Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

La garantia soy jo

Garantia, eis mais uma coisa que não entendo. Todos os produtos que compramos possuem garantias, de 3 meses, 6 meses, 1 ano, etc.

E vejo pessoas contentes, afinal, é uma defesa para nós, consumidores. É bem melhor saber que se algo der problema, desde que no prazo, haverá um respaldo do fabricante. Não nego que o respaldo seja bom, mas vou um pouco além dessa análise. Vejo garantia como um claro sinal de que o produto que é produzido não é confiável, não é bom, e por isso precisa ter garantia. É a mesma coisa do papel passado na sociedade. De nada adianta a pessoa garantir que fará algo, é necessário ter um pouco de tinta gasto pela própria pessoa, pagando dinheiro para um órgão para que realmente a palavra dela ‘tenha’ valor. E eu que sou fã do “contrato de bigode”....

Para mim a garantia de um produto deveria ser a qualidade dele. Se a qualidade fosse realmente boa, se não desenvolvessem os produtos com os piores componentes, os mais baratos, mais suscetíveis para quebras, nem os desenvolvessem sob a ‘gerência’ da obsolescência programada (vejam matéria de Stephen Kanitz, onde ele comenta sobre isso e também economia) qualquer garantia seria desnecessária, afinal, não daria problema mesmo!!!

Ah, mas pode ser que um produto realmente dê problema. Verdade, sei disso, e SOMENTE nesse caso é que a garantia se faz necessária, mas isso deve ser exceção e não a regra, e mesmo assim a garantia deveria ser sobre toda a vida do produto, ou no mínimo por muito, mas muito mais tempo do que o atual, pois no nosso esquema atual, é só a pequena garantia acabar que problemas começam a aparecer magicamente!!!!! (se nunca percebeu isso, sinta-se um ser privilegiado)

E se as empresas realmente estivessem preocupadas com a qualidade, elas não colocariam como garantia a garantia mínima exigida por lei, mas sim a garantia em função da qualidade com a qual ela desenvolve seus produtos.

E tem solução para isso? Bom, no nosso mundindo capitalista tem, é só pagar mais para ser ‘beneficiado’ pela garantia estendida, que na verdade é uma forma de outras pessoas ganharem dinheiro sobre um produto, o qual teve a qualidade posta em segundo - quando com muita sorte - plano pelas empresas. Fora isso, somente com uma mudança de mentalidade e foco no que realmente é importante, que é o atendimento ao consumidor, a qualidade e não a rotatividade de produtos.

4 comentários:

Lara disse...

Fato!!! Lembrei do meu antigo celular, várias pessoas que tinham do mesmo reclaram que o visor dava problema depois de um tempo... foi só passar alguns meses da garantia e pimba! defeito no visor ¬¬'

Fazer o que? hoje em dia as coisas são descartáveis, nada é feito para durar... até pq dependendo do que seja sai até melhor comprar outro... vantagens e desvantagens do nosso desenvolvimento, né =/

bjuuu =*

Carlos disse...

O objetivo das empresas é o lucrar, com o capitalismo a qualidade dos produtos caiu para que eles durem pouco, uma arma do consumidor e a garantia, com ela você pode ter certeza que o bem vai funcionar por um determinado tempo, como se fosse um seguro.

Hoje em dia tudo precisa estar no papel..

Lito "Tchê" Solé disse...

Boa lembrança,

suspeito ainda de problemas maiores, como as empresas que fabricam CD player p/ carros que pararam de colocar senha nas frentes dos rádios, o que estimulou o roubo, o mercado paralelo de frentes de rádios e, para a felicidade dos fabricantes, aumentou o consumo dos rádios.

Abs.
movca.blogspot.com

GUILHERME PIÃO disse...

Antigamente não existia "garantia" e as coisas duravam muito, foi só arrumar a tal de garantia que elas não duram ...a média após 3 meses começam a dar problemas...por que será ?
Abraços