Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

sábado, 24 de maio de 2008

Descobriram a divisão

1 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
A divisão, esta simpática operação matemática, porém altamente incompreendida e temida por muitos está voltando à tona recentemente, e isso graças aos publicitários e empresários. Já repararam que as propagandas passaram a anunciar seus produtos com os valores diário? Já não falam o valor total faz muuuuuuuito tempo, e agora estão deixando de falar o valor mensal. Somente informam o valor diário.

É que assim o produto “““““fica””””” (bem entre aspas mesmo) mais barato, afinal, precisamos só de R$ 1,00 por dia, e o que é R$ 1,00 por dia? É nada, é insignificante, portanto tenho plenas condições de comprar o produto. O fato de ter que economizar R$ 1,00 por dia, por mais de 1000 dias isso não é importante, não precisa nem ser falado. Bobagem.

E nos mercados e restaurantes também esta moda está pegando. Antes eu ia a restaurantes e via o preço por quilo. E agora, como os preços estão altos colocam o preço de 100g, assim nós não nos assustamos com o preço (pura psicologia barata), afinal, R$ 2,09 a cada 100g é bem ‘diferente’ de R$ 20,90 (leiam vinte e um reais).

E por que fazem isso? Será que é por que tem vergonha do preço que praticam, e por isso querem mostrá-lo de uma forma mais simpática?

Claro que exigir uma lei que obrigue todos os produtos a serem anunciados pelo valor da mesma unidade de tempo (mês), ou então pela mesma unidade de massa (kg) poderia acabar com isso, mas seria esforço demais para pouco ganho, mais gerenciamento, gastos. O melhor será nós, consumidores também mostrarmos conhecimentos matemáticos, e de uma operação até mais simples que a divisão: a multiplicação.

Se anunciarem o valor diário de um produto, basta multiplicarmos por 30 e então termos uma melhor noção do preço do produto (multiplicar pelo número de parcelas ajudará muito também). E no caso dos alimentos, se o valor estiver a cada 100g basta multiplicar por 10 (eita operação simples essa) e então saberemos o preço do quilograma, e conseqüentemente facilitaremos a comparação com o preço de outros produtos, também vendido a quilo.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Amor e Lealdade

1 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Seu filho e sua filha de 12 anos mostram enorme interesse em assistir ao filme baseado em um livro que eles estão lendo na escola. Você descobre que o lançamento será daqui a quatro sábados e promete que vai levá-los já na pré-estréia. Será uma tarde muito especial, só vocês. Você ganhou pontos como pai, fez um golaço e tanto. Melhor ainda, agora eles serão os primeiros a contar para os colegas de escola como o filme se desenrola, serão o centro da roda e heróis por um dia, graças a você. E eles começam a sonhar com o grande dia. Três semanas se passam e na quinta-feira anterior à pré-estréia seus colegas de trabalho o convidam para um jogo de futebol seguido de churrasco. Seu chefe vai estar lá, jogando com a turma. Um amigo se prontifica a buscá-lo às 10 horas do sábado. Você aceita sem pestanejar. Ser convidado para jogar com o chefe é muito importante para a sua carreira, que por sinal não anda muito bem. Seria uma boa oportunidade para fazer média. Você nem se lembrou do compromisso anterior com os filhos.

No sábado, às 10 horas em ponto, seu amigo está à porta, quando seu filho, absolutamente estarrecido, lhe pergunta: "Pai, você esqueceu o nosso filme?".

O que você faz numa situação dessas?

1. Você diz que não irá ao futebol. Pede mil desculpas ao amigo, diz que não poderá jogar conforme o prometido, pede que ele explique o ocorrido ao seu chefe, e fim de papo.

2. Você pede mil desculpas aos seus filhos, explica a situação, diz que o chefe vai estar lá, que você os levará no sábado que vem, com direito a pipoca em dobro. E tudo se resolverá a contento, sem prejuízo de ninguém.

Qual das duas opções você escolhe? Se respondeu que é a primeira, lamento dizer que você está mentindo. Todo mundo escolhe a segunda opção. Afinal, é sua carreira que poderia estar em jogo. Você bem que podia se tornar mais amigo da turma do trabalho, você está inseguro. Aliás, quem não está?

O que quero discutir aqui é a razão por trás da sua escolha, o raciocínio que determinou a decisão de postergar o cinema com os filhos. Você fez essa opção porque no fundo sabe que seus filhos o amam. E, porque o amam, eles entenderão. Sem dúvida, eles ficarão desapontados, mas não para sempre. Afinal, você conseguiu conciliar a agenda de cada um, só vai demorar mais um pouquinho.

Porém, com esse tipo de raciocínio, você acaba colocando as pessoas que o amam para trás. Justamente as pessoas que nos amam é que acabamos decepcionando, vítimas dos nossos erros do dia-a-dia. Que recompensa é essa que dispensamos àqueles que nos amam e que nos são leais? Por quanto tempo eles continuarão nos amando diante de atitudes assim?

Eu não tenho a menor dúvida de que você escolheu jogar futebol porque sabe muito bem que seu chefe não o ama. Muito pelo contrário, ele não está nem aí para você. Ele pode substituí-lo na hora que quiser, sem um pingo de remorso. Você aceitou jogar com os colegas para que eles gostem um pouco mais de você. E com os seus filhos, que já o adoram, você aproveitou para negociar. Eles não vão dizer nada, vão entender, mas sentirão calados uma punhalada nas costas. A lógica diz que deveríamos ser leais com as pessoas que nos amam, mas na prática fazemos justamente o contrário.

Se acha que ninguém o ama ou que não é amado o suficiente, talvez isso ocorra porque você não tem sido leal com as pessoas a quem ama. Achar que elas serão sempre compreensivas e razoáveis é seguramente o caminho para o desastre. Seus filhos acreditarão em você na próxima vez que lhes fizer uma promessa? Eles aprenderão o significado da palavra lealdade?

Seu chefe vai esquecê-lo totalmente um mês depois de você se aposentar, bem como os seus colegas de trabalho. Os únicos que jamais vão esquecê-lo são seus filhos, pela sua lealdade ou pelas pequenas decepções e infidelidades cometidas por você ao longo da vida.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Revista Veja, Editora Abril, edição 2053, ano 41, nº 12, 26 de março de 2008, página 22

terça-feira, 20 de maio de 2008

Você está louco: pagamentos

1 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Eu costumo brincar que sou muito burro, pois existem tantas coisas nesse nosso mundo que eu realmente não consigo compreender o porquê é assim. Vejo ações sendo tomadas há tempos, situações continuadamente ruins e nenhuma proposta para resolver, somente condicionamentos e posturas como a da ‘Síndrome de Chicó’.

E uma das que me chamam a atenção é o período em que são feitos os pagamentos dos salários aos funcionários. Sei que existem variações, mas na maioria os pagamentos são feitos até o dia 10. Um percentual grande das pessoas recebem seus salários até o primeiro terço do mês. E o que acontece? Uma correria nas empresas no final do mês, filas imensas nos bancos e lotéricas para sacarem, depositarem, pagarem contas, comércio entupido de pessoas, lojas abarrotadas no primeiro final de semana após pagamento.

Conseqüentemente chateação das pessoas que perdem muito tempo, má qualidade do atendimento por não ser possível dar um atendimento digno, reclamações. E isso todo santo mês. Será que ninguém se incomoda com isso?

E nos outros 2/3 do mês? Aí as filas diminuem, os consumidores rareiam-se, os vendedores ficam parados na porta esperando alguém entrar, e então eles ‘disputam’ o cliente em busca de comissão. Os bancos ficam calminhos. Não soa esquisito? Se as empresas forem contratar pessoas o suficiente para dar um bom atendimento para o pico de atendimento, muitos ficarão sem muita atividade no resto do mês, e a despesa será alta. E certamente as empresas não farão isso, até por questão de sobrevivência, então acabarão contratando o número de pessoas o suficiente para o período mais comum, que é o período referente aos 2/3, ou seja, com menos movimento.

E como eu disse no começo, isso é algo que não entendo. E quero ir além de não entender. Quero propor algo para mudar isso. E o que proponho é que os pagamentos sejam feitos sempre na data de aniversário da pessoa (tratamentos especiais para dias acima do dia 28), e como as pessoas nascem aleatoriamente não corremos o risco de ter acúmulo de pagamentos, compras, filas em um determinado período. Distribuindo os pagamentos de modo aleatório, porém de fácil compreensão para as pessoas, será possível ter uma constante das necessidades de utilização dos serviços, comércio, etc. Teríamos uma quantidade muito parecida todos os dias do mês, o que proporcionaria menos filas, chateações, um melhor atendimento, um gerenciamento mais eficiente das pessoas.

Ah, mas e o gerenciamento e fechamento dos meses, isso é complicado de se fazer. Eu sei. Mas se já se desenvolveram softwares que usem o dia 1 (ou último dia de cada mês) como base para os cálculos, é muito simples ajustar o software para que ele utilize o dia do nascimento de cada pessoa para o cálculo. O computador, garanto, nem perceberá tal mudança.


Utopia? Delírio? Fruto de pensamento de desocupado? Talvez.
Melhoria? Equacionamento? Racionalidade? Talvez.


ps. O nome do artigo foi motivado pelo livro "Você está louco!", de Ricardo Semler, onde ele relata algumas sugestões incomuns.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Respeito ao consumidor

0 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Reportarei o que ocorreu comigo nestes últimos dias. Passei em um mercado comprar comida, e acabei pegando uma lasanha congelada. Quando cheguei em casa, ao abrir a embalagem externa notei que estava com bolor, mesmo há 3 meses do fim da validade.

Retornei ao mercado, comuniquei o fato ao serviço de atendimento do consumidor e optei por pegar de outra marca, não por desconfiar da qualidade do produto anterior, mas sim pelo fato dos outros produtos serem do mesmo lote, o que implica mesmo transporte, processo de fabricação, estocagem, etc.

Resolvi então comunicar tal fato à empresa, simplesmente reportando que houve um problema, e que não tenho como precisar onde se deu o problema. No entanto achei por bem informar para que ela possa, caso descubra a origem, resolver o problema e evitar que novas pessoas encontrem o produto com problema. Isso foi no sábado à tarde.

E somente reportei o fato, ao invés de sair xingando e falando mal pois sei que inúmeros fatores podem ter gerado tal problema, e que certamente ninguém gerou o problema intencionalmente. Problemas ocorrem, e o melhor a fazer é simplesmente detectar a origem e trabalhar para evitar que ocorra novamente, sem essa paranóia de querer achar o culpado e dar bronca ou algo parecido. E quem de nós, como fornecedor já não forneceu algo com problema?

Hoje pela manhã já recebi um telefonema da empresa a respeito do problema. Passei mais algumas informações – que espero que tenham sido úteis para que eles possam detectar a origem do problema – e em poucas horas recebi o produto em meu serviço. Tudo extremamente rápido.

Mas o que considero mais importante não é o fato de ter ganhado um produto novo, nem a grande velocidade em prestar um atendimento ao consumidor, mas sim o fato da empresa ter preocupação em entender o que houve, investir em pessoas para atender os consumidores, dar um retorno à eles. E não necessariamente um retorno material, como eu tive, mas um retorno.
Ah, mas isso é o mínimo que as empresas devem fazer. Isso não tem nada demais. Pode ser o mínimo, mas isso é respeito ao consumidor. E tenho a certeza que não são todas as empresas que possuem tal preocupação, ou alguém conseguiu resultados bons e respeitosos de operadoras de celular, empresas telefônicas, de TV a cabo, bancos, etc?

Deixo aqui minha admiração pela postura da Perdigão, que independentemente da "culpa" ser dela ou não preocupou-se com o cliente.

domingo, 18 de maio de 2008

Beleza interior

1 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Já escrevi que nossa sociedade é muito preocupada com imagens. E algumas situações cotidianas me chamam a atenção e reforçam essa minha percepção.

Eu gosto de usar roupas confortáveis, camisetas, jeans, tênis, vestes que não são classificadas como chiques, elegantes. No entanto, em alguns momentos, por ‘exigência’ social ou por vontade própria já fui trabalhar de terno, ou com vestes mais sociais (ditas elegantes), e nesses dias ouvi de pessoas o comentário “Carlos, como você está elegante hoje!”. Engraçado, eu continuo sendo o mesmo cara de ontem, com os mesmos defeitos e virtudes – provavelmente, o que mudou foi só a carcaça, e eu fiquei elegante? Por quê? A elegância estaria em mim se minha postura estivesse melhor, mais humana, verdadeira. Quando somente a carcaça muda o que está elegante é a roupa, algo que qualquer pessoa com o dinheiro suficiente compra. Se colocar a roupa no cabide, o cabide ficará elegante?

Tanto que nesses casos, quando ‘eu’ sou elogiado somente pela carcaça, digo “Minha roupa agradece”. Sei o quanto esta resposta soa mal educada, grosseira a quem estava querendo me fazer um elogio, mas digo isso não para ofender, mas sim para tentar provocar uma reflexão na pessoa para que ela perceba que ela somente está falando de algo externo, que pode ser comprado, e não de algo interno, com real valor.

O mesmo vale para o perfume. Basta usar e escutar “Como você está cheiroso”. Mas como assim? O cheiro não é meu. Tanto que se eu jogar o perfume no carro, ou no computador, ele também ficará cheiroso.

E já repararam como no inverno as pessoas ficam mais bonitas? Ao menos é o que muita gente diz. Mas por que as pessoas ficam mais bonitas? O inverno nada mais é do que um período da translação onde os raios solares incidem menos diretamente onde residimos. Eu digo que as pessoas ‘ficam’ mais bonitas somente porque elas se expõem menos. Usamos mais roupas – devido ao frio, naturalmente – e conseqüentemente deixamos menos partes do nosso corpo expostas. A conclusão que tiro é que quanto menos nos expomos, mais bonitos ficamos. Meio antagônico isso. Para eu ficar bonito preciso me esconder? Qual a lógica nisso?

Não quero propor a não utilização de roupas ‘elegantes’, nem de perfume, nem de roupas para nos protegermos do frio. Somente proponho uma reflexão sobre a beleza, a verdadeira, a interior, a humana.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A mulher que matou o assassino de seu filho

4 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Sei que a grande maioria de nós não conseguiria ter a grandeza e coragem dessa mulher. Mas se começássemos, com pequenos atos, a diminuir o mal do mundo, talvez esse se tornasse um lugar melhor para se viver.

"Um menino de quatorze anos matara um garoto inocente só para fazer bonito entre os membros de sua gangue. No julgamento, a mãe da vítima ficou em silêncio até o fim, quando o jovem foi condenado pelo assassinato. Depois do veredicto, ela levantou, olhou diretamente para ele e disse VOU MATÁ-LO.

Então, o jovem foi levado para cumprir a pena de três anos em uma prisão juvenil. Depois de seis meses, a mãe do garoto assassinado foi visitar o assassino. Como antes ele vivia nas ruas, ela foi a única visita que ele teve. Conversaram um pouco e, antes de ir embora, ela lhe deu dinheiro para comprar cigarros.

Depois disso, ela começou a visitá-lo cada vez com mais regularidade, levando-lhe comida e alguns presentes. Quando a pena estava chegando ao fim, ela lhe perguntou o que ele pretendia fazer quando saísse. Ele não tinha idéia e ela se ofereceu para lhe arrumar um emprego na empresa de um amigo. Então perguntou onde ele pretendia morar e, como ele não tivesse família, ela lhe ofereceu um quarto em sua casa.

Ele morou nesse quarto durante oito meses, comeu a comida que ela fazia e trabalhou no emprego. Então, numa noite, ela o chamou à sala para conversar. Ele se sentou à sua frente e, depois de alguns momentos, ela começou a falar.

Lembra-se de que no tribunal eu disse que ia matá-lo? É claro que lembro, ele respondeu. Nunca vou me esquecer daquele momento. E foi o que eu fiz, continuou ela. Eu não queria que o garoto que matou meu filho continuasse vivo nesta terra. Queria que ele morresse. Foi por isso que comecei a visitá-lo e a lhe levar coisas. Foi por isso que eu consegui o emprego e o trouxe para morar aqui em casa. Foi assim que eu comecei a modificá-lo. E aquele outro menino se foi. Então, agora que meu filho se foi e aquele assassino se foi, quero lhe perguntar se você quer ficar aqui. Tenho espaço e gostaria de adotá-lo, se você quiser."

E assim ela se tornou a mãe do assassino do filho, a mãe que ele nunca tinha tido.


ps. Recebido por email, desconheço a autoria

terça-feira, 13 de maio de 2008

Da série "Analisando de outro modo"

1 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Há uma frase que as pessoas que fazem regime adoram falar, após semanas ou meses de sacrifício: "Perdi n quilos". E falam isso com muita felicidade.

E eu fico preocupado, pois pelo que sei, quem perde algo pode achar, normalmente quando menos esperar. Seria melhor se ela, ao invés de perder, eliminasse os quilos, garantindo deste modo que o mesmo não retornasse.

E outra coisa do mesmo assunto é a organização das pessoas que querem eliminar peso, "Amigos do peso". Quem é amigo do peso tem interesse em se livrar dele? Quem é que quer eliminar algo que é seu amigo? Não seria melhor o nome "Amigos de peso"?