Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 
Mostrando postagens com marcador demagogia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador demagogia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Lula no SUS

3 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Recentemente nosso ex-presidente foi diagnosticado com um tipo de câncer, e prontamente já será atendido em um belo hospital da capital paulsita, como tudo de bom e do melhor.

E está rolando uma “campanha” na internet pedindo que ele se trate no SUS, e há muitos comentários rolando a respeito disso, tanto a favor quanto contra.

Fico intrigado tentando entender porque algumas pessoas não gostaram da campanha, achando-a ofensiva, desrespeitosa com relação ao estado de saúde dele e coisas do gênero.

Desde quando desejar que a pessoa responsável pela saúde deste país, que bradou a quem pudesse ouvir que a saúde do país era de primeiro mundo, que deveria ser copiado por outros países, utilize uma maravilha é algo ofensivo?

Quem, em sã consciência, deixaria de utilizar algo fantástico e de primeiro mundo? Não conheço ninguém que opte por algo pior. Ou será que o Lula pensa tanto no povo (como ele sempre disse) que optou por algo pior para deixar uma vaga livre para mais uma pessoa necessitada?

O que vejo em jornais é um sistema de saúde pública inexistente, onde pessoas levam horas para serem atendidas (isso quando estão extremamente mal e quase morrendo). As que não morrem neste momento depois precisam esperar meses para poder fazerem os exames. As que não morrem neste outro período precisam esperar anos para poder ter seus exames avaliados e então começarem efetivamente o tratamento. E tudo isso é de primeiro mundo!!!!

E nosso ex-presidente? Fez o exame e pegou o resultado provavelmente no mesmo dia, e começará o tratamento 2 dias após o diagnóstico. Incrivel a semelhança, não acham?

Lula não é bobo, sabe a *erda que é a saúde pública brasileira, e como dono de posses (sabe-se lá de que modo conquistou) escolheu o que funciona.

Sei que antes do Lula assumir a saúde pública já era caótica, mas o que ele fez para melhorar? Onde melhorou? Comprar 6 dúzias de equipamentos super-faturados não é investir na melhoria, mas na imagem que algo está sendo feito, mesmo que tenha o mesmo efeito do placebo.

Alguém que é responsável por 8 anos por algo no mínimo deveria ter feito algo que fizesse com que a população tivesse a percepção. Duvido que se a saúde estivesse começando a dar passos em direção a um caminho melhor as pessoas estariam tão intensas nesta campanha. Eu mesmo não veria problema algum nele utilizar algo notadamente melhor.

Mas para quem nada fez e tudo falou fica meio incoerente isto, e creio que seja esta incoerência que tenha gerado tamanhno alvoroço.

Desejo ao cidadão brasileiro Lula exatamente o mesmo destino dos brasileiros acometidos pelo mesmo mal, e que são atendidos pelo sistema de saúde maravilhoso por ele.

Se isso é desejar mal a ele, talvez tenha sido em função de algo que ele mesmo não fez…

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Auto-ofensa não dá

5 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Faz muito tempo que vejo esta sociedade como perdida. Está indo, cada vez a passos mais largos, para o buraco. E receio que não consiga sair de lá em pouco tempo.

Vi hoje que um comercial feito pela Gisele Bündchen está gerando protestos. Alguns dos “argumentos” apresentados abaixo podem ser vistos na notícia aqui.

“a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”

“..o comercial reforça a discriminação contra a mulher…”

Vi o comercial, e para mim não ocorre nada disso. Assim como também não teria problema algum se uma empresa de cuecas fizesse o comercial invertido, ou seja, um homem dando a mesma notícia, porém com uma roupa normal e depois exibindo um corpo ‘de modelo’ usando apenas o produto da empresa. É meramente um humor.

Mas hoje em dia não existe mais humor. O que existe é um monte de gente desocupada louca para achar algo para se ofender.

É o que acontece com este caso. Alguém viu o comercial e deve ter pensado: “Opa, isso pode ser entendido como ofensa a mulher. Vou me auto-ofender-me por mim mesma e colocar um processo pois isso é inaceitável neste mundo atual”.

Tem gente demais dodói neste mundo. Gente sem o menor senso de humor, sem amor próprio, e talvez por isso vivem procurando modos de chamar a atenção, ou então tentando impedir o resto do mundo de serem felizes.

E o pior é que cada vez mais aparecem pessoas assim, incentivadas ainda mais pelas nossas leis e juízes que compactuam com tamanha barbaridade. Parece coisa de criança mimada, que chora e lá vai o pai bobão fazer as vontades do filho.

O que deveriam fazer os juízes é mandar esta gente se catar, procurar algo útil para fazer, e dar uma punição para ajudar entidades que realmente possuem necessidade a ser atendida. Tenho certeza que meia dúzia de punições deste tipo iriam deixar os demais espertos rapidinho.

E os deixo com uma pergunta. Será que quem trata as mulheres como objeto deixarão de tratá-las assim quando o comercial sair do ar? E será que quem sempre as tratou com respeito passou a tratá-las de modo desrespeitoso em função da propaganda?

Se a resposta para ambas forem não, então qual o motivo desta patifaria?

sábado, 24 de setembro de 2011

Qual o critério?

2 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Já faz algum tempo que vivemos sob a “lei seca”, lei que proíbe uma pessoa alcoolizada de beber. E existe o bafômetro para verificar qual o nível de álcool que a pessoa está.

Mas o que vemos por aí? Pessoas causando acidentes e se recusando a fazer o teste do bafômetro, e os policiais ficando de mãos atadas pois a lei favorece este procedimento, baseando-se no fato que ninguém pode ser obrigado a produzir prova contra si mesmo.

Juro que não entendo muito isto, pois quando uma pessoa vai presa as digitais dela são recolhidas. E para que? Para que possa ser comparada com digitais de cenas de crime, por exemplo, e poder se certificar se a pessoa realmente possui algum envolvimento ou não. E isso não é obrigar a produzir prova contra si mesmo?

Agora as placas dos veículos terão que ser trocadas por placas mais reflexivas. E qual o motivo disso? Para que os radares que fotografam os veículos acima do limite de velocidade possam fotografar com clareza a placa, gerando a multa posteriormente.

Então pergunto: Isso não é obrigar a pessoa a ajudar a produzir uma prova contra si mesmo? Por que alguém que gosta de desrespeitar a lei correndo acima da velocidade máxima deve produzir um facilitador de identificação?

Vejo como dois critérios, um onde não se pode obrigar uma pessoa a fazer algo que aumente as chances de se ter uma prova contra ela, e no outro onde se obriga uma pessoa a aumentar a chance se de ter uma prova contra ela.

Fica a pergunta: qual é o critério?

sábado, 16 de julho de 2011

Ecologia ou demagogia?

2 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Estamos em uma nova moda, a do ecologicamente correto. E isso faz com que as pessoas passem a fazer determinadas coisas pois isso é o legal a ser feito, é bem visto pela sociedade, independente de crerem ou não que isso é certo, o melhor, ou talvez a única forma de manter o ser humano neste planeta.

E essa moda pode provocar umas coisas interessantes. As pessoas podem, para se mostrarem “in”, brigarem com quem utiliza sacola plástica do mercado, mas em casa consomem sem parar, trocam de aparelhos eletrônicos somente porque a modelo deste ano tem um canto um pouco mais arredondado, e se esquecem do quanto de lixo que este simples produto gerou durante toda a sua cadeia de produção.

Não estou dizendo que com isso somente porque podem haver problemas grandes os pequenos devem ser ignorados, mas é preciso ficar atento para vermos o que realmente faz a diferença.

Um dos fatores que me fez pensar, e se alguém tiver uma resposta por favor me encaminhe, é da troca do uso de copo descartável por uma xícara.

Todos sabemos que o copo descartável vai ao lixo logo após sua utilização, enquanto que a xícara pode ser utlizada inúmeras vezes.

No entanto, quando utilizo a xícara, como ela fica exposta é necessário antes do uso lavá-la, onde se consome água. Depois do uso, também é necessário lavá-la e enxugá-la.

Quando se utiliza o copo descartável somente se passa uma água rápida nele (para tirar o resíduo da bebida) e o coloca-se para reciclagem.

Minha dúvida é o que causa menos dano ao meio ambiente. A xícara, que para o seu uso é necessário mais água e também um papel-toalha para secá-lo ou o copo, que utiliza menos água e depois pode ser transformado em outro copo?

Certamente qualquer atitude benéfica ao meio ambiente é bem vinda, porém é necessário sabermos realmente se o que estamos fazendo é um benefício ou se é somente uma ação de “marketing”, porém sem efeito prático.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

E ainda querem outro idioma…

3 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Atualmente há uma exigência muito forte onde nós “necessitamos” conhecer um segundo idioma, e se possível um terceiro, já que isso é imprescindível no mundo “moderno”.

E aí se proliferam escolas de idiomas, principalmente o inglês, porém com a crescente cobrança de um terceiro idioma surgem várias de espanhol, italiano e até chinês.

Pergunto: pra que tudo isso?

Há os que dirão que sem isso não conseguiremos trabalho, que o mundo atualmente é globalizado, que a concorrência está muito grande e mais um monte de blábláblá.

E o motivo da minha pergunta é: se nem o português as pessoas sabem, como é possível saber um segundo idioma?

Hoje, em poucos minutos, presenciei 3 situações que demonstram, em vários níveis, o desconhecimento da nossa língua.

Numa farmácia eu perguntei para a atendente qual o efeito do remédio. ela me disse que ele desintoxica. A palavra eu escrevi corretamente, porém a pronúncia dela foi terrível. O som do X ela não pronunciou com CS (de táxi), mas sim como CH (de caixa), “ficando” a palavra parecida com “desintochica”.

Atendente de uma farmácia, para constar.

Depois, em casa, um comercial, daqueles produtos “milagrosos” que resolvem rapidamente todos os problemas da pessoa, e elas ficam felizes e saudáveis rapidamente. A pessoa do comercial (uma senhora) disse que após tomar o remédio passou a fazer “tudo o que não poderia fazer”.

Interessante isso, o remédio, além de recuperar a saúde da senhora, também retirou dela o senso do que é correto e ela agora passou a fazer tudo de errado, ou seja, tudo que não se poderia fazer. Agora que ela pode fazer exercícios imagino ela andando pela rua, tocando a campaninha das casas e saindo correndo.

O correto seria ela dizer “tudo o que não conseguia fazer”.

E para finalizar, na TV, já vi inúmeras vezes apresentadores do telejornal dizendo, quando começará os comerciais “voltamos já”. Voltamos é somente quando já houve o retorno, quando haverá um espaço de tempo deve-se utilizar “voltaremos já”.

E olha que isso é na maior rede de televisão do país.

Não vou nem citar os exemplos de “português” que vemos diariamente na internet, é cada caso mais escabroso que outro.

É por isso que questiono esta necessidade de se “aprender” outro idioma. Claro que aprender é sempre bom, se desenvolve, pode-se conhecer novas culturas, ampliar a visão. Mas fazer isso antes do nosso “dever de casa” me soa mais como preocupação com aparência do que um real acréscimo de conhecimento.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Molduras boas não salvam quadros ruins

3 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

O nome deste artigo é uma frase da música "Longe de você" (Charlie Brown Jr). Após ouvi-la coloquei a frase no meu MSN, e algumas pessoas comentaram comigo que gostaram muito da frase, e conhecem situações em que esta frase poderia ser aplicada.

Eu também faço parte destas pessoas, conheço pessoas que se preocupam mais com a moldura do que com o próprio quadro. Tirando a metáfora são pessoas que se preocupam mais com o aspecto exterior, com sua imagem, suas roupas, jóias, e não se preocupam – ou preocupam-se em menor intensidade – com sua integridade, valores, postura perante os outros, com seu desenvolvimento.

E por que tantas pessoas optam por isso? Será que elas acreditam que tal postura as tornarão melhores? Serão mais felizes se preocupando com o aspecto exterior? Eu tenho a certeza que não, no entanto elas não pensam do mesmo modo.

Infelizmente nossa mídia tem incentivado em muito esta preocupação com o exterior. Sempre se valoriza a roupa nova, um produto novo, uma forma “moderna” de ser, e nos deixam claro que se não tivermos tudo isso não seremos as pessoas que o mundo quer, estaremos “out”, e consequentemente, “perderemos” o nosso valor.

Quanta ironia, nos fazem acreditar que nosso real valor tem a ver com o valor em real que gastamos. E lá vão as pessoas, comprando tudo, se endividando até além do limite, tudo em nome da busca do nosso “valor”.

E isso, ao longo de anos e anos, somente faz com que as pessoas passem a adotar como padrão este comportamento, e por ser padrão para ela, consequentemente passa a ser o certo. E se estão fazendo o certo, por que mudar? Então, lá vão estas pessoas, crescendo, prosperando financeiramente, tornando-se “responsáveis” pelo destino de inúmeras pessoas.

Quem dera mais pessoas ouvissem a frase da música e parassem um pouquinho para refletir. O mundo não precisa de molduras boas.

domingo, 5 de junho de 2011

Mas que saco!

5 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Ano que vem entrará em vigor no estado de SP uma lei proibindo as sacolinhas plásticas que os mercados distribuem para transportarmos com maior facilidade nossos produtos.

Quero entender qual o ganho disso? Certamente o consumidor não ganhará nada.

Antes que ambientalistas se queixem que isso destrói o meio ambiente, que provoca o entupimento de bueiros, que se acumula em rios e tudo mais quero deixar claro o motivo pelo qual digo que não há ganho.

A sacola plástica serve para quê? Ao menos para mim, serve para que eu possa embalar o lixo, tanto do banheiro quanto o orgânico, para que seja possível dar um destino a ele de maneira mais fácil, além de ajudar a manter a higiene. Qualquer pessoa sabe que deixar os alimentos ou o lixo do banheiro em contato direto com a lixeira gera uma sujeira muito maior, e que será necessário limpar com uma frequência muito grande (e nisso dá-lhe água, produtos de limpeza…). Deste modo, as sacolas plásticas são de extremos auxílio.

E se proibindo as sacolinhas plásticas o que faremos? Passaremos a comprar as sacolas de lixo dos mercados, e continuaremos jogando estas sacolas no lixo, para que depois a cidade dê o destino correto. Deste modo, para continuarmos a fazer a mesma coisa a única coisa que mudará é que pagaremos mais. Sem contar que o preço das sacolinhas “grátis” que o mercado nos “dá” é incluído no valor dos produtos, afinal, é um custo, e todo custo de um estabelecimento é custeado pelos consumidores. Alguém acredita que com a proibição das sacolinhas os mercados diminuirão o preço dos produtos? Eu aposto que não.

Ah, mas os sacos próprios de lixo são feitos com material menos agressivo ao meio ambiente, pois são feitos parcialmente com materiais recicláveis (fonte). Ué, então por que não obrigar então a todas as sacolas serem feitas de material reciclado? Aí realmente diminuiríamos o impacto ambiental, e ainda por cima não aumentaríamos os nossos gastos. E nem o mercado, pois com um aumento da demanda o preço da sacola reciclada tende a diminuir.

Em um mercado da minha cidade há uma forma diferente para incentivar a diminuição do consumo de sacolas plásticas, o qual eu acho interessante. Se em uma compra você não utilizar nenhuma sacola plástica você terá um desconto de R$ 0,03 a cada 5 itens que forem comprados, ou seja, se comprar 50 itens então terei R$ 0,30 de desconto. Normalmente eu levo as sacolas retornáveis e não utilizo as sacolas plásticas, ganhando o desconto, porém quando eu preciso das sacolas plásticas devido ao lixo então abro mão deste valor, e utilizo normalmente.

Creio que bastaria uma solução dessa, mais a obrigatoriedade de se produzir as sacolas plásticas com materiais reciclados seria uma solução muito melhor para o meio-ambiente e para os consumidores, porém como isso ainda “incentivaria” a produção das sacolas isso “pega mal” para nossos queridos representantes, então é melhor demonstrar “preocupação” proibindo e tratando como vilão da destruição do planeta, mesmo que a população continue utilizando as sacolas, porém agora compradas, e que nossos queridos representantes continuem a incentivar o consumismo desenfreado e não façam nem seu dever de casa de dar o tratamento adequado ao lixo, mesmo recebendo multas altíssimas.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Comoção crocodiliana

2 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Hoje este país está comovido com a tragédia que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro. Um “maluco” entrou e saiu distribuindo balas a torto e a direta, matando mais de 10 crianças, e depois de ter sido baleado optou por se matar.

E então instalou-se a comoção nacional, todo mundo triste por crianças inocentes terem sido mortas. Vê-se populares indignados pelo ato cometido, inclusive nossa presidente Dilma também se emocionou e solicitou um minuto de silêncio em respeito as vítimas.

Concordo plenamente que a morte de pessoas sempre é chocante, ainda mais pessoas desamparadas, que não possuem chance nenhuma de defesa, que se deve respeitar estas pessoas e os parentes que certamente sofrem bem mais do que nós.

Para nós isso dura somente algumas horas, porém para os familiares essa dor certamente perdurará por muitos anos, provavelmente para sempre.

Porém não consigo concordar com esta comoção generalizada das pessoas e dos nossos políticos. Para mim isso é comoção de crocodilo, é falsa, feita somente para parecerem preocupados com as pessoas e solidários com o sofrimento da população não abastada como eles.

Matematicamente morreram somente 12 pessoas (até este momento), o que é um número pequeno perto das mortes que ocorrem diariamente no Brasil. 12 a mais ou 12 a menos sinceramente não faz diferença alguma para o país.

Não estou dando pouco valor a vida humana, porém questionando o motivo pelo qual nossos “representantes” se comovem com estas mortes, e não se comovem com as dezenas de pessoas que morrem diariamente por falta de atendimento médico, de falta de trabalho, atropeladas ou em acidentes de carro.

Se nossos queridos políticos, ao invés de se darem aumentos polpudos, verbas de gabinetes infinitas, auxílio-qualquer-merda-que-possa-se-inventar, desviar o dinheiro público para contas bancárias em paraísos fiscais, de exigirem comissões para fazer permitir que as pessoas façam as coisas investissem este dinheiro (que é muito) na saúde do povo, na educação, no treinamento profissional, em transporte público rápido e eficiente certamente milhares de pessoas inocentes deixariam de morrer por ano.

Estas pessoas, mesmo adultas, não tem a quem recorrer. Ou você acha que um pobre que está com um problema de saúde consegue ir em um hospital particular para ser atendido? Nossos políticos ao menor sinal de problema com a saúde vão de avião para o hospital e são submetidos a inúmeros exames, a um custo que deve dar para “atender” a centenas de pobres.

Não consigo entender como 12 mortes podem os comover, porém milhares de mortes, com requintes de crueldade em muitos casos – considero que deixar uma pessoa doente sem atendimento por meses a fio é tortura, nem os fazem erguer a sobrancelha para pensar. Estes, desprovidos de um fato condensador (pouco tempo) e potencializador (mídia) não merecem nada, são somente parte de estatística, destas que o governo, ano após ano, sempre dizem estar diminuindo.

Meus sentimentos à todos os familiares destas crianças, e a também a todos os familiares das famílias que diariamente são dilaceradas por nossos representantes, porém sabiamente de um modo espalhado e discreto, tornando-os invisíveis para a população, a mídia e inclusive eles mesmos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eleições 2010, Tiririca, democracia, cidadania e pensamentos

3 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Ontem foi o “grande” dia da “democracia” neste país, onde as pessoas vão e elegem seus representantes.

Pra tudo o que ocorreu, somente demonstro minha admiração e respeito na apuração, que é extremamente rápida, neste caso um real bom exemplo para o mundo, para o resto infelizmente não há de que se gabar.

Primeiro que sempre questionei como em uma democracia o voto é uma obrigação, e não um direito. Será que tem algum interesse das pessoas que lá em Brasília se encontram  de obrigar pessoas sem a menor capacidade de votar a irem lá, e como estão, votarem em quem lhes dá uma migalha por mês para sobreviver? Acho que não né, acho que sou muito mau por pensar em tais absurdos. Deve ser obrigatório ainda porque como todos fazem questão de votar e exercer seu direito sagrado de cidadão o fato de ser ou não obrigatório não faz diferença, então não há porque mudar algo que ficará igual.

Por falar em cidadania, fico imaginando a qualidade dos nossos representantes, dada a cidadania e respeito demonstrados por nosso povo a quem quiser ver. Na hora da votação encontram-se pessoas que foram convocadas para trabalhar na eleição despreparadas (uma inclusive chegou bêbada e foi noticiada na TV), sem bom trato com os eleitores, e nas filas é que se vê realmente que povo somos. Lá é fácil ver pessoas pegando crianças no colo que nem sabem que quem é somente para utilizar de nossa qualidade mais latente, a esperteza, e passar na frente dos otários que estão lá esperando a sua vez de exercer a cidadania. Depois que votam, devolvem a criança e se sentem felizes, por terem dado um exemplo de cidadania. Ou então chegam pessoas idosas e passam na frente de todos (antes que alguns me crucifiquem peço que continuem a ler o resto da frase), no entanto não há uma urna especial para eles, ou então um intercalamento com as demais pessoas que estão nas filas, e se aparecem uns 4, 5 idosos, as demais pessoas ficam uns 20 a 30 minutos esperando, sem nada poder fazer. Respeitar o idoso sim é válido, mas desrespeitando aos demais? Quer dizer então que nossa democracia é parcial e respeita somente os idosos? O resto que se dane?

Ainda sobre a nossa cidadania, vamos ao local de votação e encontramos o quê? Um monte de lixo sobre montes de lixo, pois considero quem suja a cidade deste modo. Então fico pensando, como é possível que uma pessoa que quer lutar por algo melhor para a sociedade (pois este é o único objetivo deles, ninguém jamais falou que o objetivo é se enriquecer as custas do povo, o que certamente é uma imensa mentira) conscientemente suja a cidade? A pessoa quer uma sociedade melhor ou não? Fico meio confuso com este paradoxo. Outro dia estava em um lugar onde mal conseguia escutar meus pensamentos, de tão alto que estava o som. Era possível sentir o trepidar das coisas ao redor tamanho o volume. E de quem era todo este barulho? De um candidato a deputado. Fico pensando em como uma pessoa que quer fazer o melhor para uma sociedade deixa metade da cidade surda por causa disso. Será que estes acreditam que é com desrespeito que conquistam alguma coisa?

Mas não é só, ao andar de carro vemos muitas pessoas andando tranquilamente no meio da rua, e o carro que saia da trajetória delas porque do meio da rua elas não saem de modo algum. E também vejo muitos carros com problema de luz, pois fazem curvas sem a menor indicação. Talvez eles creiam que os demais motoristas consigam imaginar o que eles farão, então torna-se desnecessário avisar. E quando se chega no local de votação eis que rapidamente aparece aquelas pessoas tão amáveis e gentis, que se oferecem para tomar conta dos nossos carros. Fico lisonjeado de tanta gentileza. São tão gentis que nem incomodam aos policiais que ficam a poucos metros de distância. Convivem pacificamente!!!

E nosso Tiririca, primeirão!!! É isso aí Tiririca, meus parabéns!!!! E nesta frase não estou sendo irônico. Fiquei muito feliz por ele ter ficado em primeiro lugar, e ter levado junto com ele outras pessoas com poucos votos, e inclusive um mensaleiro. Repito, não estou sendo irônico com relação a isso não.

Primeiro falarei do Tiririca. Vi muita gente criticando a sua candidatura, já que ele não sabe para que serve um deputado federal. Que sua candidatura era uma afronta a democracia. Por que afronta? Somente por que ele não utilizava terno, falava as palavras que os marketeiros dizem e prometia que iria resolver os problemas da humanidade como todos fazem? Afronta para mim são aqueles @#$#&& que estão lá usando de influência, do seu cargo, que roubam e depois abrem mão do cargo para o crime dar em nada, daqueles que dão migalhas para o povo continuar votando nele para que continuem no poder enchendo seus bolsos (e mais ultimamente cuecas) de dinheiro. Isso sim é afronta a democracia, uma pessoa que vai lá e abertamente fala que não sabe para que serve, que quer ir lá para ajudar a sua família (do Tiririca) é alguém no mínimo honesto, que fala o que a maioria deveria falar, mas que não corresponde com a imagem de um messias, um salvador que nossa população tão culta, civilizada e democrática adora.

Li muito na internet que um voto no Tiririca seria ruim, que voto de protesto não serve pra nada. Como assim não serve? Já nos tiraram o voto nulo, pois ele não é mais considerado, então a única coisa que nos resta é votar em alguém que não é querido pelos homens de terninho, já que não podemos não votar, nem anular (pois tiraram seu efeito). As pessoas tem sim o direito de protestar, isso é democracia. Se pessoas tem o direito de votar em quem lhes dá migalhas porque outras pessoas não tem o direito de escolher um voto de protesto? Alguns me dirão que isso não resolve nada, que vai colocar gente despreparada lá, e de lambuja levar algumas pessoas ruins. Então pergunto, fazendo do modo convencional nunca chegou ninguém lá ruim? Consideram Sarney, Rosena Sarney, Genoíno, Collor, Zé Dirceu e muitos outros gente fina? Então qual é o problema de termos um Tiririca deputado federal? Ah, ele levou o Valdemar Costa Neto, e isso é ruim. Então pergunto, quem levou o Valdemar? O Tiririca ou a regra que os políticos eleitos por esta sociedade democrática e cidadã que jamais debocharam da democracia? Até onde eu sei isso foi uma regra criada por eles, que foram eleitos por nós. Então culpar o Tiririca é apontar a mira para o alvo errado. A mira deve ser apontada para a regra. Se uma regra existe, as pessoas podem fazer o que quiserem dentro dela. Se ela é injusta, não se deve brigar com quem usa as regras, mas sim com quem fez as regras. Ou você, leitor, caso estivesse em uma competição e um resultado de empate classificaria você e seu adversário, para uma fase mais tranquila, enquanto que a vitória de um lado colocaria o vencedor em uma fase mais complicada e o perdedor estaria fora, o que faria? Duvido que iria querer qualquer resultado diferente de empate. O público chiaria, claro, mas é a regra. E com quem o público deve se indispor? Com os organizadores, que criaram tal situação (leiam sobre o mundial de vôlei pois está acontecendo exatamente isso), e não com os atletas.

Mas nossa sociedade democrática e cidadã não gosta de brigar, de se indispor, adora o pensamento “tá ruim mais tá bão” e vai deixando as coisas pra lá, transferindo a sua culpa por votar em homens de terninho e fala bonita que lesam este país e transferindo para Tiriricas da vida, como se ele debochasse da democracia.

Debocha da democracia quem vota em qualquer um porque tem que votar (e olha que é muito fácil escutar este tipo de fala), quem opta pelo menos pior, pelo que vai roubar menos. Debocha da democracia quem aceita um jogo de cartas marcadas, onde somente quem tem muito dinheiro é que tem alguma chance. Debocha da democracia um presidente que usa seu alto índice de popularidade (nada a ver com os bolsas-esmolas distribuídos por aí) para apoiar sua candidata. Um presidente é de todos (o slogan do seu governo é um Brasil, um país de todos) então jamais no exercício de seu mandado poderia haver qualquer apoio. Como ex-presidente sem problemas, é um cidadão conhecido e que certamente pode manifestar apoio, mas enquanto presidente não, pois ele governa para todos.

Voltando ao Tiririca, ele dizia que não sabia para que serve um deputado federal, e por isso foi muito criticado. E eu pergunto, para que serve? Eu, que tenho uma formação acima da média deste país, não sei. E olha que eu via o horário político, mas o que eu escutava dos candidatos não me ajudou a compreender.

Eu vi candidatos a deputados estaduais dizendo que iriam trazer dinheiro. Via candidatos a deputados federais dizendo que iriam trazer dinheiro. Via candidatos a senador dizendo que iriam trazer dinheiro. Ora, se todo mundo só vai trazer dinheiro, por que cargos diferentes e tantos? E mais, por que ao invés de mandarmos pessoas lá para Brasília para trazer dinheiro para cá, não fazemos algo mais fácil, como deixar o dinheiro aqui mesmo, assim não precisaremos cuidar do envio e retorno do mesmo. Por que no caminho vai que aparecem alguns ladrões e desviam um pouco dele né? É melhor ficar por aqui mesmo. E olha que deste modo vai ficar muito mais dinheiro, porque aí não precisaremos colocar várias pessoas para ir lá pegar, ele já estará aqui.

E para finalizar, sobre o Tiririca (o grande ícone desta eleição aqui em SP) houve reclamações por ele ser supostamente analfabeto, e por isso não poderia ser candidato. E pergunto, mas qual o problema? Se analfabetos podem votar, por que não podem ser eleitos? Se o nosso ilustre presidente se vangloria de não gostar de ler, ignora completamente a concordância e assina o PDH sem ler, por que analfabetos não podem se eleger?

Ah, mas para fazer leis é preciso saber ler e escrever, certo? Sim, e é por isso que um deputado pode compor uma equipe de 5 a 25 pessoas para ajudá-lo. Se isso é perigoso, acho que muito menos perigoso um analfabeto legislando, pois a lei vai para aprovação de todos, do que 30 milhões de analfabetos e mais um monte de pessoas sem a menor capacidade de discernimento votarem em ladrões onde não haverá possibilidade de recusa futura. Isso é sem dúvida muito mais perigoso, e nossa sociedade aplaude o direito que os analfabetos tem de votar. Será que é por que há interesse nestes votos de pessoas sem escolaridade, que votam muito facilmente e sem questionar em quem lhes dá um simples prato de comida? Creio que não, seria muito baixo. Nossos candidatos de terno e fala polida não são capazes de fazer isso.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Reflexão com Guilherme de Pádua

3 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Esta semana a entrevista concedida pelo Guilherme de Pádua ao programa do Ratinho gerou grande repercussão, mesmo antes de ir ao ar. Desde o começo da semana a internet fervilhou sobre o assunto.

A Glória Perez ameaçou processá-lo se dissesse algo, apareceu um monte de gente o ameaçando também via Twitter, criticaram o Ratinho por fazer esta entrevista com ele. Foram muitas atitudes fortes e ríspidas acerca deste tema. E eu fico me questionando a respeito deste ato, do que poderemos aprender com eles.

Primeiramente gostaria de entender porque tanta crítica ao Ratinho por ele fazer a entrevista. Vi comentários dizendo que ele é sensacionalista, que não se importava com o sentimento da família, essas coisas, mas será que isso é verdade? A própria rede Globo o entrevistou. Há alguma diferença entre ele ser entrevistado pela Globo e pelo SBT? E se a alegação for que tem gente mais interessante para entrevistar do que um assassino, por que as outras emissoras entrevistam assassinos de outros crimes? Não posso garantir, mas creio que somente a Globo teve entrevista com os agora condenados pela morte da menina Isabela. Será que isso pode, mas esta entrevista não? Qual é o critério que define o que pode e o que não pode?

Ou se o fato não for a entrevista, mas sim o entrevistado, por que este entrevistado gerou tanta pressão para que não fosse ao ar? Será que outra pessoa, também condenado pelo mesmo crime, desse essa entrevista, teria a mesma repercussão? Será que tamanha repercussão não foi somente em função das pessoas que foram envolvidas no ato? Se sim, então o argumento deveria ser este, e não que não se deve dar espaço para essas coisas na TV, pois diariamente ocorre isso na TV, em vários programas. Inclusive até pouco tempo atrás havia um na Globo que retratava assassinatos (Linha Direta). Por que aqueles podiam e este não podia?

Vi argumentos que isso é baixaria, que não acrescenta nada. Mas na última novela da Glória tinha pais que incentivava o filho a fazer coisas erradas, tinha um trambiqueiro, uma psicopata, um ladrão, traição, pessoas egoístas, enfim, um monte de coisa que nada acrescenta a sociedade. E por que isso pode e a entrevista não pode? Se o argumento for somente que não acrescenta nada, então muita coisa deveria ser tirada do ar, e não me recordo de ver a sociedade brigar com tanta força contra estes outros atos.

Vi também comentários de pessoas dizendo que ele não deveria ter saído da cadeia, que está errado ele estar solto, convivendo conosco. Engraçado, até onde sei ele foi julgado pelas leis, condenado de acordo com as leis e solto de acordo com as leis. Se ele está solto hoje a responsabilidade não é dele, mas sim das leis. Se isso está errado, então para mim as pessoas deveriam brigar contra as leis, contra nossos legisladores, que permitem tal situação. Ele já cumpriu o que lhe foi determinado.

Também vi comentários de pessoas dizendo que ele tem que se &#(($^#(, que assassino não merece perdão, que tem que sofrer pelo resto da vida. Será que se algum parente dele cometesse algum crime (independente de intencionalidade ou não) ele teria o mesmo pensamento? E se ele fizesse um crime, e depois de alguns anos preso voltasse para a vida em sociedade, e ao retornar todo mundo vira as costas para ele, o trata como criminoso, não lhe dá uma segunda chance, será que gostaria? Seria fã desta postura quando feita contra ele?

Não sei se ele realmente foi culpado, se a pena foi justa, e isso a mim não faz diferença, mas sei que podemos aprender muito com isso, analisando todo o acontecido, os comportamentos, posturas.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dois pesos, duas medidas

2 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Vi que tem uma lei que isenta o pagamento do IPVA caso o carro tenha sido roubado, porém se o carro for recuperado com grandes avarias, e se o dono quiser solicitar o não pagamento, terá que dar baixa no carro.

Até aí legal, afinal, considero justo não pagar imposto de algo que foi roubado. Mas é aí que pode ocorrer um problema. Esta isenção do pagamento somente vale para quem pago plenamente o carro. Caso ele esteja financiado isso não poderá ser feito.

É aí que acho “engraçado”. Para o governo, para pagar o IPVA o dono é quem solicitou o financiamento, e mesmo que ele tenha pago somente 2/70 parcelas ele terá que pagar todo o imposto, no entanto para solicitar a isenção do imposto aí ele já não é o dono. E então, a pessoa que financia um carro é ou não dona dele? Vejo dois pesos e duas medidas nesta questão. Claro que sei que o que é comum nestas duas situações é o imposto cobrado pelo governo. Eles não vão querer perder nunca.

Mas e nós, não usamos 2 pesos e 2 medidas na vida? Imaginem um jovem pegando um filho seu, agredindo, torturando, arrastando com o carro. Que castigo você acha que esta pessoa mereceria? Vejo na TV depoimentos de pessoas que passaram por isso desejando muita coisa de ruim a estes infratores.

Não vou entrar no mérito do que deve ser feito com alguém que cometa tal crime, mas minha questão é: “E se o criminoso fosse o seu filho, ou algum parente próximo seu, o que acha que a pessoa mereceria?”.

Possivelmente a resposta seria diferente. Tentaria se colocar panos quentes, pormenorizar os atos, arrumar pretextos, atenuantes, ou outros culpados que pudessem justificar tais atitudes.

E isso não é 2 pesos e 2 medidas? Infelizmente temos o hábito de sempre achar diferente as coisas quando ocorrem conosco. Se alguém nos dá uma fechada no trânsito, é barbeiro, se damos uma fechada no trânsito, estamos somente tentanto achar um endereço ou nos distraímos. Se uma criança destrói os brinquedos, é mal educada, se nosso filhos destrói os brinquedos, está em fase de aprendizado.

Não sei o quanto esta diferença de pesos é uma questão de sobrevivência, de sempre nos defender, ou questão de educação. No entanto sei que é necessário ficarmos sempre atentos para evitarmos esta distorção.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher

5 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Hoje, 8 de março, é o dia internacional da mulher. Dia este instituído pelas Nações Unidas, em 1975.

E é neste dia onde há a “obrigação” dos homens serem gentis com as mulheres, dizer o quão elas são importantes, especiais, o quanto nos ajudam, dar um presente, levar pra jantar, etc.

Não consigo apreciar isso. Não consigo compreender esta valorização da diminuição, afinal, se é preciso que a Nações Unidas defina um dia para que possamos “dar” o valor merecido a mulher, vejo isso como uma clara confirmação que elas não estão no mesmo nível dos homens, e que para isso é preciso algo para poder “equacionar” isso.

É como se fosse um sistema de quotas. Ao invés de trabalharmos para que a tratemos com todo o respeito e consideração que merecem, preferem ignorar isso e nos dizer que precisamos dar presentes e atenção neste dia. Viu só como é fácil para os homens? É só ignorá-la por 364 dias no ano, desrespeitar, achar e tratar como um ser inferior, que está na vida para satisfazer as nossas vontades e caprichos, e uma vez por ano tirar a bunda do sofá e comprar um belo presente, e então demonstrar todo o amor que tem por ela.

De minha parte me esforço para não aceitar o fácil, para não considerá-las como serem inferiores (pois se fizesse isso estaria certamente errando), mas sim sempre respeitá-las e valorizá-las.

E continuarei minha torcida para que esta data suma, para que as mulheres não mais fiquem felizes neste dia, mas sim em todos os demais. E que a pressão comercial para valorizar a mulher gastar dinheiro acabe.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

*

4 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Empresa séria (*1) procura profissionais competentes (*2) para oportunidade única (*3). Trabalhe em tempo parcial e obtenha ganhos acima de R$ 5.000,00 (*4).

*1 – por favor não procurem descobrir quem somos…
*2 – utilizamos este termo para poder atraí-lo, na verdade queremos qualquer um
*3 – não é única, sempre fazemos isso
*4 – somente se for dono do golpe da empresa, os demais ganharão no máximo uns trocados

---

Fiz este pequeno texto para tentar mostrar como os asteriscos estão impregnados no nosso mundo. Não vejo nada mais sem este caracter.

Passei por uma empresa que faz cópias e tinha um lindo cartaz, “XEROX R$ 0,06*”, e o asterisco informada que era somente para acima de 100 cópias do mesmo exemplar, em uma letra bem pequena. Em compensação o preço estava com um preço bem destacado. Certamente 100 cópias do mesmo exemplar é algo muito raro, creio que deva chegar a no máximo 0,01% das ocasiões. Então por que colocam um preço que não corresponde a realidade?

Será que é para enganar as pessoas? Será que isso é pensado?

Vejo também as propagandas na TV. Assine tal provedor de internet e pague somente R$ 29,90*. Aí você vai decifrar o asterisco e percebe que é somente por 3 meses, depois o valor vai para R$ 100,00.

Então vai comprar um celular e escolhe um plano. Então vê que tem direito a 1000 minutos por mês. Vai ler o asterisco e percebe que é somente da mesma operadora, de 3 números selecionados, em ligações durante o horário das 0h a 6h.

Desestimulado, vai comprar uma TV, e no cartaz vê o preço R$ 19,99*. Vai procurar o asterisco e com um microscópio eletrônico percebe que este é o valor somente da primeira parcela, as demais parcelas são de R$ 99,99.

Chegamos a era do asterisco? A era onde tudo que nos é “dado” é retirado pelo asterisco? Não consigo mais ver nada sem a existência do asterisco.

Será que nunca mais teremos a verdade nas propagandas? Será que sempre precisaremos procurar pelas letrinhas miúdas?

Gostaria que nossos políticos, sempre preocupados conosco, fizessem uma lei onde impedissem este simpático asterisco. Ou no mínimo invertesse a situação. Obrigasse a sempre estar destacado o mais comum, a regra, e no asterisco, com letra minúscula, as exceções.

Deste modo, o simples folheto ficaria “XEROX R$ 0,10*”, com o asterisco informando que acima de 100 cópias do mesmo exemplar o valor seria R$ 0,06.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Políticos preocupados

1 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Acho tão injusto quando falam mal dos nossos políticos, que não fazem nada, que pensam somente no próprio umbigo, que ganham demais, trabalham de menos, que apresentam – quando apresentam – propostas ridículas ou insignificantes, que o maior trabalho deles é ficarem concedendo títulos de cidadão as pessoas que realmente são importantea para o país.

Vi recentemente que há uma proposta destes políticos preocupados com a população. Agora, para que a população dirija melhor, há um projeto para que um percentual das aulas de direção sejam feitos no período noturno, para melhor preparar os motoristas aos riscos que correrão. Que incrível né, realmente estão preocupados conosco, querem diminuir o número de acidentes, nos ajudar a dirigir melhor.

E o que dizer das pessoas que criticam tal projeto, alegando que isso não tem nexo, que isso não tornará o motorista melhor, mas somente tornará o processo mais caro ainda além de atrapalhar a vida de muitas pessoas, que estudam de noite? Essas pessoas que ficam perguntando o porquê nossos queridos políticos não pensaram em atribuir um percentual de aulas para o período da chuva, para o período do nascer e pôr do sol, para o período de neblina, nas grandes cidades, nas pequenas cidades, nos congestionamentos, nas vias esburacadas, na lama, na areia, o que devemos falar pra elas?

E o pior, estas pessoas não sossegam e não dão paz aos nossos políticos preocupados, e ficam perguntando o motivo pelo qual eles, para melhorarem também o nível dos nossos representantes, não exigem que os candidados saibam ler, escrever, compreender, ter discernimento, terem aula de ética, responsabilidade, ficha criminal limpa, não exigem formação superior na área de adminstração pública, pós graduação, essas coisas, que afinal, são imprescindíveis ao bom exercício da profissão.

Incrível, mas ainda tem pessoas que não conseguem reconhecer os méritos dos nossos políticos, suas grandes preocupações e contribuições reais para uma país melhor.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Antes x Depois

5 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Recebi este vídeo por email, e contra palavras não há argumentos. Ainda mais quando as palavras foram proferidas pela mesma pessoa. A única diferença é que a pessoa mudou de lado, de candidato para presidente. Acho engraçado que somente isso faça com que uma pessoa mude sua forma de ver as coisas.

Assistencialismo é uma das mais perversas formas de escravidão, que é aquela na qual o escravizado crê que está sendo ajudado, quando na verdade está sendo podado, limitado, atrofiado. Aos que tiverem interesse, escrevi sobre o assunto em outro artigo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Jesus nos dias atuais

9 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

É inegável discordar da influência que Jesus exerce em nossa sociedade atual. Sua forma de viver, suas palavras, seus atos, sua bondade, sua compaixão estavam a frente do seu tempo – e talvez ainda esteja a frente.

Hoje muitas religiões – e infelizmente algumas franquias – citam suas palavras, suas ações, ensinamentos, conduta. E muitas pessoas o adoram, o amam, e repetem suas palavras, seus discursos. Pregam bondade, compaixão e tudo que de bom ele nos ensinou. E há de alguém que exponha alguma idéia contrária, com ou sem fatos. Falar que ele era uma pessoa como as outras, porém somente com uma postura de vida diferenciada é um insulto gravíssimo.

Mas aí me pergunto. Se hoje, aparecesse outra pessoa, igual a ele (no sentido da filosofia de vida, valores) e andasse pelas cidades propagando o amor, o respeito, o desprendimento, dizendo que Deus não está em templos ou fica feliz com generosas ofertas em dinheiro ou sacrifícios, que Deus está em toda a parte, que está dentro de nós, como seria tratada?

Será que as mesmas pessoas que hoje respeitam Jesus, seus ensinamentos respeitariam esta outra pessoa? Daria a ela o mesmo crédito, a mesma devoção? Dariam a esta pessoa o mesmo crédito? Ou a chamariam de louca, maluca?

Se esta pessoa chegasse até nós e dissesse que o materialismo de hoje está destruindo a sociedade, que nosso egoísmo de nada ajuda no caminho do bem, e que podemos agir diferente, mesmo com todos dizendo que é assim que as coisas são, escutaríamos o que ele está falando ou já o descartaríamos?

Será que as pessoas da época de Jesus o respeitavam tanto quanto as pessoas de hoje respeitam? Ou será que as pessoas daquele época fizeram com ele o mesmo que nós faríamos com uma pessoa de nossa época?

É nessas horas que me pergunto se o que as pessoas respeitam são os títulos, as honrarias, o destaque histórico ao invés de respeitarem o que as pessoas são de fato.

Será que não é hora de valorizarmos o que as pessoas são, e não o que as pessoas acham que são? Ou o status e posição social que ocupam? Será que a qualidade está no status, dinheiro?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Globo x Record

11 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Comecou uma nova “guerra” entre estas duas emissoras de televisão. O ministério público fez uma denúncia contra Edir Macedo, a Globo veiculou e a Record entrou na briga na defesa.

Hoje pela madrugada acabei vendo parte do programa “Fala que eu te escuto”, que foi utilizado para ‘defender’ a Record e atacar a Globo. Prestei atenção aos comentários, as defesas feitas e vê-se claramente como é puramente passional, no mínimo. Obviamente não posso dizer que é manipulado, ou que são atores contratados, no entanto dá-se fortamente tal impressão.

O ‘pastor’ perguntava aos ouvintes qual a resposta que eles tinham para dar para a Rede Globo. E a resposta era que eles não mais veriam aquela emissora, que lá só tem degradação da família, só ensina coisa ruim. (Até onde eu sei o que a Rede Record faz é copiar tudo o que a Globo faz. Jornal Nacional x Jornal da Record, novelas x novelas, Big Brother x A Fazenda, Esporte Espetacular x Esporte Fantástico, Fantástico x Domingo Espetacular, a briga pelo direito de transmissão do futebol, olimpíadas….).

E os ‘depoimentos’ eram sempre o mesmo, acusando a Globo e defendendo a Record.

O ‘pastor’ até disse que mesmo que fosse verdade o que se está falando, e que a igreja estivesse roubando, como é bom este ladrão, afinal, quantas pessoas eles estão ajudando. Pára tudo, será que eu ouvi bem? Quer dizer que os fins justificam os meios? E que tipo de argumentação é esta? O fato de fazer bem a alguns faz com que eles passem a estar certos?

Utilizarei alguns exemplos para questionar tal argumento.

Imagine um testemunho ‘aleatório’ do namorado da neta do presidente do Senado Federal. Ele começa dizendo que o Senado é maravilhoso, é muito bom para as pessoas, pois antes de lá ele estava desempregado, com dívidas, sem um futuro, e que agora graças a um membro do Senado tem um bom emprego, já não tem dívidas, já tem uma boa casa, comprou empresas e é uma pessoa feliz e rica, e que viaja pro exterior frequentemente. De tudo o que escrevi, creio que o que somente não ocorreu foi o testemunho. E assim como ele, muitos outros apadrinhados dos senadores muitas outras pessoas também pode dar tal testemunho. E será que isso torna o Senado uma instituição séria e respeitável? Será que o fato de fazer bem a alguns (e pelas recentes descobertas tem muita gente) dá o direito de fazerem o que fazem?

E o tráfico de drogas, certamente muitas pessoas vivem no luxo, na riqueza, conseguiram pagar todas as suas dívidas e agora vivem em mansões, carros importados, viajam pro exterior. Muitas pessoas podem dar este testemunho, porém isso é bom?

Quero deixar claro que não estou comparando uma coisa a outra, mas somente dizendo que o argumento utilizado não possui valor algum. Alguém ser beneficiado por uma instituição não a torna santa ou perfeita, tampouco comprometida com o respeito, honestidade, integridade, valores.

Esta cruzada da Record contra a Globo parece-me um pouco com o que ocorreu com a Alemanha na década de 30. A Alemanha estava com uma grande crise financeira, inflação galopante. As pessoas não viam salvação até aparecer um messias que poderia tirar a Alemanha daquela situação. O messias as pessoas, resgatou a economia, tornou a indústria novamente ativa, diminuiu a inflação. Mas precisou encontrar um culpado para justificar a situação pela qual se encontrava o país, e a escolha foram os judeus.

Sabemos de quem estamos falando, e hoje certamente as pessoas dirão que ele foi uma maluco, que não estava com Deus no coração, que o que ele fez não tem comparação com o que está ocorrendo hoje. Mas se alguém que estava naquela situação, na miséria, sem comida, sem futuro, e que teve a vida modificada, ficou melhor, ganhou dinheiro, pôde cuidar da sua família se eles questionariam algo a respeito das posturas do líder. Sinceramente eu duvido. Tanto que quando ele disse que a culpa era dos judeos a população acreditou, afinal, as pessoas querem saber quem é o culpado pelas suas desgraças, limitações, seu destino (pena que não olham para si mesmas). Tanto acreditaram que promoveram o holocausto.

Hoje, mais de 60 anos passados, fica fácil de perceber que aquela postura não foi benéfica, ainda mais que não estamos envolvidos, mas e naquela época? E na nossa época atual, as pessoas que estão envolvidas com este embate, será que também não ficam passionais como os alemães da época? Afinal, alguém os tirou da depressão, das drogas, das dívidas, propiciaram a eles uma vida repleta de felicidade, dinheiro, posses, empresas (tudo isso é dito nos ‘testemunhos’ veiculados).

O que quero com este exemplo é mostrar que a passionalidade não permite que as pessoas vejam o que está ocorrendo com elas. Passionalidade é algo desprovido de razão.

Nos depoimentos vi as pessoas dizendo que depois que entraram para a Universal descobriram a verdade. Pergunto: que verdade? Verdade é um termo relativo, não existe verdade absoluta. Cada qual tem a sua verdade. Será então que quem não está na igreja vive na mentira? Será a vida de todos os outros cidadãos uma mentira, e somente dos membros uma verdade? A maior mentira já contada é aquela em que alguém se diz o dono / conhecedor da verdade.

Em outro depoimento uma mulher falou que a vida dela estava destruída em função da Rede Globo. Como assim? Como que uma emissora de TV pode destruir a vida de alguém? E se pode, por que não destruiu a minha? Afinal, eu vejo a Globo (e a Record, Bandeirantes, Rede TV, SBT, ….)

Eu vejo a postura de dizer que não mais verá a Globo como uma postura de criança mimada, que quando alguém diz algo que não gosta, faz birra, diz que não brinca mais e vai embora. Deus não prega o amor? Não diz que somos todos irmãos? Ou os irmãos são somente os da igreja, os outros não? Ou o amor é somente entre os da igreja, os aos outros cabe a indiferença?

Um outro depoimento que vi, uma moça disse que a família dela estava com dívidas de R$ 700 mil, e que depois que entrou pra igreja, a dívida, que era somente para uma pessoa, foi paga em poucos meses com o pai fazendo serviços ao credor. Fico tentanto, em vão, imaginar que serviços são estes que propiciam em poucos meses a quitação de uma dívida de R$ 700 mil. Infelizmente minha limitação impede-me de chegar a qualquer reposta.

O que quero neste texto não é defender uma ou outra emissora, até porque não ganho nada fazendo isso. Somente quero aproveitar o momento para propor uma reflexão às pessoas, dizer que determinados argumentos não possuem qualquer valor, não comprovam nada, não isentam ninguém. É sempre necessário olhar para os fatos, sem passionalidade, e tomar sempre as próprias decisões. Nós não vivemos sem decisões, porém quando abrimos mão de tomá-las alguém vem e toma pela gente, e acabamos vivendo a vida dita por outras pessoas. Quando não refletimos sobre as coisas, alguém reflete por nós.

Somente nós somos responsáveis por nossa vida, por nossos sucessos e fracassos, erros e acertos, coisas boas e coisas ruins. Ficar querendo arrumar bodes expiatórios e salvadores somente nos aprisiona, nos torna dependentes, espectadores da vida.

Devemos sempre buscar ser livres, sermos nós mesmos. E eu creio que as instituições religiosas deveriam ter por premissa este fundamento, o de libertar a mente das pessoas, de torná-las livres e reponsáveis por sua vida. Receio que algumas venham se esquecendo disso.

Pensem com suas próprias mentes, todo o tempo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Legalização da incompetência pública

7 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Hoje pela manhã acordei e vi uma notícia que já me deixou descontente um pouco mais com este país. Aqui realmente é o paraíso das coisas mais absurdas que se possam inventar. Quer coisa maluca, sem sentido? Venha para o Brasil. Quer inversão de valores? Venha para o Brasil?

A notícia que vi é que em Brasília o flanelinha e limpador de para-brisa agora virará profissão, regulamentada e tudo. É isso mesmo, agora aquelas pessoas, que não trabalham, ficam vagando nas ruas, não se esforçam, não estudam, e fazem seu carro de refém para que você seja obrigado a dar um dinheiro para eles serão profissionais reconhecidos. E olha que eu que fiz faculdade de tecnologia, antes fiz curso técnico na área, trabalho há anos ainda não tenho minha profissão regulamentada. Será que devo sequestar algo de alguém para que minha profissão seja reconhecida?

Alguns links com a notícia:

Pegarei alguns textos do primeiro artigo.

De agora em diante, quem quiser tomar conta de carros nas ruas da capital federal terá de fazer por um curso de capacitação que inclui noções de cidadania, leis de trânsito, defesa do consumidor e ensina uma nova técnica de trabalho - a da biolavagem dos carros

Vamos ver, será que aquelas pessoas que são flanelinhas possuem dinheiro para fazer o curso, tempo para isso (afinal, o tempo parado para eles é tempo não trabalhado) e terão dinheiro para comprar os produtos para lavar os vidros dentro da técnica da biolavagem?

A regulamentação resolve o problema. O fato de haver um flanelinha treinado e identificado, com crachá e jaleco, alivia um dos principais problemas enfrentados pelo motorista nas grandes cidades. Mas é necessário um grande controle e fiscalização

Só se for o da ilegalidade, não o da imoralidade e da ineficiência do estado em nos dar a proteção que é direito e pagamos por ela. E sem contar que se for necessário mais fiscalização, mais dinheiro sairá dos nossos bolsos para contratarem fiscais, que certamente serão sempre insuficientes.

O flanelinha somente existe devido a incompetência do estado em dar estudo e condições das pessoas buscarem seu lugar ao sol, trabalhando dignamente e lutando pelo seu pão de cada dia. O estado, ao tirar o direito das pessoas serem cidadãs dignas (não falarei da corrupção, verbas qualquer-coisa-que-exista-no-planeta, aposentadorias milionárias com 8 anos de vida pública, ….) as torna mais propensas a procurarem ‘alternativas’, mesmo que seja mediante extorsão ou coação. E o estado falha novamente em não punir estas pessoas, tratando-as como paisagem e achando isso natural. E ao achar isso natural, surge a estúpida fantástica idéia de regulamentar a incompetência pública e prestigiar as pessoas que nada acrescentam a sociedade, nos ameaçam, e tiram mais ainda nosso dinheiro.

É uma forma de resolver problemas das mais estúpidas possíveis. Se fazem algo ilegal, ao invés de coibir isso, somente tornam legal. Assim não terá gente na ilegalidade, e tudo estará perfeito.

Será que é por isso que nossa educação está tão fantástica na avaliação do governo? Ao invés de darem mais educação e incentivos, aumentam as facilidades para se tirarem nota. Deste modo, o nível ficará bom. Se os alunos mesmo assim repetem de ano, que tal promover a aprovação automática, assim não teremos mais repetição. São verdadeiros demagogos gênios que pensam nestas incríveis soluções.

Então tomo a liberdade de ter alguns devaneios, e seguir a linha destes ilustres pensadores. O número de sequestros relâmpagos está aumentando, e o governo nada faz. Diz que não tem lei específica para isso (Nos EUA a constituição é a mesma desde a independência, e lá qualquer coisa eles resolvem). Então, ao invés de arrebentar estes marginais que tal regulamentar a profissão? Basta o sequestrador fazer um curso de como abordar pessoas sem ser notado pelos demais, quais os horários e pontos mais lucrativos, quais dias da semana mais lucrativos, como identificar vítimas clientes em potencial. Mas claro, como deverão aprender cidadania também, deverão ter um tratamento cordial com o cliente, sentá-lo confortavelmente no banco de trás do carro, com o cinto de segurança. Também darão um comprovante para o cliente dizendo que este cliente comprou o serviço deles, para que o mesmo cliente esteja isento no período de 6 meses da necessidade de compra de outro serviço do gênero.

Sinceramente não duvido do que escrevi. É a legalização da incompetência pública, dos espertos, dos exploradores, dos tortos. É um soco de direito na cara de quem luta para viver sendo honesto, trabalhando duro dirariamente para ganhar o seu 7/12 de salário (5/12 vai para o governo em impostos), estudar e abrir mão de certas coisas em prol de um futuro melhor para si e seus filhos.

sábado, 6 de junho de 2009

Me engana que eu gosto

6 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Moro em condomínio, e pude presenciar uma “mudança muito interessante”.

Antigamente era permitido a cobrança de 20% de multa, caso o pagamento fosse feito após a data de vencimento. E quem pagasse até o vencimento, ou fosse fiel ao pagamento, não obtinha nenhum desconto. Depois veio uma lei que limitou ao máximo de 2% o valor da multa. E o que aconteceu? Criou-se o desconto fidelidade.

Na verdade o que houve foi o acréscimo da multa no valor do próprio condomínio, mas quem pagar até o vencimento terá direito ao desconto fidelidade, que a única coisa que faz é somente retornar o valor ao anterior, da época da multa de 20%.

Não há nada de desconto nisso, somente o não acréscimo. Se a pessoa deixar de pagar no prazo, ele perderá o “desconto” e também terá a multa de 2%, e o valor final é exatamente igual ao valor antigo com a multa de 20%. Incrível isso, não?

Será que era para ficarmos felizes com o desconto fidelidade? Certamente quem fez isso sabe muito bem matemática, e criou uma forma de ter a multa de 20% ainda, mas e as pessoas que fizeram a lei? Será que não possuem o menor conhecimento matemático? Será que não poderiam escrever na lei “O valor a ser pago, após o vencimento, não poderá sofrer variação maior que 2%”? Deste modo, não vinculariam 2% a palavra multa mas sim a variação, que contempla tanto desconto quanto juros.

Bom, mas vivemos em um país de aparências, onde fingem que se preocupam, nós fingimos que acreditamos, fingimos que está bom e continuamos fingindo…

terça-feira, 26 de maio de 2009

Os certos estão errados

6 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Quem de nós que procura fazer o certo já não teve a impressão que neste país o errado está certo, e os que buscam fazer o certo estão errados. Há tanta inversão de valores que os certos são ridicularizados, tratados como bobos, otários. Querer fazer as coisas certas, mesmo que isso vá contra os nossos próprios interesses é coisa de gente que não terá futuro.

Vendo um programa de TV, com reportagens da região onde moro, foi apresentada uma notícia informando que o roubo de bicicletas na cidade aumentou com relação ao mesmo período do ano anterior. Novidade!!!!Mas o que achei legal é que aumentou porque as pessoas não tomam cuidado com suas bicicletas, deixando-as na rua sem travas e segurança. E olha que eu achava que o aumento era porque cada vez mais nossa sociedade está produzindo pessoas sem caráter, sem valor, sem respeito, sem senso de comunidade. Pessoas que crêem que a felicidade vem de objetos, que precisam ser comprados a todo momento, custe o que custar.

A culpa pelos roubos não é mais do ladrão (errados), mas sim do dono da bicicleta (certos). Deu-se a inversão.

Fico “maravilhado” quando imagino as outras situações.

  1. Meu relógio é roubado, pois ele estava no meu pulso. A culpa é minha por ostentar. (Luciano Huck reclamou publicamente sobre isso)
  2. Uma mulher com joias é assaltada. A culpa é dela por ostentar.
  3. Uma mulher vestida sensualmente é estuprada. A culpa é dela por ter provocado o estuprador.
  4. Sou assaltado quando passo sozinho em uma rua com pouco movimento. A culpa é minha por ter dado mole.
  5. Meu carro é furtado. Sou o culpado por não ter alarme, sistema anti-furto, gps, possibilidade de travar o motor remotamente.
  6. Minha residência é invadida e tudo nela é destruído e roubado. A culpa é minha pois não coloquei cerca, câmeras, cão, polícia.
  7. Tenho meu comércio destruído no reveillon por um bando de idiotas alcoolizados que “comemoram” o novo ano. A culpa é minha por ter um comércio em um local propício a isso. (Isso aconteceu na cidade de Praia Grande, no reveillon deste ano)
  8. Vou ver uma partida de futebol no lugar da torcida “adversária”, e apanho muito. A culpa é minha por não estar no meu lugar.
  9. Eu tiro nota em uma matéria e não deixo ninguém colar, e passo a ser ignorado e maltratado pelos outros alunos. A culpa é minha que não sei como as coisas funcionam.

Poderia ficar aqui dando inúmeros exemplos de como os certos sempre estão errados. Ter um relógio, bolsa, jóias, ser bonita, ter carro, ter casa, ter comércio, torcer para o time adversário passou a ser errado, não passar cola, pois isso desperta a raiva dos outros, e isso é imperdoável. Onde já se viu “provocar” o outro deste modo. A culpa é nossa mesmo, que trabalhamos e lutamos para termos uma vida digna, honesta.

E os outros, que batem, roubam, estupram, matam, esses são somente vítimas do sistema, coitados que são provocados cruelmente por nós, que podemos ter as coisas, e fazemos questão de expor isso, de mostrar a eles o quanto somos melhores. Estes sim precisam de pessoas que os defendam, que entendam que eles são somente vítimas, pobres coitados. Precisam de pessoas que lutem por eles, pelo direito deles. Direitos humanos já!

Chega disso!!! É preciso parar com isso, parar de tratar os errados como certos, e os certos como errados. É preciso perceber que a culpa do roubo da bicicleta não é do dono que a deixa na rua, mas de quem a rouba. Se não mudarmos isso, será que nossos políticos acharão que eles estão errados, afinal, somos nós que os elegemos (felizmente nisso estou bem, mas bem fora mesmo) e damos todo o dinheiro para eles roubarem administrarem? A culpa é nossa por dar o dinheiro, não deles por roubarem.