Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

domingo, 9 de dezembro de 2007

A cultura do slow down

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Belo artigo...Leia-o com atenção e medite bem sobre o seu conteúdo

Há 18 anos ingressei na Volvo, empresa sueca bem conhecida.
Trabalhar com eles é uma convivência deveras interessante. Qualquer projeto aqui demora dois anos a concretizar-se, mesmo que a idéia seja brilhante e simples. É uma regra.
Os processos globalizados causam-nos a nós (portugueses, brasileiros, argentinos, colombianos, peruanos, venezuelanos, mexicanos, australianos, asiáticos, etc.) uma ansiedade generalizada na busca de resultados imediatos.
Conseqüentemente o nosso sentido de urgência não surte efeito dentro dos prazos lentos dos suecos.
Os suecos debatem, debatem, realizam "n" reuniões, ponderações, etc.

E trabalham! com um esquema bem mais "slow down". O melhor é constatar que, no fim, isto acaba por dar sempre resultados no tempo deles (suecos) já que conjugando a necessidade amadurecida com a tecnologia apropriada, é muito pouco o que se perde aqui na Suécia.

Resumindo:
  1. A Suécia é do tamanho do estado de São Paulo (Brasil).
  2. A Suécia tem apenas dois milhões de habitantes.
  3. A sua maior cidade, Estocolmo, tem apenas 500.000 habitantes (compare-se com Paris, Londres, Berlim, Madrid, mesmo Lisboa…; ou cidades balneares como Mar del Plata, Argentina, onde vivem permanentemente 1 milhão de pessoas, ou ainda a cidade de Rosário, Argentina, com três milhões).
  4. Empresas de capital sueco: Volvo, Skandia, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare , etc. Nada mal, hein? Para se ter uma idéia da sua importância basta mencionar que a Volvo fabrica os motores de propulsão para os foguetes da NASA.
Os suecos podem estar enganados, mas são eles que me pagam o salário. Devo referir que não conheço nenhum outro povo com uma cultura coletiva superior à dos suecos.
Vou contar-lhes uma pequena história, para ficarem com uma idéia.

A primeira vez que fui para a Suécia, em 1990, um dos meus colegas suecos apanhava-me no hotel todas as manhãs. Estávamos em setembro, já com algum frio e neve.

Chegávamos cedo à Volvo e ele estacionava o carro longe da porta de entrada (são 2000 empregados que vão de carro para a empresa). No primeiro dia não fiz qualquer comentário, nem tampouco no segundo ou no terceiro.
Num dos dias seguintes, já com um pouco mais de confiança, uma manhã perguntei-lhe:

"Vocês têm aqui lugar fixo para estacionar? Chegamos sempre cedo e com o parque quase vazio e estaciona o carro mesmo no seu extremo…"

E ele respondeu-me com simplicidade:
"É que como chegamos cedo temos tempo para andar, e quem chega mais tarde, já vai entrar atrasado, portanto é melhor para ele encontrar um lugar mais perto da porta. Não te parece?”
Imaginem a minha cara! Esta atitude foi o suficiente para que eu revisse todos os meus conceitos anteriores.
Atualmente, há um grande movimento na Europa chamado "Slow Food". A "Slow Food International Association", cujo símbolo é um caracol, tem a sua sede na Itália (o site na Internet é muito interessante. www.slowfoodbrasil.com)

O que o movimento Slow Food preconiza é que se deve comer e beber com calma, dar tempo para saborear os alimentos, desfrutar da sua preparação, em família, com amigos, sem pressa e com qualidade.
A idéia é contraposição ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida.

Verdadeiramente surpreendente, é que este movimento de Slow Food está a servir de base para um movimento mais amplo chamado "Slow Europe" como salientou a revista Business Week numa das suas últimas edições européias.
Na base de tudo isto está o questionamento da "pressa" e da "loucura" geradas pela globalização, pelo desejo de "ter em quantidade" (nível de vida) em contraponto ao "ter em qualidade", "Qualidade de vida" ou "Qualidade do ser".
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, ainda que trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que os seus colegas americanos e ingleses. E os alemães, que em muitas empresas já implantaram a semana de 28,8 horas de trabalho, viram a su produtividade aumentar uns apreciáveis 20%.
A denominada "slow attitude" está chamando a atenção dos próprios americanos, escravos do "fast" (rápido) e do "do it now!" (faça já!).
Portanto, esta "atitude sem pressa" não significa fazer menos nem ter menor produtividade.

Significa sim, trabalhar e fazer as coisas com "mais qualidade" e "mais produtividade", com maior perfeição, com atenção aos detalhes e com menos estresse.
Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do prazer de um belo ócio e da vida em pequenas comunidades.

Do "aqui" presente e concreto, em contraposição ao "mundial" indefinido e anônimo.
Significa retomar os valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver, e até da religião e da fé.

Significa um ambiente de trabalho menos coercivo, mais alegre, mais leve, e portanto mais produtivo, onde os seres humanos realizam, com prazer, o que melhor sabem fazer.

É saudável refletir sobre tudo isto. Será que os antigos provérbios: "Devagar se vai ao longe" e "A pressa é inimiga da perfeição" merecem novamente a nossa atenção nestes tempos de loucura desenfreada?

Não seria útil e desejável que as empresas da nossa comunidade, cidade, estado ou país, começassem já a pensar em desenvolver programas sérios de "qualidade sem pressa" até para aumentarem a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços sem necessariamente perder a "qualidade do ser"?

No filme "Perfume de Mulher" há uma cena inesquecível na qual o cego (interpretado por Al Pacino) convida uma jovem para dançar e ela responde: "Não posso, o meu noivo debe estar por chegar". Ao que o cego responde: "Num momento, vive-se uma vida", e leva-a a dançar um tango. É o melhor momento do filme, esta cena que dura apenas dois ou três minutos.
Muitos vivem a correr atrás do tempo, mas só o alcançam quando morrem, quer seja de infarto ou num acidente na auto estrada por correrem para chegar a tempo.
Ou outros que, tão ansiosos para viverem o futuro, esquecem-se de viver o presente, que é o único tempo que realmente existe.

O tempo é o mesmo para todos, ninguém tem nem mais nem menos de 24 horas por dia.
A diferença está no que cada um faz do seu tempo. Temos de saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon, "A vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro".

Parabéns por teres conseguido ler esta mensagem até ao fim.
Decerto haverá muitos que leram só metade para "não perder tempo" tão valioso neste mundo globalizado.


sábado, 8 de dezembro de 2007

Antes idiota que infeliz!

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Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos ‘personal dance’, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão ‘apenas’ dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a ‘sentir’, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: ‘Quero um amor pra vida toda!’, ‘Eu sou pra casar!’ até a desesperançada ‘Nasci pra ser sozinho!’ Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, ‘pague mico’, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: ‘vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida’.

Recebi por email, e não consegui comprovar a autoria. Se alguém souber por favor me informe.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

inJustiça

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Não posso ficar mudo ao ler tal notícia. Souza Cruz é condenada a pagar R$ 490 mil a família de fumante.
O artigo relata o caso de uma família que ganhou um processo contra a Souza Cruz, pois um membro da família morreu decorrente de doença adquirida devida a fumar por mais de 40 anos.
E é por esta decisão que dei este título ao artigo. Não consigo aceitar que algo criado para promover justiça tome tal decisão. As alegações vocês podem ver no texto original, mas não consigo aceitar que alguma pessoa fume alegando que não sabia dos malefícios. E mesmo que ela por acaso não soubesse certamente alguém da família sabe, e pode avisar. E nunca vi nenhuma empresa tabagista colocar pessoas apontando armas para a cabeça obrigando a fumar. A decisão de começar a fumar é meramente do fumante.
Mas Carlos, o cigarro possui elementos que viciam, e isso dificulta qualquer decisão de parar de fumar, muitas vezes muitos não conseguem parar por causa do vício. Eu sei disso, mas a questão então é quem deve pagar esta multa? A empresa paga seus impostos – que no caso dos cigarros são altíssimos – ao governo, tudo dentro da lei. Ou seja, a empresa está sendo correta e fazendo o que o governo exige. Mas o que a empresa vende faz mal, prejudica as pessoas. Sei disso também, e o governo também sabe, e ele tem como proibir isso ou não, e ao invés de proibir isso prefere ganhar dinheiro em cima disso. Então por que não obrigar o governo a pagar a indenização, já que no mínimo seria feita justiça com relação ao responsável pela possibilidade das pessoas fumarem.
Somente para não haver dúvidas, não estou defendendo a empresa tagabista, tampouco o cigarro, somente quero expor meu sentimento com relação à decisão da justiça.

Enquanto nossa Justiça continuar promovendo decisões de tal nível teremos pessoas cada vez mais isentas de responsabilidade sobre seus atos, suas decisões. Afinal, se eu tomar uma decisão que não é boa, basta entrar na justiça e procurar outro culpado pela minha decisão.

Entristeço-me ao ver notícias desta linha. Quem sabe um dia nossa sociedade não evolua e com o tempo não comece a produzir notícias como “Justiça obriga fumante a andar com a placa ‘Tomei a decisão errada, e por isso fiquei doente’”.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Sociedade Futuro do Pretérito

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“Na cidade de Preterida os habitantes estavam muito descontentes sobre o atual momento em que se encontravam. Por mais que eles se esforçassem as coisas não aconteciam, não se desenrolavam. E com isso eles estavam cada vez mais estagnados, sem nada evoluir.

Os moradores já haviam promovido estudos a respeito do assunto, analisando a sociedade, a educação. Convocaram os maiores pensadores da sociedade para detectar que mal era este os afetava. Em vão. Nem mesmos os mais sábios conseguiam descobrir o motivo. E esta sociedade foi ficando cada vez mais parada, fadada à extinção.

Eis que um belo dia chega à cidade um visitante, que era professor de português. E como todo visitante foi aos pontos turísticos, restaurantes, hotéis, parques, etc. E começou a interagir com os preteridos e preteridas (cidadãos de Preterida).

Assim que ele chegou a um museu e ficou na frente de um belo quadro, o funcionário do museu lhe perguntou:

- O senhor gostaria de informações a respeito do quadro?

E o professor respondeu:

- Eu não gostaria, eu quero informações a respeito do quadro.

Depois ele foi a um restaurante, onde foi atendido pelo garçom.

- O senhor queria pedir algo para comer e beber?

Após analisar o cardápio, ele responde:

- Eu não queria, eu quero uma lasanha e um suco.

E começou a perceber algo de comum com as perguntas.

Então foi a um parque, a fim de aproveitar o final do dia e ler um pouco. Chegando ao parque dirigiu-se até uma banca onde foi abordado pelo vendedor.

- O senhor desejaria uma revista?

E o professor respondeu:

- Eu não desejaria, eu desejo uma sobre a cidade, o senhor tem?

Após este terceiro contato com os cidadãos da cidade ele viu que todos lá usavam os verbos conjugando-os no futuro do pretérito, e isso lhe despertou a curiosidade.

Bom, mas ele continuou andando e encontrou um senhor triste, sentado no banco, cabisbaixo. Tomou a liberdade e perguntou a ele o motivo desta tristeza. Ele disse ser um dos sábios da cidade, que havia sido convocado para tentar descobrir o motivo de a cidade estar estagnada, sem ir para frente. E no meio da fala disse “...eu gostaria de encontrar o motivo....”. Nesse momento o professor o interrompeu e falou:

- Eis o problema!!!! Vocês não querem mais nada. Repare na sua frase. O senhor disse que gostaria de encontrar o motivo. E quem gostaria não gosta mais. Assim como quem queria não quer mais, quem faria não faz mais, e assim por diante. Sempre que vocês usam o verbo deste modo abrem mão de transformar a realidade, pois imediatamente já dizem que não farão mais isso.

O sábio, ouvindo isso ficou pasmo. Como ela não havia percebido isto? Era tão simples e fácil de resolver. Era somente as pessoas expressarem que continuam querendo, que querem que algo ocorra. Com os querias, gostarias e desejarias que pronunciavam nada mais sairia do lugar.

De tão feliz que ficou, disse ao professor:

- Eu gostari....., eu quero lhe agradecer pois sua ajuda foi de vital importância para nosso povo!”


Quantas vezes não conjugamos os verbos neste tempo verbal, mesmo que nossa vontade ainda persista? E por que fazemos isso? Será que não desejamos que nada se modifique? Queremos que fique tudo do modo que está?

Vi uma definição que o futuro do pretérito pode ser usado como um pedido gentil, cortês. Não sei se gramaticalmente este uso é correto ou não, no entanto precisamos pensar se o que dizemos faz com que algo aconteça.

Imaginem a imensa diferença entre as frases “Eu queria ser uma pessoa melhor” e “Eu quero ser uma pessoa melhor”.

Internacionalizar

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Durante debate recente em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque do PT, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade”.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos o EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.

O problema é internacionalizar essa idéia..."

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Propagandas

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O que é insuperável? Segundo o dicionário é "que não pode superar, ultrapassar. que não se pode vencer, invencível". Pois bem, por que esta definição? Creio que muitos se lembram de um slogan de um produto, onde era dito que o produto era insuperável. E o que aconteceu com esta empresa? Parou de trabalhar na evolução do produto? Afinal, segundo ela mesma o produto atingira um estado de perfeição, tornando-se insuperável.
Não, a empresa não parou, e evoluiu o produto (espero que sim). E o que fazer com aquele slogan? Simples, muda-se. Agora o produto não é mais insuperável, ele é necessário porque se sujar faz bem.

Mas Carlos, aonde você quer chegar? Eu quero chegar nas propagandas que vemos diariamente nas várias mídias. Citando primeiramente esta, e analisando os dois slogans criados. Se antes era insuperável, e com o tempo foi feito um produto melhor, logo chego a conclusão de que a empresa mentiu na criação do primeiro slogan. Agora, se o produto não podia ser melhorado, por que a empresa continuou investindo no produto?
Minha simples racionalidade não consegue compreender isso, a não ser que a empresa somente diga isso com o único objetivo de vender, e não de ser verdadeira com a real qualidade de seu produto ou o objetivo dele. Talvez não esteja mentindo, mas talvez omitindo ou ludibriando o consumidor.

É impressionante o quanto as propagandas tentam iludir, passar a idéia de que seus produtos são a salvação de nossas vidas, a solução de todos os nossos problemas, mesmo os que não temos ainda. Antigamente as propagandas eram focadas mais na qualidade dos produtos, o que eles podiam fazer e como. Com o tempo isso mudou, agora o objetivo dos produtos não é mais cumprir a sua função, mas sim nos tornarem mais felizes. Como se algo material pudesse realmente fazer isso.

Hoje tem até estudos que buscam 'inputar' em nós o desejo por um produto, de modo que não seja o nosso consciente que aja, desta forma nos deixando desprotegidos do arbítrio pelo desejo ou não de um produto.

Onde chegaremos? Que empresas são essas que atualmente usam qualquer artifício para vender, deixando a qualidade em um plano inferior ao da imagem?

Que empresas são essas que utilizarão desse novo estudo para gravar em nós os desejos pelos seus produtos? São empresas responsáveis? Construidoras de um futuro melhor para todos?

Não sou contrário à divulgação dos produtos, até porque as empresas necessitam que seus produtos sejam comprador para poder se manter, manter os empregos, a economia funcionando, gerando impostos para redistribuição por parte do governo, enfim, muitas coisas. Mas isso lhes dá o direito de agirem como agem?

Alguns exemplos de propagandas e técnicas que tentam enganar o consumidor.
1. Colocam sempre o preço da parcela, com letras garrafais, e como por lei precisam colocar o preço total, colocam num tamanho de letra que talvez nem o Hubble consiga ver, sem contar que num tempo mínimo. (Ah, a taxa de juros também é detalhe....)
2. Dizem que é a menor prestação do mercado como se isso fosse algo bom para o consumidor. Ora, para ter menores valores de prestação basta um divisor maior. Isso não é mérito da empresa (Ah, claro, quanto mais prestações, mais juros, mais dinheiro sem produto vendido, ...)
3. Fazem estardalhaço dizendo que a entrada diminuiu em 50% (Ah, eles se esquecem de dizer que esta redução, no final, é de 1% do preço do produto)
4. Cobrimos qualquer oferta (Engraçado, se eles podem fazer um preço mais baixo a ponto de ganhar de qualquer empresa do planeta, por que já não o fazem? Querem ganhar injustamente sobre nós?)
5. O preço em 12x é o mesmo à vista (Fico maravilhado como as empresas são boas!!! Ela se sacrifica, se dispondo a ficar sem um dinheiro dela por até 11 meses somente para agradar os consumidores. Por isso que ela não pode dar desconto à vista.)

E infelizmente temos um povo crédulo demais. Vejam na reportagem.

domingo, 2 de dezembro de 2007

BBB

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Utilizei este título pois o BBB (Big Brother Brasil) é um programa que todos conhecem (gostando ou não) e sabem que neste programa todas as pessoas são vigiadas o tempo todo, sabemos tudo a respeito delas, seus gostos, pensamentos, onde estiveram, o que planejam.
Só que este é um programa de televisão, mas esta idéia está se espalhando mundo afora. Hoje, em muitas cidades somos monitorados por câmeras de vigilância nas ruas, lojas, shoppings, estacionamentos. Também podemos ser 'acessados' em qualquer lugar que estejamos, com o celular.
Com relação às câmeras não temos muito o que fazer, pois elas são dos locais públicos onde vamos. Já com relação ao celular podemos optar por não tê-los ou então usá-lo com consciência, não nos tornando escravos deles.
Há também uma outra invasão de privacidade que é feita pelas lojas, que querem nos cadastrar para saberem nossos hábitos de compra, com que freqüência, o que, etc. E lá vamos nós passando os nossos dados para eles.

Mas estas situações acima nem sempre conseguimos evitar, podemos ao máximo diminuí-las. No entanto parece que o exibicionismo está no seu auge, e o voyerismo também, e as pessoas estão fascinadas por redes de relacionamento, onde expõem sua vida sem a menor consciência dos riscos. Então tomo a liberdade de publicar um texto que recebi por email. A reflexão que ele proporciona é bem interessante.

"O ORKUT apareceu como uma forma de reaver amigos, saber notícias de quem estava distante e mandar recados, e hoje esta sendo utilizado com o propósito para que, creio, o seu maior trunfo, obtenção de informações sobre uma classe privilegiada da população brasileira.
Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve?
Outras culturas hesitam em participar sua vida e dados de intimidade, de forma tão irresponsável e leviana.

Foi por acaso você já recebeu um telefonema que informava que seus filhos estavam sendo seqüestrados?

Sua mãe idosa já foi seguida por uma quadrilha de malandros?
Já te abordaram num barzinho dizendo que te conheciam faz tempo?
Já foi pra festas armadas para reencontrar os amigos de 30 anos atrás e não viu ninguém?

Pois é.
Tá tudo lá. No ORKUT.
Com cinco minutos de navegação eu sei que você tem dois filhos, tem um namorado , estuda no colégio tal, freqüenta cinemas.

E o melhor de tudo, com uma foto na mão, identifico seu rosto em meio a multidões, na porta do seu trabalho, no meio da rua. Afinal, já sei onde você esta. É só ler os seus recadinhos.

Faço um pedido: quem quiser se expor assim, faça-o de forma consciente e depois não lamente, nem se desespere, caso seja vítima de uma armação, mas poupe seus filhos, poupe sua vida íntima.
O bandido te ligou pra te extorquir dinheiro também porque você deixou.

A foto dos meninos estava lá. Teu local de trabalho tava lá.

A foto no hotel 5 estrelas na praia tava lá.
A foto da moto que esta na garagem estava lá.

Realmente, somos um povo muito inocente e deslumbrado.
Por enquanto, temos ouvido falar de ameaças a crianças e idosos.
Até que um dia a ameaça será fato real.
Tarde demais.
Se você me entendeu, Ótimo!

Reveja sua participação no ORKUT ou ao menos suprima as fotos e imagens de seus filhos menores e parentes que não merecem passar por situações de risco que você os coloca.

Se acha que não tenho razão, deve se achar invulnerável.

Informo que pessoas muito próximas a mim e queridas, já passaram por dramas gratuitos, sem perceber que foram vítimas da própria imprudência.

A falta de malícia para a vida nos induz a correr riscos desnecessários.
Não só de Orkut vive a maioria dos internautas.

Temos uma infinidade de portas abertas e que por um descuido colocamos uma informação que pode nos prejudicar.
Não conhecemos a pessoa ou as pessoas que estão do outro lado da rede.

O papo pode ser muito bom, legal.
Mas disponibilizar informações a nosso respeito pode se tornar perigoso ou desagradável.
Portanto cuidado ao colocar certas informações na Internet."