Às vésperas de uma nova olimpíada o mundo todo fica na expectativa de presenciar o maior evento esportivo do planeta, os atletas representando seus países, esforçando-se ao máximo, felizes por darem a seu país o máximo de si.
Pois é, tirando a parte referente a brevidade do início de mais uma olimpíada, creio que o resto faz mais sentido nas antigas olimpíadas, onde as pessoas iam realmente por prazer, para representar seu país, por um ideal, por se esforçar e conseguir se superar.
Infelizmente as olimpíadas se 'profissionalizaram', e o espaço para estas pessoas minimizaram. Agora quem vai para as olimpíadas são garotos e garotas propagandas de grandes marcas, que vestem dos pés a cabeça os atuais atletas. Tudo o que eles usam, onde vão, o que falam, tudo é devidamente estudado por um 'patrocinador'. Pena que estes 'patrocinadores' mataram o espírito olímpico, onde o mais importante é competir.
Imagina se uma empresa vai querer somente que o seu atleta compita, ou então que saia na foto atrás do vencedor. Que prejuízo para a marca!!!!
E certamente os 'patrocinados' sabem muito bem disso, sabe que eles deixaram de ser esportistas a partir do momento em que ficaram 'profissionais', e que agora, além de se esforçarem para superar suas marcas precisam superar os anseios e desejos do 'patrocinador'. E é aí que alguns, não somente motivados por isso, cedem ao uso de meios não honestos, e começam a fazer uso de drogas para melhorarem seus desempenhos, darem milésimos de segundos, um pouco mais de força, de atenção, enfim, qualquer vantagem que possa fazer a diferença entre um 'vencedor' ou 'perdedor' (Esses termos eu coloquei entre aspas pois eles representam somente a posição final do atleta, e não a postura dele para obter esta posição).
Nem preciso falar o quanto esta atitude é errada. E felizmente o COI proíbe isso, punindo os infratores (mesmo que algumas vezes até com um certo exagero).
Mas tem um outro doping que é permitido, e que a cada competição está ficando cada vez mais evidente, e não vejo nada sendo feito para coibir. Até onde eu sei, a competição é centrada no desempenho do atleta, no potencial que ele possui e consegue desempenhar, no resultado do esforço dele. E somente dele. Mas isso já deixou de ser realidade. Agora o atleta não está sozinho, ele está com outros acessórios que podem fazer a mesma diferença do doping químico. E este doping está na tecnologia, que desenvolve produtos para aumentarem o desempenho do atleta. O maior exemplo disso são as roupas que vestem quase que por inteiro os nadadores.
São roupas que foram desenvolvidas analisando o tubarão, na forma do seu corpo para permitir melhor deslocamento da água, de modo a minimizar o atrito, e conseqüentemente aumentando a velocidade do atleta. Mas o que é que deve ser avaliado? É o potencial do atleta ou o potencial da tecnologia do 'patrocinador' do atleta?
Na reportagem um treinador fala deste doping, e o classifica como doping psicológico (ri muito nessa hora). Segundo ele, os atletas ao usarem tal vestimenta se sentem super-heróis, e então eles acabam melhorando o tempo. Acho engraçado isso, inventaram a roupa placebo. Poupem-me!!!!!
Pois é, tirando a parte referente a brevidade do início de mais uma olimpíada, creio que o resto faz mais sentido nas antigas olimpíadas, onde as pessoas iam realmente por prazer, para representar seu país, por um ideal, por se esforçar e conseguir se superar.
Infelizmente as olimpíadas se 'profissionalizaram', e o espaço para estas pessoas minimizaram. Agora quem vai para as olimpíadas são garotos e garotas propagandas de grandes marcas, que vestem dos pés a cabeça os atuais atletas. Tudo o que eles usam, onde vão, o que falam, tudo é devidamente estudado por um 'patrocinador'. Pena que estes 'patrocinadores' mataram o espírito olímpico, onde o mais importante é competir.
Imagina se uma empresa vai querer somente que o seu atleta compita, ou então que saia na foto atrás do vencedor. Que prejuízo para a marca!!!!
E certamente os 'patrocinados' sabem muito bem disso, sabe que eles deixaram de ser esportistas a partir do momento em que ficaram 'profissionais', e que agora, além de se esforçarem para superar suas marcas precisam superar os anseios e desejos do 'patrocinador'. E é aí que alguns, não somente motivados por isso, cedem ao uso de meios não honestos, e começam a fazer uso de drogas para melhorarem seus desempenhos, darem milésimos de segundos, um pouco mais de força, de atenção, enfim, qualquer vantagem que possa fazer a diferença entre um 'vencedor' ou 'perdedor' (Esses termos eu coloquei entre aspas pois eles representam somente a posição final do atleta, e não a postura dele para obter esta posição).
Nem preciso falar o quanto esta atitude é errada. E felizmente o COI proíbe isso, punindo os infratores (mesmo que algumas vezes até com um certo exagero).
Mas tem um outro doping que é permitido, e que a cada competição está ficando cada vez mais evidente, e não vejo nada sendo feito para coibir. Até onde eu sei, a competição é centrada no desempenho do atleta, no potencial que ele possui e consegue desempenhar, no resultado do esforço dele. E somente dele. Mas isso já deixou de ser realidade. Agora o atleta não está sozinho, ele está com outros acessórios que podem fazer a mesma diferença do doping químico. E este doping está na tecnologia, que desenvolve produtos para aumentarem o desempenho do atleta. O maior exemplo disso são as roupas que vestem quase que por inteiro os nadadores.
São roupas que foram desenvolvidas analisando o tubarão, na forma do seu corpo para permitir melhor deslocamento da água, de modo a minimizar o atrito, e conseqüentemente aumentando a velocidade do atleta. Mas o que é que deve ser avaliado? É o potencial do atleta ou o potencial da tecnologia do 'patrocinador' do atleta?
Na reportagem um treinador fala deste doping, e o classifica como doping psicológico (ri muito nessa hora). Segundo ele, os atletas ao usarem tal vestimenta se sentem super-heróis, e então eles acabam melhorando o tempo. Acho engraçado isso, inventaram a roupa placebo. Poupem-me!!!!!
Só não entendo como empresas investem milhões em estudos e desenvolvimento para fazerem uma roupa placebo, que somente mexa no psicológico do atleta. É claro que a roupa afeta o desempenho, proporciona mais do que o atleta sozinho consegue obter, senão não investiriam estes milhões.
É uma pena que o COI parece não se importar com isso (ou sabem muito bem quem 'manda' atualmente nas olimpíadas) e deixam isso acontecer com a maior naturalidade. Para mim o que deve ser avaliado é o potencial do atleta, do seu esforço, da sua capacidade. E não a capacidade dele em arrumar 'patrocínios'.
É uma pena que o COI parece não se importar com isso (ou sabem muito bem quem 'manda' atualmente nas olimpíadas) e deixam isso acontecer com a maior naturalidade. Para mim o que deve ser avaliado é o potencial do atleta, do seu esforço, da sua capacidade. E não a capacidade dele em arrumar 'patrocínios'.
Não sou contra tecnologia ou evolução, porém sou contra desigualdade. Permitir que somente alguns usem tal doping fere o direito da igualdade. Se o traje fosse oferecido a todos os atletas, e mesmo assim alguns não quisessem utilizar, sem problemas, seria decisão deles. Mas não dar a chance de melhorarem suas performances fere qualquer espírito olímpico, que para mim foi enterrado lá com os gregos, há muitos e muitos anos.
Deixo este vídeo, que considero um excepcional exemplo de vitória, não por ter chego em primeiro lugar, mas sim por ter superado a si mesma. É o final da maratona feminina de Los Angeles, 1984, em que a suíça Gabriele Andersen cruza a linha de chegada extenuada, porém extremamente vitoriosa.