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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Liberdade, pro atividade, resiliência
terça-feira, 13 de maio de 2008
Da série "Analisando de outro modo"
E eu fico preocupado, pois pelo que sei, quem perde algo pode achar, normalmente quando menos esperar. Seria melhor se ela, ao invés de perder, eliminasse os quilos, garantindo deste modo que o mesmo não retornasse.
E outra coisa do mesmo assunto é a organização das pessoas que querem eliminar peso, "Amigos do peso". Quem é amigo do peso tem interesse em se livrar dele? Quem é que quer eliminar algo que é seu amigo? Não seria melhor o nome "Amigos de peso"?
domingo, 20 de janeiro de 2008
Palavras
Eu ocupo este espaço por meio das palavras – e em poucas situações de sons e imagens – o que tem sido um exercício interessante, pois por formação eu sou uma pessoa da área de exatas, que adora números. E uma das belezas que vejo nos números é que não depende de interpretação. Ou é ou não é.
Por exemplo, 2 + 2 sempre serão 4, independente da economia estar em crise, deu estar resfriado, ou ansioso por um novo emprego, ou quase me separando de alguém. Sempre será 4, aqui no Brasil, no Japão, na Índia, na lua, no sol. Em qualquer lugar. Não colocamos a subjetividade humana para modificar o resultado.
Enquanto que nas palavras é possível ‘modificar’ o que foi dito através de interpretações, ou então dizer que tal palavra não foi dita com o significado que todo mundo entende, mas sim com outro significado, que venha a calhar melhor.
Posso exemplificar isso com algo que ocorreu neste começo do ano. Como todos bem sabem no final do ano passado a CPMF foi extinta – sabe-se Deus até quando – e com isso o governo deixaria de arrecadar 40 bilhões de reais anuais. E com a imprensa questionando como o governo faria sem este dinheiro, se criaria novos impostos para a resposta foi que não, que o governo não criaria novos impostos e que não fariam um pacote para cobrir este ‘rombo’. E o que o governo fez neste começo de ano? Aumentou taxa de outros impostos para cobrir este ‘rombo’.
Mas e a palavra do governo? Deixo vocês com a resposta do ministro. É bem interessante ver como palavras não ditas, ou redefinição de algumas palavras é utilizada em prol dos objetivos deles.
O engraçado é que não vi ninguém do governo – de qualquer âmbito – propor punições severas aos corruptos, com confisco de todo o seu patrimônio, diminuição da burocracia estatal, extinção de cargos de confiança, extinção de auxílio-moradia, auxílio-viagem, auxílio-combustível, auxílio-paletó, auxílio-qualquer-coisa-que-se-possa-inventar, de verba de gabinete, de aposentadoria com apenas dois mandatos, melhorar o gerenciamento. Talvez por isso ser tão pequeno que nem precise ser revisto, vai saber.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Por quê?
Por que o homem não consegue voar?
Por que andamos com duas pernas?
Por que o bebê não sobrevive sozinho?
Por que precisamos de roupas?
Por que precisamos comer?
Por que paramos de crescer?
Por que ficamos alegres ou tristes?
Por que o homem é o único ser que mata o semelhante?
Por que a água do mar é salgada?
Por que o sangue é vermelho?
Por que envelhecemos?
Por que não podemos viver infinitamente?
Por que fazemos guerras?
Por que vamos à escola?
Por que somos tão diferentes uns dos outros?
Por que fazemos coisas de graça?
Por que não fazemos coisas por dinheiro nenhum do mundo?
Por que nos preocupamos com o que os outros pensam de nós?
Por que mudamos de comportamento ao longo da vida?
Por que criamos o dinheiro?
Por que brigamos pelo dinheiro?
Por que não temos 4m de altura?
Por que não temos visão noturna?
Por que um machucado dói?
Por que trabalhamos?
Por que procuramos diversão?
Por que adoramos feriados?
Por que pensamos?
Por que pessoas agem diferente quando expostas à mesma situação?
Por que não podemos olhar para o sol?
Por que não podemos viver de ponta-cabeça?
Por que nosso corpo não se regenera como na lagartixa?
Por que pulamos tão pouco comparados à outros animais?
Por que ansiamos por liberdade?
Por que matamos e morremos por essa liberdade?
Muitos por quês, e para gerar e responder a estas – e muitas outras – perguntas é necessário pensar, estudar, se dedicar. Ainda bem que tem pessoas que topam esse desafio, senão talvez as cavernas seriam nossos abrigos ainda. Porém muitas pessoas não optam por isso.
Por quê?
domingo, 23 de dezembro de 2007
Refazer novamente outra vez de novo
Estava tomando meu café quando tive uma surpresa inesperada. Minha família possui muitos parentes nas forças armadas, e estes vieram me visitar. Vieram meus tios, um almirante da marinha, um general do exército e um brigadeiro da aeronáutica. E qual não foi o tamanho do meu susto quando eles gritaram bem alto o meu nome.
Com o grito fui obrigado a interromper de uma vez o meu café e fui falar com eles. Me disseram que não haviam planejado antecipadamente esta visita. Claro que não me importei, afinal estar com parentes é sempre bom, pois eles são o elo de ligação com nossa história.
Como eles viram que fui pego de surpresa começaram pedindo desculpas dizendo que não queriam abusar demais, e me deram sua palavra de honra de que não repetiriam outra vez essa indelicadeza.
O meu tio do exército começou a contar um fato real que ocorreu com ele. Contou que pegou fogo em um galpão onde ele estava, galpão este que ficou com labaredas de fogo de até 10 metros de altura. Juntamente com seus companheiros começaram a lutar contra o fogo. Enquanto lutavam reparou que tinha uma multidão de pessoas do lado de fora observando. Voltou seu pensamento ao problema e resolveu dividir as pessoas em duas metades iguais, uma metade tentaria apagar o fogo e a outra tentaria evitar que ele se alastrasse. Viu que não estava adiantando muito, mas sua crença era tão forte que disse que precisavam manter o mesmo time. Todos foram unânimes em seguir as instruções, afinal era expressamente proibido discordar de um general. Mas o galpão continuava a permanecer em chamas, cada vez maiores, mas quem convive junto com meu tio sabe que mudar de opinião não é uma característica sua. E como o fogo aumentava, meu tio bradou que precisava tomar medidas extremas de último caso. E antes que pudesse dizer qual era essa medida olhou para cima e observou que não tinha nenhuma estrela no céu, o tempo estava fechado. E isso foi a sorte deles, pois rapidamente começou a chover e o fogo foi apagado.
Após esta história informei a eles que precisava resolver uns compromissos, e por isso tinha que sair.
Ao sair de casa notei que a rua estava completamente vazia, mas me lembrei que a razão era porque todos os moradores estavam na festa da abertura inaugural de uma grande rede de mercados, ao lado da prefeitura municipal. Mas fui ao meu destino. Peguei a quantia exata para pagar o ônibus, ida e volta, e fui até a loja, pois anteriormente a moça havia me avisado que era preciso que eu comparecesse em pessoa lá. Como eu freqüentava constantemente esta loja não me importei muito.
Durante o caminho vi pichadores praticando um vandalismo criminoso em um monumento da cidade e pensei no que leva estas pessoas a fazerem isso, que planos ou projetos para o futuro eles possuem? Será que eles possuem algum sentido significativo nessa vida? Será que nós erramos em sua educação? Será preciso que todos os países do mundo busquem em conjunto outra alternativa para resolver este problema, ou será que os vereadores da cidade possuem esta capacidade? Não soube responder esta pergunta, somente pensei como seria diferente se pudéssemos voltar atrás.
Ao chegar à loja fui até o balcão de atendimento perguntar o motivo pelo qual eu havia sido chamado, e a moça me falou, exultada de alegria que eu tinha sido premiado, pois eu havia sido a primeira pessoa que havia gasto o valor exato que eles haviam definido em uma promoção, e que por isso eu ganharia grátis um bônus de R$ 1.000,00, para gastar na própria loja nos dias 8, 9 e 10, inclusive. Não pude conter meu sorriso nos lábios, afinal ganhar algo é sempre muito bom. Lembrei que somente uma vez, há anos atrás eu havia ganhado algo em minha vida. Mas não é só isso, disse a moça, lendo os pequenos detalhes da regra da promoção. Se você conseguir gastar o valor exato, sem sobrar nada, você terá um prêmio extra, que pode ser a publicação da sua autobiografia, escrita por um escritor local, ou a obra prima principal de um pintor local, ficando de sua livre escolha.
Estava tão feliz com a notícia que nem me importei de ter que retornar de novo à loja outras vezes, afinal agora iria para utilizar meu prêmio. E como foi bom este prêmio, pois eu estava num período onde estava tendo muitas despesas com gastos, e este valor, mesmo que tenha sido em caráter esporádico iria me ajudar muito. Poderia agora fazer o acabamento final do meu quarto, eliminando inclusive aquela goteira no teto.
No retorno para casa vi um trágico acidente automobilístico. Um jovem que excedeu em muito na bebida atropelou um senhor negro, que teve morte instantânea. Ao seu lado estava uma senhora, chorando muito. Pensei, esta deve ser a viúva do falecido. Mas o pior foi o que ouvi um rapaz dizer. Foi a pura expressão do preconceito intolerante. Para mim foi um claro sintoma indicativo que este jovem não possui nenhum tipo de valor. E como sei que uma fatalidade pode possivelmente ocorrer com qualquer pessoa, resolvi tirar uma foto do acidente, escrever um relato e enviar uma carta ao conselho de trânsito, anexando junto à foto. Quem sabe assim alguma providência seja tomada, como proibir terminantemente dirigir depois de beber.
Foi um dia de grandes variações de sentimentos.
Chegando em casa ligo a TV e começo a ver as notícias. Escuto que uma empresa subirá o preço de seu produto, e o comentarista econômico fala que não se tem o que fazer, pois a empresa tem o monopólio exclusivo deste produto. Falam do superávit positivo, da criação de novos empregos, que o habitat natural das tartarugas está sendo destruído, que a relação bilateral entre dois países está estremecida por causa da guerra, da criação de uma nova vacina conta a AIDS, dão um destaque excepcional ao nascimento de uma filha de uma artista famosa.
Entrevistaram um senhor saindo do banco, e o senhor disse que havia feito um empréstimo temporário para terminar a reforminha da casa dele, mas que os juros continuavam demasiadamente excessivos. Na área esportiva mostrou o feito de um nadador, e disseram que seu recordes eram individualmente inigualáveis.
Desliguei a TV e fui fazer um passatempo passageiro, afinal, queria espairecer um pouco. Depois de um tempo fui à cozinha, comi uma comida, bebi uma bebida. Satisfeito fui até o meu quarto dormir.”
Pleonasmo pode ser tanto uma figura de linguagem quanto um vício de linguagem. O pleonasmo é uma redundância (proposital ou não) em uma expressão, enfatizando-a.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Teimosia x Persistência
Você é teimoso? Você é persistente? Ficou em dúvida? Bom, segundo o dicionário teimosia é “Obstinação, persistência exagerada” e persistência é “Continuar esforçando-se para alcançar (algo) ; INSISTIR; TEIMAR.”
Eu já não vejo diferença entre os termos, exceto pelo fato da análise sobre o resultado. Se o que uma pessoa se propôs a fazer der certo, depois de inúmeras tentativas então esta pessoa foi persistente, mas se o que ela se propôs a fazer der errado ela foi teimosa.
Quantas vezes não vemos pessoas falando ‘Nossa fulano, como você é teimoso, não está vendo que isso não dá certo!”? E isso enquanto o que ela tenta fazer não dá certo. Mas assim que ela consegue a mesma pessoa é capaz de dizer “Que legal fulano, você foi persistente e conseguiu!”.
Thomaz Alva Edison (1847 - 1931) tentou milhares de vezes antes de conseguir fazer a lâmpada ascender. Imaginem se ele tivesse dado ouvidos às inúmeras pessoas que o desmotivaram durante suas tentativas.
Em uma música dos Titãs (Palavras) tem a frase “...palavras não são más ... palavras não são boas...”. A bondade ou maldade não está na palavra em si, mas sim nas pessoas que as proferem. E é incrível como nós somos excepcionais para dizer palavras de desmotivação, de descrença, de desestímulo. Quantas coisas novas não teriam sido inventadas, ou inventadas antes, se as pessoas optassem por classificar as pessoas que buscam soluções inovadoras por persistentes ao invés de teimosas? Quantas pessoas não teriam se tornado pessoas mais confiantes, produzido mais, vivido com mais felicidade se nós adotássemos esta simples postura.
Vejo as pessoas estimulando muito as crianças, os bebês, mesmo quando eles ainda fazem tudo errado, e isso é extremamente positivo, pois isso os ajuda a vencerem seus desafios, a não desistirem, a progredirem, se desenvolverem, serem autoconfiantes. Mas vejo estas mesmas pessoas não fazendo isso com as outras pessoas, como se após as pessoas deixarem de serem crianças não precisem mais disso, e o que é pior, ao invés de não incentivarem mais, passam a criticar, desestimular.
Na sabedoria popular diz-se que ‘as palavras tem poder’. Não podemos interpretar isso ao pé da letra, pois palavras são mera junção de letras com significado para nós. Mas o que elas representam, e como nós absorvemos isso tem poder. Se uma pessoa escutar muitas vezes, de muitas pessoas que ela é incompetente, a menos que ela tenha uma confiança em si mesmo inabalável, isso a afetará, e talvez um dia ela comece a acreditar nisso, tornando-se aos poucos incompetente, até ela mesmo, um bom tempo depois 'chegar a conclusão' que as pessoas estavam certas, realmente não sou competente.
Este mundo precisa de pessoas mais teimosas / persistentes, com opiniões, valores, que vão a luta em prol do que crêem. E também precisa de menos pessoas tão preocupadas com a vida alheia.