Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Até Quando?

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Tem muitas músicas do Gabriel o Pensador que eu adoro. As letras são muito boas, com boa crítica da nossa sociedade, proporcionando-nos reflexão. Deixo vocês com uma das que eu mais gosto.

Gabriel o Pensador, "Até quando?"




Serviço público

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Nós, cidadãos brasileiros, adoramos reclamar do alto valor pago em impostos, que neste país nos obriga a trabalhar uns quatro meses, ou seja, 1/3 de todo o ano somente para isso. É, sem dúvida, uma taxa altíssima que pagamos.

E para que servem os impostos? O imposto é uma forma de promover uma melhor distribuição de renda e de proporcionar aos menos afortunados as condições necessárias para que possam ter uma vida digna. Através dos impostos é que o governo conseguirá dinheiro para investir no que é necessário para a população, para que ela viva melhor. É com este dinheiro que se dará educação, saúde, transporte, segurança à população. Outros países pagam muitos impostos também, como o Canadá, a Suíça, a Suécia, Dinamarca, etc.


Os que conhecem um pouco destes países sabem que há uma imensa diferença entre o serviço prestado pelos governos daqueles países com relação aos serviços (?!?) prestados por nosso ‘querido’ país. E o que de mais interessante não é nem esta diferença brutal, mas como nossos políticos agem quando questionados sobre a situação do serviço público brasileiro.


É só perguntar para um prefeito, vereador, governador, presidente e eles sempre falarão que o que está sendo mostrado na TV ou no jornal é um caso isolado, que a saúde não está tão ruim assim, que a educação nunca esteve tão bem, com tantos investimentos, com tantos professores qualificados. Que o transporte público está muito bom, etc. Eu infelizmente nunca ouvi um dizer “Realmente isso está uma $&*%^&$&, precisamos trabalhar forte para resolver o problema”. Espero viver o suficiente para ouvir isso ao menos uma vez.

E estes mesmos políticos, que nunca aceitam que a segurança, saúde, educação e transportes públicos estão com uma qualidade péssima, por acaso utilizam os serviços públicos? Ou andam com carros luxuosos e blindados, com seguranças, colocam filhos em escolas e universidades particulares, com excelentes planos de saúde?

Bingo, acertamos no alvo. Nenhum político utiliza os serviços públicos que eles mesmos são responsáveis, somente porque eles possuem condições de terem serviços melhores. E convenhamos, é muito fácil qualquer coisa ser melhor que os serviços públicos. Vejo isso como um fabricante que não se preocupa com a qualidade dos seus produtos, e utiliza os do concorrente por serem melhores. Ele só tem a empresa para conseguir dinheiro. Não a tem para realizar um projeto de vida, para melhorar a vida dos outros.

E como solucionarmos isso?

Alguns podem dizer para boicotarmos os impostos, assim nos sobraria mais dinheiro e menos dinheiro para eles desviarem. Pode até ser, mas resolver um problema criando outro não me parece uma idéia inteligente, tampouco ética.

Então podemos fazer leis para prender quem desvia o dinheiro. O que precisamos é retirar as leis que impedem que estas pessoas parem na cadeia.

Proponho o seguinte: todo funcionário público deveria utilizar somente o serviço público durante a duração do seu cargo. Ele e sua família direta. Ou seja, escola, transporte, saúde, segurança, tudo isso só poderia ser utilizado por meio do serviço público. E para eles isso não será problema nenhum, já que para eles está tudo bom.

Com esta simples proposta em execução, creio que em pouquíssimos anos teríamos grande parte dos problemas deste país resolvidos, assim como também teríamos pessoas nos cargos públicos realmente comprometidas com o público, e não com o privado, como atualmente.

E então, o que acham da proposta?


sábado, 10 de maio de 2008

Promoção

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Há um mercado aqui em minha cidade que coloca etiquetas diferenciadas para produtos em promoção. Estas etiquetas são da cor vermelha. E amigos meus se atentaram a uma promoção um pouco especial, digamos. Vejam a imagem abaixo e tirem suas próprias conclusões.













Será que eles vendem pelo preço não promocional?

domingo, 4 de maio de 2008

Marcha da Maconha

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Nesses dias tem tido muita repercussão na mídia sobre a "Marcha da Maconha", que estava prevista para ser realizada hoje, em várias cidades do Brasil. E em quase todas elas houve uma proibição judicial, com várias alegações, ameaçando prender os participantes, os organizadores como formadores de quadrilha, etc.
E ouvi um argumento da Soninha (vereadora de São Paulo pelo PPS) o qual achei muito inteligente. Abaixo segue o áudio.





Um dos argumentos dados para proibir é que a marcha incentivaria o crime, pois a maconha é proibida. Mas quando uma pessoa defende o aborto, ela também não está cometendo o mesmo tipo de crime? Ou então quando ela defende a pena de morte, ela também não está cometendo o mesmo tipo de crime?

Fiquei com a sensação de que há tratamentos diferentes para cada assunto polêmico.

ps. Não sou favorável ao consumo de drogas, independente de ser legalizada ou não. Somente para chover no molhado, "se droga fosse bom, não teria esse nome". Somente escrevi este artigo por ver incoerência entre as atitudes tomadas.

Vejam algumas notícias publicadas:
- Estadão
- O Globo
- G1

sábado, 3 de maio de 2008

Da série "Analisando de outro modo"

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Passeando pelo shopping, deparei-me com um cartaz de uma empresa, divulgando sua preocupação sócio-ambiental, as ações que tem feito nos últimos anos, a economia que tem realizado, quantas árvores conseguiram 'economizar'.
E no centro do cartaz li algo que contraria tudo o que estava sendo falado.

Estava algo como "Redução nos últimos anos de.....", e abaixo, num formato de tabela, vários tópicos e seus respectivos índices.
Um ou outro valor estava zerado, e os demais estavam todos negativos. Por exemplo, o índice de redução do telefone de um ano para o outro foi de -10%.
Redução negativa significa acréscimo no uso. Ou redução de 10% é igual a redução de -10%?

O que entendi é que nos últimos dois anos houve acréscimo de todos os indicadores citados, contrariando toda a propaganda da empresa.

Não tenho dúvida nenhuma que o que eles quiseram expressar é o oposto do que disseram. É preciso tomar cuidado com o português para não passar mensagens erradas.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Primeira impressão

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Quantas vezes nós não julgamos alguém, ou uma atitude após a primeira impressão? Fazemos isso com muita facilidade, depois de uma breve impressão já damos um parecer definitivo sobre a pessoa, o que ela é, como ela age. Muitas vezes nem damos chance para uma segunda impressão, ou nos damos ao trabalho de deixar que o tempo nos mostre como é a pessoa.

Mas como imagem é melhor do que mil palavras, deixo vocês com um vídeo que, apesar da temática adulta, certamente nos ajuda a entender o que uma primeira impressão pode provocar.




Fonte: http://charges.uol.com.br/bobagens_ver.php?bobagem_pk=1291

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Liberdade de expressão

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Vejam o vídeo abaixo. Esta é uma propaganda da ABAP (Associação Brasileira das Agências de Publicidade - http://www.abap.com.br).



Esta propaganda é em função de proibições que tentam impor ao setor de publicidade com relação as bebidas alcoólicas. Os comentários (http://www.youtube.com/watch?v=vqokJNTA7Qo) são bem variados e sugiro que dêem uma lida, pois as opiniões são bem diversificadas.

Eu não consigo discordar em nada do que esta propaganda diz. A propaganda não é culpada pelos bêbados deste país, nem pelas mortes de trânsito, nem pelas mortes provocadas por pessoas embriagadas. A culpa não é da propaganda, tampouco da bebida. A culpa (que prefiro chamar de responsabilidade) é da pessoa que bebeu, da pessoa que estava em estado normal de consciência, e mesmo sabendo dos malefícios da bebida (certamente o excesso) optou por beber. O resto é conseqüência química.

Antes das propagandas ninguém bebia? Será que os egípcios somente produziam cerveja e não bebiam, já que não se tinha propaganda na época? Certamente não. A propaganda não é, nunca foi e nunca será, um fator decisivo. A propaganda é – tanto como os amigos que nos rodeiam, nossos pais, familiares, colegas de escola, de trabalho – uma divulgadora. A decisão sobre seguir o que se está sendo divulgado é de responsabilidade somente de quem ouve. Querer proibir a propaganda de cerveja é novamente procurar um bode expiatório, pêlo em ovo. É querer culpar algo que não tem culpa (influência certamente tem). Se as pessoas fossem educadas corretamente – educação é diferente de instrução, educação é baseada em valores, e instrução é baseada em informação e conhecimento – não se precisaria proibir nada, pois as pessoas saberiam se vale a pena ou não consumir a bebida, e em que quantidade.

Imagino que esta tentativa de proibição (ou restrição) nada mais é do que uma tentativa de algumas pessoas de tentar mostrar para a sociedade que algo está sendo feito. O problema é que estão focando no lado errado do problema. Estão no efeito, e não na causa. Talvez estejam propondo isso por não conseguirem ver onde estão gastando o esforço.

Do lado das agências de publicidade, concordo com os argumentos apresentados na propaganda, no entanto não dá para não imaginar que a preocupação deles também possa ser financeira (e não apenas baseada em valores), pois eles são empresas, precisam de dinheiro e uma proibição certamente tiraria (ao menos de imediato) uma boa receita deles. No entanto isso é hipótese, e eu prefiro acreditar que o motivo da propaganda não seja o financeiro.


Vi nos comentários pessoas favoráveis a proibição, pois a bebida altera o estado de consciência, provoca mortes, etc. Sei disso. Mas sei também que os produtos de marca, vendidos como se fossem algo que tornaria as pessoas melhores, mais felizes também provocam muito prejuízo a sociedade. Muitas pessoas se endividam para comprar estes produtos, ou então deixam de comprar o necessário para a casa ou para os filhos para comprar estes produtos. Outras praticam furtos e roubos para conseguir o dinheiro para comprar uma calça, ou tênis, por exemplo. Muitas que não conseguem o dinheiro e conseqüentemente não conseguem comprar os produtos tornam-se depressivas, com doenças sérias, ou então entregam-se às drogas para tentar achar alguma felicidade. Deveríamos então retirar a propaganda destes produtos também?

Muitas pessoas morrem vítima de facadas. Devemos proibir a propaganda de facas, afinal, elas, se mal utilizadas, também provocam mortes.

Se respondeu não à estas perguntas, então qual o motivo de proibir a propaganda de cerveja? Só mata quem faz mau uso, só mata quem optou por usar. Nada é bom ou ruim por natureza. Nós, as pessoas, é que definimos como usaremos.

Proibir isso é deseducar, é tornar o estado mais ‘responsável’ por nossas vidas, é nos robotizar, é tirar de nós a nossa liberdade, nosso direito de decisão. E posso apostar, que mesmo proibindo isso, certamente aparecerá algo que estas mesmas pessoas continuarão fazendo de errado, e novas proibições teriam que ser criadas, num processo infinito.
E enquanto isso, os que sabem como se portar diante disso teriam sua liberdade cada vez mais limitada devido aos que não sabem como se portar.

ps. Vejo propagandas de cerveja, de bebidas, de cigarro. Tive várias oportunidades na vida para beber, no entanto, não bebo nem fumo.