Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 
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sábado, 16 de julho de 2011

Ecologia ou demagogia?

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Estamos em uma nova moda, a do ecologicamente correto. E isso faz com que as pessoas passem a fazer determinadas coisas pois isso é o legal a ser feito, é bem visto pela sociedade, independente de crerem ou não que isso é certo, o melhor, ou talvez a única forma de manter o ser humano neste planeta.

E essa moda pode provocar umas coisas interessantes. As pessoas podem, para se mostrarem “in”, brigarem com quem utiliza sacola plástica do mercado, mas em casa consomem sem parar, trocam de aparelhos eletrônicos somente porque a modelo deste ano tem um canto um pouco mais arredondado, e se esquecem do quanto de lixo que este simples produto gerou durante toda a sua cadeia de produção.

Não estou dizendo que com isso somente porque podem haver problemas grandes os pequenos devem ser ignorados, mas é preciso ficar atento para vermos o que realmente faz a diferença.

Um dos fatores que me fez pensar, e se alguém tiver uma resposta por favor me encaminhe, é da troca do uso de copo descartável por uma xícara.

Todos sabemos que o copo descartável vai ao lixo logo após sua utilização, enquanto que a xícara pode ser utlizada inúmeras vezes.

No entanto, quando utilizo a xícara, como ela fica exposta é necessário antes do uso lavá-la, onde se consome água. Depois do uso, também é necessário lavá-la e enxugá-la.

Quando se utiliza o copo descartável somente se passa uma água rápida nele (para tirar o resíduo da bebida) e o coloca-se para reciclagem.

Minha dúvida é o que causa menos dano ao meio ambiente. A xícara, que para o seu uso é necessário mais água e também um papel-toalha para secá-lo ou o copo, que utiliza menos água e depois pode ser transformado em outro copo?

Certamente qualquer atitude benéfica ao meio ambiente é bem vinda, porém é necessário sabermos realmente se o que estamos fazendo é um benefício ou se é somente uma ação de “marketing”, porém sem efeito prático.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Reciclagem: orgulho do Brasil. Será?

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Estamos em uma época onde reciclagem deixou de ser um termo de ecologistas chatos de plantão, de anti-capitalistas que querem que o sistema caia, e passou a fazer parte de nossa vida, ensina-se nas escolas, incentiva-se nas empresas. A reciclagem é necessária pois não dá para gerir um planeta do modo como estávamos fazendo (e ainda continuamos em boa parte). É preciso entender que vivemos em um planeta finito, com matérias-prima finitas, e se não houver reciclagem um dia tudo parará. Mas não é só isso, a reciclagem ajuda a diminuir o lixo gerado, propicia economia visto que é mais barato reciclar do que gerar um produto do zero, enfim, existem vários argumentos que demonstram como a reciclagem é importante.

E quase tudo já pode ser reciclado, papéis, vidros, metal, pneus, produtos eletrônicos, e a cada dia surge um novo uso para velhos produtos, novas técnicas de reciclagem, o que é muito bom. E nosso país é referência na reciclagem, principalmente no que diz respeito a reciclagem do alumínio. Já li que se recicla quase 97% do alumínio, o que torna este país um exemplo mundial.

Mas será que este número é bom? Será que devemos nos orgulhar de reciclarmos 97% do alumínio?

Não há como negar os benefícios financeiros que isso gera, a diminuição do lixo. Mas mesmo com tudo isso, ainda sim é bom? Para mim não, não é nada bom. E o motivo não tem a ver com o percentual alcançado, nem com a economia gerada, ou a renda obtida. O motivo pelo qual não comemoro tal índice é a forma como obtemos este índice. Somente reciclamos tudo isso por causa da miséria, da falta de oportunidade, da necessidade de pessoas menos afortunadas, que para sobreviverem catam milhares de latinhas e as carregam em suas carroças, sob sol ou chuva, e em meio aos carros. De domingo a domingo. Ou será que são as pessoas que possuem consciência ambiental e lutam para terem lugar onde depositar suas latas? Será que se as pessoas que hoje necessitam catar latas tivessem um pouco mais de dinheiro, outro emprego o nosso tão comemorado índice permaneceria?

Comemorar este índice é ficar feliz com a miséria que este país gera, é ficar feliz com a falta de consciência das pessoas, é dar aval a expressão que diz que os fins justificam os meios.
Comemorar esta “conquista” é o mesmo que comemorar o ingresso dos menos capacitados na universidade, através de cotas, é o mesmo que comemorar o aumento do poder aquisitivo da população, mediante bolsas incentivadoras de vagabundagem.

Vamos analisar os fatos além do básico, do visível. A imagem pode ser linda, mas o que se esconde por trás dela pode não ser.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Dois pesos, duas medidas

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Acabei de ouvir uma notícia na TV e fiquei intrigado. A assembléia legislativa de SP trocará a frota dos carros. Gastará nesta troca R$ 8 milhões, para comprar 165 carros novos, o que dá na média R$ 48.500,00 por carro. Não entendo muito de carro, mas sei que um carro por este preço não é um popular, simples. E pelo que vejo nas grandes empresas, que também possuem carros para uso dos seus funcionários os carros que compram não são nessa faixa, normalmente são os mais simples, pois o objetivo é facilitar o deslocamento do funcionário, somente isso.

E o motivo alegado é que a frota é antiga, que gasta muito combustível e que na verdade este dinheiro estaria sendo uma economia. Se for uma economia certamente será das melhores, afinal, estarão economizando R$ 8 milhões. Bom, mas vamos a alguns cálculos.

Se o carro deles atualmente faz 8km/l, e passar a fazer 10km/l (estou colocando menos do que os populares, que fazem mais, pois pelo preço do carro o motor deve ser melhor, deve ter ar condicionado e outras coisas que aumentam o consumo), isso significa que eles economizarão 25% do valor gasto com combustível.

O litro da gasolina está em R$ 2,50 (estou pegando o combustível mais caro de propósito). Supondo que na média eles andem 3000 km por mês (para vereador, com função local isso é muito). Pois bem, antes eles gastariam por mês 375l, o que daria de custo R$ 937,50. Com o novo carro eles gastariam R$ 750,00, ou seja, uma economia de R$ 187,50. Vamos ver num período de 5 anos, que imagino ser um tempo médio para a troca de carros na assembléia. Multiplicando R$ 187,50 por 60 chegamos ao total de R$ 11.250,00. Ou seja, em 5 anos, um carro andando sempre 3000km por mês gerará uma economia de pouco mais de R$ 11 mil, menos de 1/4 do preço do carro novo.

Pára tudo!!!! Quer dizer que gastando mais gera economia? Será que estou ficando maluco? Por contas simples que fiz, considerando um belo gasto mensal de quilometragem será necessário 20 anos de uso do carro para que o preço compense. E olha que ainda tenho dúvidas se o carro é o mais econômico. E eu coloquei a gasolina para calcular o preço pois a diferença em reais da economia seria maior, o que poderia justificar a mudança.

E se realmente estes carros gerarem economia para as pessoas, por que não fazem isso com os demais cidadãos? Afinal, se todos conseguirem minimizar custos poderiam utilizar o dinheiro excedente para outras coisas, como atender o pedido do nosso presidente e irmos às compras. Que fantástico isso, não é?

Ou gastar quase 50 mil com carro somente gera economia para os senhores engravatados e com um monte de auxílios? Será que o consumo dos mortais pagadores de imposto é diferente?

domingo, 15 de junho de 2008

Ano 2070

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Abaixo segue uma mensagem de 'futurologia' sobre como será a vida (se é que assim poderemos chamar) em um futuro próximo.
Pode parecer algo alarmista, exagerado, ou então de ambientalistas desocupados e contrários ao progresso. No entanto não vejo deste modo. Vejo isso como uma tentativa de fazer com que as pessoas aprendam por amor, e não pela dor, pois se essa dor vier a ocorrer, será muito forte, e não será passageira.
É preciso que nós, hoje, fiquemos atentos aos nossos atos. O mundo que deixaremos depende do que fazemos com ele hoje. Há um velho ditado que diz "você colhe o que você planta". Isso é verdade, no entanto isso ainda é meio egoísta, pois é somente você. Mas precisamos sair um pouco do nosso umbigo, e pensarmos que outros colherão o que estamos plantando. E não teremos como selecionar quem dos outros pagarão o preço. Poderá ser nossos filhos, netos, conhecidos ou uma pessoa do outro lado do mundo.



Vivemos em comunidade, em uma sociedade, e se pensarmos somente em nós não sobreviveremos muito tempo. Certamente uma pessoa poderá ganhar muito dinheiro, ficar rica, comprar status (errgh), mas há ganho verdadeiro nisso se o seu vizinho viver na pobreza? Ou se ele não tem condições de dar uma vida digna à seus filhos? Há ganho nisso se por causa da riqueza dele ele precisará andar em carros a prova de bala, cercar sua casa com altos muros, comprar segurança eletrônica, desconfiar de todos?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Rio - ECO 92

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Recebi este vídeo com o discurso de uma menina canadense na ECO'92, que ocorreu no Rio de Janeiro.
Abaixo seguem o vídeo e o texto. A imagem não é das melhores, porém a mensagem passada é fantástica.



“Olá, eu sou Severn Suzuki

Represento aqui na ECO, a Organização das Crianças em Defesa do Meio Ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 e 13 anos, tentando fazer a nossa parte, contribuir.

Vanessa Sultie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Foi através de muito empenho e dedicação que conseguimos o dinheiro necessário para virmos de tão longe, para dizer a vocês adultos que, têm que mudar o seu modo de agir.

Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo, estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.

Estou aqui para falar em nome das gerações que estão pôr vir.

Eu estou aqui para defender as crianças que passam fome pelo mundo e cujos apelos não são ouvidos.

Estou aqui para falar em nome das incontáveis espécies de animais que estão morrendo em todo o Planeta, porque já não têm mais aonde ir.

Não podemos mais permanecer ignorados.

Eu tenho medo de tomar sol, pôr causa dos buracos na camada de ozônio.

Eu tenho medo de respirar este Ar, porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando.

Eu costumava pescar em Vancouver, com meu pai, até que recentemente pescamos um peixe com câncer...e agora temos o conhecimento que animais e plantas estão sendo destruídos e extintos dia após dia...

Eu sempre sonhei em ver grandes manadas de animais selvagens, selvas e florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas e hoje eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso...

Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade???

Tudo isso acontece bem diante dos nossos olhos e mesmo assim continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções.

Sou apenas uma criança e não tenho todas as soluções, mas quero que saibam, que vocês também não tem...

Vocês não sabem como reparar os buracos na camada de ozônio...

Vocês não sabem como salvar os peixes das águas poluídas...

Vocês não podem ressuscitar os animais extintos...

E vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram
e onde hoje é um deserto...

SE VOCÊS NÃO PODEM RECUPERAR NADA DISSO, POR FAVOR PAREM DE DESTRUIR!!!

Aqui vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos, mas na verdade vocês são mães e pais, irmãos e irmãs, tias e tios e todos também são filhos...

Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas (1.992) e ao todo somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar esta realidade.

Sou apenas uma criança, mas sei que esses problemas atingem a todos nós e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo rumo a um único objetivo. Eu estou com raiva, eu não estou cega, e eu não tenho medo de dizer ao mundo como me sinto.

No meu país geramos tanto desperdício, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora e nós, países do norte, não compartilhamos com os que precisam, mesmo quando temos mais que o suficiente, temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las.

No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV.

Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou:

"Eu gostaria de ser rica, e se fosse, daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho...".

Se uma criança de rua que não tem nada, ainda deseja compartilhar, pôr que nós, que temos tudo, somos ainda tão mesquinhos???

Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio, eu poderia ser uma criança faminta da Somália ou uma vítima da guerra no Oriente Médio ou ainda uma mendiga na Índia...

Sou apenas uma criança mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso que a Terra seria.

Na escola, desde o jardim da infância, vocês nos ensinaram a sermos bem comportados. Vocês nos ensinaram a não brigar com as outras crianças, resolver as coisas da melhor maneira, respeitar os outros, arrumar nossas bagunças, não maltratar outras criaturas, dividir e não sermos mesquinhos...

ENTÃO POR QUE VOCÊS FAZEM JUSTAMENTE O QUE NOS ENSINARAM A NÃO FAZER???

Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências e para quem vocês estão fazendo isso.

Nos vejam como seus próprios filhos, vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer.

Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos dizendo-lhes "Tudo vai ficar bem, estamos fazendo o melhor que podemos, não é o fim do mundo...", mas não acredito que possam nos dizer isso. Nós estamos em suas listas de prioridades ???

Meu pai sempre diz :

"Você é aquilo que faz, não o que você diz".

Bem, o que vocês fazem, nos faz chorar à noite...

Vocês adultos dizem que nos amam...

Eu desafio vocês, pôr favor façam com que suas ações reflitam as suas palavras...

Obrigada.”