Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Percurso de um rio

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Acredito em muitas coisas, acredito na beleza da vida, vista por um ângulo um pouco diferente, ou melhor, muito diferente.

Penso que a vida sempre foi e sempre será uma caixinha de surpresa (como diz o provérbio), porém temos que ter sensibilidade para enxergar as coisas com um olhar otimista, um olhar crítico.
Não ter um salário alto, não ter um carro zero, não possuir uma mansão, não ter status social, nada disso terá significado se passarmos estas coisas pela
PENEIRA DA IMPORTÂNCIA.

Você deve estar se perguntando: O que isso quer dizer?

Quer dizer que a maioria dos problemas que vemos no mundo, não está no mundo, mas na maneira que nós enxergamos estes problemas. Para algumas pessoas estas coisas citadas acima estão em primeiro plano em suas vidas, pobres coitados!

Pensar que a pior pobreza que uma pessoa possa ter é a POBREZA DE ESPÍRITO, que limita ver os raios do sol que estão atrás das nuvens tensas.

Temos que fazer de nossas vidas, igual à filosofia do PERCURSO DE UM RIO.

As águas de um RIO seguem um caminho pré-estabelecido, quando surge uma pedra ou qualquer obstáculo, o que acontece? Já parou pra pensar? Pois bem, elas simplesmente contornam estes obstáculos e seguem seu destino.

Será que temos está postura de encarar nossos problemas?

Acredita-se que não. Ficamos na lamentação do seu tivesse aquilo… Se eu pudesse… Se eu não fosse…
Temos um dia hoje todo pela frente. Como será seu dia? Creio que dependerá em alguns casos, de como iremos encarar os desafios. Poderá ser produtivo ou puro tédio, alegre ou triste…

Mesmo com tantas dificuldades temos chance de mudar muitas coisas simplesmente pela ação de sairmos da INÉRCIA dos nossos hábitos. Faça isso… Faça diferente, e se por acaso errar, faça de novo… E se não acontecer da maneira certa…

Pelo ao menos você tentou...

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Que 2009 seja o melhor ano até então de nossas vidas, mas o pior de todos os que virão. E que nós assumamos a responsabilidade de transformar os desejos que recebemos em realidade, que paremos de culpar governos, chefes, amigos, sociedade, falta de dinheiro pelos acontecimentos.

Não desejem não terem problemas, mas sim terem sabedoria para solucioná-los e usá-los como impulso para tornarem-se seres melhores, mais humanos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Justiça?

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Leiam a notícia abaixo.

TJ-SP confirma indenização de R$ 600 mil a fumante que teve pernas amputadas 
da Folha Online 

O Tribunal de Justiça de SP negou recurso da fabricante de cigarros Souza Cruz, que tentava anular uma condenação de 2004: a empresa é obrigada a pagar R$ 600 mil à ex-fumante Maria Aparecida da Silva, que teve as pernas amputadas após consumir, durante 30 anos, 40 cigarros Hollywood por dia. Ela contraiu tromboangeíte aguda obliterante --doença que atinge apenas os fumantes. A informação é da coluna Mônica Bergamo na Folha desta quinta-feira. 
De acordo com a coluna, "a Souza Cruz diz que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e que a condenação diverge dos 'mais de 465 pronunciamentos' que rejeitaram esse tipo de indenização no país, baseados no 'livre arbítrio' de quem fuma, no 'amplo conhecimento público' dos males causados pelo cigarro e na ausência de relação entre a doença e o consumo do produto". 
Para o promotor João Lopes, do Consumidor --autor de processo que pede indenização bilionária aos fabricantes de cigarros--, a decisão do TJ-SP reconhece a responsabilidade objetiva da empresa pelos danos causados pelos produtos, e "abre precedente para uma avalanche de ações".


Fico triste ao ver a ‘Justiça’ promovendo isso. Temos inúmeras injustiças sendo feitas por aí, criminosos de colarinho (infelizmente hoje existem da cor branca, bege, azul, cinza, preta....), assassinos a solta, mães privadas da presença do filho, corruptores e ‘corrompíveis’, e vem a ‘Justiça’ e promove esse desrespeito aos cidadãos conscientes e responsáveis. Os malefícios do cigarro são conhecidos há décadas, isso nunca foi um mistério para ninguém. Também nunca ouvi um relato sequer de fumante que foi obrigado pela empresa de cigarros a começar a fumar. As pessoas fumam porque elas optaram por fumar. A decisão sempre foi delas, mesmo em algumas vezes sendo uma decisão tola de ‘se juntar aos amigos’.

E agora vem a ‘Justiça’ e premia a estupidez humana com um valor de R$ 600 mil. Agora basta fazer a coisa errada, se destruir e conseguir da ‘Justiça’ a premiação por isso. Este valor recebido certamente não trará a perna dela de volta, nem a saúde. Sei disso, mas isso foi uma conseqüência da decisão que ELA tomou anos atrás.

Para uma família de classe média ficar com R$ 1 mil por mês é um belo sacrifício. Pois bem, se uma família conseguir tal proeza, ela precisará economizar durante 600 meses, ou seja, 50 anos, isso mesmo, meio século (não estou colocando juros, pois certamente daqui 50 anos 600 mil já não significará a mesma coisa). Imagine uma família lutando para educar seus filhos com valores, respeito, dignidade, decência, e ao final de meio século ainda não conseguirá deixar aos filhos o valor que a ‘Justiça’ concedeu.

Vejo isso como um desrespeito incomensurável às pessoas que tentam fazer a coisa certa, sempre com responsabilidade. Compensa mais neste país ser inconseqüente, ‘curtir’ a vida e depois ganhar uma bolada na ‘Justiça’. Por que eu devo ser certo, se o errado agora é legalmente valorizado? Por que adquirir consciência e responsabilidade sobre os meus atos se alguém será culpado por isso?

Fico imaginando a maravilha do nosso mundo no futuro. Todos inconseqüentes e ricos. Comeu muito lanche na vida? Processa o McDonalds. Comeu muito chocolate? Processa a Nestlé. Bebeu muito refrigerante? Processa a Coca-Cola.

Deixo meu asco para os ‘seres superiores’ que promoveram tal ação.

ps. Se alguém deveria pagar, que fosse o governo, afinal, ele autoriza o funcionamento desta indústria e fatura com a produção dela.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Fiador

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Você vai alugar uma casa? Precisa de fiador. Vai fazer um financiamento para carro? Precisa de um fiador. Vai fazer um crédito estudantil? Precisa de fiador.

Atualmente tudo no mundo necessita de fiador. E o que é fiador? Deixo duas definições:

sm.
1 Aquele que fia ou abona alguém, que responde por ele 
2 Aquele que se obriga a pagar dívida ou a cumprir obrigação de outra pessoa, caso esta não as cumpra no tempo e sob as condições dispostas em contrato; AVALISTA

No caso que citei é o segundo, que será responsável por arcar a dívida caso a pessoa que tenha pego não pague a dívida.

Há anos que me pergunto o motivo da existência desta pessoa, com esta característica. Escutei respostas dizendo que isso dá uma garantia a quem empresta, e quanto mais garantias mais fácil sai o empréstimo e quem sabe os juros diminuem, já que o risco é minimizado. Sei disso, mas vejo coisas absurdas assim como coisas ruins com isso.

Normalmente quem é o fiador é sempre alguém da família, afinal, quem é que vai querer colocar ‘o seu na reta’ por causa do compromisso de pagamento de outro? Então eu vou fazer um financiamento, e coloco meu pai como meu fiador. Perfeito, contrato feito e tudo bem, pois meu pai tem condições de arcar com o compromisso que EU assumi caso EU não tenha condições de pagar. Então o meu pai resolver fazer um financiamento, e ele também precisa de um fiador, então eu pergunto: “Por que?”. Se ele já demonstrou capacidade de arcar com um compromisso que nem dele é, por que ele precisa de um fiador? ELE já demonstrou ter capacidade ao se tornar um fiador de outra pessoa. Aí vem o argumento que quem empresta precisa de garantias (blah) e então o que acontece? EU fico como fiador do meu pai.

Engraçado. EU não tinha condições de fazer um empréstimo sem o aval de alguém, e por isso meu pai assinou. E depois EU passei a ser o fiador do meu pai? Ficamos num círculo ridículo, no mínimo. Como é que uma pessoa que precisa o aval de outra para fazer empréstimo pode ser fiador de outra pessoa? No mínimo quem precisou de um fiador jamais poderá ser fiador de ninguém, afinal, se eu não tenho dinheiro para garantir o MEU empréstimo, terei menos ainda para garantir o empréstimo dos outros.

Sei também que o fiador é bom ter pois consegue-se exigir dele o pagamento. Se por lei conseguimos exigir o pagamento, por que não fazemos isso de quem empresta, que é o responsável? Por que a lei consegue somente exigir do fiador e não exigir da pessoa que fez o empréstimo? Alguém pode responder aqui que o fiador é uma pessoa que garantiu, por isso pode-se exigir. Sei disso, mas lembre-se do caso acima, onde EU fiz um empréstimo e onde EU fui fiador ao mesmo tempo. Se eu tenho condições de ser fiador certamente tenho condições de pagar, ou então se exigirem legalmente o pagamento.

Seria tão mais simples se exigissem de quem se compromete o pagamento. Imagina quanta chateação não evitariam, pois pedir isso é complicado, sem contar que pode gerar grandes problemas familiares. Sem contar que isso é um incentivo aos sem vergonha de plantão, pois como a dívida ficará com o fiador e não com quem fez o empréstimo, que se danem os outros, não é?

Espero que nossas leis passem a imputar a responsabilidade as pessoas certas, que exijam que elas sejam mais honestas a vida toda, para que num momento onde for necessário fazer um empréstimo o passado dela seja o fiador.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Reciclagem: orgulho do Brasil. Será?

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Estamos em uma época onde reciclagem deixou de ser um termo de ecologistas chatos de plantão, de anti-capitalistas que querem que o sistema caia, e passou a fazer parte de nossa vida, ensina-se nas escolas, incentiva-se nas empresas. A reciclagem é necessária pois não dá para gerir um planeta do modo como estávamos fazendo (e ainda continuamos em boa parte). É preciso entender que vivemos em um planeta finito, com matérias-prima finitas, e se não houver reciclagem um dia tudo parará. Mas não é só isso, a reciclagem ajuda a diminuir o lixo gerado, propicia economia visto que é mais barato reciclar do que gerar um produto do zero, enfim, existem vários argumentos que demonstram como a reciclagem é importante.

E quase tudo já pode ser reciclado, papéis, vidros, metal, pneus, produtos eletrônicos, e a cada dia surge um novo uso para velhos produtos, novas técnicas de reciclagem, o que é muito bom. E nosso país é referência na reciclagem, principalmente no que diz respeito a reciclagem do alumínio. Já li que se recicla quase 97% do alumínio, o que torna este país um exemplo mundial.

Mas será que este número é bom? Será que devemos nos orgulhar de reciclarmos 97% do alumínio?

Não há como negar os benefícios financeiros que isso gera, a diminuição do lixo. Mas mesmo com tudo isso, ainda sim é bom? Para mim não, não é nada bom. E o motivo não tem a ver com o percentual alcançado, nem com a economia gerada, ou a renda obtida. O motivo pelo qual não comemoro tal índice é a forma como obtemos este índice. Somente reciclamos tudo isso por causa da miséria, da falta de oportunidade, da necessidade de pessoas menos afortunadas, que para sobreviverem catam milhares de latinhas e as carregam em suas carroças, sob sol ou chuva, e em meio aos carros. De domingo a domingo. Ou será que são as pessoas que possuem consciência ambiental e lutam para terem lugar onde depositar suas latas? Será que se as pessoas que hoje necessitam catar latas tivessem um pouco mais de dinheiro, outro emprego o nosso tão comemorado índice permaneceria?

Comemorar este índice é ficar feliz com a miséria que este país gera, é ficar feliz com a falta de consciência das pessoas, é dar aval a expressão que diz que os fins justificam os meios.
Comemorar esta “conquista” é o mesmo que comemorar o ingresso dos menos capacitados na universidade, através de cotas, é o mesmo que comemorar o aumento do poder aquisitivo da população, mediante bolsas incentivadoras de vagabundagem.

Vamos analisar os fatos além do básico, do visível. A imagem pode ser linda, mas o que se esconde por trás dela pode não ser.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Dois pesos, duas medidas

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Acabei de ouvir uma notícia na TV e fiquei intrigado. A assembléia legislativa de SP trocará a frota dos carros. Gastará nesta troca R$ 8 milhões, para comprar 165 carros novos, o que dá na média R$ 48.500,00 por carro. Não entendo muito de carro, mas sei que um carro por este preço não é um popular, simples. E pelo que vejo nas grandes empresas, que também possuem carros para uso dos seus funcionários os carros que compram não são nessa faixa, normalmente são os mais simples, pois o objetivo é facilitar o deslocamento do funcionário, somente isso.

E o motivo alegado é que a frota é antiga, que gasta muito combustível e que na verdade este dinheiro estaria sendo uma economia. Se for uma economia certamente será das melhores, afinal, estarão economizando R$ 8 milhões. Bom, mas vamos a alguns cálculos.

Se o carro deles atualmente faz 8km/l, e passar a fazer 10km/l (estou colocando menos do que os populares, que fazem mais, pois pelo preço do carro o motor deve ser melhor, deve ter ar condicionado e outras coisas que aumentam o consumo), isso significa que eles economizarão 25% do valor gasto com combustível.

O litro da gasolina está em R$ 2,50 (estou pegando o combustível mais caro de propósito). Supondo que na média eles andem 3000 km por mês (para vereador, com função local isso é muito). Pois bem, antes eles gastariam por mês 375l, o que daria de custo R$ 937,50. Com o novo carro eles gastariam R$ 750,00, ou seja, uma economia de R$ 187,50. Vamos ver num período de 5 anos, que imagino ser um tempo médio para a troca de carros na assembléia. Multiplicando R$ 187,50 por 60 chegamos ao total de R$ 11.250,00. Ou seja, em 5 anos, um carro andando sempre 3000km por mês gerará uma economia de pouco mais de R$ 11 mil, menos de 1/4 do preço do carro novo.

Pára tudo!!!! Quer dizer que gastando mais gera economia? Será que estou ficando maluco? Por contas simples que fiz, considerando um belo gasto mensal de quilometragem será necessário 20 anos de uso do carro para que o preço compense. E olha que ainda tenho dúvidas se o carro é o mais econômico. E eu coloquei a gasolina para calcular o preço pois a diferença em reais da economia seria maior, o que poderia justificar a mudança.

E se realmente estes carros gerarem economia para as pessoas, por que não fazem isso com os demais cidadãos? Afinal, se todos conseguirem minimizar custos poderiam utilizar o dinheiro excedente para outras coisas, como atender o pedido do nosso presidente e irmos às compras. Que fantástico isso, não é?

Ou gastar quase 50 mil com carro somente gera economia para os senhores engravatados e com um monte de auxílios? Será que o consumo dos mortais pagadores de imposto é diferente?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O que os filhos pensam do pai

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Aos 7 anos:
- Papai é grande, sabe tudo!
Aos 14 anos:
- Parece que papai se engana com certas coisas que diz...
Aos 20 anos:
- Papai está um pouco atrasado em suas teorias; não são desta época...
Aos 25 anos:
- O coroa não sabe nada... Está caducando, decididamente.
Aos 35 anos:
- Com minha experiência, meu pai seria hoje um milionário...
Aos 45 anos:
- Não sei se consulto o velho; talvez pudesse me aconselhar...
Aos 55 anos:
- Que pena papai ter morrido; na verdade ele tinha idéias notáveis...
Aos 60 anos:
- Pobre papai! era um sábio! Como lastimo tê-lo compreendido tão tarde... 

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A evolução é algo fantástico na nossa vida. Com o passar dos anos nossas atitudes vão mudando, não pelo fato de termos mais idade somente, mas pelo fato de termos vivido novas experiências, ou vivido as mesmas experiências de outras formas, e pelo que já aprendemos, vivenciamos, estudamos ou refletimos passamos a agir de modo diferente. E assim vamos nós, vivendo, experimentando, questionando, crescescendo, evoluindo!!!!

O texto acima é um pequeno exemplo de como mudamos de atitude ao longo da vida. E o pensamento atribuído a cada fase da vida é diferente, mesmo o pai tendo as mesmas atitudes ao longo da vida. E se ele não mudou, o que mudou foi nossa atitude, nossa forma de vermos as mesmas coisas.

E pelo texto podemos ver o quanto nós mudamos. de "grande" passou para "caduco" e depois tornou-se "sábio", isso sem ele mudar nada. A mudança ocorreu conosco.

E se a evolução é algo inerente aos seres humanos que querem se desenvolver, o que devemos é ter consciência o mais cedo possível que talvez o problema nem sempre esteja no outro, mas sim em nós mesmos. E quanto mais cedo nos dermos conta disso, evitaremos muito acharmos os outros "caducos", pararemos com mania de nos acharmos o dono da verdade, e certamente teremos uma vida mais feliz, apreciando o belo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Saquinhos de mercado

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Estava em casa sozinho e lembrei-me que já havia prometido faz tempo dobrar os saquinhos plásticos do mercado para que ficassem melhor na gaveta, e não aquele amontoado de plástico. Já havia visto meu pai fazendo isso e então comecei a fazer isso em casa. No entanto há muito tempo havia acumulado estes saquinhos e os amontoado na gaveta, então eu tinha muito serviço a fazer. E lá fui eu, um após o outro. Porém o tempo foi passando, o mau jeito começou a provocar dor nas costas e o montante de saquinhos quase estava intacto. Por mais que eu tivesse feito ainda faltavam muitos.

Foi então que vi que a pequena negligência constante pode gerar grandes problemas no futuro. Era tão simples e rápido eu chegar do mercado e dobrar os saquinhos, no máximo poucos minutos e estava tudo pronto, sem dor nas costas, sem horas investidas, e com a sensação de deixar organizado. Mas fui deixando isso, sempre crendo que um dia eu poderia chegar e resolver o problema prontamente, assim que eu tivesse vontade. Foi quando percebi que eu até poderia fazer, porém o preço seria mais caro, me daria dor nas costas, consumiria muito tempo, além de ser extremamente entediante.

Permiti-me então uma analogia, fazendo comparações com outras situações em nossas vidas. Quantas vezes não vimos pais e mães negligenciando carinho e atenção aos filhos, em função do trabalho, em função de status, ou em função mesmo do descanso por ter trabalhado tanto em prol do filho? Passam muito tempo sem ouvir os filhos, sem lhes dizer palavras de incentivo e carinho, sem lhes dar abraços sinceros. E depois, quando os filhos ficam deprimidos, revoltados, violentos, egoístas querem recuperar todo este tempo, movendo céus e terras para que o filho fique melhor. E nesse caso, nem sempre isso é possível.

Outro exemplo é com a nossa própria saúde. Por muitos anos exageramos na comida, comemos um monte de bobagens que sabemos que não fazem bem, e comemos em excesso. Não praticamos exercícios. E então, eis que a vida nos manda esta conta. E então, de um dia para o outro, somos obrigados a deixar de comer quase tudo, fazer exercícios, tomar remédios. E certamente todo este esforço não será o suficiente para recuperar o que tínhamos, e que com um pequeno esforço diário poderíamos mudar plenamente o futuro.

Que passemos a cuidar dos nossos filhos, dos nossos pais, dos nossos amores, das nossas atitudes, dos nossos serviços todos os dias, dedicando um pouco do nosso tempo, nosso esforço, para que no futuro ainda possamos gozar do lado bom que tínhamos no começo.

E tudo isso aprendi com saquinhos de mercado.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Honestidade a prova d’água

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Honestidade, qualidade que infelizmente está rareando, sendo reclassificada como coisa de bobo. Honestidade, tão maltratada atualmente que quando uma criança rouba um lápis de um coleguinha os pais preferem dizer que ‘é coisa de criança’.

E mesmo com tudo jogando contra, ainda podemos nos deparar com acontecimentos raros, que dignificam e nos reforçam a crença no ser humano, em que com educação é possível mudar as coisas. Esta semana tive a oportunidade de ver um exemplo desse, vindo justamente de um lugar onde ocorreu uma grande tragédia.

Em SC, numa das regiões mais castigadas pela chuva, um senhor de uns 80 anos conseguiu convencer um bombeiro a voltar a sua casa lhe pegar uma coisa. Já vi muitas vezes esse tipo de situação, e raramente o bombeiro volta, pois sabe do risco e sabe que qualquer coisa que tenha pode ser recuperada. Mas esse bombeiro acabou voltando para resgatar o que o senhor lhe pedira.

Vocês adivinham o que ele pediu? Dinheiro? Talvez este seja o primeiro pensamento, o mais comum. Mas não é. Então alguma coisa de valor especial para ele, como fotos, lembrança de algo, presente dos pais? Também não. O que ele pediu para o bombeiro resgatar era um carnê com prestações de uma moto. Isso mesmo, um carnê. E ao solicitar isso ao bombeiro, ele disse que podia perder a casa, o carro, mas não podia perder o nome.

Para mim isso é arrepiante! Mesmo no meio de toda aquela tragédia, com mais de 80 anos, perdendo quase tudo o que tinha, faz questão de cumprir com seu dever. E olha que certamente qualquer pessoa daria condições especiais para ele pagar.

E pensar que tem gente com muito dinheiro ainda inventa modos de não pagar seus compromissos. Talvez porque eles sofrem da pior tragédia humana, a de caráter.

Deixo aqui meus cumprimentos ao senhor, por me dar um lindo exemplo, e que a vida possa lhe proporcionar as condições necessárias para que consiga se reerguer.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vamos mudar o mundo?

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Eis um pensamento que todo mundo certamente já teve algum dia na vida. Normalmente vem quando vemos grandes injustiças, os grandes prejuízos que trazem e isso nos aflora a revolta e a vontade de mudar todo o mundo, resolver todas as injustiças, as mazelas, os desrespeitos. Mas aí nos damos conta que não somos forte o suficiente para mudar o mundo, desistimos da idéia e nos acomodamos, até que outra grande injustiça ocorra e revivamos tudo novamente.

Creio que muitas pessoas façam isso, conforme descrevi acima. E o ruim disso é que esta atitude em nada ajuda a realmente mudar o mundo. Algumas resolvem mudar um pouco. Ao invés de resolverem mudar o mundo todo, se dão conta que somente podem mudar o seu mundo, e como se relacionam com ele. E aí começam a agir, mudando pequenos hábitos, melhorando aos poucos o seu mundo, e ao longo do tempo fazem grandes mudanças.

Sei que esse papo meu é texto comum em blogs, e talvez esse seja o problema. O texto é padrão, e a atitude das pessoas em ignorar isso também o é. Vejo nas cidades pessoas tão centradas em si que nem o seu próprio mundo querem melhorar. Acabei de chegar de um mercado, e o estacionamento possui mão para os carros seguirem, visando facilitar o fluxo. E vi 2 pessoas dirigindo tranquilamente no sentido inverso. Uma não chegou a atrapalhar o trânsito, mas a outra parou o transito, precisando dar marcha a ré para desentravar. Isso infelizmente é comum. E aproveitando o ambiente do mercado, é muito comum as pessoas não devolverem o carrinho onde pegaram. Deixam no meio do caminho, ou então ocupando vagas de carros.

Será que é tão difícil andar na mão e deixar o carrinho no lugar certo? Se não é, por que as pessoas não fazem? Ah, é que é rapidinho, não atrapalha muito, ou então tem alguém para pegar o carrinho. Pois é, cada pessoa atrapalhando um pouquinho, ou exigindo que existam funções para fazer o que pequenos atos poderiam fazer sem custo nenhum geram um grande número de problemas, além de custos.

Depois se acham no direito de criticar os outros, dizer que o país está na situação que está por causa dos outros. E a sua (nossa) responsabilidade, onde fica? Não podemos nos esquecer disso. E vamos sim mudar o mundo, mas cada qual mudando o seu, melhorando onde pode, ajudando aos outros (ao menos não atrapalhando já é um grande avanço) e quem sabe não teremos um país melhor?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

30 dicas do dia para escrever bem

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  1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
  2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
  3. Anule aliterações altamente abusivas.
  4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.
  5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
  6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
  7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
  8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??... então valeu!
  9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.
  10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
  11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
  12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
  13. Frases incompletas podem causar
  14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
  15. Seja mais ou menos específico.
  16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
  17. A voz passiva deve ser evitada.
  18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
  19. Quem precisa de perguntas retóricas?
  20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
  21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
  22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!" 
  23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
  24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
  25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
  26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
  27. Seja incisivo e coerente, ou não.
  28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
  29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo!... nada de mandar esse trem... vixi... entendeu bichinho?
  30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar já que é insuportável o mesmo final escutar...