Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

domingo, 16 de dezembro de 2007

Fazer o que você gosta x Gostar do que você faz

1 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Não concordo integralmente com o conteúdo do artigo, no entanto a reflexão é sempre válida, e opiniões diferentes também.

"A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente.

Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando “fazer o que se gosta”, um conselho confuso e equivocado.
Nenhuma empresa paga o profissional para fazer o que os funcionários gostam que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.
Justamente, paga-se um salário para compensar o fato de que o trabalho é essencialmente chato.
Mesmo que você ache que gosta de algo no início de uma carreira, continuar a gostar da mesma coisa 25 anos depois não é tão fácil assim. Os gostos mudam, e aí você muda de profissão em profissão?
As coisas que eu realmente gosto de fazer, eu faço de graça, como organizar o Prêmio Bem Eficiente; ou faço quase de graça, como escrever artigos para a imprensa.
Eu duvido que os jogadores profissionais de futebol adorem acordar às 6 horas todo dia para treinar, faça sol, faça chuva. No fim de semana eles jogam bilhar, não o futebol que tanto dizem adorar.
O “ócio criativo”, o sonho brasileiro de receber um salário para “fazer o que se gosta”, somente é alcançado por alguns professores de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral. Nós, a grande maioria dos mortais, terá que trabalhar em algo que não necessariamente gostamos, mas que precisará ser feito. Algo que a sociedade demanda.
Toda semana recebo jovens que querem trabalhar na minha consultoria num projeto social. “Quero ajudar os outros, não quero participar deste capitalismo selvagem”. Nestes casos, peço para deixarem comigo seus sapatos e suas meias, e voltarem a conversar comigo em uma semana.
Normalmente nunca voltam, não demora mais do que 30 minutos para a ficha cair.
É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem “fazer o que gostam?”
Quem irá retirar o lixo, que pediatra e obstetra atenderá você às 2 da madrugada? Vocês acham que médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos porque gostam?
Felizmente para nós, os médicos, empresas, hospitais e entidades beneficentes que realmente ajudam os outros, estão aí para fazer o que precisa ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que precisa ser feito, do que os egoístas que só querem “fazer o que gostam”.
Teremos então que trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressora?
A saída é aprender a gostar do que você faz, em vez de gastar anos a fio mudando de profissão até achar o que você gosta. E isto é mais fácil do que você pensa. Basta fazer o seu trabalho com esmero, um trabalho super bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.
Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão fazer seu trabalho com distinção e que o colocarão à frente dos demais.
Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isto, demoro demais, vivo brigando com quem é medíocre, reescrevo estes artigos umas 40 vezes para o desespero dos editores, sou super exigente, comigo e com os outros.
Hoje, percebo que foi este perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.
Se você não gosta do seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor na sua área, destaque-se pela sua precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado e outras portas se abrirão. Você vai começar a gostar do que faz, vai começar até a ser criativo, inventando coisa nova, e isto é um raro prazer.
Faça o seu trabalho mal feito e você estará odiando o que faz, a sua empresa o seu patrão, os seus colegas, o seu país e a si mesmo.
Este é na minha opinião, o problema número 1 do Brasil. Fazemos tudo mal feito, fazemos o mínimo necessário, simplesmente porque não aprendemos a gostar do que temos de fazer e não realizamos tudo bem feito, com qualidade e precisão."

Por Stephen Kanitz, formado em Administração de Empresas por Harvard e Articulista da VEJA.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Tri

0 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Esta publicação não tem nenhum assunto específico, não tem como finalidade provocar reflexão, mas sim relatar algo.

Ontem tive a grata felicidade de estar em uma festa Trilegal. Era uma festa de empresa, de final de ano, e o mais incrível, não era uma daquelas festas chatas, aonde os funcionários vão por obrigação ou para não ficarem escutando nos outros dias encheções de saco do porque não foram.
Não tinha nada daquelas pomposidades, demonstrações de poder ou quaisquer coisas tolas do gênero. Tinha comida Trigostosa, bebida Trisaborosa e pessoas muito, mas muito mesmo, Triespeciais. Ah, tinha também uma sobremesa Tritentadora....
E apesar desta ‘simplicidade’ não vi ninguém, ninguém mesmo insatisfeito em algum canto da festa, ou falando mal de alguém. Incrível isso.
Claro que em toda festa sempre há alguém que pede a palavra para falar um pouco. Nesta festa certamente não seria diferente, e não foi. Mas algo me chamou a atenção. Quem falou não tinha um texto todo ensaiado, com ‘belas’ palavras ou frases de efeito. Falou de coração. Sem discurso demagógico. Fiquei estarrecido. Como uma empresa não possui discurso ensaiado e da moda? O pessoal deve ser maluco em não seguir o que todos fazem, bom, enfim, foi assim. E o mais Trilegal é que outras pessoas, igualmente sem discurso ensaiado resolveram falar também. Falou quem quis, falaram o que quiseram, na frente de todos. Um verdadeiro exercício de Triliberdade e Trirespeito.
Em um destes depoimentos alguém falou que o legal de se trabalhar lá é que para ele o trabalho era algo natural de sua vida, como por exemplo dormir, comer, estudar. Não era um fardo que ele tinha que fazer somente para receber algum dinheiro no final do mês. Não tinha aquele peso que infelizmente muitas pessoas possuem.
Não sei se para os presentes (donos ou funcionários) era preciso algo mais.

É isso, deixo aqui meu Triagradecimento por ter tido a oportunidade de estar nesta festa. Foi uma noite Trimaravilhosa. E o melhor de tudo, tenho a certeza de que esta possibilidade ocorrerá muitas vezes.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Vaidade

2 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
"Que valores são esses?
E além da vaidade, o que resta?
Cirurgia de lipoaspiração?
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos "lipo-as" e muito mais "piração"?
Uma coisa é saúde, outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta,
pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, a volta, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso, em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal, mas... uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos, não é natural.
Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde.
Que o mundo mude.
Que eu me acalme.
Que o amor sobreviva."

"Cuide bem do seu amor, seja quem for"

Herbert Vianna

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A prazo: até a vista!

1 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Você já comprou alguma coisa à prazo? Pagou em suaves prestações a perder de vista? Eu também já utilizei isso, mas proponho a seguinte reflexão. Você precisava usar o recurso do prazo para adquirir o que queria?

Fiz esta pergunta por que as pessoas neste país acreditam que somente conseguem comprar alguma coisa se parcelarem em módicas prestações, a perder de vista. Nunca ninguém tem dinheiro para pagar comprar qualquer coisa à vista.
Se acharem que estou exagerando basta olharem as propagandas de TV, onde um produto, que custa, por exemplo, R$ 40,00 é parcelado em 10 (isso mesmo, DEZ!!!!!!) vezes de R$ 5,00. Claro que os juros estão embutidos neste caso. Então pergunto: Tem algum fundamento pagar mensalmente R$ 5,00? Só o custo que a pessoa terá para ir mensalmente até a loja pagar deve ser o mesmo valor que ele pagará. Resumindo, um produto que custava R$ 40,00, que em uma conversa poderia até ser pago mais barato em uma compra a vista sairá em torno de R$ 100,00, ou seja, R$ 60,00 a mais do que o preço original. Uma tremenda falta de juízo.
Mas e se a pessoa não tem o valor inteiro, ela precisa parcelar, certo? Não, não vejo isso como correto. O que bem aprendi em minha vida é que precisamos economizar nosso dinheiro (economizar não significa não gastar, mas sim gastar racionalmente), tanto para situações inesperadas que possam nos acometer quanto para comprar algo que não temos dinheiro no momento. Mas eu quero comprar agora, não quero esperar 10 meses para ter o produto. Ah bom, mas aí o problema é outro, não é o dinheiro, mas sim a falta de paciência.
Tudo bem Carlos, mas e quando ocorre uma emergência e precisamos comprar algo, e não temos dinheiro a vista, como fazer? Aí sim eu acho que o parcelamento se adéqua, porém se a pessoa já tem feito a lição de casa economizando anteriormente, existirá uma boa possibilidade que a pessoa tenha o dinheiro para pagar estas eventualidades.
Não estou aqui dizendo que o parcelamento não deveria existir, somente propondo uma reflexão se a forma como o utilizamos é a mais adequada. É muito comum ouvir das pessoas que parcelam que elas não tem dinheiro a vista, por isso parcelam. Não serei redundante, e por isso farei outro raciocínio. A pessoa compra cinco produtos, cada qual pagando R$ 50,00 por mês – total de R$ 250,00. E no dia que compra as cinco coisas já sai da loja com todos. Então pagando R$ 250,00 ela conseguiu ter todos os produtos. Porém nos quatro próximos meses, mesmo sem comprar nada ela também terá que pagar R$ 250,00, impedindo-a de comprar qualquer outra coisa neste período, já que o orçamento dela chegou ao limite. E se ao invés de comprar tudo e parcelar ela comprar um item por mês, ao final dos cinco meses ela também não terá as mesmas coisas? Terá, mas do outro modo ela já saiu com tudo no mesmo dia. Eu sei, e isso não é impaciência? Ela parcelou não porque não tinha R$ 250,00 por mês para comprar cada produto, mas sim para tê-los de imediato. E olha que nesse caso eu não coloquei juros, que sempre tem. E mesmo que as lojas digam que não tem, dificilmente uma loja se sujeitaria a perder uma venda por recusar dar algum desconto (ou isenção dos juros) para alguém que queira pagar a vista.

Considero a possibilidade de parcelar uma exceção, e não uma regra. Resumirei os motivos para isso:
  1. Parcelar (tomar crédito) faz com que paguemos juros, que é uma forma de concentrar renda e empobrecer o país, pois os juros ficarão restritos a poucos, e como o dinheiro não estará sendo gasto com produção, não se gerará mais empregos, mais impostos, distribuição de renda.
  2. Gera uma mentalidade de dependência, fazendo as pessoas acreditarem que a única forma de conseguirem comprar algo é se sujeitar a isso.
  3. Empobrece as pessoas, tirando dinheiro da economia e aumentando a pobreza.
  4. Gera um trabalho maior de gerenciamento, pois todo mês será necessário ficar atento aos pagamentos pendentes, saldo em banco.
  5. Cria maior risco de calote, pois ninguém pode prever o futuro (perda de emprego) e pode deixar de pagar. Isso faz com que as financeiras cobrem juros maiores para compensar os devedores.
  6. Teu nome pode ir para o SPC, o que pode dificultar a vida de quem tem dinheiro mais contado.
  7. Tira das pessoas a noção de empenho, de esforço para conseguir algo. Fica ‘fácil’, e conseqüentemente sem valor para a pessoa, somente valor financeiro.
  8. Faz as pessoas gastarem dinheiro em coisas que não precisam, pois podem pagar o valor mensal. Não vejo necessidade de alguém com orçamento restrito comprar um celular de R$ 500,00 somente porque R$ 50,00 a pessoa pode pagar por mês.
  9. Ao parcelar é necessário fazer cadastro nas lojas, e deste modo eles conseguem muitos dados nossos, os gostos, freqüência de compra, valor de compra, e com isso eles podem nos abordar para tentar venderem mais coisas.
Para bens maiores, muito caros, necessários ou muito úteis considero muito a possibilidade de parcelar, pois parcelar uma casa, mesmo com juros, é melhor do que pagar aluguel (dinheiro perdido) e tentar juntar o dinheiro no mesmo período. Porém é preciso ter muito cuidado, analisar o quanto um parcelamento é necessário, o quanto é vaidade, o quanto é imediatismo, impaciência.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Lei de Gerson

1 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Vivemos em um país com uma bela constituição, com muitas leis as quais foram criadas para tornar nossa vida em sociedade mais agradável, mais fácil, melhor. Temos leis para tudo, raramente nos deparamos com alguma situação onde nenhuma lei específica ainda não exista.
E apesar de todas estas leis vivemos num país sem lei, onde tudo é feito de modo errado e descarado, vemos diariamente escândalos de corrupção, no leite, nos livros escolares, em prefeituras, em Brasília. E infelizmente não vemos a contra-partida, que seria a execução da lei para estes casos. Parece que neste país as leis existem somente para serem impressas.

Mas tem uma lei neste país que funciona espetacularmente (infelizmente). Essa lei é a Lei de Gérson (veja detalhes sobre esta 'lei'). É impressionante como esta lei já arraigou-se em nossa cultura. Já devem ter ouvido de alguém (que certamente não é exemplo de ética) que neste país quem não leva vantagem é otário, que aqui todo mundo faz isso, que fazer isso é ser 'esperto'.

Abaixo deixo um exemplo dessa 'lei', de como existem pessoas cujo objetivo de vida é enganar os outros em prol de vantagens individuais. O aúdio é um comentário do Joelmir Beting após ter participado de um evento como mediador.





Realmente é impressionante a 'capacidade' destas pessoas. Pena que elas optam pelo errado. E há algo que podemos fazer? Certamente, denunciar tais situações, não achar isso normal, nem certo, e fazer diferente disso, mesmo sendo parte de nossa 'cultura' já é um grande passo.

Um oceano é composto de gostas, e uma sociedade ética e justa é composta por pessoas com atitudes éticas e justas.

Ponto

0 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

domingo, 9 de dezembro de 2007

Mentalidade brasileira

0 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?
Ouvi um comentário feito pela Soninha sobre a mentalidade do povo brasileira. Abaixo segue o áudio de seu comentário, e o link original.