Sobre este blog

Este nome é facilmente interpretado como 'Mundo Idiota', o que não deixa de ser, visto que atualmente vivemos em um mundo do TER e pior, do PARECER TER / SER, enquanto o que devemos valorizar é o SER. Mas o nome tem outro motivo. Uma pessoa que defende sua pátria é chamado de patriota, numa analogia a pessoa que defende o mundo seria o MUNDIOTA.
 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Desigualdade já!

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Sim, desigualdade, é isso que desejo a este mundo para que ele se torne melhor. E não estou maluco tampouco perdi a razão, muito pelo contrário.

As pessoas em nossa sociedade creem que é necessário igualdade, tratar as pessoas de modo igual, pois caso contrário poderá gerar problemas e uma desigualdade é muito mal vista em nossa sociedade. Mesmo vivendo num país capitalista, onde se abomina o socialismo, as pessoas parecem concordar com uma complacência imensa com posturas 100% socialistas, e realmente consideram isso como justiça.

As pessoas confundem igualdade de oportunidades com igualdade de ações. Uma coisa que realmente todos precisam ter em igualdade são as condições, condições de estudo, de saúde, de transporte, condições de se tornarem pessoas dignas e em condições de terem uma vida feliz. No entanto, para conseguirem estas condições não é necessário que as ações que todos devem sofrer sejam a mesma. Para eu dar as mesmas condições a duas pessoas distintas talvez seja necessário agir de modo muito oposto. Por exemplo, para que duas pessoas possam ter a capacidade de falar em público, talvez para uma que naturalmente é muito falante seja necessária uma ação que a ajude a se controlar um pouco, a pausar a fala, e para a outra que é muito quieta seja necessário ações para diminuir a timidez, dar-lhe confiança. Ou seja, para a mesma finalidade duas ações completamente distintas foram feitas. Isso é igualdade? Não, isso é justiça.

E por que falo isso? Acho incrível como a sociedade ignora certas 'igualdades'. Na faculdade para uma matéria será necessário o uso de calculadora. Eu não possuo uma 'só calculadora, ou seja, um equipamento que somente façam os cálculos. Possuo sim uma calculadora, mas num software no iPad. A professora já me conhece, sabe quem sou, que não colo, que faço a prova rápido e normalmente o primeiro a entregar, mas não permitiu que eu use o iPad para fazer os cálculos, isso porque no iPad pode-se ter várias coisas, inclusive cola. Minha postura e meu histórico junto a esta professora foi plenamente ignorado em nome da 'igualdade', já que se liberar o iPad para mim outros alunos irão querer, e provavelmente farão mau uso da ferramenta. E como é mais fácil 'controlar' as boas pessoas do que as más fica mais fácil para uma universidade, ou qualquer organização, punir os bons utilizando-se o conceito de igualdade travestido de justiça.

Justiça é tratar os diferentes de modo diferentes. Se uma pessoa tem condições de usar o iPad sem burlar nada nem tirar proveito além do permitido (no caso da calculadora) por que ela deve ser punida porque outro tiraria proveito? Isso é justo?

Mas Carlos, é complicado agir deste modo. Eu sei, mas o dia que começarem a agir deste modo os que não sabem fazer bons usos começarão a ver os prejuízos que eles estão tendo, e terão que correr atrás disso. E como conseguirão? Fazendo coisas certas, por muito e muito tempo. Enquanto continuarem fazendo isso, o nivelamento por baixo, os que fazem coisas erradas continuarão fazendo, e os que não fariam coisas erradas saem prejudicados.

O dia em que começar a haver pessoas com peito, com postura, que assumam a responsabilidade de promover justiça este país começará a exigir que as pessoas andem na linha, façam as coisas certas, até lá somente os que fazem as coisas certas é que serão prejudicados.

E como uma imagem vale mais que mil palavras, segue abaixo uma belíssima definição.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Justiceiros

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Depois que uma jornalista do SBT fez um comentário, que ao meu ver foi extremamente correto assim como mal interpretado por nossa sociedade hipócrita, o tema dos justiceiros ficou em evidência na mídia.

Vi uma  reportagem na TV e a pergunta era "Como evitar os justiceiros?". Aí a reportagem fala várias coisas, consulta especialistas de todas as áreas. Aparece o governador falando que isso é inaceitável, que não vão tolerar isso, vão coibir. Ahhhh, poupe-me né? Se você, caro governador, tivesse capacidade (ou vontade, melhor dizendo) para acabar com a violência o Rio não seria tão violento quanto é hoje, e nem existiria as milícias que infestam as favelas dessa região. Na verdade, creio que a partir do momento que os justiceiros ganharem poder de influenciar pessoas o próprio governador é que incentivará isso em troca dos votos das pessoas "agraciadas" com a ação destes justiceiros. Se estou delirando, pensem no motivo pelo qual não se acabam com as milícias.

Será que é necessário ser um estudioso das causas sociais, ter pós graduação, ser oriundo de um local com altos índices de crime ou viver em um para poder responder a esta pergunta? Responderei a esta pergunta. 

A resposta para a pergunta é "Tendo justiça".

Pois é, chocante isso né? Se o Estado fizer isso, promover a justiça, podem apostar que os justiceiros morrerão por falta de infratores a serem combatidos. Os justiceiros só surgiram porque as pessoas ficaram de saco cheio de ver violência por tudo quanto é lado e nenhuma ação por parte do estado. Menores fazem o que querem, batem, agridem, roubam, matam e nada ocorre. O máximo que ocorre é serem levados para uma delegacia, tomarem um cafezinho com o "dotô" e no outro dia voltarem a promover tudo novamente.

Vivemos em um local geograficamente denominado de Brasil, porém este local é desprovido de leis, de justiça. Mas Carlos, somos um país que mais leis tem. Pois é, no papel temos muitas leis, mas uma lei só existe quando ela é cumprida. Nas sociedade antigas não existia leis no papel mas de fato existiam leis, porque eram cumpridas. Nesse sentido, realmente não temos leis neste país. Justiça também é algo que não temos. Podem alegar que temos muitos advogados, promotores, juízes, mas isso por si só não garante justiça. De nada adianta termos estes profissionais se as leis que existem no papel não permitem a promoção de uma sentença justa?

Fazendo uma analogia, se uma pessoa não tem acesso a água e a energia elétrica, que são deveres do Estado, o que elas costumam fazer? Aparecem os famosos gatos, com aquela montanha de fios e encanamentos por tudo quanto é lado. E quem é que faz isso? Pode até ser o próprio morador, mas certamente existem pessoas que oferecem estes "serviços" para a população.

É a mesma coisa dos "justiceiros". O Estado falha, aparece alguém cansado da espera, do sofrimento causado por isso e resolve do seu próprio modo. Muitos criticam que é errado fazer justiça com as próprias mãos. E não é injusto "conseguir" energia e água com suas próprias mãos? Se as pessoas que sofrem violência precisam confiar nos policiais e na justiça (argumento das pessoas contrárias a isso) e aguardar, por que as pessoas que não possuem água e energia elétrica também não são criticadas da mesma forma? Eles deveriam comunicar a prefeitura e aguardar pacientemente que o estado cumpra seu dever, não é? E se uma criança não tiver escola e educação de boa qualidade? Ela também não deve ensinar seu filho, pois isso seria agir por vontade própria, não deixar o estado fazer a sua parte. Esta pessoa também estaria errada.

Tanto a justiça, a água, a energia e a educação são necessidades humanas. Vendo a Hierarquia de necessidades de Maslow temos que as 3 últimas que citei são as necessidades mais básicas, e a justiça já está no nível um pouco superior (como segurança). As pessoas que não possuem suas necessidades básicas (fisiológicas) atendidas procuram dar seu jeito para resolver, no caso de ausência do estado. O mesmo vale para quem já possui as necessidades básicas supridas mas a segurança é inexistente.

Portanto, os que querem acabar com os justiceiros briguem, briguem muito. Mas com os políticos, estes que para eles promovem segurança total (carros blindados, seguranças, casa com câmeras, em condomínio fechado, isolado dos pobres que geram). Exijam que os políticos sejam as últimas pessoas a terem segurança, ou seja, como são responsáveis pelas pessoas, primeiro precisam promover a justiça e segurança para todos os demais para depois terem para si, do mesmo modo que vemos pais dando a comida que tem para os filhos e se sobrar algo eles comem.

Garanto que se eles (políticos) fizessem isso certamente não haveria motivo para estes grupos de justiceiros existirem.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Interpretação de texto urgente

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Pois é, isso é algo que o estado adora cobrar nas provas, ENEM, concursos, vestibulares e por aí vai. Mas acho que não é necessário cobrar, mas sim que se ensine. Caso o governo não saiba, as pessoas não aprendem quando se cobra, mas sim quando se ensina. E se ensinado foi, não é necessário cobrar, mas isso é outra discussão.

Hoje vi uma manchete no portal UOL que me chamou a atenção, e fui ler. O título do texto é 

"SBT divulga mensagem de apoio a grupo que amarrou homem nu em poste". O texto pode ser visto por este link.

Abaixo relatarei o trecho dito pela jornalista.

“Num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível”

Reparem que a palavra dita é "compreensível", e não "apoiada". Compreender é entender os motivos que levaram a(s) pessoa(s) a fazer(em) o que fizer(am). Eu posso compreender um caso onde uma pessoa tenha matado outra, mas posso não apoiar. Compreender não possui relação com concordar com isso. Por exemplo, é possível compreender os motivos pelos quais Hitler fez o que fez, na compreensão é necessário entender o contexto da época, da sociedade, da economia, o histórico pessoal, tudo isso certamente influenciou nos atos que ele optou por fazer. Compreender isso somente nos possibilita entender os motivos que uma pessoa teve para fazer algo, e só. Posso compreender 100% os motivos que uma pessoa teve para fazer algo, e ao mesmo tempo discordar de 100% das ações tomadas por ela.

Portanto, considero que o autor do artigo não interpretou muito bem o que foi dito.

Outra frase dela:

“O Estado é omisso, a polícia desmoralizada, a Justiça é falha… O que resta ao cidadão de bem, que ainda por cima foi desarmado? Se defender, é claro”

Gostaria que alguém me apresentasse uma mentira nesta frase. O Estado nada faz (tirando as propagandas que está tudo ótimo e perfeito), polícia não pode dar tiro porque pode acertar um bandido (que são protegidos por lei) e terá que prestar contas do motivo pelo qual atirou, isso quanto tem munição. Justiça é algo cuja existência no nosso dicionário me causa estranheza. E quanto ao se defender, o que mais podemos fazer? Infelizmente aqui quando perguntamos "Ó, e agora, quem poderá nos ajudar?" não tem ninguém que apareça.

E a última frase citada no artigo:

“O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite”

Ela fala claramente de conta-ataque, de defesa legítima. Pois é Carlos, ela está falando claramente que ela defende o contra-ataque, o revide, que ter amarrado o bandido ao poste é a atitude certa a se fazer. Pois bem, vamos pensar um pouco. Ela falou isso sim, mas não somente isso. Ela falou condicionando a alguns fatores. Os fatores são "em uma sociedade sem Estado" e "numa violência sem limite". Ou seja, este pensamento está condicionado a estes dois fatores. Num país onde o estado de faz presente, e a violência esteja dentro das estatísticas das pessoas com problemas e incapazes de viver em sociedade, este contra-ataque não é apoiado.

Quem sabe se nosso governo investisse realmente em educação os motivos deu escrever este texto inexistiria. Primeiro porque a jornalista não precisaria dizer isso pois teríamos uma sociedade mais justa, educada, um Estado presente, e segundo porque as pessoas saberiam interpretar o texto.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Rolezinhos

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Pois é, temos uma nova moda neste país, que foi batizado de rolezinhos. E como é moda, todo lugar quer fazer isso, ficar na moda.

Estes rolezinhos, como sabem, são encontros marcados por jovens pela internet para se aglomerarem em shopping centers, e também como sabem isso tem gerado correria, tumulto, alguns pequenos delitos.

Rolezinho nada mais é do que um arrastão sem praia, é a migração de um ato das praias dos cariocas para as praias dos paulistanos, que todos sabem são os shoppings.

Vejo alguns ilustres, colunistas de jornais e internet, dizendo que isso é uma manifestação dos adolescentes privados de tudo que a sociedade de consumo atual, que eles tem o direito de fazerem isso, e que impedí-los de entrar será uma forma de segregação social. Balela, estes mesmos adolescentes que entram em bando no shopping já entravam no shopping antes, ou sozinhos ou com alguns amigos, e nunca foram barrados ou proibidos, logo a proibição não é pessoal ou elitista, como falam e defendem os defensores de criminosos, mas sim pelo objetivo do encontro, que é o de levar desordem, prejudicar os demais frequentadores e numa eventual correria promover pequenos furtos, afinal, com muitas pessoas tudo vira "terra de ninguém".

Há os que dizem que os shoppings não podem selecionar as pessoas que entram ou não no estabelecimento, pois isso é preconceito. Ora, por que não pode? Será que estas pessoas se esquecem que o shopping é um lugar particular, e como tal pode estipular regras? A minha casa é particular, e eu posso definir quem entra nela. Posso permitir uma pessoa mas posso não permitir um grupo grande pois sei que a chance de ter problema é grande. Se os shopping quiserem bloquear pessoas que possuem potencial para levar desordem por que não o fará? Será que estes defensores do rolezinhos permitiriam que estas pessoas, pobres vítimas de uma sociedade má entrasse numa festa promovida por ele? Deixaria entrar em sua residência?

Não se pode confundir direitos individuais com ações premeditadas para levar tumulto e desordem. O direito de um termina quando começa o do outro. Logo o direito de um jovem participante destes rolezinhos termina quando começa o meu direito de paz e tranquilidade no mesmo ambiente. Quando isso se torna impossível certamente há de se fazer algo.

E será que os que falam que eles somente estão protestando realmente creem nisso? As pessoas que vão lá talvez nem saibam soletrar a palavra "protestando", isso é rebeldia sem causa.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Placebolância

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Este bem que poderia ser o nome deste país, em função das imbecilidades que nossos gloriosos e sempre bem intencionados políticos criam para melhorar este país cada vez mais.

Recentemente no Maranhão, estado miserável governado por uma família que está longe de ser unanimidade entre as pessoas mais conscientes deste país, cuja governadora solicita algumas comidas "básicas" para a sua despensa (vejam em http://folha.com/no1394673) em 2014, tem havido muita violência dentro dos presídios, com presos dando ordens por celular para seus comparsas atearem fogo em ônibus. Nestes ataques morreram algumas pessoas, inclusive uma criança e seu avô (ou bisavô, cada reportagem falou de um modo) de ataque após saber da morte da sua netinha. Os ônibus deixaram de circular a noite por causa disso, prejudicando ainda mais a população de baixa renda que necessita de ônibus para se locomover.

E é aí que entram nossos ilustres políticos, pessoas sábias, estudadas. O que resolveram fazer para acabar com isso? Simples, proibiram postos de combustíveis da cidade de venderem combustível em vasilhames, como embalagens pet. Sensacional, genial. Preciso aplaudir tal momento de genialidade. Agora certamente os bandidos estão ferrados, não conseguirão mais atear fogo nos ônibus. Foram pegos, estão impotentes mediante tamanha genialidade. Como diria o Robin, "Santa ironia!". Vamos acordar, bandido é bandido, bandido não segue lei, se proibirem na cidade eles podem simplesmente chegarem lá com um revólver e obrigarem, ou então se não quiserem se expor deste modo basta ir numa cidade próxima e comprar, ou mais fácil ainda, basta colocar o combustível no tanque e retirar com uma mangueira, simples assim. Será que é tão difícil pensar? A vontade que dá é soltar um palavrão, cujas iniciais seriam PQP, mas não o farei. Será que a população acredita nisso? Será que acredita que os políticos estão preocupados mesmo com a população?

Outra coisa sem sentido é a nova exigência do governo para incluir aulas em simuladores para quem vai tirar carteira de motorista, encarecendo a já cara carteira de motorista brasileira em uns R$ 250,00, mais ou menos. Claro que isso é para formar um melhor motorista, que saiba dirigir em diversas situações, chuva, neblina, noite e por aí vai. MENTIRA!!!!! Isso não é verdade. Primeiro que aquilo é um simulador, e por mais real que seja, qualquer pessoa sabe que se sofrer um acidente, bater em outro carro, atropelar uma pessoa nada de real acontecerá com ela. Mas Carlos, isso não vai acontecer, o motorista terá consciência que na noite precisa dirigir com mais cuidado, assim como na neblina e chuva, e vai tomar cuidado. Claro que sim, porque ele sabe que está sendo avaliado, que um erro pode obrigar a fazer tudo de novo, o que significa mais dinheiro para a autoescola e menos dinheiro no bolso deles. Sabem também que vai aparecer animais do nada, pessoas do nada, carros parados do nada. Mesmo não sabendo o momento, sabe-se que isso ocorrerá, então a pessoa já vai preparada para isso, basta ela por meia hora dirigir com muito cuidado, 100% atento, com velocidade bem baixa e tudo estará perfeito, teremos um motorista exemplar.
Mas alguém já avisou que isso não é vida real? Na vida real não tem tantos imprevistos assim, e muito menos com tempo determinado para aparecerem. Na vida real se o motorista andar bem abaixo da velocidade vai prejudicar muito o trânsito, vai colocar a vida dos outros em risco. A boa direção do futuro motorista numa autoescola não será decorrente da consciência e treino, mas sim da imediata punição no caso de descumprimento da lei. Se passar do limite de velocidade, o sistema registra. Se não der seta, o sistema registra. Se passar no sinal vermelho o sistema registra. E a punição é imediata, não tira a carteira e tem que pagar tudo de novo. E na vida real? O que acontece na vida real? Respondo: NADA. Aqui não há punição. E quando se tem radar a lei vai lá e exige que se informe o motorista para ele diminuir a velocidade.

Até quando ficaremos vivendo de placebo? E pior, pagando bem caro pelo placebo.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Brasil, um país de tolos

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Este país é muito engraçado. Parece-me que as pessoas se encantam por placebo, e não por coisas que efetivamente tenham efeito.

Em São Paulo o prefeito sancionou uma lei que impede pessoas de escutarem música em veículos públicos de transporte sem fone de ouvido, porque o que tem de gente sem respeito é um absurdo.

Isso pode soar como positivo, mas é necessário ir um pouco mais além.

Primeiramente já existe uma lei que impede barulho nos transportes coletivos. Ou seja, essa é só uma nova roupagem, mas lei mesmo existe, e até hoje nunca foi cumprida.

E essa nova lei é muito interessante, fico pensando se quem a fez realmente crê em sua eficácia, ou se somente quis tirar sarro da nossa cara, ou no máximo quis ter mais um projeto de lei emplacado para poder depois exibir estatísticas sobre seu "trabalho".

Segundo a lei, o passageiro que se sentir incomodado pedirá para o infrator respeitar a lei, e no caso de desobediência poderá acionar a polícia, que poderá então pegar o "meliante" e retirá-lo do ônibus.

Vamos analisar isso. Quem em sã consciência atualmente neste país vai falar com este tipo de pessoa para que ele possa gentilmente parar com o som? E mesmo que alguém fale, na recusa deverá procurar um policial. Ou seja, após o desembarque a pessoa deverá procurar por um policial, e caso consiga encontrar deverá falar "Seu policial, no ônibus tal havia um sujeito com tais características que estava com som alto, por favor corram atrás do ônibus antes que ele desembarque e o prenda".

Vamos falar sério, quem fará isso? Quem irá atrás de um policial depois que já se "livrou" do incômodo, ainda mais perdendo tempo, que sabemos que em SP o tempo é um dos mais escassos itens.

Mas vamos continuar otimistas, vamos pensar que a pessoa pediu para o cara baixar o som, que depois que desceu do ônibus achou um policial e falou do sujeito, que estes policiais foram atrás do ônibus, conseguiram o parar e retirar o sujeito do ônibus. Para todo mundo que comete uma infração deve-se haver uma punição, certo? Pois bem, nesta área houve uma mudança na lei prevista. A punição prevista era multa de 5 mil reais, e agora isso não existe. Não há punição alguma, isso mesmo, o sujeito só sairá do ônibus e nada mais ocorrerá.

Ou seja, mais uma lei que não muda nada.

Primeiramente a lei exige que os próprios passageiros reclamem, e sabemos que hoje até um simples bom dia pode ser motivo para o outro bater, imagina reclamar com estes sujeitos.

Se realmente quisessem acabar com isso poderiam fazer de outro modo. Sugiro um. O cobrador poderia ter a função também de zelar pelo bem estar dos passageiros. De que modo? Ele poderia ter acesso a um botão que acionaria os policiais mais próximos do ônibus, no sentido do trajeto do mesmo. Então quando o cobrador detectasse um destes sujeitos ele simplesmente acionaria o botão, e assim que possível num ponto próximo já teriam policiais esperando, e estes entrariam no ônibus e retirariam o sujeito, levando-o até uma delegacia para registrar o caso e cobrar a multa de 5 mil reais. Se não pagar, ficará preso até pagar a multa.

Com uma punição dessas há o risco sim de diminuir isso, afinal, se dói no bolso as pessoas tendem a com mais facilidade ficarem "educadas".

Claro que não há policiais disponíveis para todos os pontos, linhas, mas a questão não é nem essa. Mesmo com a sugestão que dei certamente haverá pessoas que não serão punidas, mas a questão é, se algumas pessoas começarem a ser punidas, sem chance de choro nem vela, essas punições começarão a serem difundidas e o risco de punição certamente fará com que a incidência de desrespeito caia. Afinal, quem usa transporte público estatisticamente são pessoas com menos posses, e uma multa de 5 mil reais pode ser um bom auxílio para o despertar da consciência.

Porém, do modo que foi feita, será só mais uma lei das que "não pegam".

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Que pais é este?

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Sim, este título do artigo não é original, já foi muito bem cantado pelo grupo Legião Urbana, mas não há melhor expressão para demonstrar a indignação com relação a este país lugar nojento que possui fronteiras mas infelizmente não possui cidadãos.

Cada dia acontece uma coisa pior que outra, estamos numa queda vertiginosa, creio que sem precedentes na história deste país, e talvez com poucos casos similares na história da humanidade.

Estamos com uma geração inteira (talvez duas) de inúteis, amebas, imbecis, egoístas, mimados, fracos, vagabundos e quantos adjetivos mais quiserem. Coisas (é assim que denominarei pois se denominasse pessoas ou cidadãos estaria ofendendo os poucos que conseguem sobreviver, a muito custo, neste país) que não almejam nada na vida, acham que a vida lhes deve algo, que estão acima do bem e do mal, que podem tudo, na hora que querem, do jeito que querem, e se os outros não lhes dão certamente podem bater, quebrar, botar fogo, matar, afinal, SUA vontade não foi satisfeita, e quem são estas pessoas que não satisfazem a vontade de um deus? Estamos cheio de pequenos deuses carentes, que precisam ter seu ego inflado sempre massageado por seus súditos (entende-se qualquer pessoa diferente dele mesmo), afinal as ordem de um deus jamais devem ser questionadas e sempre acatadas.

Semana passada ouvi ao menos dois casos de assassinatos seguidos de suicídio, exatamente pelos mesmos motivos. Dois casais de namorados perderam a vida. Em ambos os casos a coisa do gênero masculino considerava a companheira sua propriedade, que deveria fazer tudo o que ele quisesse, na hora que ele quisesse. Se a coisa pedisse que não usasse determinada roupa ela deveria obedecer. Se quisesse que não trabalhasse ou estudasse deveria acatar. Se quisesse que não conversasse com pessoas do gênero masculino ela deveria acatar. Claro que isso aprisiona a pessoa, e ninguém quer viver assim. Então as meninas terminaram o relacionamento. Como a coisa suprema não pode jamais ser questionada, nem ter suas vontades não atendidas, o que restou? Foram lá e mataram as moças, e depois se mataram (ao menos fizeram uma coisa boa na vida, porém eu gostaria que tivessem começado por isso.....).

Esses casos foram na semana passada, mas o que tem de coisas acéfalas se achando dono dos outros é uma enormidade. Não conseguem nem escrever a simples palavra "você" corretamente e se acham superiores aos outros. Por favor, é muita imaturidade.....

Outra coisa terrível é o que algumas pessoas teimam em chamar de gênero musical, um tal de funk. Nunca vi na história da humanidade um gênero se destacar por músicas tão chulas, repleta de palavrões, obscenidades, vulgaridades, ou repetições infinitas de uma ou duas palavras, no máximo. Na verdade creio que isso ocorre porque é a única coisa que pessoas que lotam os bailes tem capacidade de compreender em função do "excelente" ensino que temos. Tem letras que a maior parte do tempo fala "você, você, você, você, você, você, você, você, quer". Duas palavras, na maior parte do tempo, e só isso. E a pessoa se diz cantora. Agora entrou na moda uma merda maior ainda chamada de funk ostentação. Conseguiram piorar ainda, agora a onda é falar de coisas caras, de grife, se exibir, mostrar que podem muito, que são melhores que os outros porque usam produtos caros. Acorda babaca, só precisa ocupar sua vida com coisas caras quem é barato, quem não tem valor. E vejo inúmeras crianças idolatrando essas coisas. Ontem na TV passou algo que me deixou profundamente triste. Um tal de MC Gui, de 15 anos, num quadro de TV, saiu com uma fã para fazer a alegria dela. A menina devia ser mais nova que ele. A alegria dela consistiu em ir num shopping, fazer cabelo, maquiagem, unhas, depois comprar muitas roupas e muitos sapatos. E centenas de crianças histéricas, gritando aos quatro cantos "eu te amo" pra aquilo. Se fosse uma ou duas tudo bem, mas centenas me causou muita tristeza. Que futuro darão a humanidade?
Mas tem uma coisa que me chama muito a atenção com relação ao funk, creio ser o gênero musical que mais atrai surdos. Sim, não estou maluco. Por que sempre que passa um carro a mais de 100 metros de mim e eu consigo mesmo assim escutar o som é funk que está tocando. Se eu estou a toda esta distância e escuto, imagino que quem está no carro deve ter um nível de surdez muito alto e está tentando escutar de qualquer modo.

Também recentemente alguns políticos foram presos neste país (inacreditável, mas vamos esperar pelo futuro para vermos se realmente ficarão presos, e com quais "mordomias"). Um deles, o José Genoíno ficou de uma hora pra outra dodói, teve que ser avaliado por vários médicos, com rapidez e agora quer ficar preso em sua casa, aposentado integralmente com salário superior a 20 mil reais se não me engano. Ei governo, eu também quero isso. Quero receber o resto da minha vida um salário desses sem  fazer nada, a não ser ficar em casa vendo TV e rindo dos cidadãos otários que pagam meu conforto. Lembro-me que quando este senhor não estava preso e o CQC ia tentar falar com ele ele sempre andava rápido, com cara ríspida, nunca parava para responder nada. Saúde impecável.
Mas Carlos, se realmente ele está doente e a lei permite isso a um cidadão, ele tem direito a isso. Eu sei, e é o correto isso. Mas por que este infrator (posso o chamar assim pois foi condenado pela justiça) tem privilégios sobre os demais? Quantos estão realmente doentes e não aparece um médico para fazer um exame? Por que ele que participou de um esquema de corrupção e influências é mais bonito que os outros? Quero sim que ele seja atendido, mas somente após todos os outros que já estavam na cadeia sejam atendidos, com a mesma mega equipe de profissionais que o atenderam. Entra na fila meu filho.....

Ontem acabou o campeonato brasileiro de futebol, e numa partido violência sem fim. Muita correria, chutes, socos e no mínimo 3 pessoas foram encaminhadas ao hospital em estado no mínimo que inspira muitos cuidados. E tudo isso no país do futebol (ai como eu gostaria que este fosse o país da educação e do respeito). Polícia chegou, baixou helicóptero no meio do campo, uma hora de jogo interrompido. E olha que a copa começa em poucos meses. Aí falam que a culpa é do fraco policiamento, poucos membros. Me poupem. A culpa da violência nos estádios é dos violentos, e não da polícia. Se não tivessem essas coisas, que se acham superiores aos demais, essas coisas vazias que buscam sentido na vida batendo nos outros, não haveria briga. Coisas sem educação é que são as responsáveis por isso, e não os poucos policiais. Quem fala que a culpa da briga é por causa do pouco policiamento deve, logicamente, achar que a culpa por um estupro é da mulher que usou uma roupa que "provocou" o homem, pobre inocente que não teve como resistir a violência provocada pela roupa da mulher.

E para terminar centenas de coisas marcaram uma invasão a um shopping em SP, chegaram de metrô até lá, levaram pânico, crianças chorando, lojas fechando as portas, pessoas assaltadas. E como sempre, nenhum preso. Acho engraçado que centenas de jovem marcam isso pelo Facebook e nossa polícia não consegue saber disso, e quando chega é só para garantir que eles (os baderneiros) possam sair em tranquilidade sem serem interrompidos. Absurdo isso, nossa polícia servindo para escoltar marginais, vagabundos.
Mas é muita gente, não tem como prender todos. Eu sei disso, mas pega o que der e coloque como fiança 50 mil reais, no mínimo. Peguem os perfis dos que confirmaram presença na rede e exijam o mesmo. Ah Carlos, mas as pessoas não tem este dinheiro. Problema delas. Se são machos para vandalizar devem ser machos para arcarem com as consequências. Mas Carlos, tem gente que só escreveu de brincadeira. Brincadeira é algo que somente tem graça se ambos os lados se divertem, se as pessoas do shopping não se divertiram não é brincadeira, e com uma punição destas certamente os "engraçadinhos" pensariam duas vezes antes de escrever algo.

Mas como vivemos na Impunelândia, nada ocorrerá. Aqui não se pode prender, não se pode repreender, não se pode exigir, não se pode orientar. Aqui só se pode fazer baderna, falar besteiras, exigir tudo dos outros sem nada dar, receberem esmolas para serem vagabundos eternos, extorquir, chantagear.

Infelizmente a região delimitada por nossas fronteiras não é um país, virou uma casa da mãe Joana. Pena que os poucos filhos que tentam organizar a casa estão perdendo profundamente, já que a Joana compactua e incentiva aqueles que dão jus a expressão.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Promoções de fim de ano

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Todo ano é a mesma coisa, várias lojas fazem promoções para atrair consumidores a gastarem mais em seus estabelecimentos. Aqui onde resido creio que todos os mercados estão dando carros nas promoções, o que sem dúvida é um belo atrativo. Independente se é um carro mais simples ou um mais completo será um lucro muito bom.

Num destes mercados você ganha um cupom a cada R$ 50,00 gastos. Só que eles informatizaram a promoção então nos caixas você somente informa o seu CPF (claro que com isso eles saberão o que você compra, com que frequência, quanto você gasta e poderão usar isso "contra" você no  futuro....) e um toten é que imprime os cupons, evitando que precisemos ficar horas informando os mesmos dados em todos os cupons. Isso eu achei sensacional.

Porém, hoje quando fui imprimir meus minguados cupons havia um senhor já imprimindo os seus cupons. Neste caso o gerúndio é muito mais que bem vindo, pois quando cheguei já estava sendo impresso, depois fiquei mais de 10 minutos e ainda imprimia os cupons dele. Foi necessário colocar uma nova bobina, a qual foi 100% utilizada somente pelos cupons daquele senhor. Imagino, por baixo, que no mínimo uns 300 cupons tenham sido impressos. Fazendo uma simples matemática, R$ 50,00 * 300 = R% 15.000,00, isso mesmo, aquele senhor gastou no mercado no mínimo 15 mil reais.

Porém na verdade aquele senhor não gastou 1 centavo no mercado, e ganhou todos estes cupons. E por que eu digo que ele não gastou nada? Por que ele tem um restaurante, e o que ele compra é para preparar as refeições com as quais ele ganha dinheiro. Ou seja, quem efetivamente pagou pela compra do mercado foram as centenas de pessoas que se alimentam em seu estabelecimento, e não ele. Ele é um mero intermediário. E é isso que me chateou. Por que uma pessoa que não gastou nada no mercado tem no mínimo 300 chances de ganhar e eu que efetivamente gastei tenho poucos?

Vocês podem até dizer que ele gastou dinheiro no mercado, então ele tem direito, mas isso gera uma condição de desigualdade, não em função do dinheiro que a pessoa tem, mas sim por quem estar comprando ser uma pessoa jurídica, e não uma pessoa física.

Se as promoções são para atrair mais consumidores, não deveria excluir os revendedores? Pois neste caso a pessoa que comprou a comida está revendendo-a, ganhando dinheiro sobre ela, enquanto que eu, você e a maior parte das pessoas está efetivamente consumindo os produtos do mercado.

Excluir também pode não ser justo, mas então creio que poderia estipular um valor maior para compras efetuadas por empresas. Se a cada R$ 50,00 cada pessoa física tem direito a um cupom, poderia estabelecer que a cada R$ 500,00, por exemplo, a pessoa jurídica teria direito ao mesmo cupom, tentando de uma maneira simplória minimizar este abismo existente entre estes dois tipos de pessoas.

Fiquei até desmotivado em colocar meus 3 cupons acumulados ao longo de algumas compras após ver o cara com mais de 300 cupons impressos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Da série "Analisando de outro modo"

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Está no ar uma propaganda do detergente Ypê. O repositor mal coloca o produto na gôndola e já aparece alguém para pegar o produto, fazendo o repositor até pedir ajuda para conseguir dar conta.

Vejam o vídeo pelo link http://www.youtube.com/watch?v=_bEyXUGCW6o.

Na propaganda também falam "Detergente Ypê é o mais vendido do Brasil porque tem muita qualidade".

Até aí não tem nada de diferente de qualquer propaganda, que sempre divulgam os melhores e mais incríveis produtos do mundo, mas reparem que na gôndola, na parte que antecede o espaço do detergente existe um sabão em pedra, também da Ypê, que está lotado, nenhum produto retirado.

Pois bem, se o detergente desta marca é o mais vendido porque tem muita qualidade, a tal ponto de não ficar nenhum na prateleira, devo entender o que sobre o sabão em pedra, já que nenhum foi vendido?

Aí fico pensando, como pode uma empresa conseguir fazer produtos de qualidade tão opostas? Será que são pesquisadores diferentes? Vai saber.....

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Preocupações estudantis

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Hoje na sala de aula foi um pessoal falar a respeito da formatura (ainda faltam mais de 3 anos, na melhor das hipóteses). Já levantaram algumas informações a respeito, a empresa que pode fazer o evento, pegaram fotos do local, das comidas servidas, levantaram muitas coisas.

E também falaram que pode ser 1 dia ou 2 dias (se não me engano o jantar e o baile em dias diferentes), e a princípio o valor a ser pago será de R$ 80,00 por mês, aumentando R$ 10,00 a cada semestre, e creio que neste ritmo deve terminar em R$ 140,00 por mês, sem contar que ainda os alunos deverão vender rifas e ingressos para  festas.

O valor total elas não falaram, mas o pessoal perguntou e o valor deve ficar em torno de R$ 6.000,00. Isso mesmo, dois dias de festa a este valor. R$ 3.000,00 por dia. Se a festa durar 8h, digamos que teríamos um valor por hora na ordem de R$ 375,00. Gostaria de saber se eles acham fácil ganhar este valor por hora. Fazendo um cálculo considerando 180 horas trabalhadas por mês, o salário seria equivalente a R$ 67.500,00, será que eles se dão conta disso? Ou será que somente se preocupam com o valor mensal? Acho que não preciso responder.

Na apresentação falaram que teria muita comida, e focaram muito a bebida, terá uísque, vodka, Red Bull, cervejas das melhores qualidades, djs, caricatura de cada aluno, até trio elétrico terá. No discurso a moça falou que tudo seria da última qualidade. Fiquei pasmo, se sendo da última qualidade já é este valor, qual seria o valor se tudo fosse de primeira qualidade?

Fico imaginando o seguinte. A pessoa não sabe nem a diferença entre primeira qualidade e última qualidade, mas quer tudo do bom e do melhor. Não seria melhor ela querer um ensino de primeira qualidade? Não seria melhor ela exigir de si um português de primeira qualidade?

E isso me fez ficar pensando no foco dos estudantes. Não vejo os estudantes animados nas aulas, não vejo os estudantes cobrando professores de primeira qualidade, exigindo trabalhos de primeira qualidade. Vejo sim estudantes reclamando das aulas, se o professor dá 2 exercícios já reclamam, reclamam se a prova não é com consulta, reclamam se a prova não é em dupla, reclamam se a prova não é de alternativas. Vejo estudantes reclamando de terem que ler mais que 2 páginas. Vejo estudantes se preocupando em como colar nas provas, vejo estudantes pedindo para pessoas assinarem o nome na lista de presença quando há, ou então chegando 30 minutos depois da aula começar, responderem a chamada e saírem 30 minutos antes (isso porque as aulas tem 90 minutos, consequentemente 2/3 da aula não presenciam).

E estes são os mesmos alunos que há mais de 3 anos para a formatura já foram levantar um monte de informação, que se preocuparam com a bebida e a música de de "última" qualidade.

Fico só pensando, qual será o tipo de profissional que sairá de lá? Um profissional preocupado com o cliente, com a melhor solução, ou um "proficionau" cujo único objetivo será o de ganhar dinheiro para continuar tendo tudo de "última" qualidade?

terça-feira, 8 de maio de 2012

O tempo e as jabuticabas

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Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.
Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

Rubem Alves

domingo, 25 de março de 2012

O que é comida?

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A pergunta parece algo bem simples de responder, qualquer criança com o mínimo de idade consegue dizer que comida é tudo aquilo que você come, qualquer alimento que o ser humano consuma.

Mas acho que isso está em mudança atualmente, pois hoje eu comi duas lâmpadas, um sabonete líquido. É sério, oficialmente eu comi tudo isso. E por que eu digo isso?

Tudo isso ocorreu em função da “maravilhosa” invenção dos vale alimentação e refeição. Primeiro que isso já considero uma idiotice sem tamanho, além de um cerceador de liberdade de escolha de como quero gastar parte do meu salário. Com a “invenção” destes vales o que muda é a diminuição da nossa liberdade de escolha, além de criar o absurdo que lhes falei.

Hoje fui a um mercado, do tipo atacado, e comprei vários itens para minha alimentação. Perguntei se poderia utilizar o vale refeição e advinhem, não pude. Talvez deva ser porque eu não deva comer os alimentos que compro deste mercado, vai saber.

Depois fui almoçar em um restaurante, colocar algum alimento pra dentro, e quando fui pagar com o vale alimentação advinhem novamente, não pude.

Depois fui em uma loja de itens diversos, e comprei um sabonete líquido e lâmpadas e advinhem, consegui pagar com o vale alimentação.

Será que o mundo mudou e eu não fui informado? Será que mudaram a classificação das coisas?

Almoço não é mais alimentação, itens de alimentação não é mais alimentação, mercados e restaurantes não posso usar o vale alimentação, e em lojas de itens diversos posso.

Quando foi que o mundo ficou maluco?

Não sei estas respostas, somente sei que terei que me acostumar com o gosto das lâmpadas, pois estas sim são o alimento do presente.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Prostituição

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Pois é, esta é uma prática que está aumentando muito em nossa sociedade. Pra todo lado que olhamos vemos pessoas se prostituindo, fazendo qualquer coisa por dinheiro, somente para poder comprar o que a sociedade “diz” que precisamos ter para podermos estar enquadrados e sermos considerados “normais”.

É realmente muito triste ver isso, e o pior é ver que a sociedade incentiva isso, e pior, valoriza isso.

Aos que pensam que estou falando de sexo lamento, não é sobre isso que estou escrevendo. Prostituição possui sim este senso comum, porém prostituição também é se corromper, se desmoralizar, degradar, e é sobre estes significados a que me refiro.

O que está aumentando é a prostituição dos profissionais de todas as áreas. Se fizermos sondagens rápidas nas empresas encontraremos inúmeros profissionais “qualificados” (leiam profissionais com diploma) que o simples ato de pensar é algo completamente estranho.

Isso em qualquer segmento. As pessoas vão lá nas universidades e compram os diplomas se qualificam para determinada função, então quando buscam emprego basta levar o papel que os qualifica, então a empresa o contrata.

Porém se esquecem que nenhum papel qualifica ninguém, o papel é a parte mais fácil de tudo, o comprometimento, a qualificação, a visão da parte e do todo, a visão estratégica e de futuro não tem como ser colocada no papel. Isso depende de uma real educação, aquela dadas pelos pais desde o berço.

Mas como o que realmente pode fazer a diferença entre uma pessoa comprometida com o trabalho e outra comprometida com a sua possibilidade de adquirir mais e mais produtos para ser “descolado” e “antenado” com todos não tem como ser posto no papel, cada vez mais teremos em nossa sociedade pessoas sem a menor, reforço, menor qualificação.

E é aí que ocorre a prostituição. Os serviços possuem um custo para serem feitos, e quando digo feitos digo feitos com qualidade, com comprometimento por parte de quem faz o serviço, se preocupando em gerar o menor dano possível, propiciando a maior durabilidade possível. Então este profissional realmente qualificado (e quando digo qualificado não me refiro a diploma, mas sim nas competências que adquiriu ao longo da vida, independente do local) informa o preço dele. Vamos supor que ele informe que é R$ 1.000,00. O cliente vê e reclama, afinal conhece outros “profissionais” que fazem ““““exatamente”””” a mesma coisa por R$ 300,00. E quem é que não quer ter uma “economia” de R$ 700,00. Então contrata o serviço mais baixo, tem problemas durante e execução e acaba gastando o dobro do valor, após inúmeras reclamações e brigas com o “profissional” contratado. E depois de algum tempo o serviço já apresenta problema, pois o “profissional” contratado não se preocupou com a qualidade e durabilidade dos materiais que ele utilizou no serviço, pois mesmo a pior qualidade seria o suficiente para mostrar que o serviço dele estava funcionando no ato da entrega. Depois de der problema 1 semana depois o problema não é dele mais, afinal, quando ele “entregou” o serviço tudo estava funcionando perfeitamente.

Então o cliente tem problemas novamente no mesmo local, o problema gera um prejuízo e é necessário contratar outro “profissional”, e lá vai ele, contratando “profissionais”, brigando com todos e criando o conceito que todos os “profissionais” são ruins e sem vergonha, sem se dar conta que ele NUNCA de fato contratou um profissional.

Enquanto isso o profissional de verdade fica sem serviço, pois todos acham que ele está cobrando caro demais. Então, por questão de sobrevivência, ele precisa cobrar valores iguais aos demais, que é onde gera a prostituição que falei.

Nossa sociedade é que incentiva isso. De todos os “profissionais” que são formados anualmente no Brasil, qual o índice real de profissionais? Infelizmente é mínimo, pois a formação humana das pessoas está degradada, o único interesse é o de adquirir o máximo de dinheiro possível com a “profissão” comprada conquistada para poder comprar tudo o que “precisamos”. Se farão a coisa certa, do modo certo, não tem a menor importância, desde que o dinheiro entre na conta.

Outra coisa que facilita esta prostituição é o preço irrisório das ferramentas que o profissional precisa para trabalhar. Antigamente para iniciar uma profissão o cara tinha que comprar com muito esforço materiais usados, para então depois de bastante trabalho conseguir juntar dinheiro para comprar os melhores materiais para se trabalhar. E como isso demorava para acontecer, somente pessoas que realmente queriam se dedicar aquela profissão é que se dedicariam a ela.

Hoje com os preços irrisórios e prazos a perder de vista qualqer Zé Mané se aventura, compra os itens e sai por aí dizendo que sabe fazer.

Infelizmente vejo o mundo aumentando o número de pessoas prostituídas dia após dia, pois os pais, desde quando os filhos são pequenos, falam que estão trabalhando tanto para poder lhes dar uma boa faculdade que lhes deem o papel necessário para que eles possam no futuro ter dinheiro para poder comprar tudo o que quiserem, e assim vai se criando outra geração que somente consegue ver a profissão como algo que lhes dê dinheiro, mas não como algo que lhes dê safisfação pessoal muito menos se preocupe com o cliente, com a qualidade da sua entrega.

Quem sabe quando se preocuparem de fato com o aprendizado e não com o papel isso comece a mudar.

Perguntem as pessoas de mais idade quando se tinham mais profissionais no mercado, se era antigamente, quando não se fazia faculdades e os preços eram altos, ou então atualmente, quando se tem faculdades em cada esquina e os preços são baixos?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Toda burrice merece ser castigada

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Esta semana foi noticiada um novo gênero de cartão, o cartão pré-pago.

Podem ver uma matéria pelo por este link.

Os bancos passam a oferecer um cartão para os que não tem conta corrente, onde as pessoas podem “carregar” o cartão com os valores que quiserem (até um limite), e então estas pessoas podem nos estabelecimentos passarem este cartão para pagarem suas contas.

Tento entender qual o motivo disso. Eu dou o dinheiro para o “banco”, que somente devolve o meu dinheiro “dentro” de um cartão de plástico, porém para devolver o meu dinheiro cobra taxa. Cobra a taxa de emissão do cartão, cobram a taxa de recarga e alguns taxa para eu sacar o meu dinheiro.

Fantástico isso, agora o banco vai ganhar dinheiro para que as pessoas possam usar o seu dinheiro. E sem contar com a incrível vantagem de não ter responsabilidade alguma.

Olha que sacada fantástica. Eu dou R$ 1000,00 ao banco, que me cobra R$ 15,00 para emitir o cartão, mais R$ 2,00 pela carga inicial. Então durante o mês preciso sacar dinheiro duas vezes, e com isso gasto mais R$ 7,00. Ou seja, no final do mês, dos R$ 1000,00 que eu JÁ tinha disponível para uso, somente pude utilizar R$ 976,00. Incrível, consigo em um mês perder 2,4% do meu dinheiro.

E o banco ainda tem o benefício de não ter que pagar remuneração da poupança, muito menos ser responsável por qualquer perda, afinal, o banco não está de posse do dinheiro, e se o cliente perder o cartão, for roubado não terá a quem recorrer. Seria igual a perder o dinheiro, se perder, já era.

Vamos supor um pouco mais. Se o dinheiro está no cartão. Inicialmente havia R$ 1000,00, e após algumas compras o saldo fica em R$ 723,00. Então eu perco este cartão. O que acontecerá? O saldo está somente no cartão, se eu perdê-lo (ou danificá-lo, mesmo que sem querer) todo aquele dinheiro vai pra onde? Será perdido, e o único penalizado será o dono do cartão, já que não haverá outro local onde se possa ter o registro do saldo.

Como disse inicialmente, a idéia é para beneficar as pessoas que não possuem conta em banco, até porque isso tem um custo. Ledo engano. O BC estabelece que alguns serviços bancários são isentos de tarifa. E deste modo é possível ter uma conta no banco sem pagar taxa alguma, com direito a cartão de débito, 10 folhas de cheque por mês, 2 saques, 2 extratos, além de depósitos e internet ilimitados. E se já se tem tudo isso de graça, por que pagar por algo para que eu utilize o meu dinheiro? Ainda mais sabendo que qualquer problema que ocorrer o único prejudicado será a própria pessoa?

Vi comentários de pessoas dizendo que com este tipo de cartão não correrão o risco de gastar mais do que tem. Engraçado, com o cartão de débito também ocorre isso. Se o valor da compra for superior ao disponível na conta corrente a transação será bloqueada. Ou será que o pessoal imagina que no cartão de débito pode gastar o que não tem?

Me parece, realmente, que esta “novidade” é somente uma forma de tirar dinheiro dos burros, e este é o motivo do título. NÃO há motivo para qualquer pessoa adquirir um serviço onde toda a responsabilidade será somente sua, não haverá proteção, e sendo que já existe o mesmo tipo de serviço, gratuito, onde o banco tem responsabilidade.

Veremos como anda nosso povo mediante o “sucesso” deste novo tipo de cartão. Eu receio fortemente que será um sucesso.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Lula no SUS

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Recentemente nosso ex-presidente foi diagnosticado com um tipo de câncer, e prontamente já será atendido em um belo hospital da capital paulsita, como tudo de bom e do melhor.

E está rolando uma “campanha” na internet pedindo que ele se trate no SUS, e há muitos comentários rolando a respeito disso, tanto a favor quanto contra.

Fico intrigado tentando entender porque algumas pessoas não gostaram da campanha, achando-a ofensiva, desrespeitosa com relação ao estado de saúde dele e coisas do gênero.

Desde quando desejar que a pessoa responsável pela saúde deste país, que bradou a quem pudesse ouvir que a saúde do país era de primeiro mundo, que deveria ser copiado por outros países, utilize uma maravilha é algo ofensivo?

Quem, em sã consciência, deixaria de utilizar algo fantástico e de primeiro mundo? Não conheço ninguém que opte por algo pior. Ou será que o Lula pensa tanto no povo (como ele sempre disse) que optou por algo pior para deixar uma vaga livre para mais uma pessoa necessitada?

O que vejo em jornais é um sistema de saúde pública inexistente, onde pessoas levam horas para serem atendidas (isso quando estão extremamente mal e quase morrendo). As que não morrem neste momento depois precisam esperar meses para poder fazerem os exames. As que não morrem neste outro período precisam esperar anos para poder ter seus exames avaliados e então começarem efetivamente o tratamento. E tudo isso é de primeiro mundo!!!!

E nosso ex-presidente? Fez o exame e pegou o resultado provavelmente no mesmo dia, e começará o tratamento 2 dias após o diagnóstico. Incrivel a semelhança, não acham?

Lula não é bobo, sabe a *erda que é a saúde pública brasileira, e como dono de posses (sabe-se lá de que modo conquistou) escolheu o que funciona.

Sei que antes do Lula assumir a saúde pública já era caótica, mas o que ele fez para melhorar? Onde melhorou? Comprar 6 dúzias de equipamentos super-faturados não é investir na melhoria, mas na imagem que algo está sendo feito, mesmo que tenha o mesmo efeito do placebo.

Alguém que é responsável por 8 anos por algo no mínimo deveria ter feito algo que fizesse com que a população tivesse a percepção. Duvido que se a saúde estivesse começando a dar passos em direção a um caminho melhor as pessoas estariam tão intensas nesta campanha. Eu mesmo não veria problema algum nele utilizar algo notadamente melhor.

Mas para quem nada fez e tudo falou fica meio incoerente isto, e creio que seja esta incoerência que tenha gerado tamanhno alvoroço.

Desejo ao cidadão brasileiro Lula exatamente o mesmo destino dos brasileiros acometidos pelo mesmo mal, e que são atendidos pelo sistema de saúde maravilhoso por ele.

Se isso é desejar mal a ele, talvez tenha sido em função de algo que ele mesmo não fez…

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Povo bovino?

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Há muito tempo que escuto esta expressão, a qual concordo plenamente.

Aqui neste país o que existem não são cidadãos, mas sim bois, que seguem para onde mandam. Se nos mandam comer comemos, se nos mandam votar em alguém votamos, se nos mandam ver TV vemos, se nos mandam deixar de estudar deixamos, se nos mandam acreditar que tudo o que fazem é para o nosso bem acreditamos.

Aqui neste país não se critica, não se questiona, não se busca soluções, nem ao menos mais se pensa. Pensar pra quê, se poucas pessoas podem pensar por nós, e a nós cabe única e exclusivamente seguir os “pensadores”?

Mas hoje tudo isso que falei foi por água abaixo. Vi que nem tudo está perdido do modo como eu pensava. Há sim pessoas que protestam, que lutam, que brigam. Não existem somente “bovinos” neste país.

Mas o que ocorreu que me fez ver que nem todos são bovinos? Podem ver a matéria completa neste link.

O que ocorreu foi um protesto por parte de estudantes da USP, que se revoltaram quando policiais que faziam ronda dentro do câmpus prenderam 3 estudantes que estavam fumando maconha. Vários estudantes se revoltaram contra a polícia e então começaram as brigas.

Como disse, nem tudo está perdido do modo como eu pensava. Está perdido de um modo muito, mas muito pior mesmo.

Políticos roubam, deixam a população emburrecida, não ligam para a violência, nos deixam sem saúde e contra o que aqueles “seres evoluídos” protestam? Contra a prisão de quem estava cometendo um crime. Agora nossos “estudantes” protestam com o pouco de atitude certa que ainda se faz neste país.

Será que é por que eles estão treinando para se tornarem nossos representantes no futuro?

Receio que sim…

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

É difícil fazer o certo…

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Acompanhem a conversa abaixo. O nome da atendente foi trocado.

Maria da Silva

Bom dia, Sr (a) Carlos Henrique Leda, seja bem-vindo(a) ao atendimento on-line da CPFL Paulista, em que posso ajudá-lo(a)?

Carlos Henrique Leda:

ola, na rua em que trabalho um cabo (que imagino ser de energia) está frouxo, estando a menos de 3 metros do chão

Carlos Henrique Leda:

e qq caminhão que passar pode enroscar e provocar um acidente

Maria da Silva

Sr. Carlos, por favor, informe a cidade e o Código de sua conta de energia elétrica, encontra-se na primeira tarja laranja.

Carlos Henrique Leda:

a rua é a Xxxxxx Xxxxxxxx, na cidade de Xxxxxx, SP

Carlos Henrique Leda:

estou no serviço, não tenho o meu código aqui comigo

Maria da Silva

Próximo a qual número está o fio Sr. Carlos.

Carlos Henrique Leda:

somente estou entrando em contato pois vi um caminhão passar ao lado, e caso ele tivesse virado na rua poderia ter provocado o acidente

Maria da Silva

Próximo a qual número está o fio Sr. Carlos.

Carlos Henrique Leda:

é na esquina entre as ruas Xxxxxx Xxxxxxxx e Xxxxxx Xxxxxxxx

Carlos Henrique Leda:

a 100 metros do mercado Xxxxxxxxx

Maria da Silva

Preciso de um número de referência Sr. Carlos. Sem esta informação, não conseguiremos solicitar verificações.

Carlos Henrique Leda:

é bem na esquina, a empresa onde eu trabalho fica no número 999

Carlos Henrique Leda:

mas é na esquina, no cruzamento. não fica na frente de nenhum número

Maria da Silva

Certo. Por favor, aguarde um momento.

Maria da Silva

Sr. Carlos, devemos informar que não localizamos na rua informada o número 999. Tem disponível à partir do número 999.
Podemos solicitar verificações nesta número?

Carlos Henrique Leda:

eu trabalho na Rua Xxxxxx Xxxxxxxx, 999

Carlos Henrique Leda:

na outra rua não temos número, pois não tem nada de frente para ela

Maria da Silva

O fio está na esquina correto?

Carlos Henrique Leda:

mas se forem na primeira rua e procurarem esta onde eu trabalho estarão na esquina onde está o problema

Maria da Silva

O fio está na esquina correto?

Carlos Henrique Leda:

exato. pelo que vi ele estava amarrado junto a outro, porém o fio que deixava os 2 amarrados partiu, deixando o fio com uma grande barriga

Maria da Silva

Entendo. Informe por favor se este fio está abaixo ou acima do braço de iluminação pública.

Carlos Henrique Leda:

o fio está há uns 3 metros no máximo do chão.

Maria da Silva

Pois se for abaixo do braço de iluminação pública, o fio não é pertencente à CPFL.

Maria da Silva

Entendo. Porém, precisamos saber se o fio que está com esta barriga, quando esticado, fica acima ou abaixo do braço de iluminação pública.

Carlos Henrique Leda:

Maria, isso é uma informação técnica demais para mim, eu não sei lhe dizer isso. porém somente sei que se algum caminhão passar e enroscar, levará tudo, este fio e tbm os de energia, que certamente serão arrastados em conjunto e dará trabalho para vocês

Carlos Henrique Leda:

eu não sei o que é este braço de iluminação pública

Maria da Silva

Eu entendo. Posso solicitar reparo Sr. Carlos, porém devemos informar que caso o fio não seja de propriedade da CPFL, nossa equipe não realizará o reparo. 
Por favor informe dois telefones para contato, fixo e celular.

Carlos Henrique Leda:

99 9999-9999 e 99 9999-9999

Maria da Silva

Aguarde mais um momento por gentileza.

Carlos Henrique Leda:

se não for da responsabilidade de vocês, é só informar a quem devo chamar que chamo

Maria da Silva

Por isso orientava o Sr. pois se for um fio grosso, o primeiro de baixo, trata-se de TV à cabo e internet. Se for os dois seguintes de baixo para cima, trata-se de telefonia. 
Apenas os fios que estão acima do braço de iluminação pública são da CPFL.

Maria da Silva

A situação descreve risco de acidente imediato Sr. Carlos?

Carlos Henrique Leda:

creio então que deva ser de TV a cabo, pelo que me falou. creio que sim, pois se algum veículo maior entrar na rua e enroscar, possivelmente arrastará muita coisa, trazendo vários prejuízos

Maria da Silva

Entendo. Solicitarei mesmo assim uma verificação. Caso seja de propriedade da CPFL o serviço será concluído tudo bem?

Carlos Henrique Leda:

e caso não seja, será feito o acionamento para a empresa responsável?

Maria da Silva

Será necessário o cliente solicitar reparo com a empresa responsável.

Carlos Henrique Leda:

certo, mas vocês poderiam me passar com exatidão qual é esta empresa, vendo o fio?

Maria da Silva

Caso o Sr. possa acompanhar o trabalho de nossa equipe, eles lhe informarão.

Carlos Henrique Leda:

ok

Conforme leram, reportei um problema a CPFL para que ela pudesse consertar um problema que caso fosse concretizado, poderia gerar vários problemas.

Na conversa foram alguns pontos que achei engraçado:

  1. O problema ocorria em um cruzamento, portanto sem número, e cruzamento é uma informação precisa, porém a atendente não  considerava assim
  2. Caso o problema não fosse de responsabilidade deles, seria simples para eles entrarem em contato com a empresa responsável e solicitar o reparo, e imagino que isso seria mais eficiente que uma pessoa fazer, pois seria uma empresa séria solicitando
  3. Pediram o telefone, porém caso o problema não fosse da responsabilidade deles eu não seria avisado. Então por que pediram o telefone?

Será que para fazer o certo tem que ter tanta paciência assim?

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O reparo foi feito em menos de 4 horas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Matamos milhares de Steve Jobs diariamente

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Esta semana o mundo perdeu uma pessoa de nome Steve Jobs, e como é comum para os recém mortos, ele era uma pessoa maravilhosa, sempre fazia coisas maravilhosas e coisas do gênero.

Não sei o quanto é verdade ou não o que falaram sobre ele, tampouco se as verdades ditas foram exageradas ou não, no entanto sei que ele de fato conseguiu modificar este planeta.

Vi em uma reportagem que ele, nos inúmeros anos que ficou a frente da Apple, nunca realizou uma pesquisa de mercado para ver o que fazer, e isso me chamou muito a atenção.

E o argumento dele na verdade era uma frase dita por Henry Ford. Henry disse: “Se eu perguntasse a meus compradores o que eles queriam, teriam dito que era um cavalo mais rápido.

Modo muito interessante de se pensar. Não significa que sempre estará certo, como podemos perceber através de alguns fracassos na história profissional do Steve Jobs, mas significa que pode sim fazer a diferença, e de um modo muito mais intenso e arrebatador do que qualquer ação proveniente de uma pesquisa de campo.

Mas se você trabalha em uma empresa, e sugere fazer algo sem um estudo de campo, baseado na sua percepção de mundo, nos seus conhecimentos, sua habilidade, suas análises e suposição tenho certeza que um percentual muito grande de empresas nem bola dará para você, falarão que não é assim que se faz, que quem é você para dizer o que deve ser feito, se existem métodos “eficazes” de se descobrir isso.

Ou será que estou errado neste pensamento?

Imaginem o mundo atual sem a brilhante mente do Steve Jobs? Como estaríamos? Será que no mesmo ponto? Possivelmente não, pois se estivéssemos no mesmo ponto, as pessoas não diriam tão entusiasticamente que ele mudou o mundo. E o que precisaria acontecer para que tudo o que ele criou não fosse criado? Somente que as pessoas ao seu redor dissessem que ele estava errado, que não era assim que se criava um produto, que pesquisa de campo era necessário e mais um monte de coisas que nos “ensinam” nos cursos caros e que nos dão um grande status e “respeito” onde quer que trabalhemos.

Agora quantos que não possuem a mesma capacidade de persistência, ou de auto-confiança, ou então a mesma capacidade financeira do Jobs são tolhidos diariamente de suas ideias, suas propostas, seus planos de um mundo melhor, somente por não seguirem o que a sociedade chamou de “certo”, de procedimentos necessários para se conseguir alguma coisa.

Quando se faz algo do modo como nos ensinam, somente se é possível ir até onde se foi, nunca ninguém mudou o mundo fazendo as mesmas coisas que todos fazem. Vejam a história, analisem as grandes personalidades.

Se sairmos do ambiente empresarial e formos para o escolar, também podemos imaginar que milhares de mentes são mortas diariamente, pois não “pensam” como “se deve” pensar, não se faz do modo que se deve fazer, não escrevem do modo como se deve escrever. As escolas optam por matar os “Steve Jobs” existentes dentro de cada um para que todos sejam reprodutores dos padrões existentes. Qualquer pessoa “fora da curva” é ridicularizada, tratada como complicada, difícil, como arrogante.

E o mais engraçado de tudo isso é o paradoxo das pessoas. As mesmas pessoas que “matam” o potencial de milhares de pessoas são as mesmas a valorizar os que saíram da curva, porém com o dinheiro e a fama conquistados passaram de complicados, arrogantes, temperamentais para geniais, pessoas a frente do seu tempo.

Acho que se as pessoas pararem de se esforçar para moldar os demais poderemos em breve ter um mundo melhor, pois esta “preguiça” permitirá que as pessoas explorem todo o potencial que possuem, criem, experimentem, errem, acertem e sejam seres humanos melhores, pois terão realizado algo, ao invés de somente se permitirem serem levados pela manada.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Rafinha Bastos

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Estes últimos dias ocorreu um tremendo bafafá a respeito de uma piada que Rafinha Bastos fez após uma entrevista com a cantora Wanessa Camargo.

Ele disse que “comia ela e o bebê”.

Pronto, criou-se um alvoroço todo, muita matéria para vários jornais, programas de fofoca, jornais impressos. Certamente apareceram várias pessoas dizendo que isso que ele fez é isso, que é aquilo, que ele deve se retratar, que ele se acha acima do bem e do mal, e mais um monte de comentários.

Juro que tento entender o motivo de tanto alvoroço, porém não consigo.

Vocês podem ficar espantados e questionarem: “Mas Carlos, ele disse que faria uma atrocidade com um bebê, e como você não fica pasmo com isso?”.

Não fico pasmo pois não acho que ele falou isso, pois como meu pouco conhecimento da língua sei que as palavras possuem significados diferentes dependendo da pessoa, e a ironia, o sarcasmo e as analogias não explícitas também fazem parte de uma língua, porém isso não é algo tão direto de se entender, como o que “foi dito”.

Quantas vezes nós não dizemos quando um filho pergunta se pode fazer algo “Claro”, querendo dizer exatamente o oposto. Este é um recurso muito comum, principalmente com uma certa entonação na palavra.

Aí se alguém ouvisse poderia dizer que o pai autorizou o filho, sendo que na verdade o que houve foi exatamente o oposto.

O que quero dizer com isso é que palavras não são exatas, como os números, e o significado de uma palavra ou frase certamente é diferente de uma pessoa para outra.

Então será que o Rafinha disse exatamente o que “todo mundo” ouviu, ou “todo mundo” resolveu ouvir ofensa?

Vejo a frase do Rafinha como um elogio, isso mesmo, um elogio. Há uma expressão que diz “desta fruta eu como até o caroço”, que é utilizada para expressar algo que é muito bom. Claro que ninguém comerá o caroço de uma fruta, a pessoa somente está dizendo, de modo figurado, que a fruta muito boa, fora do comum.

Então, se pegarmos esta frase e “contextualizarmos” com a Wanessa resultaria na frase dita por ele. Uma simples analogia utilizando-se de uma expressão popular.

Estou viajando? Talvez sim, mas e se não estou? E se realmente o que houve foi este jogo de palavras, esta contextualização, este elogio a beleza da cantora?

Não estou aqui dizendo que ele pensou nisso, somente estou levantando uma possibilidade que ainda não vi sendo levantada em nenhum lugar, por nenhuma pessoa.

O que vi foi uma infinidade de pessoas revoltadas, descendo o pau, tecendo comentários extremamente grosseiros, classificando-o de inúmeros adjetivos nada simpáticos, e principalmente muita gente dodói por aí.

Parece que atualmente qualquer coisa faz com que as pessoas fiquem mal, tristes, deprimidas, e SE ofendam. Estamos em uma geração extremamente sensível, de pessoas mimadas, que qualquer coisa choram e se correm para as saias das suas mães.

É preciso pensar um pouco a respeito das coisas, utilizar situações como esta para ver se estão realmente fazendo algo de bom para o mundo ou somente seguindo a onda, que convenhamos, não está nada legal.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A mutação da nossa sociedade

2 comentários até o momento. Que tal deixar o seu?

Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.

• Ano 1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e até umas reguadas nas mãos e volta tranqüilo à classe. Esconde o fato dos pais com medo de apanhar mais. Pronto.

• Ano 2011: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD, o psiquiatra receita Rivotril. Transforma-se num zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz e processam o colégio

Cenário 2: Luis, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro.

• Ano 1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luis nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.

• Ano 2011: Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luis se volta para a droga, delinqüe e fica preso num presídio especial para adolescentes.

Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...

• Ano 1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.

• Ano 2011: A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...

Cenário 4: Disciplina escolar

• Ano 1959: Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.

• Ano 2011: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.

Cenário 5: Horário de Verão.

• Ano 1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.

• Ano 2011: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.

Cenário 6: Fim das férias.

• Ano 1959: Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.

• Ano 2011: Depois de voltar de Cancun, numa viagem 'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...

Cenário 7: Saúde.

• Ano 1959: Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.

• Ano 2011: Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual. Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.

Cenário 8: Trabalho.

• Ano 1959: O funcionário era "pego" cera (fazendo nada). Tomava uma regada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.

• Ano 2011: O Colaborador pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo gestor que pergunta se ele está passando bem. O colaborador acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o colaborador é indenizado e o gestor é desligado.

Cenário 9: Assédio.

• Ano 1959: A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.

• Ano 2011: Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual, ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado.

Cenário 10: Comportamento.

Ano 1959: Homem fumar era bonito, dar o rabo era feio.

Ano 2011: Homem fumar é feio, dar o rabo é bonito.

Pergunta-se:

Em que momento foi, entre 1959 e 2011, que nos transformamos neste bando de imprestáveis?