Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Espontaneidade

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Eu mantenho este blog há mais de 1 ano, e alegro-me por isso, ainda mais por sempre ter assuntos para escrever, propor minhas reflexões. E nesse período conheci um pouco mais do universo dos blogueiros. Vi que há os selos e memes, bem como também datas para blogagens coletivas. Nestas datas sugere-se que os blogueiros do mundo escrevam sobre um determinado assunto, sobre violência contra crianças, política, fome, pobreza, enfim, os assuntos são inúmeros.

E eu nunca participei de nenhum, tampouco me senti motivado a escrever. Então quer dizer que não concordo com os assuntos, ou que os ache sem importância e destoantes do que escrevo no blog? Não, não é esse o motivo.

Eu não escrevo pois não vejo espontaneidade nisso. Se alguém definiu que determinado dia os blogueiros deverão escrever sobre determinado tema, o que for escrito passa a ter um caráter mais burocrático, e nada espontâneo. E como disse em meu primeiro artigo, eu sou da turma dos que preferem a vontade, a iniciativa própria, o desejo à convenções definidas sabe-se lá Deus por quem.

Não que o que escrevam não seja bom, não nos provoque reflexão ou não ajude as pessoas a mudarem para melhor, mas o motivo não foi espontâneo, e isso para mim tem muito valor.
Será que todas as pessoas que escreveram recentemente sobre a pobreza realmente possuem tal preocupação, se preocupam todos os dias do ano? Será que estas pessoas, quando podem, fazem algo para minimizar isso, mesmo que seja a não compra de produtos, ou a diminuição dos exageros? Ou somente escreveram por ser o ‘dia para falar sobre pobreza’?
Particularmente, sempre tive problema com determinações – determinadas sabe-se lá por quem, e talvez isso seja devido ao fato que para mim isso me parece como retirada de liberdade, como imposição de algo, e isso eu realmente não aceito. Minha liberdade para mim é sagrada.

E é por este motivo que nunca gostei das datas comerciais. Dia dos pais, dia das mães, dia das namoradas, dia das crianças, dia dos avós, dia dos professores, dia do qualquer-categoria-que-possa-ser-criada-e-feita-uma-data-para-comércio-faturar. Vejo nas reportagens as pessoas se matando nas lojas para comprar presente pro pai, pra mãe, namorada, afinal, é o dia deles, e se não comprar presente (o que já não tem sentido) e principalmente neste dia então será a sentença definitiva que você não os ama, e não pensa neles.

Engraçado, quer dizer que só preciso pensar nisso um único dia por ano? O resto posso ignorar, tratar mal, fingir que não existe, e então, no fatídico dia faço o que ‘determinaram’ e tudo bem? Alguém, por favor, me explique a racionalidade disso.

Vejo muitas pessoas ‘felizes’ porque outras pessoas cumpriram certinho seu papel, fizerem o que determinaram na data certa. Parece que espontaneidade é algo démodé, que não tem valor.

Bom, se for démodé, então estou muito fora de moda, e pensando bem, felizmente, pois moda é só mais uma coisa que alguém determina.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ser da turma

2 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Não sei se é nato do ser humano querer pertencer a algum grupo, qualquer que seja. Já até li algo a respeito dizendo que todo ser humano quer se sentir pertencente à algo, algum grupo, alguma organização. Estudos antropológicos a parte, todos nós pertencemos não somente a um grupo, ou turma, mas sim há muitas turmas, e por inúmeros motivos.
E não vejo problema em pertencer a alguma turma. Vejo como problema pessoas fazendo coisas para pertencer a turmas. Isso é o que me preocupa. Certamente você já viu aqueles filmes onde para uma pessoa entrar para uma Irmandade tem que fazer coisas estúpidas e muitas vezes vexatórias. Por que as pessoas se submetem a isso? Será que é mais importante pertencer a uma turma que gosta de humilhar possíveis integrantes a permanecer fora desta turma, porém sem se submeter a tais ações?
E continuando esse pensamento de turma, hoje em dia tem uma turminha muito forte, que infelizmente consegue arrebanhar muitas pessoas. É a turminha do álcool. Parece-me que é quase uma obrigação beber, e mais, se embriagar. Se você não fizer isso você é careta, é chato, não serve, fica de escanteio. Se quiser participar do grupo tem que aprender a beber, afinal, é dali que provém a alegria deles - se bem que nunca vi nenhum estudo confirmando que alegria está contida em álcool.
Vejo pessoas organizando festas e ao invés de se preocuparem com a comida que levarão, se preocupam somente se terá cerveja. E muita, claro, porque beber e não ficar bêbado também é coisa de gente fraca. Macho que é macho entorna o caneco. Não vejo as pessoas se preocupando em estarem em um lugar legal, com pessoas legais. Vejo pessoas se preocupando com o álcool.
Outro dia escutei algo que creio ser de algum sócio dessa turma. Outra pessoa reportou que teve um problema de saúde, e o comentário desta pessoa foi "então não pôde aproveitar a festa", pois esta outra pessoa estava tomando remédio.
Como assim "não pôde"? É somente na bebida que está a alegria? E quem não bebe, está fadado à infelicidade?

E nesta semana começou um programa onde se exibe o 'melhor' do ser humano, o BBB. Não vou emitir comentários prós ou contra, no entanto o que se vê muito lá (nesta e nas outras edições) é que enchem as pessoas de álcool para elas ficarem 'alegres'. Claro que este é um recurso utilizado para que eles possam ter o que colocar no ar, mas será que eles tem noção do poder de influência nas pessoas (com baixo poder crítico) que isso pode provocar? Afinal, muitos assossiarão a bebida a possibilidade de estar na TV e ser alguém famoso (???).

Pertencer a uma turma é algo natural nosso, mas fazermos coisas para pertencer a uma turma é uma decisão nossa.

Deixo com vocês um clip do Simple Plan - Untitled.