Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

segunda-feira, 28 de abril de 2008

100ª publicação

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Cheguei a minha centésima publicação. Foi pouco mais de sete meses. Muitos artigos escritos, alguns com textos de outras pessoas, porém com conteúdo muito bom e de acordo com meus pensamentos. Alguns um pouco mais elaborados, com vídeo e áudio, o resto, somente com palavras.

Aonde vai chegar meu blog, aonde eu chegarei com ele, não tenho a menor idéia. Se será mais um blog publicado, porém sem atualização, ou se terei fôlego e persistência o suficiente para mais 100 artigos, também são coisas que não sei.

O que sei é que foi muito bom poder compartilhar com vocês, amigos, um pouco do meu pensamento. Foi muito legal poder levar um pouco de reflexão a vocês. Não tenho por intuito fazê-los pensar do mesmo modo que eu. Meu intuito é levar um texto que os façam refletir sobre as coisas, e a partir das suas reflexões – baseadas em sua história, crenças, valores – tomarem as suas próprias decisões. Se estarão de acordo com a minha ou não, não importa. O que importa, para mim, é que sejam as SUAS decisões.

E vi também que o exercício de escrever é algo muito válido. Obriga-nos a pensarmos no que escrever, em como escrever e passar a mensagem de forma clara, objetiva. Acabamos também ficando mais atentos às notícias, ler mais de um lado da mesma notícia. Conhecemos novas palavras, ou passamos a conhecer o significado de muitas palavras que utilizamos.

Deixo aqui novamente meu agradecimento aos incentivadores dessa minha aventura, meus agradecimentos a todos que entrarem em meu blog, utilizarem seu tempo para ler o que escrevi, aos que além de ler, fizeram questão de deixar comentários. Sei o quanto meus textos são longos para o padrão dos blogs, e o quanto ele não é atrativo como os cheio de fotos e vídeos, e mesmo assim vocês lêem meus artigos. Isso é muito gratificante.

Muito obrigado, e vamos aos próximos 100.

domingo, 27 de abril de 2008

Intolerância

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Este meu artigo tem por finalidade pregar a intolerância. Sim, a intolerância!!!
E antes que atirem pedras em mim quero explicar melhor esta 'pregação' à que me proponho.

Todos nós temos intolerâncias a alguma coisa, ou em algum momento, mas o que me chama a atenção é o objeto da intolerância nossa. Creio que nossa sociedade inverteu os alvos da intolerância, e o resultado desta ação estamos vendo em nosso mundo.
As pessoas estão intolerantes quanto às etnias, gostos, opiniões, modos de vida, time do coração, sexualidade, nacionalidade. Uma pessoa torcer para um time diferente do outro 'dá' o direito dela ser maltratada ou agredida, ou então uma pessoa acreditar em outra religião, ou uma pessoa ter uma sexualidade diferente da sua, ou então uma pessoa ser de uma etnia diferente. Muitas pessoas são altamente intolerantes à isso, e 'graças' a tecnologia - o mau uso dela - essa intolerância é cada vez mais inflamada e divulgada anonimamente, que é a única forma dos covardes fazerem isso.

Mas então explique. Depois de tudo o que você falou você ainda pregará a intolerância?

Sim. Mas não ao que falei acima. Como disse há uma inversão dos objetos de intolerância. A intolerância em si não é boa ou ruim - como tudo nessa vida, o que pode ser ruim é o uso que damos a ela. E a intolerância a que me refiro é a intolerância contra os espertos, os que furam a fila, os que aceitam propina, os que usam do seu status para obter vantagens, os que cometem os delitos 'normais' de nossa sociedade, os que optam pelo poder ao invés da autoridade, os que passam horas na frente da casa onde ocorreu um crime, pedindo justiça, mas em suas próprias casas maltratam seus filhos.

E quando digo em ser intolerante não prego a execração destas pessoas, mas sim das atitudes que elas estão tomando. E lutarmos, no mínimo, para não fazermos o mesmo que elas, e tentarmos educar estas pessoas, pois creio que muitas delas fazem o que citei pois não foram devidamente educadas (educação é diferente de instrução), e certamente mudarão a sua postura quando o certo lhes for mostrado.

Certamente não é algo fácil, rápido ou barato a curto prazo. No entanto os benefícios que poderemos obter serão imensos, e perenes.

sábado, 26 de abril de 2008

Ridículo

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Nesta semana, numa conversa com um amigo, ele comentou sobre algo que fazia na infância. Ele ia até o aeroporto ver os aviões pousarem e decolarem. E disse o quanto isso era ridículo.

Comecei a pensar onde está o ridículo da situação. Uma criança, desenvolvendo-se, vendo grandes pedaços de metal, muito pesados, saindo do chão, lá no céu, imponente, é algo ridículo? Apreciar um grande avanço tecnológico do ser humano, a conseqüência de um trabalho de muitas pessoas, de muitas gerações é ridículo? Deixar a imaginação rolar solta, se deliciar e ser feliz simplesmente apreciando algo é ser ridículo? Não consigo considerar algo ridículo isso.


Mas sei que aos olhos dos adultos, seres ‘civilizados e mais evoluídos’ do que as crianças, isso é rapidamente taxado de ridículo, mas não por ser ridículo, mas sim para encobrirmos nossa deficiência de ver a beleza nas coisas, de contemplar o que nos cerca. Perdemos esta capacidade, e ao invés de assumirmos isso preferimos ‘jogar pedra’ em quem ainda possui tal capacidade, taxando de ridículo, de bobo, tolo. É um barato mecanismo de ‘proteção’, o qual prefiro classificar como um ópio para nossa insensibilidade.

Mas voltando ao termo ridículo que nós, adultos usamos para classificar aquele ato de criança, fazemos coisas muito, mas muito mais ridículas. Somente não as classificamos assim, afinal, somos adultos e não fazemos coisas ridículas.

Os adultos usam terno e gravata em muitos empregos, ficam com calor, suam bicas, é desconfortável. Mas estão lá, todo dia do mesmo modo. E qual o motivo disso? Por acaso eles ficam mais inteligentes, mais produtivos, pessoas melhores com esta fantasia? Em caso negativo, por que usar? E se fosse legal, por que as pessoas que usam terno ou estas roupas ‘elegantes’ e altamente desconfortantes, quando chegam em casa, a primeira coisa que fazem é tirar e colocar short e camiseta?


Isso não é ridículo?


Tem as mulheres também, que usam aqueles sapatos de bico fino, ‘chiquetééééééééééérrimos’, e quando chegam em casa o tiram imediatamente e dizem “não via a hora de chegar em casa e tirar aquele sapato”.


Isso não é ridículo?


Ou então analisemos um relacionamento. No começo, quando estão se conhecendo, fingem ser algo que não são, que são mais educados do que realmente são, mais inteligentes, mais compreensivos, mais apresentáveis, mais amorosos. Após se conquistarem então deixam cair a fantasia, e como resultado acontecem as cobranças, o descontentamento por não ser mais como era, por não ser mais gentil, amoroso, educado. Mas aí ambos já estão com algo ‘estável’, e continuam junto, junto com as infinitas brigas ou descontentamentos.


Isso não é ridículo?


Isso me parece muito, mas muito mais ridículo do que a criança apreciando os aviões, no entanto fazemos muitas coisas como as que citei. Só coloquei três exemplos, mas tenho a certeza que vocês conseguirão detectar muitos outros que fazem. E fazemos isso de um modo tão robotizado que muitas vezes nem percebemos nossas atitudes.


Mas Carlos, você não entende como ‘funciona’ a vida? Não vê que é assim que as coisas são? Vejo o que acontece, mas não a vejo com o verbo ‘ser’, mas sim com o verbo ‘estar’. Elas estão assim, e somente porque nós assim queremos e nos esforçamos para mantê-las deste modo.


Quem sabe um dia nós voltemos a ser ridículos como as crianças, que podem ir a um restaurante, ao meio dia, fantasiada de cowboy, com chapéu e tudo, e não demonstrar nem um pouco de vergonha. Ela simplesmente estava feliz.


quinta-feira, 24 de abril de 2008

Rio - ECO 92

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Recebi este vídeo com o discurso de uma menina canadense na ECO'92, que ocorreu no Rio de Janeiro.
Abaixo seguem o vídeo e o texto. A imagem não é das melhores, porém a mensagem passada é fantástica.



“Olá, eu sou Severn Suzuki

Represento aqui na ECO, a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 e 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir.

Vanessa Sultie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Foi através de muito empenho e dedicação que conseguimos o dinheiro necessário para virmos de tão longe, para dizer a vocês adultos que, têm que mudar o seu modo de agir.

Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo, estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.

Estou aqui para falar em nome das gerações que estão pôr vir.

Eu estou aqui para defender as crianças que passam fome pelo mundo e cujos apelos não são ouvidos.

Estou aqui para falar em nome das incontáveis espécies de animais que estão morrendo em todo o Planeta, porque já não têm mais aonde ir.

Não podemos mais permanecer ignorados.

Eu tenho medo de tomar sol, pôr causa dos buracos na camada de ozônio.

Eu tenho medo de respirar este Ar, porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando.

Eu costumava pescar em Vancouver, com meu pai, até que recentemente pescamos um peixe com câncer...e agora temos o conhecimento que animais e plantas estão sendo destruídos e extintos dia após dia...

Eu sempre sonhei em ver grandes manadas de animais selvagens, selvas e florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas e hoje eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso...

Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade???

Tudo isso acontece bem diante dos nossos olhos e mesmo assim continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções.

Sou apenas uma criança e não tenho todas as soluções, mas quero que saibam, que vocês também não tem...

Vocês não sabem como reparar os buracos na camada de ozônio...

Vocês não sabem como salvar os peixes das águas poluídas...

Vocês não podem ressuscitar os animais extintos...

E vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram
e onde hoje é um deserto...

SE VOCÊS NÃO PODEM RECUPERAR NADA DISSO, POR FAVOR PAREM DE DESTRUIR!!!

Aqui vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos, mas na verdade vocês são mães e pais, irmãos e irmãs, tias e tios e todos também são filhos...

Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas (1.992) e ao todo somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar esta realidade.

Sou apenas uma criança, mas sei que esses problemas atingem a todos nós e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo rumo a um único objetivo. Eu estou com raiva, eu não estou cega, e eu não tenho medo de dizer ao mundo como me sinto.

No meu país geramos tanto desperdício, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora e nós, países do norte, não compartilhamos com os que precisam, mesmo quando temos mais que o suficiente, temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las.

No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV.

Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou:

"Eu gostaria de ser rica, e se fosse, daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho...".

Se uma criança de rua que não tem nada, ainda deseja compartilhar, pôr que nós, que temos tudo, somos ainda tão mesquinhos???

Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio, eu poderia ser uma criança faminta da Somália ou uma vítima da guerra no Oriente Médio ou ainda uma mendiga na Índia...

Sou apenas uma criança mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso que a Terra seria.

Na escola, desde o jardim da infância, vocês nos ensinaram a sermos bem comportados. Vocês nos ensinaram a não brigar com as outras crianças, resolver as coisas da melhor maneira, respeitar os outros, arrumar nossas bagunças, não maltratar outras criaturas, dividir e não sermos mesquinhos...

ENTÃO POR QUE VOCÊS FAZEM JUSTAMENTE O QUE NOS ENSINARAM A NÃO FAZER???

Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências e para quem vocês estão fazendo isso.

Nos vejam como seus próprios filhos, vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer.

Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos dizendo-lhes "Tudo vai ficar bem, estamos fazendo o melhor que podemos, não é o fim do mundo...", mas não acredito que possam nos dizer isso. Nós estamos em suas listas de prioridades ???

Meu pai sempre diz :

"Você é aquilo que faz, não o que você diz".

Bem, o que vocês fazem, nos faz chorar à noite...

Vocês adultos dizem que nos amam...

Eu desafio vocês, pôr favor façam com que suas ações reflitam as suas palavras...

Obrigada.”

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Marketing Multi Nível

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Há um tempo atrás fui apresentado a um novo termo: "Marketing Multi Nível". Até então nunca tinha ouvido falar no termo.

Recebi o convite para ter uma palestra sobre uma oportunidade de negócio, e aceitei. Ao começar a apresentação senti-me como uma daquelas pessoas que ficam nos auditórios das empresas que ficam horas a fio falando das maravilhas dos produtos, e de como aquilo mudará a sua vida (creio que alguns até crêem que darão um novo significado às nossas vidas). Era uma apresentação que falava quase nada do produto (ou serviço) em si, mas sim de como ele poderia modificar a minha vida, de como eu resolveria os meus problemas. Isso até começarem os 'testemunhos', onde pessoas diziam que não acreditavam naquilo antes, que eram discrentes e que resolveram apostar. E como isso mudou a vida deles. Pessoas com problemas financeiros e dívidas rapidamente quitaram as suas dívidas, andam de carrão, tem apartamentos. É de deixar qualquer um realmente impressionado.

Então eles começaram a mostrar como o negócio crescia, mostraram fotos de uma pessoa no começo do serviço, na sala de sua casa, e depois a sala ficando pequena, então foi necessário alugar salões, até chegar a eventos com centenas de pessoas em hotéis. Realmente algo que não se podia perder.

Falaram então de como funciona este marketing. O produto a ser vendido era um serviço de ligação pela internet (VOIP), e para cada venda um percentual era destinado a pessoa. E esta pessoa podia indicar outras para também venderem o produto, e receberia um valor por cada novo integrante, bem como um percentual sobre as vendas que esta pessoa fizesse. E cada um destes indicados podia fazer o mesmo, e um percentual de tudo era repassado para o primeiro nível. Isso funcionaria até no terceiro nível.

Quando vi isso de imediato pensei "mas isso é pirâmide", e quando indaguei uma das pessoas escutei que não era pirâmide, mas sim "marketing multi nivel". Nome bonito. Pesquisei na internet e vi as 'diferenças' entre os dois. Basicamente o marketing de rede tem um produto ou serviço vinculado, e não pode cobrar taxas para novos integrantes. É algo que já existe há um bom tempo (+ 40 anos nos EUA), tem leis e regulamentos.

Certo, a pirâmide cobra taxas e não oferece nada, e é ilegal, enquanto que este marketing multi nível é legal e oferece serviços. Mas isso não muda a característica de pirâmide, já que uma pessoa indica outras, que por sua vez indicam outras. Bom, eu aprendi que tal estrutura é pirâmide. E a possibilidade dos ganhos altos só funciona para quem pega a onda no começo, pois tem um bom campo para trabalhar, os que forem entrando posteriormente já terão menos área onde trabalhar, e menos pessoas para indicar. Não é um sistema que permita que muitas pessoas ganhem o valor divulgado nos anúncios. Afinal, o mercado é limitado, o número de pessoas que podem ser indicadas também, bem como a quantidade de pessoas interessadas em comprar o servico. Tudo isso é finito, e num esquema exponencial destes isso exaure-se rapidamente. Somente poucos ganharão muito dinheiro, e por pouco tempo.

Indaguei as pessoas da palestra sobre isso, e também falei que com a popularização da tecnologia o preço cairia muito, e se a empresa quisesse continuar a sobreviver ela deveria diminuir o valor, o que certamente diminuiria os ganhos dos integrantes, e perguntei também se caso a empresa viesse a fechar, como que ficariam as pessoas para as quais elas venderam o serviço. Ouvi a seguinte resposta de um dos divulgadores:
"Mas até lá eu já vou ter ganho o meu dinheiro".

Fiquei comovidíssimo com a preocupação desta pessoa com o produto, com a empresa e principalmente com os clientes.

É preciso ficarmos atentos à estas ofertas milagrosas. Creio que se fossem tão boas assim, e para tanta gente, não haveria necessidade de ocultarem endereços, emails e telefones nos sites que oferecem isso, assim como também seria muito fácil para o governo acabar com a pobreza e desemprego deste país, era só as pessoas fazerem isso, já que não requer experiência, tempo integral, capacidade, conhecimento, deslocamente até o serviço. É um verdadeiro Eldorado.

É preciso distinguir o que realmente é Marketing Multi Nível do que é Pirâmide com roupagem moderna. São os termos novos para velhos conceitos.

São os nossos novos desafios desta era...

domingo, 20 de abril de 2008

Sou uma pessoa comum

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E por isso mesmo um assassino em potencial. E não digo isso em função do meu perfil, ou das minhas atitudes. Digo isso pensando no que ‘descobririam’ de mim caso ocorresse algum assassinato perto de onde eu moro ou onde trabalho. Explicarei melhor.

Vendo os recentes fatos deste país fico estarrecido como criam relações entre fatos comuns com perfis de assassinos, de psicopatas, de pessoas mentirosas. A imprensa fuça a vida inteira da pessoa, e qualquer coisa ocorrida com esta pessoa, independente do contexto ou da época é usada contra ela, e é uma ‘prova irrefutável’ do potencial maligno da pessoa.

Vejo as pessoas usando diferença de minutos entre dois depoimentos como prova de que estão escondendo algo. Se me perguntarem ontem as horas que jantei não saberei precisar, e se perguntarem para quem jantou comigo tenho plena convicção que três horários distintos serão ditos. Pronto, já virei mentiroso.

Vamos supor que numa época na minha vida eu passei por uma fase meio depressiva e por recomendação médica tomei alguns medicamentos. Mas isso já passou, e agora eu estou bem. Isso não interessa mais, o fato de ter tomado algum remédio (ou ter procurado ajuda psicológica) já é um determinador do meu potencial de assassino.

E tem o pior, que é quando nós falamos coisas, ou em momentos de chateação, raiva, ou então em tom de gozação. Quem já não disse para alguém “eu te odeio”, ou “não quero mais ver a tua cara”, ou “preferia que você não existisse”? Há várias possibilidades de frases, porém todas com o mesmo sentido. E se algum dia você disse isso, certamente será um potencial assassino, pois quando um assassinato ocorrer próximo a você, alguém certamente dirá “o fulano disse que odiava o sicrano”, mesmo que isso tenha sido dito em uma peça teatral.

É preciso cuidado ao julgar, e mais cuidado ainda em determinar a personalidade de alguém. Vejo os fatos que estão ocorrendo e a facilidade com a qual traçam o perfil das pessoas, com a qual ligam coisas comuns a perfis de assassinos.

Bom, a mim só me resta rezar para que nada ocorra perto de mim, pois certamente eu serei um potencial assassino. E se ocorrer perto de você, ficará preocupado?

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Caso Isabella

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Creio que não haja ninguém neste país que não saiba sobre o que ficou conhecido como 'Caso Isabella'. Há duas semanas somente isso aparece na mídia, em todos os canais, em todos os jornais, em todos os horários. Você escuta informações 'inéditas' iguais a cada 5 minutos.

Não falarei aqui sobre o ocorrido, o que levou alguém a cometer algo contra àquela menina. O que quero entender é por que esse alvoroço todo, por que essa mobilização em torno do caso. Por que pessoas saem de casa e ficam paradas, por horas e horas, na frente da delegacia, ou então na casa dos parentes, obrigando-os a uma prisão domiciliar forçada.

Direi algo que tenho a certeza que muitas pessoas pensarão "Nossa Carlos, como você é frio!!!", ou então "Nossa Carlos, você não tem sentimento?", no entanto não há como não dizer.

"Morreu somente uma pessoa". E depois desta muitas outras mortes já ocorreram, e infelizmente tenho a certeza de que algumas destas outras mortes foram em situações cruéis também, talvez piores do que o caso dela.

Não estou dizendo que o ocorrido com a menina não me sensibiliza, ou que encaro como normal e não me preocupo com o que ocorreu. No entanto parece-me que a sociedade brasileira toda esqueceu de todo o resto, a mídia também. A única coisa que ocorreu neste país nestas duas últimas semanas ocorreu em torno daquela família.

Mas Carlos, você precisa entender que o que fizeram com a menina foi uma crueldade. Que risco ela representava para alguém? Para mim, nenhum. Assim como milhares de crianças que morrem de desnutrição, de sede, de fome. E muitas dessas morrem por causa da ganância de meia dúzia de pessoas, que para ficarem 'ricas' passam por cima de valores, ética, respeito, humanidade, pessoas. Tirando o pouco de muitas. Ou então algumas pessoas, políticas, que roubam, desviam verbas, participam de mensalão, aceitam propinas. Quem é mais cruel? A pessoa que matou a menina - a fazendo sofrer por alguns minutos - ou esta outra que mata muitas crianças - fazendo-as sofrer diariamente, por muito e muito tempo - em doses homeopáticas que nos anuvia os sentimentos?

Damos mais importância a algo pontual, mesmo que pequeno, e nos esquecemos do grande, do perene. Acostumamo-nos tanto ao que ocorre diariamente que aplicamos um filtro sobre isso, de tal modo que não nos afete, não nos cause comoção.

Investir nossos esforços para promoção da justiça para um único caso, e nada fazermos para os casos 'comuns', porém não menos dramáticos, não ajuda este país a ser um país melhor. Lutar para que haja justiça neste caso, e fazermos pequenos delitos no dia a dia, usarmos a esperteza para nos darmos melhor é algo inócuo, além de incoerente.

Deixo meus sentimentos à família da menina e uma proposta de reflexão.

Da série "Analisando de outro modo"

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Há um tempo, andando pela rua principal do comércio aqui onde moro, vi um anúncio:

"Três esfirras pelo preço de um cafezinho".

Não consegui deixar de pensar na frase, na mensagem que o dono quis passar aos futuros clientes. Creio que o dono quis chamar a atenção das pessoas para que elas entrem e comam as esfirras, que estavam em uma boa promoção. Mas eu, sinceramente, jamais me atreveria a entrar no estabelecimento.

Vamos à análise. São 3 esfirras pelo preço de 1 cafezinho, portanto, é 1 cafezinho pelo preço de 3 esfirras (3 x 1 = 1 x 3). E agora, você compraria as esfirras, ou então tomaria o cafezinho?
Analisando deste modo, chego a duas possíveis conclusões:
  1. Se o preço do cafezinho for o normal, as esfirras devem ser muito ruins, para que eu possa comprar 3 pelo preço do café
  2. Se as esfirras forem boas, então o preço do café lá deve ser altíssimo
Como disse, eu jamais aproveitaria esta 'promoção'.

Você tinha pensado deste outro modo também?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

atsiv ed otnop od oãsrevnI

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.soruodarud e socitsátnaf oãres sotiefe sues otnatne on ,adivúd mes ,otnat e oifased mu É

.sapsa mes ,etnemlaer rednerpa a ,serohlem saossep somranrot son a otium me airaduja son laicnerefer od oãsrevni selpmis amU

.ogitnoc odnalaf átse meuq ed sohlo so moc rev ratnet arap atsiv ed otnop ues retrevni ,amrof artuo ed rev ,ritelfer ,rasilana marucorp euq sa ,sadanoicidnoc oãn saossep sà rezidlam ed o é somednerpa euq sotnitsni sod mu E

.otnitsni o moc odroca ed mega etnemos ,masnep oãn sadanoicidnoc saosseP .edadeicos à ozíujerp ednarg mu e ,laicnetop osson od osnemi oicídrepsed mu É

.sianoicarri siamina so moc somezaf omoc missa ,otnemanoicidnoc mu euq od é siam adan odazidnerpa omoc somacifissalc són euq o siop ,omsem sapsa ertne oxied e ,”somednerpa“ euq o é otrec O .rasnep ed odom ortuo od ,atsiv ed otnop ortuo od ,ortuo od ragul on somrop son mes ,seõçautis sa somrasilana mes ,orberéc osson somrasu mes ,odanoicidnoc odom ed seõça saremúni somezaF .’lamron‘ é euq o ,otrec é euq o ,ragluj omoc ,rasnep omoc ,ritsev es omoc ,radna omoc ,remoc euq o ,rev euq O .odut esauq à sodanoicidnoc somos edadeicos asson mE

domingo, 13 de abril de 2008

Paciência

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Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma “lady” solta palavrões e berros que lembram as antigas “trabalhadoras do cais”... E o bem comportado executivo?

O “cavalheiro” se transforma numa “besta selvagem” no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma “mala sem alça”. Aquela velha amiga uma “alça sem mala”, o emprego uma tortura, a escola uma chatice.

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é “ansioso demais” aonde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Aonde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

Paulo Roberto Gaefke

sábado, 12 de abril de 2008

Manifesto hacker

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Mais um foi preso hoje, está em todos os jornais!
“Jovem preso por crime de computador”,
“HACKER preso depois de invadir banco”...

Malditos garotos!
Eles são todos iguais!
Mas você, no seu 1/3 de psicologia e um cérebro tecnológico
De 1950, nunca olhou atrás dos olhos de um HACKER.
Você alguma vez sonhou em fazer-lhe perguntas?
Que forças o incentivaram? O que pode ter moldado ele?

Eu sou um HACKER! Entre no meu mundo...
Meu mundo começa na escola...
Sou mais esperto que os outros garotos e esta bosta que nos ensinam me chateia...

Malditos garotos!
Eles são todos iguais!
Eu estou no ginásio...
Ouvi dos professores pela qüinquagésima vez como reduzir uma fração
“Não, professor, não demonstrei meu trabalho, eu o fiz de cabeça”

Malditos garotos!
Provavelmente ele colou.
Eles são todos iguais!

Eu fiz uma descoberta hoje, ganhei um computador.
Espere um segundo, isto é legal! Ele faz o que eu quero.
Se ele comete um erro, é porque eu errei.
Não porque ele não goste de mim, ou se sinta intimidado por mim...
Ou porque não gosta de ensinar e não deveria estar aqui...

Malditos garotos!
Eles são todos iguais!

E então aconteceu... uma porta se abriu para um outro mundo...
Cavalgando pela linha do telefone, como herói por veias de metal, um pulso é mandado para fora, um refúgio do dia a dia onde não existe incompetência... uma placa é achada.
“É isto!... é de onde eu venho...”
Eu estou no meu ambiente...
Sinto-me a vontade aqui, a cada dia que passa meus conhecimentos aumentam vertiginosamente...
Eu passo a conhecer sobre tudo e sobre todos...

Malditos Garotos!
Usando a linha do telefone de novo!
Eles são todos iguais...
Você põe a bunda no mesmo lugar que os outros...
Nós tivemos comida que não gostávamos na escola quando estávamos com fome...
Nós fomos dominados por sadistas ou ignorados pelos apáticos.
Poucos têm algo a nos ensinar, e estes poucos são como “gotas d'água no deserto”.

Este é nosso mundo agora... o mundo de elétrons e botões, a beleza da transmissão.
Nós fazemos uso de um serviço que deveria ser barato, e você nos chamam de criminosos.
Nós exploramos... e vocês nos chamam de criminosos.
Nós vamos atrás do conhecimento e vocês nos chamam de criminosos.
Nós existimos sem cor, sem nacionalidade, sem religião... e vocês nos chamam de criminosos.
Vocês constróem bombas atômicas, vocês fazem guerras, vocês matam, trapaceiam, e mentem para nós e tentam nos fazer crer que é para nosso bem, e nós é que somos os criminosos.

Sim, eu sou um criminoso. Meu crime é a curiosidade.
Meu crime é julgar as pessoas pelo que elas dizem e pensam, não pelo que elas parecem.
Meu crime é ser mais esperto, coisa que você nunca vai me perdoar.
Eu sou um HACKER, e este é o meu manifesto.
Você pode parar um de nós, mas não pode parar a todos...
pois no final das contas, nós somos todos iguais.

ps. Há diferença entre hacker e cracker. Abaixo segue um parágrafo com uma explicação sobre as diferenças. Sugiro pesquisarem para entenderem melhor a diferença, ainda mais que os meios de comunicação e o senso comum usam incorretamente os termos.

"O hacker verdadeiro é uma pessoa que gosta de explorar os detalhes dos sistemas e descobrir como obter o máximo de sua capacidade, em oposição à maioria dos usuários, que preferem aprender apenas o mínimo necessário. Outra definição: aquele que programa entusisticamente (às vezes até de forma obsessiva), ou que prefere programar a teorizar sobre programação.
Seguindo rigorosamente o vocabulário do meio, o hacker que se dedica a roubar arquivos ou destruir dados ganha outro nome: cracker."

fonte: http://www.grandesvendedores.com.br/net/hacker.html

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Profissão do futuro

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É muito comum saírem reportagens sobre profissões, quais estão sumindo, quais nascendo, as que estão decaindo e principalmente as profissões do futuro.
Tente adivinhar qual é profissão do futuro. Vai lá, chute.

Deve ter pensado em alguma relacionada a tecnologia, nanotecnologia, robótica, meio ambiente, controle de poluição, genética.

Lamento desapontá-las, mas essas profissões são fichinha perto de uma que realmente dará um belo, mas bota belo nisso, futuro para a pessoa. Infelizmente, para mim, esta profissão está restrita às mulheres.

Mas que profissão é essa?

A profissão é "ex-mulher de milionários". Não sei se futuramente teremos um termo mais sintético para explicar tudo isso, então por enquanto definirei deste modo. Antes de prosseguir deixo com vocês o artigo que li e que me incentivou a escrever este.

O artigo fala sobre o valor da maior pensão paga até então. O valor é de R$ 217.000,00 por mês. É isso mesmo, é por mês. São quase R$ 7.300,00 por dia.

Você conhece alguma outra profissão melhor remunerada do que essa? E olha que você não precisa fazer nada no serviço, e ainda possui uma excelente retaguarda, pois caso o patrão não pague ele vai para a cadeia, e nesse caso vai mesmo.

Estudar para que? Trabalhar em uma empresa, se desenvolver, solucionar problemas, se relacionar com clientes. Para que? Isso é coisa de idiota, de pobre. O bom é ir em lugares de bacanas, jogar charme para cima, dar umas, e depois se divorciar, dizer que aquele homem acabou com sua vida, fazer-se de coitadinha e pronto, torna-se mais uma ex-mulher profissional. Tão simples!!!!!

"...a lista de despesas que as ex apresentam aos ex-maridos inclui jóias, segurança, motorista, despesas em restaurantes, viagens internacionais, terapia, cabeleireiro, personal trainer e até a depreciação do carro usado por elas...".

Mas o pior não é ex-mulheres receberem tal benefício, o problema é a 'justiça' brasileira conceder isso. Como alguém pode considerar isso algo normal? Como alguém pode ser complacente com isso?

Ah, mas o cara tem dinheiro para pagar isso. Certo, e daí? O fato dele ter dinheiro para isso não implica em ele ter que pagar isso para uma ex. A ex não faz mais parte da vida dele, e portanto deve seguir o seu caminho, lutar pela sua vida. Dependendo da forma como foi feito o contrato de casamento certamente ela terá direito a um valor ao se divorciar. Mas depois da separação, c’est fini.

Fazendo uma simples conta, este valor poderia ser utilizado para pagar 571 salários mínimos, ou seja, colaborar com a vida deste número de famílias, dando oportunidade a quem está desempregado, com filhos, esposas, maridos, que REALMENTE necessitam deste valor, e em quem certamente fará uma mudança positiva em suas vidas.

Quem sabe um dia nossas leis deixem de ser somente legais, e passem a ser humanas.

sábado, 5 de abril de 2008

Da série "Das coisas que não entendo"

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É comum aqui na minha cidade natal eu pedir pizza. Ligo, informo os sabores, informo o endereço. Até aí tudo normal. Eis então que o atendente me faz a pergunta:

- "O sr vai precisar de troco?"

Como eu saberei se precisarei ou não de troco, se ele não me informou o valor? Será que ele crê que eu seja vidente e saiba o valor? Ou então será que ele espera que eu tenha uma quantidade imensa de possibilidades de valor, de tal modo que qualquer valor eu tenha trocado?

E olha que essa situação aconteceu com mais de um atendente desta pizzaria, e em outros lugares os quais eu já encomendei comida.

Um pouco de lógica não faria tão mal assim.....