de ninguém.
Receio que os idiotas não sejam os que aparecem no vídeo, mas sim os que consideram o vídeo uma idiotice.



Link: http://www.wherethehellismatt.com/

sábado, 21 de junho de 2008

Euro 2008

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Está ocorrendo neste momento o maior campeonato de seleções da Europa, a Euro 2008, e neste momento estão ocorrendo as quartas-de-final.

Hoje vi o jogo entre Holanda e Rússia, um excepcional jogo, muito empolgante. Mas durante esse jogo (e alguns outros que pude ver) uma coisa me chamou muito a atenção. A postura dos jogadores e da arbitragem.

O jogo de hoje foi muito disputado (era eliminatório), os times brigavam muito pela bola, e pelo fato do futebol ser um jogo de contato, houve inúmeros contatos. E o número de falta smarcado foi baixíssmo, o jogo ficava muitos minutos sem ser interrompido. E isso não significa que os times ficavam só tocando a bola, os times iam pra cima, os adversários marcavam, davam encontrões e tudo mais. No entanto não se marca falta em qualquer encontrão. Quando as trombadas, pancadas ou coisas do gênero ocorrem em uma disputa de bola, o juiz manda ver, deixa o jogo correr. Entende-se que isso é parte da característica do jogo. Teve muitos lances que se ocorrerssem que aqui no Brasil certamente seria marcada falta, e lá foi bola pra frente.

Mas o que mais me chamou a atenção não foi isso não, pois não marcar falta é fácil. É só pedir para os árbitros não marcarem. O que me chamou a atenção é a postura dos jogadores, que eu não vi em nenhum momento ficarem de pressão para cima do juiz (até hoje tento entender porque fazem isso, pois nunca vi um juiz voltar atrás por pressão de jogadores). Se no lance não foi marcada falta, os jogadores levantavam e continuavam correndo, jogando futebol. Se 1 segundo após aquele lance houvesse outro lance do gênero e nada fosse marcado, os jogadores continuavam a disputar a bola normalmente.

Foi muito legal ver que lá os jogadores se preocupam em jogar futebol, em fazer o gol. Creio que eles devam ser gênios pois entendem que o time que fizer mais gols será o vencedor do jogo, e não o time que sofrer mais faltas.

Vejo jogadores aqui no Brasil que diminuem a passada para sofrer falta, que ao perceberem um jogador ao lado, assim que o outro encosta nele se atira no chão, dão piruetas, rolam, levam a mão ao rosto. Creio que eles são atores frustrados e o objetivo deles é a dramaturgia.

A leitura que faço disso é que no futebol, assim como na sociedade brasileira, nós queremos nos fazer de vítimas, e muitas vezes tentamos dar uma de 'esperto' para conseguir isso. Parece que ser vítima é mais importante fazer a coisa certa.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Campanha do agasalho

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Há alguns anos, na época do outono dá-se início a campanha do agasalho, que visa arrecadar roupas de frios, cobertores para ajudar aos que não tem condições de comprar tais produtos, e não tem como se abrigar do frio, que mesmo sem ser intenso em nossa região, para os que não têm como se aquecer é muito duro.

E quando vejo esta campanha me pergunto se essa é a melhor época para fazer a arrecadação. Muitas vezes só vejo a campanha começar após já termos tido algumas ondas de frio, e mesmo que nas próximas as pessoas já tenham como se proteger, elas já terão sentido frio por alguns momentos.

Esta campanha começa na época do frio, que é quando as pessoas precisam das roupas de frio, e se derem as que têm, provavelmente terão que comprar imediatamente outras para repor, ou então ter a mesma variação que tinha antes de doar. E se está frio, se a roupa se faz necessária no momento, creio que a chance de se doar é menor, sem contar que se for comprar outra para poder doar uma que tenho o valor pago pela nova roupa será mais caro, já que estamos na época do inverno. Se essa campanha começasse no verão, que é quando estas roupas não se fazem necessárias, quando ela não gerará no doador uma necessidade latente de ter que comprar outra roupa, talvez seja mais fácil arrecadar roupas, além de propiciar ao doador uma possibilidade de economia, pois se for comprar roupa fora da estação provavelmente ela estará mais barata do que no auge da necessidade.

E fazendo as doações antes, as entidades que gerenciam a campanha terão mais tempo para se programarem, e conseguirão entregar o arrecadado antes da primeira onda de frio, isentando as pessoas mais necessitadas de passarem por alguns períodos de frio.

Não estou aqui criticando a campanha nem o objetivo dela, o qual é muito válido e nobre. Estou somente tentando pensar se essa campanha fosse um pouco mais preventiva e não tão ‘remediativa’, se os ganhos não seriam maiores, tanto para quem doa tanto para quem recebe.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ideologia e alienação

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Quando se fala em ideologia, o que nos vem logo à mente? Um sistema de idéias. E, sem dúvida, não deixa de ser. Se digo: “tenho uma ideologia”, “fulano não tem ideologia”, estou me referindo, geralmente, a um ideal concretizado na sistematização de algumas idéias. Geralmente, elaboramos um sistema de idéias para explicar uma realidade social, mas, na verdade, é a realidade que explica aquela sistematização de determinadas idéias. Exemplo: quando nascemos, encontramos um mundo que se nos apresenta como um mapa onde tudo já está explicitado e determinado. Existem zonas “proibidas”, regras sagradas, os “pode” e “não pode”. Desde cedo os chamados “aparelhos ideológicos do estado”, como a família, a escola, a Igreja,os partidos políticos, colocam em nossa cabeça certa “visão de mundo”,certas explicações a respeito de tudo,como se fossem verdades inquestionáveis. Porque aceitamos que haja uma moral para o homem e outra para mulher? Porque há sociedades que as mulheres aceitam a barbaridade de serem mutiladas, na infância, para nunca sentirem prazer? Como o trabalhador aceita uma situação em que ele mal ganha para sobreviver, enquanto o patrão se enriquece cada vez mais? Como não percebe o absurdo das classes sociais, em que uma vive da exploração e da dominação da outra? Porque uma realidade social é conservada? Como explicar que uma realidade, às vezes até cruel, seja aceita como “normal” e “natural”?
Como entender a existência de uma antena parabólica em uma casa de favela,onde falta o essencial? Porque as pessoas miseráveis contemplam, maravilhadas, vitrines repletas de produtos que lhe são inteiramente inacessíveis?
Aí somos remetidos exatamente à questão da ideologia, que é o obscurecimento da realidade para favorecer uma determinada classe dominante. As pessoas aceitam situações tão revoltantes como naturais porque foram condicionadas, desde cedo, a verem-nas como “certas”. E o problema da ideologia é tão sério, o trabalho de condicionamento é tão bem feito e tão antigo, que os próprios membros da classe dominante acham muito natural: “as coisas são assim mesmo”, “alguns nascem para ser pobres”, etc. Existem mil maneiras de alienar o homem. Porque um pobre coitado chega em casa às 23h e se levanta às 4h e apenas trabalha e não pára, um só minuto, para pensar no absurdo dessa situação? Porque sua mente já foi bem trabalhada e ele dá graças à Deus porque ainda tem trabalho e pode comer...
Mas, alem de alienado da verdadeira realidade, o homem cada vez mais, se aliena de si próprio, de sua verdade e de seu trabalho. São os homens que criam as relações sociais. E é daí que temos de partir para compreender a maneira como agem e pensam de determinadas formas. Também são eles que dão sentido a tais relações e as conservam ou transformam.
Através da ideologia, os homens procuram “Legitimar” condições de exploração, dominação e injustiça. E não podemos nos esquecer que toda pratica social tem como ponto de partida a ideologia. Ela impregna tudo, até a própria ciência. Por isso é preciso cuidado ao filosofar, porque sem o percebermos, podemos estar sendo governados pela ideologia, idéias que, a priori, já estão estabelecidas em nossas mentes. Podemos sem querer, estar fazendo o jogo do poder desde o momento em que levantamos as questões que vão dirigir nosso filosofar.

Resumo:
  • Ideologia é um sistema de idéias para explicar a realidade
  • A ideologia, geralmente, oculta a verdadeira realidade para favorecer alguns
  • Os homens aceitam uma realidade absurda e injusta porque são alienados
  • A ideologia governa toda a ação e todo pensar

domingo, 15 de junho de 2008

Ano 2070

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Abaixo segue uma mensagem de 'futurologia' sobre como será a vida (se é que assim poderemos chamar) em um futuro próximo.
Pode parecer algo alarmista, exagerado, ou então de ambientalistas desocupados e contrários ao progresso. No entanto não vejo deste modo. Vejo isso como uma tentativa de fazer com que as pessoas aprendam por amor, e não pela dor, pois se essa dor vier a ocorrer, será muito forte, e não será passageira.
É preciso que nós, hoje, fiquemos atentos aos nossos atos. O mundo que deixaremos depende do que fazemos com ele hoje. Há um velho ditado que diz "você colhe o que você planta". Isso é verdade, no entanto isso ainda é meio egoísta, pois é somente você. Mas precisamos sair um pouco do nosso umbigo, e pensarmos que outros colherão o que estamos plantando. E não teremos como selecionar quem dos outros pagarão o preço. Poderá ser nossos filhos, netos, conhecidos ou uma pessoa do outro lado do mundo.



Vivemos em comunidade, em uma sociedade, e se pensarmos somente em nós não sobreviveremos muito tempo. Certamente uma pessoa poderá ganhar muito dinheiro, ficar rica, comprar status (errgh), mas há ganho verdadeiro nisso se o seu vizinho viver na pobreza? Ou se ele não tem condições de dar uma vida digna à seus filhos? Há ganho nisso se por causa da riqueza dele ele precisará andar em carros a prova de bala, cercar sua casa com altos muros, comprar segurança eletrônica, desconfiar de todos?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Da série "Das coisas que não entendo"

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Creio que vivemos em um mundo que tem verdadeira adoração pelo número 9. Basta olhar os preços de qualquer coisa. É raro um produto que não contenha o número 9.

É um tal de R$ 0,99, R$ 1,99, R$ 99,90, R$ 9.999,90. Parece que se não tiver esse número o preço não é preço. E isso me intriga. É claro que sei o motivo de colocarem um monte de noves nos valores. É para ‘iludir’ os consumidores a pensarem que estão pagando menos do que realmente estão pagando, é uma ‘ilusão monetária’, digamos assim.


R$ 1,00 é bem mais caro do que R$ 0,99, e R$ 1,00 eu não topo pagar, mas R$ 0,99 eu topo, e o troco eu não faço questão. Comprar uma televisão por R$ 1.000,00 nem pensar, olha só, milão, uma pila, muito caro, não compro, mas por novecentos e alguma coisa (onde alguma coisa = R$ 99,99) eu topo, claro, afinal, não pagarei milão.

Já tentei entender isso, mas juro que não consegui. Será que é por que as pessoas adoram pensar que estão levando vantagem, mesmo que seja de um centavo e que ela acabe por desprezar depois? Ou será que é por que as pessoas adoram fazer contas com números mais complicados, então ao invés de dividir um número inteiro preferem dividir um número fracionado? Até na hora de divulgar o valor gasta-se mais tempo, mais saliva (mil reais x novecentos e noventa e nove reais e noventa e nove centavos).

Bom, já que este povo adora estes valores, que tal facilitarmos a vida de todos? Ao invés de notas no valor de R$ 1,00, R$ 2,00, R$ 10,00, que raramente servem para pagar o preço exato de um produto, não seria muito mais interessante termos notas de R$ 0,99, R$ 1,99, R$ 9,99? Seria muito prático.

terça-feira, 10 de junho de 2008

É pra rir .... ou pra chorar?

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Recentemente virou notícia um fato fantástico. Um motorista foi multado por excesso de velocidade - até aqui algo infelizmente normal - por ter excedido o limite de 60km por hora que a via permitia. E ele passou a 880 km/h, isso mesmo, 880km/h.
Que eu conheça essa velocidade somente avião alcança, e nem os carros mais potentes do mundo, nas melhores pistas chegam na metade desta velocidade.

Vejam matéria completa.

Até entendo que pode ter ocorrido um erro no aparelho que apura a velocidade, mas o pior é outro erro, esse sim legal. O motorista terá que pagar a multa para recorrer depois. Pagar por algo que claramente é um erro, somente porque está na lei, é um erro maior ainda, um erro institucionalizado, acobertado por lei.

Espero que ele, em nome do bom senso e defesa de uma sociedade melhor, não pague, e depois ganhe um processo homérico contra o estado e suas idiotices, para ver se assim eles começam a fazer leis um pouco mais racionais, que punam os errados.

E falando nas leis, acho estranho os cidadãos terem que pagar algo errado para depois reclamarem seus direitos. Quer dizer que se uma empresa errar e me cobrar R$ 5.000,00 a mais eu tenho que pagar, talvez zerar minhas economias e depois perder muito tempo para muito tempo depois receber o dinheiro de volta? Onde está a lógica nisso? Onde está o bom senso nisso? E tenho a certeza que este valor representa muito mais para a pessoa física do que a pessoa jurídica.
Ah, mas se não fizerem isso as pessoas que realmente cometeram infração serão beneficiadas com os recursos. Aí proponho outra mudança, para evitar os espertinhos. Antes de pagar as multas, o cidadão que foi multado teria o direito de recorrer. Porém se o cara foi multado corretamente, com provas e tudo mais, e mesmo assim tentou dar uma de esperto, minha sugestão é que a multa seja multiplicada por 10, sem direito a nenhum tipo de recurso, que é para evitar que espertos tentem usar a justiça para promover injustiças (não ser penalizado por algum crime é injustiça).
Deste modo, inibindo a ação dos espertos poderíamos permitir que as pessoas que foram injustamente multadas, como o caso citado acima, sejam obrigadas a um calvário para não pagar a multa, ou melhor, para receber o valor de volta.

Enquanto nossas leis continuam a favorecer os infratores, que continuemos a rir..... ou chorar.

Perguntar ofende

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Pois é, parece que perguntar agora é ofensa.

O programa CQC foi barrado de entrar na Câmara dos Deputados, após eles terem ido lá e feito algumas perguntas aos 'nobres' deputados. Mas não estas perguntas comuns, que todos os jornalistas fazem e que os políticos adoram responder, mas sim perguntas relacionadas aos escândalos de corrupção, propinas, CPI's, justamente o que nossos 'nobres' deputados evitam falar a qualquer custo.
E por causa destas perguntas agora eles não mais podem entrar na Câmara, tampouco fazer perguntas que tenho certeza que todos os brasileiros adorariam fazer, e principalmente de ter respostas não evasivas.

Vi uma matéria da Folha Online que um dos motivos alegados é que não se poderia fazer "...perguntas aos deputados e senadores que depreciassem a imagem da instituição...". Agora é que não entendi nada. Não se pode fazer perguntas que depreciem a imagem (a Câmara ainda tem alguma?), mas se pode roubar, desviar verbas, promover super faturamento, participar de mensalões, acordos em busca de cargos, aumentar impostos.

Perguntar não pode, mas fazer o que eles fazem, e ainda com foro privilegiado isso sim pode. E ai de quem perguntar algo sobre algo que foi provado.

Como diz a sabedoria popular "Quem não deve não teme". Será que toda essa retaliação é por temerem algo?

Meus parabéns ao CQC, e espero sucesso nesta batalha para poderem retornar a Câmara, para que nossos 'nobres' deputados possam parlar, o que é muito correto em um parlamento.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O defeito é sempre do outro

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Quando o outro fala é intrigante.
Quando você fala... é crítica construtiva.

Quando o outro se decide a favor de um ponto, é “cabeça dura”.
Quando você o faz... está sendo firme.

Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar, é apenas distração.

Quando o outro fala sobre si mesmo, é egoísta.
Quando você fala... é porque precisa desabafar.

Quando o outro se esforça para ser agradável, tem uma segunda intenção.
Quando você faz... é iniciativa.

Quando o outro progride, teve oportunidade.
Quando você progride... é fruto de muito trabalho.

Quando o outro luta pelos seus direitos, é teimoso.
Quando você o faz... é prova de caráter.

Quando pensar em julgar os outros... olhe primeira para dentro de você...

Em muitos julgamentos mesquinhos julgamos a nós mesmos na figura do outro.

domingo, 1 de junho de 2008

Me engana que eu gosto

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Infelizmente a cada dia que passa vejo mais situações onde pode ser aplicado o título deste artigo. Parece-me que este povo adora ser enganado, ou melhor, adora se auto-enganar.

E a cada dia vejo mais situações que me ratificam tal visão. Citarei algumas:

1. Está sendo veiculada na TV uma propaganda da Telefônica, onde você paga uma taxa mensal de R$ 22,90 e fala ‘de graça’ aos finais de semana.
Vamos ver se eu entendi. A propaganda me fala que posso falar ‘de graça’ nos finais de semana, mas para falar ‘de graça’ preciso pagar uma taxa de R$ 22,90 por mês? É um novo conceito do termo ‘de graça’? Ou é uma tentativa de iludir os futuros clientes que eles estão sendo espertos adquirindo este produto para falar ‘de graça’?
Imagino outras ‘promoções’ que podem ser feitas também, seguindo esta mesma linha:

a. Em um restaurante. ‘Promoção: pague R$ 30,00 e não pague a sobremesa’

b. Em uma boate. ‘Promoção: entrada franca, saída R$ 10,00’

2. Em uma planilha foi solicitado que seja exibida a variação entre as vendas de um mês com o mesmo mês do ano anterior, para que a pessoa possa ver como está a situação atual. E ao invés de exibir a variação foi solicitado que o valor a ser exibido seja o percentual com relação ao valor anterior. Abaixo mostrarei a tabela:

Jan

Fev

Mar

2007

100

120

140

2008

120

110

135

Índice 1

120%

91,67%

96,43%

Índice 2

20%

-8,33

-3,57%

E entre os dois índices, o preferido foi o primeiro, pois não tinha valor negativo, o que poderia deixar quem lesse a informação triste. Quer dizer que se eu colocar somente os valores positivos significa que a venda aumentou? Ou que o resultado é melhor? E será que quem ler o índice de fevereiro não vai perceber que está abaixo do valor do ano anterior, e que houve uma retração? A leitura que faço é que tentaram me enganar somente mostrando números ‘bons’ quando na verdade existem números não satisfatórios.

3. Nas vendas de produtos, é comum darem descontos (já escrevi o que acho sobre os descontos no artigo Desconto: bom?), e me deparei com uma situação que ratifica meu pensamento. Em um determinado tipo de produto o desconto chegava a 90%, isso mesmo, 90%. Perguntei se mesmo com um desconto desse valor a empresa ainda ganhava dinheiro, e escutei que na verdade o produto nunca era vendido pelo preço de tabela. O preço somente era definido lá em cima para dar um grande desconto, pois os compradores não comprariam caso o desconto não fosse generoso.
Será que quem compra desconhece matemática? Se vender um produto que custa R$ 10,00, com 0% de desconto, ou se vender o mesmo produto que custa R$ 10,00, com 90% de desconto o resultado financeiro é o mesmo. A diferença que tem é que o segundo vendedor tem a chance de ser esperto, dando descontos menores e ganhando mais do que o justo, enquanto que o primeiro não possui intenção nenhuma de ser esperto. E o comprador prefere a segunda opção, pois aí o ‘esperto’ foi ele.
Se for assim, então eu me tornarei um vendedor e colocarei como preço de tabela do produto R$ 1.000,00, assim poderei dar um desconto de 99%, que certamente deixará o comprador muito mais feliz.

Estas foram algumas situações que presenciei, mas tenho a certeza que muitas outras existem. E vejo algumas pessoas preferindo acreditar que estão sendo espertas, que estão levando vantagem. Um pouco de conhecimento matemático e lógico não faria mal nenhum.