Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Autenticidade

 (au.ten.ti.ci.da.de) 

sf.
  1  Qualidade ou caráter do que é autêntico, do que não é falso, forjado, nem sofreu adulteração (autenticidade da gravação/mensagem/foto); FIDEDIGNIDADE; VERACIDADE 

Pois bem, por esta breve definição vê-se que isso é algo muito bom, afinal, convivermos com pessoas autênticas é muito bom, é sempre bom saber o que ela pensa, o que acha das coisas, da gente. Viver na insegurança é que não dá.

É isso mesmo?

Será que gostamos de conviver com pessoas autênticas? Parece o sonho, mas infelizmente vejo as pessoas criticando os autênticos, como se fossem pecadores de séculos atrás, ou bruxas da época da inquisição.

Creio que todos nasçam autênticos, e creio nisso pela análise que faço das crianças. Quantas vezes as criancas "nos deixam" em saias justas por falarem o que pensam, ou somente repetiram o que falamos, mas somos covardes de fazê-lo na frente da pessoa? Aí, quando a criança fala algo, os adultos riem, se divertem, dizem que isso é coisa e criança e deixa pra lá, como se o que ela falasse não devesse ser levado em consideração, afinal, é só uma criança. Essa autenticidade da criança é até bonitinha. Um exemplo disso é a Maysa, que é extremamente autêntica, e é uma lindinha de garota segundo várias pessoasl.

Tem um outro exemplo de pessoa autêntica, mas esse é muito questionado. É o goleiro Marcos, do Palmeiras. É muito comum após partidas ele falar o que percebeu do jogo, o que pensa. Já vi declarações dele dizendo que o time foi péssimo, a defesa não jogou nada, ou então o time estava sonolento, sem vontade de jogar. Mas o incrível é que quando ele disse isso o time foi péssimo, a defesa não jogou nada, ou então o time estava sonolento, sem vontade de jogar. Ele simplesmente relatou o que ocorreu, e assim como ele, todos que acompanharam o jogo também perceberam isso. Mas aí ele diz isso e pronto, dá-lhe imprensa em cima, comentários, brigas com o treinador, etc. É isso que não entendo, se a autenticidade é boa, porque quando aparece uma pessoa com coragem de dizê-la atiram-lhe pedras? Será que autenticidade vem com prazo de validade? Chegou a fase adulta ela deve sumir? Deve-se viver no jogo das aparências, das mentiras, das ações placebo que nada ajudam ninguém a crescer? Afinal, somente posso me desenvolver se descubro (ou sou alertado) sobre meus defeitos, minhas fraquezas. Caso contrário, na melhor das hipóteses ficarei no mesmo lugar.

Então aparecem as pessoas que usam o chavão "roupa suja se lava em casa". Concordo com isso, mas o problema é o que as pessoas consideram roupa suja. Nunca ouvi o Marcos falar que Fulano está sem vontade, ou que Sicrano é incompetente para aquela função, ou que o treinador é fraco. O que ele fala é do resultado, e não da personalidade de cada um. Ele fala que o time estava sonolento, o time estava sem vontade, a defesa esteve ruim. Ele não culpa um ou outro. 

E se a autenticidade é tão ruim assim, por que ele é ídolo não só da equipe que ele defende, como de torcedores dos outros times? Talvez seja porque as pessoas ainda valorizem a autenticidade, preferem saber o que terão das pessoas, ao invés de viver no mundo "maravilhoso" da imagem. O único problema é que muitas não tem a coragem de serem o que tanto valorizam, o que tanto faria o mundo melhor.

Afinal, é melhor eu saber logo no começo que tenho um defeito, e corrigi-lo rapidamente para evitar repetir durante o resto de minha vida, do que viver cercado de pessoas que no 'grande' desejo de não magoar, deixam-me com defeitos que certamente magoarão muito mais pessoas ao longo de minha vida.

Viva a autenticidade, mas com responsabilidade. Ser autêntico é dizer sim o que crê, o que pensa, mas há formas e formas de se dizer isso. Há as formas construtivas, que mesmo que a pessoa não goste de imediato, saberá entender e tirar proveito, e as formas depreciativas, que expõe a outra ao ridículo, constrangimento.

4 comentários:

diariodeiza disse...

Oi, Carlos!
Sei que admiras a autenticidade e esta postagem me pareceu meio desabafo... não sei porque.
Claro, concordo contigo que tudo deve ser dito com responsabilidade. Sou muito impulsiva de forma que digo sempre o que penso no momento, as vezes, me decepciono mas, tudo faz parte dessas coisas da vida.
Adorei o visual mas, isso tu já sabias.
Beijos!

Iza

Raquel El-Bachá disse...

Concordo com vc. É melhor magoar com uma verdade do que iludir com uma mentira.
Gosto de conviver com pessoas autênticas, que falam a verdade e o que pensam, mas acho que devem saber como dizem. A pessoa tem que ter simancol para palar a verdade, mas não de forma depreciativa.
Beijos.

Camile Christina disse...

espetacular seu post .*

angela disse...

Acho que nem preciso dizer o que penso a respeito... Você já deve saber desde pequenino.
Concordo com a Iza, também acho que seu post tem um tom de desabafo. Sei que muitas vezes somos mal interpretados quando dizemos a verdade nua e crua. Também me sinto um pouco responsável por você ser assim tão autêntico. Ainda me lembro das vezes que asssistindo desenhos com você eu fazia o "Grilo falante: será possível cortar o galho e cair a árvore ao invés do galho?
Sempre te fiz pensar e questionar as coisas da vida e acima de tudo ser autêntico, mesmo sabendo que se paga um preço por isto. Mas não me arrependo. Sei que hoje tenho um filho muito íntegro, com um caráter sem igual, responsável e amigo. Beijos