Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Como capturar porcos selvagens

Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem. O professor perguntou ao jovem qual era o problema.

O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um “outro mundo possível”. No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta:

- “O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?”

O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada.

- “Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca, mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, ele voltam a comer o milho e você coloca outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo.”

- “Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão.”

O jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de “proteção”, cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de “bem-estar social”, medicina e medicamentos “gratuitos”, sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.

Devemos sempre lembrar que “Não existe esse negócio de almoço grátis” também que “não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse”.
Esta é uma parábola, algo criado para representar uma realidade, porém com personagens não reais. Mas e você, como se comporta? És um porco selvagem? Vê migalhas e fica contente? Acha que vale-isso, vale-aquilo, bolsa-qualquer-coisa, subsídios, leis que definem como nosso salário será utilizado são coisas boas para nós? Prefere que o governo continue a 'cuidar' de sua vida, para isso exigindo como contrapartida a tua falta total de liberdade?

Precisamos ficar atentos, não só com relação ao governo, mas tudo que nos cerca. Isso pode ocorrer nas empresas, nas famílias, nos grupos onde convivemos. Alguns podem fazer de forma intencional, pois preferem se cercar de robôs que possam controlar, outros podem fazer sem perceber. No entanto cabe a nós, e somente a nós, decidirmos como nos comportaremos. Sei o quanto é confortante ter alguém que faça tudo por nós, que pense, que diga, que aja, que nos controle, porém o preço é muito alto.

4 comentários:

Sonia Regly disse...

Amigo Carlos,
Têm um lindo selo de presente para vc lá no Compartilhando as Letras.beijos.

GUILHERME PIÃO disse...

Recebi esta parabola por e-mail estes dias e fiquei pensando.
Sou do tempo que não existia VT, CBásica..etc,..etc, e nós saiamos muito bem.
Não quero esmola do governo e sim um salário "digno" e gasta-lo aonde quiser e como quiser.
Sou contra sindicatos, antes a gente se esforçava e reinvidicava um aumento direto com o chefe, hoje o mal e o bom funcionário estão na mesma plataforma...e não tem jeito de pedir aumento...
É dose...
Já esta na hora de começarmos a mudar e exigir...
Abraços

Polêmica disse...

Excelente texto Carlos. Não tenho nem o que falar, apenas qui não devemos querer a caça, devemos aprender caçar!

Beijos!

Catarino disse...

Eu sou contra todos esses assistencialismo. Aqui na minha cidade tem uma grande parte da população que vive do bolsa família e na eleição passada um candidato disse que iria trazer indústrias e todos teriam trabalho, não foi eleito, pois os que ganham o bolsa familia sabem que não podem trabalhar senão perdem o benefício.
Também sou contra o excesso de leis que tiram nossa liberdade individual.