Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Doping

Às vésperas de uma nova olimpíada o mundo todo fica na expectativa de presenciar o maior evento esportivo do planeta, os atletas representando seus países, esforçando-se ao máximo, felizes por darem a seu país o máximo de si.

Pois é, tirando a parte referente a brevidade do início de mais uma olimpíada, creio que o resto faz mais sentido nas antigas olimpíadas, onde as pessoas iam realmente por prazer, para representar seu país, por um ideal, por se esforçar e conseguir se superar.

Infelizmente as olimpíadas se 'profissionalizaram', e o espaço para estas pessoas minimizaram. Agora quem vai para as olimpíadas são garotos e garotas propagandas de grandes marcas, que vestem dos pés a cabeça os atuais atletas. Tudo o que eles usam, onde vão, o que falam, tudo é devidamente estudado por um 'patrocinador'. Pena que estes 'patrocinadores' mataram o espírito olímpico, onde o mais importante é competir.
Imagina se uma empresa vai querer somente que o seu atleta compita, ou então que saia na foto atrás do vencedor. Que prejuízo para a marca!!!!

E certamente os 'patrocinados' sabem muito bem disso, sabe que eles deixaram de ser esportistas a partir do momento em que ficaram 'profissionais', e que agora, além de se esforçarem para superar suas marcas precisam superar os anseios e desejos do 'patrocinador'. E é aí que alguns, não somente motivados por isso, cedem ao uso de meios não honestos, e começam a fazer uso de drogas para melhorarem seus desempenhos, darem milésimos de segundos, um pouco mais de força, de atenção, enfim, qualquer vantagem que possa fazer a diferença entre um 'vencedor' ou 'perdedor' (Esses termos eu coloquei entre aspas pois eles representam somente a posição final do atleta, e não a postura dele para obter esta posição).

Nem preciso falar o quanto esta atitude é errada. E felizmente o COI proíbe isso, punindo os infratores (mesmo que algumas vezes até com um certo exagero).

Mas tem um outro doping que é permitido, e que a cada competição está ficando cada vez mais evidente, e não vejo nada sendo feito para coibir. Até onde eu sei, a competição é centrada no desempenho do atleta, no potencial que ele possui e consegue desempenhar, no resultado do esforço dele. E somente dele. Mas isso já deixou de ser realidade. Agora o atleta não está sozinho, ele está com outros acessórios que podem fazer a mesma diferença do doping químico. E este doping está na tecnologia, que desenvolve produtos para aumentarem o desempenho do atleta. O maior exemplo disso são as roupas que vestem quase que por inteiro os nadadores.

São roupas que foram desenvolvidas analisando o tubarão, na forma do seu corpo para permitir melhor deslocamento da água, de modo a minimizar o atrito, e conseqüentemente aumentando a velocidade do atleta. Mas o que é que deve ser avaliado? É o potencial do atleta ou o potencial da tecnologia do 'patrocinador' do atleta?

Na reportagem um treinador fala deste doping, e o classifica como doping psicológico (ri muito nessa hora). Segundo ele, os atletas ao usarem tal vestimenta se sentem super-heróis, e então eles acabam melhorando o tempo. Acho engraçado isso, inventaram a roupa placebo. Poupem-me!!!!!
Só não entendo como empresas investem milhões em estudos e desenvolvimento para fazerem uma roupa placebo, que somente mexa no psicológico do atleta. É claro que a roupa afeta o desempenho, proporciona mais do que o atleta sozinho consegue obter, senão não investiriam estes milhões.

É uma pena que o COI parece não se importar com isso (ou sabem muito bem quem 'manda' atualmente nas olimpíadas) e deixam isso acontecer com a maior naturalidade. Para mim o que deve ser avaliado é o potencial do atleta, do seu esforço, da sua capacidade. E não a capacidade dele em arrumar 'patrocínios'.

Não sou contra tecnologia ou evolução, porém sou contra desigualdade. Permitir que somente alguns usem tal doping fere o direito da igualdade. Se o traje fosse oferecido a todos os atletas, e mesmo assim alguns não quisessem utilizar, sem problemas, seria decisão deles. Mas não dar a chance de melhorarem suas performances fere qualquer espírito olímpico, que para mim foi enterrado lá com os gregos, há muitos e muitos anos.

Deixo este vídeo, que considero um excepcional exemplo de vitória, não por ter chego em primeiro lugar, mas sim por ter superado a si mesma. É o final da maratona feminina de Los Angeles, 1984, em que a suíça Gabriele Andersen cruza a linha de chegada extenuada, porém extremamente vitoriosa.






2 comentários:

Sonia Regly disse...

Amigo,
Têm uma excelente postagem sobre os jogos eletrônicos violentos lá no Blog.Gostaria da sua opinião, esse texto nos faz refletir,sobre os rumos da humanidade.

Polêmica disse...

Muitos atletas não têm mais confiança em si mesmos, não acreditam mais em sua capacidade, isso os leva a usufruir de todos os tipos de 'doping' possíveis. Eu fico triste pela vida deles que deve ser muito triste tb pois, deve ser muito ruim viver sem confiar em si próprio!

Beijos!