Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

terça-feira, 10 de junho de 2008

Perguntar ofende

Pois é, parece que perguntar agora é ofensa.

O programa CQC foi barrado de entrar na Câmara dos Deputados, após eles terem ido lá e feito algumas perguntas aos 'nobres' deputados. Mas não estas perguntas comuns, que todos os jornalistas fazem e que os políticos adoram responder, mas sim perguntas relacionadas aos escândalos de corrupção, propinas, CPI's, justamente o que nossos 'nobres' deputados evitam falar a qualquer custo.
E por causa destas perguntas agora eles não mais podem entrar na Câmara, tampouco fazer perguntas que tenho certeza que todos os brasileiros adorariam fazer, e principalmente de ter respostas não evasivas.

Vi uma matéria da Folha Online que um dos motivos alegados é que não se poderia fazer "...perguntas aos deputados e senadores que depreciassem a imagem da instituição...". Agora é que não entendi nada. Não se pode fazer perguntas que depreciem a imagem (a Câmara ainda tem alguma?), mas se pode roubar, desviar verbas, promover super faturamento, participar de mensalões, acordos em busca de cargos, aumentar impostos.

Perguntar não pode, mas fazer o que eles fazem, e ainda com foro privilegiado isso sim pode. E ai de quem perguntar algo sobre algo que foi provado.

Como diz a sabedoria popular "Quem não deve não teme". Será que toda essa retaliação é por temerem algo?

Meus parabéns ao CQC, e espero sucesso nesta batalha para poderem retornar a Câmara, para que nossos 'nobres' deputados possam parlar, o que é muito correto em um parlamento.

Um comentário:

GUILHERME PIÃO disse...

É muita cara de pau, eles podem fazer tudo, mas não falam a respeito e nem são punidos como deve ser.
Temos que fazer alguma coisa para isto mudar.
Abraços