Este é um recurso utilizado há alguns anos já pelas empresas, que na busca sem limites por menores gastos e maiores ganhos, e com a concorrência sendo feita por empresas do mundo toda (inclusive daquelas que usam mão de obra quase escrava, sem direitos trabalhistas, com subsídios dos governos, etc) precisam de alternativas para continuarem sobrevivendo.
E a busca da sobrevivência é algo muito bom, afinal, de nada adianta uma empresa falida. Além de diminuir a economia, empregos serão perdidos, impostos deixarão de ser arrecadados, enfim, muita gente sairá perdendo. E então veio a terceirização, que nada mais é do que usar outras empresas para fazerem parte dos serviços necessários para que uma empresa sobreviva. O mais usual é para aqueles serviços que são identificados como não sendo o objetivo de uma empresa. Por exemplo, a minha empresa produz máquinas de lavar, então o pessoal da limpeza, da alimentação, dos recursos humanos, que são necessários para o funcionamento, porém não participam diretamente do objetivo da empresa são terceirizados. Além do benefício óbvio, que é o de diminuição do custo, pode-se ter também o benefício de uma qualidade maior, afinal, a empresa que presta o serviço faz somente isso, e, portanto é uma especialista. E se alguma pessoa sai outra já entra, não dando ‘preocupação’ para o contratante em ver pessoas, essas coisas.
E como as empresas somente podem terceirizar aquilo que não é seu objetivo, o que elas fazem quando mesmo assim querem – ou precisam – diminuir seus gastos? Simples, se eu não posso terceirizar o que é meu objetivo, eu mudo o meu objetivo. Como assim? Hoje em dia, as empresas que produzem automóveis são chamadas de montadoras, já repararam? E por quê? Porque elas não mais constroem os carros, elas somente os montam. Tudo o que é preciso para se fazer um carro é terceirizado. São empresas que fazem as peças necessárias para o carro, algumas existindo somente para uma montadora e obedecendo todas as normas impostas pelas montadoras. Bom, lei é lei né? E então as montadoras somente pegam as peças e as juntam. Na verdade ela é uma ‘resolvedora’ de quebra-cabeças.
Mas tudo na vida tem seu lado bom e ruim. E o que falei é o lado divulgado, o financeiro. O quanto isso torna as empresas mais competitivas no mercado mundial. Sei disso, mas me questiono qual é o custo desta economia. E não é custo financeiro não, mas sim o humano.
As pessoas que trabalham para uma empresa que presta serviço para as demais são comprometidas com o resultado? São comprometidas com a empresa para a qual estão prestando serviço?
E as empresas que contratam as terceiras, estão preocupadas com a empresa que contratou, as pessoas que lá trabalham?
É esse o ponto. A terceirização acabou com o comprometimento, já que as pessoas não mais são da empresa, mas somente estão na empresa, e como estar é algo temporário, para que me importar se o serviço é bom ou ruim, se uma ação minha pode melhorar muito a empresa? Eu estou lá fazendo meu serviço, se bem ou mal não fará diferença nenhuma pra mim, funcionário terceirizado, já que eu não ganharei nada a mais com isso (nem financeiramente nem oportunidades ou reconhecimento). Então somente se faz o que se pagou, e nada mais. E as empresas que contratam, se há algum problema com a contratada, como por exemplo uma dificuldade financeira, já descartam e pegam outra. Ou se a empresa começar a mandar profissionais melhores, e por isso com um valor maior, será que esta empresa continuará a prestar os serviços, ou será substituída por uma mais barata, através do nivelamento por baixo?
Infelizmente vejo o nivelamento por baixo, o não compromisso das pessoas. E a imediata substituição das pessoas ou empresas assim que qualquer problema ocorra. Mas o maior problema não é esse, mas sim a mentalidade que se cria.
Quem convive neste meio percebe tudo isso, e vê o quanto as coisas ficam descartáveis, com pessoas e empresas sendo trocadas assim que não mais interessarem. Eu pago, você faz o que eu quero. Você tem algum problema, problema seu. E vão, dia a dia, vendo tais posturas. E isso enraíza, e as pessoas, na sua maioria, começam a achar normal tal postura, e a adotam como postura de vida. As pessoas também começam a ser tratadas assim. Se eu conheço uma menina, enquanto ela me for 'útil' eu fico com ela, a partir do momento em que tiver algum problema eu troco por outra, sem problema. As relações ficam superficiais, sem cumplicidade, sem o desejo de fazerem algo melhor, de serem melhores, afinal, estão sendo ‘domesticadas’ deste modo.
Será que a terceirização é tão boa assim? Será que os prejuízos que a sociedade tem são menores que os benefícios financeiros? Vejo os centavos economizados na produção de mais e mais produtos gerando famílias (força de expressão) desestruturadas, com pais e mães com filhos de 3 casamentos, irmãos tendo que fazer árvore genealógica para entenderem qual a relação entre eles, pessoas se internando por estarem sempre só, mesmo cercada de pessoas, pessoas cometendo erros crassos com grandes prejuízos, grandes idéias perdidas por não ter motivo para serem ditas. Isso para mim gera muito prejuízo, afinal uma sociedade desestruturada aumenta os gastos pessoais e públicos com segurança.
E a busca da sobrevivência é algo muito bom, afinal, de nada adianta uma empresa falida. Além de diminuir a economia, empregos serão perdidos, impostos deixarão de ser arrecadados, enfim, muita gente sairá perdendo. E então veio a terceirização, que nada mais é do que usar outras empresas para fazerem parte dos serviços necessários para que uma empresa sobreviva. O mais usual é para aqueles serviços que são identificados como não sendo o objetivo de uma empresa. Por exemplo, a minha empresa produz máquinas de lavar, então o pessoal da limpeza, da alimentação, dos recursos humanos, que são necessários para o funcionamento, porém não participam diretamente do objetivo da empresa são terceirizados. Além do benefício óbvio, que é o de diminuição do custo, pode-se ter também o benefício de uma qualidade maior, afinal, a empresa que presta o serviço faz somente isso, e, portanto é uma especialista. E se alguma pessoa sai outra já entra, não dando ‘preocupação’ para o contratante em ver pessoas, essas coisas.
E como as empresas somente podem terceirizar aquilo que não é seu objetivo, o que elas fazem quando mesmo assim querem – ou precisam – diminuir seus gastos? Simples, se eu não posso terceirizar o que é meu objetivo, eu mudo o meu objetivo. Como assim? Hoje em dia, as empresas que produzem automóveis são chamadas de montadoras, já repararam? E por quê? Porque elas não mais constroem os carros, elas somente os montam. Tudo o que é preciso para se fazer um carro é terceirizado. São empresas que fazem as peças necessárias para o carro, algumas existindo somente para uma montadora e obedecendo todas as normas impostas pelas montadoras. Bom, lei é lei né? E então as montadoras somente pegam as peças e as juntam. Na verdade ela é uma ‘resolvedora’ de quebra-cabeças.
Mas tudo na vida tem seu lado bom e ruim. E o que falei é o lado divulgado, o financeiro. O quanto isso torna as empresas mais competitivas no mercado mundial. Sei disso, mas me questiono qual é o custo desta economia. E não é custo financeiro não, mas sim o humano.
As pessoas que trabalham para uma empresa que presta serviço para as demais são comprometidas com o resultado? São comprometidas com a empresa para a qual estão prestando serviço?
E as empresas que contratam as terceiras, estão preocupadas com a empresa que contratou, as pessoas que lá trabalham?
É esse o ponto. A terceirização acabou com o comprometimento, já que as pessoas não mais são da empresa, mas somente estão na empresa, e como estar é algo temporário, para que me importar se o serviço é bom ou ruim, se uma ação minha pode melhorar muito a empresa? Eu estou lá fazendo meu serviço, se bem ou mal não fará diferença nenhuma pra mim, funcionário terceirizado, já que eu não ganharei nada a mais com isso (nem financeiramente nem oportunidades ou reconhecimento). Então somente se faz o que se pagou, e nada mais. E as empresas que contratam, se há algum problema com a contratada, como por exemplo uma dificuldade financeira, já descartam e pegam outra. Ou se a empresa começar a mandar profissionais melhores, e por isso com um valor maior, será que esta empresa continuará a prestar os serviços, ou será substituída por uma mais barata, através do nivelamento por baixo?
Infelizmente vejo o nivelamento por baixo, o não compromisso das pessoas. E a imediata substituição das pessoas ou empresas assim que qualquer problema ocorra. Mas o maior problema não é esse, mas sim a mentalidade que se cria.
Quem convive neste meio percebe tudo isso, e vê o quanto as coisas ficam descartáveis, com pessoas e empresas sendo trocadas assim que não mais interessarem. Eu pago, você faz o que eu quero. Você tem algum problema, problema seu. E vão, dia a dia, vendo tais posturas. E isso enraíza, e as pessoas, na sua maioria, começam a achar normal tal postura, e a adotam como postura de vida. As pessoas também começam a ser tratadas assim. Se eu conheço uma menina, enquanto ela me for 'útil' eu fico com ela, a partir do momento em que tiver algum problema eu troco por outra, sem problema. As relações ficam superficiais, sem cumplicidade, sem o desejo de fazerem algo melhor, de serem melhores, afinal, estão sendo ‘domesticadas’ deste modo.
Será que a terceirização é tão boa assim? Será que os prejuízos que a sociedade tem são menores que os benefícios financeiros? Vejo os centavos economizados na produção de mais e mais produtos gerando famílias (força de expressão) desestruturadas, com pais e mães com filhos de 3 casamentos, irmãos tendo que fazer árvore genealógica para entenderem qual a relação entre eles, pessoas se internando por estarem sempre só, mesmo cercada de pessoas, pessoas cometendo erros crassos com grandes prejuízos, grandes idéias perdidas por não ter motivo para serem ditas. Isso para mim gera muito prejuízo, afinal uma sociedade desestruturada aumenta os gastos pessoais e públicos com segurança.
Terceirização:
- Wikipedia
- Sebrae

