Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Desafio da Gentileza

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Recentemente li sobre o Profeta Gentileza, e ele dizia que Gentileza gera gentileza. Nada mais verdadeiro.

E como nos esquecemos disso. Culpamos o dia-a-dia corrido, os inúmeros afazeres e esquecemo-nos de praticar estes atos, pequenos no tamanho porém gigantes no resultado. Algo gentil é o suficiente para alegrar a vida de uma pessoa, para que possa emitir um sorriso, para que possa, nem que seja por um momento, fazê-la esquecer de seus problemas, perceber que ainda há esperança neste mundo, que as coisas podem ser diferentes de como tem sido comum até então.

E o melhor da gentileza é que ela não é vendida, não se necessita de dinheiro. Também não é restrita a nenhum tipo de classe, de grupos, de associações. É altamente democrática. E fazê-la não exigirá homéricos esforços, não ocupará muito tempo.

Gentileza nada mais é que um ato gentil, que é amável, amistoso, cortês.

Então proponho um desafio. O de fazer atos gentis por 1 semana, e anotar ao menos 1 ato gentil cada dia desse período. Após isso, escolher quantas pessoas quiserem e encaminharem o mesmo desafio, com as suas gentilezas feitas.

Se existe o círculo vicioso, certamente temos a força para fazermos o círculo virtuoso.

E não precisa ficar preocupado em fazer grandes feitos. Gentileza não necessita ser grande, somente gentil.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tá reclamando de quê?

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Tá Reclamando do Lula? Do Arrruda? Do Sarney? Do Collor? Do Renan? Do Palocci? Do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos políticos distritais de Brasília? Do Jucá? Dos mais 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro reclama de quê?

O brasileiro é assim:

1. Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. Fala no celular enquanto dirige.

6. Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. Viola a lei do silêncio.

9. Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. Faz “gato” de luz, de água e de tv a cabo.

14. Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

16. Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

18. Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

21. Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

22. Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

“Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos...”

A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Viver

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Gosto de futebol, sempre acompanho as partidas, os resultados, torço por meu time (mesmo que ultimamente ele não me tenha me dado muitas alegrias), mas é difícil me empolgar vendo futebol. Hoje o futebol está burocrático demais, com muitas preocupações defensivas.

A preocupação que vejo atualmente é não tomar gols, defender bastante, e se der sorte conseguir um golzinho. Mas no futebol o vencedor não é aquele que faz mais gols? O objetivo do jogo não é fazer gol? Então por que esta mentalidade de não querer tomar gol?

Atualmente há um time no Brasil que tem agido diferentemente disso, é o Santos F.C. Ver seus jogos é um deleite só, mesmo para os que não torcem para o time. O futebol apresentado é de encher os olhos, de deixar feliz os torcedores, os comentaristas, narradores, e até os torcedores adversários. É um time que joga pra cima, pra frente, que quer fazer gol, e que se já fez 3, procura o 4, depois o 5, e por aí vai. Faz o que tem que fazer, fazer com alegria, com prazer, com vida!!!

E por que falei do futebol, neste artigo? É que vejo o Santos como um time que vive, enquanto que os outros somente sobrevivem. Enquanto a maioria se preocupa somente em sobreviver, fazendo o mínimo necessário, se preocupando mais em não ter nenhum problema, abrindo mão do objetivo maior de sua existência, daquilo que lhe dá prazer e felicidade (fazer o gol) somente se preocupa em tentar eliminar os eventuais problemas (gols sofridos). E o que acontece? Fica chato, sem brilho, sem prazer. Pode até conseguir um certo sucesso (classificação, campeonato), no entanto é um raro e efêmero prazer, e somente para um time. Todos os outros, e este mesmo, durante todo o campeonato, não desfrutam, não gozam, não vivem.

Não seria melhor analisar o saldo das coisas? No futebol, qual o problema de um time tomar 5 gols, se fizer 6? Serão três pontos de qualquer jeito. A preocupação em não tomar 1 gol faz com que o time deixe de fazer 6 gols, fique mais preocupado em não ter um problema do que ser feliz fazendo gols.

E nós, na nossa vida, também não ficamos preocupados demais em não tomar gols? Não ficamos tão preocupados em não ter problema, que esquecemos de colher as coisas boas que estão somente esperando uma atitude nossa?

É fácil isso? Certamente não. Mas somente não é fácil porque nos “ensinaram” que a vida é difícil, que a vida é composta de inúmeros problemas, que precisamos sempre nos esforçar para que eles não ocorram. Se “desaprendêssemos” isso e aprendêssemos que na vida há muita coisa boa, que se fizermos bem o que sabemos, e nos predispormos a aprender o que ainda não sabemos, seremos artilheiros na vida, e deixaremos nossos inúmeros torcedores muito felizes.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Reflexão com Guilherme de Pádua

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Esta semana a entrevista concedida pelo Guilherme de Pádua ao programa do Ratinho gerou grande repercussão, mesmo antes de ir ao ar. Desde o começo da semana a internet fervilhou sobre o assunto.

A Glória Perez ameaçou processá-lo se dissesse algo, apareceu um monte de gente o ameaçando também via Twitter, criticaram o Ratinho por fazer esta entrevista com ele. Foram muitas atitudes fortes e ríspidas acerca deste tema. E eu fico me questionando a respeito deste ato, do que poderemos aprender com eles.

Primeiramente gostaria de entender porque tanta crítica ao Ratinho por ele fazer a entrevista. Vi comentários dizendo que ele é sensacionalista, que não se importava com o sentimento da família, essas coisas, mas será que isso é verdade? A própria rede Globo o entrevistou. Há alguma diferença entre ele ser entrevistado pela Globo e pelo SBT? E se a alegação for que tem gente mais interessante para entrevistar do que um assassino, por que as outras emissoras entrevistam assassinos de outros crimes? Não posso garantir, mas creio que somente a Globo teve entrevista com os agora condenados pela morte da menina Isabela. Será que isso pode, mas esta entrevista não? Qual é o critério que define o que pode e o que não pode?

Ou se o fato não for a entrevista, mas sim o entrevistado, por que este entrevistado gerou tanta pressão para que não fosse ao ar? Será que outra pessoa, também condenado pelo mesmo crime, desse essa entrevista, teria a mesma repercussão? Será que tamanha repercussão não foi somente em função das pessoas que foram envolvidas no ato? Se sim, então o argumento deveria ser este, e não que não se deve dar espaço para essas coisas na TV, pois diariamente ocorre isso na TV, em vários programas. Inclusive até pouco tempo atrás havia um na Globo que retratava assassinatos (Linha Direta). Por que aqueles podiam e este não podia?

Vi argumentos que isso é baixaria, que não acrescenta nada. Mas na última novela da Glória tinha pais que incentivava o filho a fazer coisas erradas, tinha um trambiqueiro, uma psicopata, um ladrão, traição, pessoas egoístas, enfim, um monte de coisa que nada acrescenta a sociedade. E por que isso pode e a entrevista não pode? Se o argumento for somente que não acrescenta nada, então muita coisa deveria ser tirada do ar, e não me recordo de ver a sociedade brigar com tanta força contra estes outros atos.

Vi também comentários de pessoas dizendo que ele não deveria ter saído da cadeia, que está errado ele estar solto, convivendo conosco. Engraçado, até onde sei ele foi julgado pelas leis, condenado de acordo com as leis e solto de acordo com as leis. Se ele está solto hoje a responsabilidade não é dele, mas sim das leis. Se isso está errado, então para mim as pessoas deveriam brigar contra as leis, contra nossos legisladores, que permitem tal situação. Ele já cumpriu o que lhe foi determinado.

Também vi comentários de pessoas dizendo que ele tem que se &#(($^#(, que assassino não merece perdão, que tem que sofrer pelo resto da vida. Será que se algum parente dele cometesse algum crime (independente de intencionalidade ou não) ele teria o mesmo pensamento? E se ele fizesse um crime, e depois de alguns anos preso voltasse para a vida em sociedade, e ao retornar todo mundo vira as costas para ele, o trata como criminoso, não lhe dá uma segunda chance, será que gostaria? Seria fã desta postura quando feita contra ele?

Não sei se ele realmente foi culpado, se a pena foi justa, e isso a mim não faz diferença, mas sei que podemos aprender muito com isso, analisando todo o acontecido, os comportamentos, posturas.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Paternalismo

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Isso para mim é um dos maiores problemas deste nosso país. Nosso Estado é altamente paternalista, quer tomar conta de tudo de de todos, o tempo todo. Quer gerenciar a vida das pessoas, o que elas fazem, como gastarão o dinheiro.

Em nome de “ajudar” as pessoas, acabam aprisionando-as e tornando-as dependentes, sem iniciativa, afinal, pra que eu, cidadão, preciso aprender a gerenciar meus atos, meus gastos se há alguém plenamente preocupado comigo cuidando de tudo? Prefiro continuar alienado e deixando que o preocupado governo zele por mim.

Numa das aulas que tive na pós perguntei para uma professora que era advogada sobre a questão de ter que utilizar o vale-alimentação, o que considero salário, somente com alimentação. Se uma pessoa, que optasse por comer em casa, não poderia utilizar o valor em outra coisa, mais útil para ela. A resposta foi que não, pois como existem pessoas que se não forem obrigadas a gastar o dinheiro em comida, poderiam gastar em bebida, e nosso estado zeloso e preocupado com os cidadãos certamente não poderia permitir isso, e por isso bloqueia.

Ué, mas se a vontade do cara é encher a cara, se é uma decisão dele, por que não deixá-lo responsável pela sua postura? Por que o Estado deve cuidar dele? E se o Estado quer cuidar dele, por que ao invés de impedir que as pessoas conscientes dos seus atos utilizem melhor o vale-alimentação não oferece tratamento para dependência química?

Outro exemplo deste paternalismo é o valor pago ao funcionário quando ele sai em férias. Ao sair de férias, além de 1/3 de salário a mais recebe-se, antecipadamente, outro salário, para que o funcionário possa ter dinheiro para curtir as férias. Mas se o funcionário vai tirar férias, e quer viajar, ele não deveria economizar durante os meses que antecedem as férias para que ao sair de férias tenha dinheiro para gastar? Não seria o lógico? Não seria uma postura mais madura da pessoa? Ah não, as pessoas não fazem isso, então ao invés de ensiná-las através de uma boa escola, prefere-se antecipar um salário e deixá-la feliz por não precisar pensar e planejar as férias.

Certamente existem vários outros exemplos de paternalismo deste nosso adorado Estado, sempre com a melhor das intenções. Bom, sabemos onde está cheio de gente bem intencionada…

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dois pesos, duas medidas

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Vi que tem uma lei que isenta o pagamento do IPVA caso o carro tenha sido roubado, porém se o carro for recuperado com grandes avarias, e se o dono quiser solicitar o não pagamento, terá que dar baixa no carro.

Até aí legal, afinal, considero justo não pagar imposto de algo que foi roubado. Mas é aí que pode ocorrer um problema. Esta isenção do pagamento somente vale para quem pago plenamente o carro. Caso ele esteja financiado isso não poderá ser feito.

É aí que acho “engraçado”. Para o governo, para pagar o IPVA o dono é quem solicitou o financiamento, e mesmo que ele tenha pago somente 2/70 parcelas ele terá que pagar todo o imposto, no entanto para solicitar a isenção do imposto aí ele já não é o dono. E então, a pessoa que financia um carro é ou não dona dele? Vejo dois pesos e duas medidas nesta questão. Claro que sei que o que é comum nestas duas situações é o imposto cobrado pelo governo. Eles não vão querer perder nunca.

Mas e nós, não usamos 2 pesos e 2 medidas na vida? Imaginem um jovem pegando um filho seu, agredindo, torturando, arrastando com o carro. Que castigo você acha que esta pessoa mereceria? Vejo na TV depoimentos de pessoas que passaram por isso desejando muita coisa de ruim a estes infratores.

Não vou entrar no mérito do que deve ser feito com alguém que cometa tal crime, mas minha questão é: “E se o criminoso fosse o seu filho, ou algum parente próximo seu, o que acha que a pessoa mereceria?”.

Possivelmente a resposta seria diferente. Tentaria se colocar panos quentes, pormenorizar os atos, arrumar pretextos, atenuantes, ou outros culpados que pudessem justificar tais atitudes.

E isso não é 2 pesos e 2 medidas? Infelizmente temos o hábito de sempre achar diferente as coisas quando ocorrem conosco. Se alguém nos dá uma fechada no trânsito, é barbeiro, se damos uma fechada no trânsito, estamos somente tentanto achar um endereço ou nos distraímos. Se uma criança destrói os brinquedos, é mal educada, se nosso filhos destrói os brinquedos, está em fase de aprendizado.

Não sei o quanto esta diferença de pesos é uma questão de sobrevivência, de sempre nos defender, ou questão de educação. No entanto sei que é necessário ficarmos sempre atentos para evitarmos esta distorção.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher

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Hoje, 8 de março, é o dia internacional da mulher. Dia este instituído pelas Nações Unidas, em 1975.

E é neste dia onde há a “obrigação” dos homens serem gentis com as mulheres, dizer o quão elas são importantes, especiais, o quanto nos ajudam, dar um presente, levar pra jantar, etc.

Não consigo apreciar isso. Não consigo compreender esta valorização da diminuição, afinal, se é preciso que a Nações Unidas defina um dia para que possamos “dar” o valor merecido a mulher, vejo isso como uma clara confirmação que elas não estão no mesmo nível dos homens, e que para isso é preciso algo para poder “equacionar” isso.

É como se fosse um sistema de quotas. Ao invés de trabalharmos para que a tratemos com todo o respeito e consideração que merecem, preferem ignorar isso e nos dizer que precisamos dar presentes e atenção neste dia. Viu só como é fácil para os homens? É só ignorá-la por 364 dias no ano, desrespeitar, achar e tratar como um ser inferior, que está na vida para satisfazer as nossas vontades e caprichos, e uma vez por ano tirar a bunda do sofá e comprar um belo presente, e então demonstrar todo o amor que tem por ela.

De minha parte me esforço para não aceitar o fácil, para não considerá-las como serem inferiores (pois se fizesse isso estaria certamente errando), mas sim sempre respeitá-las e valorizá-las.

E continuarei minha torcida para que esta data suma, para que as mulheres não mais fiquem felizes neste dia, mas sim em todos os demais. E que a pressão comercial para valorizar a mulher gastar dinheiro acabe.